Coletiva JGorinchteyn - SP supera 60 milhões de doses da vacina do Butantan entregues aos brasileiros 20212607

De Infogov São Paulo
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Coletiva JGorinchteyn - SP supera 60 milhões de doses da vacina do Butantan entregues aos brasileiros 20212607

Local: Capital – Data: Julho 26/07/2021

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JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Bom dia a todos e a todas. Estamos aqui no Instituto Butantan, nessa manhã fria, junto com Regiane de Paula, junto com Dr. Reinaldo, diretor do Instituto Butantan, para entregar mais 1,5 milhão de doses da Coronavac, representando tanto o governador João Doria como o vice-governador Rodrigo Garcia. Temos hoje um total de 60,1 milhões de doses da Coronavac distribuídas para o Programa Nacional de Imunização, e temos o compromisso de, agora, no dia 30 de agosto, totalizar aquele contrato de 100 milhões de doses com o Ministério da Saúde. Lembrando que esse contrato era para se finar, se encerrar, no dia 30 de setembro, mas o Instituto Butantan antecipou em 30 dias essa distribuição, entendendo que nós precisamos proteger vidas de forma muito mais rápida, de forma muito mais célere. O estado de São Paulo já vacina 34,5 milhões de pessoas, o que representa 74% da população eleita, população-alvo, acima de 18 anos, imunizada. E 57% de toda a população, de todas as faixas etárias. E temos então, agora, no dia 20 de agosto, o dia da esperança, o dia no qual poderemos ter vacinado todos acima de 18 anos, todo o público adulto, e dessa forma poderemos, a partir do dia 23, progredir para as faixas etárias de 12 a 17 anos e 11 meses, para que possamos, aí sim, estar imunizando muito mais, muito mais rápido e, dessa maneira, garantindo que as vidas sejam realmente protegidas. Vamos agora para as perguntas. Temos três perguntas. A primeira pergunta, do Anthony [ininteligível], da CNN, a segunda do Marcos Vinicius Anjo, da TV Globo, GloboNews, e a terceira da Carol Abelin, da Jovem Pan. Anthony, você é a primeira pergunta.

ANTHONY REPÓRTER DA CNN: Perfeito. Secretário, bom dia para você, bom dia para todo mundo que está aqui com a gente hoje. Minha pergunta é em relação, como você já sabe, à vacinação para o público com 28 anos, que foi suspensa aqui na cidade de São Paulo. Ontem, na coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes falou em um diálogo com o estado, onde houve uma mal interpretação em relação à quantidade de doses disponíveis para essa faixa etária. Então, eu queria saber exatamente que diálogo foi esse, qual foi essa mal interpretação e qual o ponto de vista do estado em relação a essa paralisação da vacinação aqui na capital.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Só lembrando que o estado de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Saúde, tem diálogo com os 645 municípios e orienta o quantitativo de doses, baseado nas grades que são realmente enviadas. Mas eu vou pedir, para responder essa pergunta, Dra. Regiane de Paula, que é a coordenadora do programa estadual de imunização aqui de São Paulo. Por favor, Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, secretário, bom dia, Anthony, bom dia, todos e todas. O calendário do programa estadual de imunização, ele prevê a vacinação dessa faixa etária até o dia 4 de agosto. Nós só vamos entrar numa nova faixa etária a partir do dia 5 de agosto. Então, toda vez que qualquer município faz uma antecipação de doses, isso tem sempre um certo risco. Então, o calendário estadual, eu reforço uma vez mais, ele só prevê a vacinação de 25 a 29 anos a partir do dia 5 de agosto, até porque nós aguardamos vacinas do Ministério da Saúde. Lembrando que, nesse momento, a gente aguarda não só a vacina do Butantan, mas também a vacina da Pfizer, porque nós sabemos que o Ministério da Saúde, o programa nacional de imunização, tem recebido todos os dias, desde o dia 21, cargas de vacinas da Pfizer. Então, nós aguardamos que essas vacinas venham, para que a gente possa, de uma forma mais rápida e com urgência, e urgência que o estado de São Paulo precisa, e o Brasil precisa, colocar a vacina no braço de todos os paulistas. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Obrigado, Regiane, obrigado, Antônio. Vamos passar para a segunda pergunta, Marcos Vinicius Anjo, da TV Globo, GloboNews.

