Coletiva - Visita de natal ao Bom Prato 20162312

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Visita de natal ao Bom Prato

Local: Capital - Data:Dezembro 23/12/2016

REPÓRTER: Governador, temos 51 Bom Pratos, podemos ter mais?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, nós temos 51 Bom Pratos, distribuímos 84 mil refeições por dia, uma média de 1.500, perdão, 1.600 refeições todo dia, já distribuímos até agora 171 milhões de refeições a um real, e desde que abriu, no ano 2000, até o ano de 2016, nesses últimos 16 anos não houve nenhum reajuste, mantivemos o um real. Este aqui da Lapa, ele foi inaugurado, eu me lembro bem, no dia 24 de dezembro de 2001, então amanhã ele fará 15 anos. Mantendo sempre a mesma boa qualidade, alimento quente, bem preparado, saboroso, a gente periodicamente reforma o restaurante para sempre ficar bem aconchegante, e acessível à população. E uma alimentação balanceada, então, proteína, carboidrato, vitamina, ela é equilibrada. Arroz, feijão, uma salada, uma carne, o suco da época, o pãozinho e uma fruta. Respondendo a sua pergunta, os dois próximos a serem inaugurados vai ser na Região Metropolitana de São Paulo, Taboão da Serra, e em Barretos, no interior de São Paulo, nós estamos procurando fazer o Bom Prato perto dos grandes hospitais. Botucatu já fizemos, do lado do Hospital das Clínicas de Botucatu que atende toda a região, porque o parente vem, a família vem, acompanhante do doente e às vezes não tem onde almoçar. Então os dois próximos, Taboão da Serra, aqui do lado, na Grande São Paulo, e Barretos, ao lado do Hospital do Câncer lá da Barretos.

REPÓRTER: A crise da arrecadação não vai afetar o serviço do Bom Prato?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:: Não.

REPÓRTER: Sobe o preço, não sobe?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:: Não, o preço já subiu. O preço para nós é R$ 5,16, nós nós entramos com subsídio de R$ 4,16. Ele é estrategicamente localizado próximo de lugar de passagem. Hoje muita gente não consegue voltar para casa e tem a oportunidade de se alimentar por um real e uma alimentação de qualidade. Quem opera os Bons Pratos são entidades religiosas ou sociais. Então aqui é a igreja Comunidade da Graça, temos a comunidade judaica, o TenYad, que é Mão Estendida, temos com os Salesianos, com várias denominações religiosas, ou seja, entidades sem fim lucrativo do chamado terceiro setor. É um belíssimo programa social, muito bem avaliado, ajuda quem mais precisa. Nós estamos abrindo mais cedo para os idosos. Então, abre onze hora da manhã, mas o idoso é dez e meia, para ele não precisar ficar na fila. Tem muita gente que mora sozinha, aí vem. E é um programa também, é gostoso, faz amizade, conhece outras pessoas, local de convívio, então é um bom programa social. Tá bom?

REPÓRTER: Obrigada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom Natal.

REPÓRTER: Governador, a uma entrevista a CBN hoje o governador do Rio de Janeiro falou que conversou com senhor durante a semana e o senhor teria dito que caso a economia não melhore até abril, São Paulo pode também entrar em crise. Qual que é a chance disso acontecer?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:: Não, essa hipótese não existe. Todos nós com uma queda de arrecadação muito grande, só que São Paulo fez o ajuste. Aliás, não fez agora, isso é uma tarefa que vem já de bom tempo. Custo é como unha, você tem que cortar toda semana. Toda semana você tem que verificar onde é que pode reduzir custos para poder sobrar um recurso para atender área social, desenvolvimento do estado. Então o que nós estamos fazendo é uma agenda positiva. Acabei de lançar um programa de estímulo à indústria automotiva, o pró-veículos, o informática, o pró-informática, agronegócio, autopeças, serviços. De outro lado, crédito, nós lançamos um programa de juro zero para microempresa, juro zero, zero, zero para microempresa. E lançamos um grande programa de concessões para gerar emprego. Então agora, no dia 22 de fevereiro, é o leilão na bolsa de valores, na Bovespa, da concessão da rodovia centro-oeste, em março dos aeroportos e em abril da Rodovia dos Calçados. Isso vai gerar mais de nove bilhões de investimento. Nós precisamos criar mais confiança na economia brasileira e dois setores podem ajudar a recuperar emprego: exportação, aproveitar o câmbio, um grande esforço exportador, e infraestrutura e logística, é muita mão de obra na construção civil.

REPÓRTER: O setor privado tem manifestado interesse já nesses programas de concessão, isso já tem sido conversado?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:: Olha, 130 empresas nacionais e estrangeiras acessaram o nosso data room. Claro que não são todas que vão entrar na licitação, mas nós vamos ter licitantes, tanto nacionais quanto estrangeiros. Aliás, foi feito até um road show em Nova York com grande interesse de investidores de fundos de investimento.

REPÓRTER: Governador! O ministro Alexandre de Moraes irá liberar para a polícia as armas que foram apreendidas.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:: Eu sou favorável. Porque o Brasil não pode ter desperdício. Então você apreende armamento, fuzis caríssimos, armamento novo e destruía tudo, era tudo destruído. Depois o governo abre uma licitação para comprar arma. Não tem sentido nenhum. Então se o armamento está em boas condições vamos aproveitá-lo, tirar do bandido que faz crime e mata os outros para passar para a polícia e ela faz economia e trabalha mais bem preparada.