MARCOS VINICIUS REPÓRTER DA GLOBONEWS: Secretário, bom dia. Bom dia também para a Dra. Regiane. Bom, são três perguntas, eu vou direcionar a primeira para o senhor, secretário. Se já temos registro de mais casos da variante delta, se temos atualização, portanto, desse número. E as outras duas eu vou direcionar para a Dra. Regiane. Mais cedo, no Em Ponto, o secretário de Saúde aqui de São Paulo, municipal, o Edson Aparecido, ele tinha dito que pretende divulgar onde cada pessoa deve encontrar o local para tomar a segunda dose da vacina. Queria então que a senhora comentasse isso. E também fazer um outro comentário, dessa vez a respeito do... Se há outras cidades aqui do estado que também interromperam a vacinação da primeira dose, a D1. Então, uma pergunta para o Dr. Jean e as outras duas para a Dra. Reginane.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Muito bem, vou responder a primeira pergunta, as duas outras serão respondidas pela Dra. Regiane de Paula. Nós temos, até o momento, 10 casos da variante delta. Nós ainda não temos novas identificações. Lembrando que, desde a semana passada, todos os municípios da região do Vale do Ribeira... Desculpa, do Vale... Lembrando que, da semana passada, todos o municípios da região do Vale do Paraíba, onde foram identificados dois casos, tanto em Pindamonhangaba quanto Guaratinguetá, todos os casos da região são testados. Então, veio positivo, é feita uma análise genômica, para nós sabermos se existe a variante ali naqueles outros casos. Por enquanto, nós não temos essa identificação, mas o estado de São Paulo tem a responsabilidade absoluta de se manter vigilante, como sempre fez, desde o início. Desde o início, quando nós recebemos a notificação da possibilidade de uma nova variante, a variante delta, nós passamos a fazer estudos aleatórios. O que eram esses estudos aleatórios? Era simplesmente pegar amostras que aconteciam, que eram positivadas, nos vários municípios, e fazer a testagem, testagem essa, feita tanto pelo Instituto Adolfo Lutz quanto pelo Instituto Butantan. E foi exatamente essa análise aleatória que permitiu a identificação desses 10 casos, 8 deles no município de São Paulo e 2 deles na região do Vale do Paraíba. Por isso, a nossa atenção agora redobrada especialmente àquela região do Vale do Paraíba, merecendo essa atenção, não só pela disponibilidade de casos, que nós chamamos autóctones, de contaminação comunitária, na própria sociedade, sem nenhuma associação com pacientes que tenham feito viagens, ou estes mesmos indivíduos terem viajado. Passo agora as duas perguntas para a Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Marcos, vamos deixar uma coisa bastante clara, novamente, que o programa estadual de imunização, ele faz um cronograma. Esse cronograma, ele é muito planejado, nós trabalhamos com planejamento constante. Então, quando nós enviamos doses, nós enviamos a primeira dose para os grupos que nós estamos abrindo, baseado na população IBGE daquele município, e enviamos também a segunda dose. Então, em nenhum momento nós paramos de fazer a segunda dose. O que pode acontecer é que a gestão da vacinação, quem aplica a vacina são os municípios. E se eles tomam alguma ação de antecipar um calendário, pode acontecer de, num determinado momento, aquela vacina que foi antecipada não estar lá. Então a segunda dose, ela está garantida e todos os municípios continuam trabalhando com a segunda dose. O que a gente solicita aos municípios? Que, quando eles começam uma vacinação, que eles trabalhem conosco, no nosso calendário, porque dessa maneira não pode, e não deverá acontecer, principalmente uma informação para a população de que ela aguarda uma nova abertura de faixa e isso, de fato, não vai ocorrer. Então, nós lembramos uma vez mais que toda vez que a gente faz isso a gente trabalha com muito planejamento, mas quem vacina são os municípios, e precisamos estar juntos nesse momento. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Muito obrigado, Regiane de Paula, Marcos Vinicius, obrigado pela sua pergunta, aliás, as suas perguntas, né? E vamos para a terceira e última pergunta, de Carol Abelin, da Rádio Jovem Pan.

CAROL ABELIN REPÓRTER DA JOVEM PAN: Bom dia, secretário. Quando o senhor fala, só uma dúvida ali, 20 de agosto como o dia da esperança, a população adulta vacinada, é primeira dose, né? Queria saber do senhor quanto à perspectiva da pandemia também nesse momento. A gente superou domingo 4 milhões de infectados no estado de São Paulo, a gente tem visto por parte do estado, assim como por parte da prefeitura, uma série de liberações, abertura dos parques novamente com horário normal, eventos-teste. O que vocês observam? Muitas pessoas na Paulista, nos parques, nesse final de semana... Projetam para os próximos dias aí?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O dia da esperança, ele confere exatamente a vacinação de todos os brasileiros de São Paulo adultos, acima de 18 anos, com pelo menos a primeira dose. Essa é uma forma de nós já termos, sim, a esperança, mas lembrando que, para que as pessoas estejam devidamente vacinadas, elas precisam ter as duas doses. Aí, sim, elas estarão realmente protegidas. Nós temos um programa vacinal que tem acontecido de uma forma crescente. O estado de São Paulo vacina e já vacinou 34,5 milhões de pessoas, portanto é o estado que mais vacina. Estamos com 74% da nossa população-alvo vacinada, ou seja, aquela acima de 18 anos, 56%, quase 57% da população geral, de todas as faixas etárias imunizadas e protegidas com ao menos uma dose. E é isso que faz com que os índices que nós temos encontrado hoje estejam cada vez melhores. Hoje, nós temos no estado de São Paulo 57% de taxa de ocupação nas unidades e leitos de UTI, e 51% na grande São Paulo. E temos dados de ontem, portanto, de 24 horas atrás, 6.055 pessoas internadas. Esse número, ele é menor do que aquele que nós tínhamos no pico da primeira onda, que aconteceu no dia 15 de julho de 2020. O que acontece? Nós estamos vacinando mais e protegendo mais as pessoas. E é exatamente isso que permite com que o estado de São Paulo promova as suas flexibilizações, de forma bastante cautelosa, bastante responsável e hoje nós temos um programa, um plano de flexibilização, estendido, que vai até agora o dia 31, quando então, baseado nesses dados, reavaliaremos maior capacidade de ocupação, extensão de horários, mas tudo isso vai ser definido ainda essa semana, baseado nesses dados estatísticos, em concomitância, em acordo com o Centro de Contingência, para que essas medidas possam ser adotadas de forma absolutamente segura e responsável. Quero agradecer a todos, um bom dia a vocês e nos encontramos agora na quarta-feira, 12h45, no Palácio dos Bandeirantes, para a nossa entrevista coletiva, e mais novidades. Teremos na quarta-feira mais novidades, tanto em relação à vacinação como também iniciativas em relação ao Plano São Paulo, que serão, portanto, reveladas na quarta-feira. Aliás, na quarta aqui também teremos mais entregas de vacinas, também pela manhã. Um grande abraço a todos, uma ótima semana. Muito obrigado.