Coletiva RGarcia - SP avança em vacinação e tem menor média do ano de internações por COVID-19 20212107

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Coletiva RGarcia - SP avança em vacinação e tem menor média do ano de internações por COVID-19 20212107 | Coletiva RGarcia

Local: Capital – Data: Julho 21/07/2021

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TRANSCRICAORODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Bom, muito boa tarde a todos, sejam muito bem-vindos a mais uma coletiva de imprensa do governo do estado de São Paulo. Agradecer a presença de toda a imprensa aqui presente, a nossa equipe de governo, o nosso Centro de Contingência, os nossos convidados. E para abrir a coletiva de imprensa de hoje, eu quero convidar o nosso governador João Doria, que da sua residência, cumprindo a sua quarentena, em virtude do Covid, vai nos dar aqui as boas-vindas, para que a gente possa iniciar a nossa coletiva. Então, com a palavra, o nosso governador João Doria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR: Muito obrigado, Rodrigo, muito obrigado a todos. Obrigado aos jornalistas que estão presentes na coletiva, cinegrafistas, fotógrafos, meus colegas. Eu estou bem, cumprindo a quarentena, mas completamente assintomático. Aliás, me sinto melhor desta feita do que quando tive a primeira infecção da Covid-19. Com atendimento do Dr. David Uip, estou me sentindo muito bem, e a razão pela qual me sinto bem é a vacina. Eu tomei no braço as duas doses da Coronavac, a vacina que me salvou e tem salvo milhões de brasileiros. Eu sou testemunha viva da importância e do valor da vacinação, e por ter tomado as duas doses da vacina estou bem, estou salvo, vou completar a quarentena e, na semana que vem, estarei de volta presencialmente ao meu trabalho, ao convívio com todos os meus amigos, colegas de governo, colegas jornalistas e, na próxima quarta-feira, estarei presente nesta mesma coletiva. Rodrigo, eu seu nome, cumprimento a todos que estão aí ao seu lado. Boa coletiva, vou acompanhar aqui direto pela TV Cultura.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Muito obrigado, governador. Eu sou testemunha que você está muito bem, porque hoje, às 4h41 da manhã você passou seu primeiro Whatsapp para a equipe. Então, melhoras, pronta recuperação. O governador tem feito reuniões virtuais todos os dias da sua casa, e semana que vem presencialmente estará aqui conosco. E vai nos acompanhar aqui durante a coletiva, se, porventura, tiver algum questionamento feito diretamente ao governador, que nós não possamos aqui ter a resposta de imediato. Bom, hoje nós temos quatro grandes anúncios para São Paulo. O primeiro deles é que, com o avanço da vacinação, São Paulo tem a menor média de internação para Covid-19 do ano de 2021. O número de novas internações do Corona Vírus registrado nos últimos sete dias foi o menor registrado nesse ano. Isso, muito reflexo da vacinação, do avanço da vacinação aqui no estado de São Paulo, tendo em vista que nós somos o primeiro estado com mais da metade da população imunizada com, no mínimo, a primeira dose. Então, a causa e efeito da vacinação demonstradas claramente aqui no nosso estado de São Paulo, com a queda do número de internações no estado, oriunda do avanço da vacinação. A segunda boa notícia é que 288 municípios do estado de São Paulo não registraram mortes por Corona Vírus na última semana. A vacinação, além de diminuir as internações, também está reduzindo o número de mortes em São Paulo. Quase metade das cidades do nosso estado, 288 municípios, portanto, não registraram nenhum óbito na última semana, segundo os dados oficiais que nós tivemos acesso. Também muito fruto da vacinação avançada do estado de São Paulo. E a terceira notícia do dia de hoje é que o governo de São Paulo libera os municípios para aplicarem a segunda dose da vacina nas gestantes e puérperas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca. Portanto, a partir do dia 23 de julho, na próxima sexta-feira, as grávidas e puérperas que tomaram a primeira dose da vacina AstraZeneca estarão liberadas para tomarem uma segunda dose da vacina da Pfizer. Sobre esses três temas, do avanço da vacinação, da queda também dos número da Covid, depois o Dr. Jean Gorinchteyn, que é coordenador do programa de... que é o nosso secretário de Saúde, e a Dra. Regiane, que é a coordenadora do nosso PEI, vão dar detalhes a todos. E a quarta notícia do dia de hoje é que o governo de São Paulo libera o pagamento do Bolsa do Povo para 120 mil pessoas através do programa Vale Gás e do Acolhe SP. A partir de hoje, os beneficiários, portanto, do Bolsa do Povo, inscritos nos programas e já credenciados pelo nosso sistema, poderão sacar a primeira parcela destes benefícios. E a nossa secretária Célia Parnes dará detalhes da operacionalidade desses pagamentos, e de como o cidadão de São Paulo pode acessar esses benefícios. Portanto, para os números da saúde e também detalhes dos anúncios feitos de hoje, eu passo aqui a palavra ao nosso secretário Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: Boa tarde, vice-governador Rodrigo Garcia, boa tarde a todos. Vamos reforçar exatamente as suas palavras, trazendo os números da pandemia, nessa 28a semana epidemiológica aqui no estado de São Paulo. As taxas de ocupação no estado tiveram 60,19%, enquanto na grande São Paulo, onde se inclui o município de São Paulo, 55,65%. Nós temos hoje internados nos leitos das nossas unidades de terapia intensiva 6.920 pacientes, lembrando que estamos num número muito próximo ao pico da primeira onda, onde nós tínhamos 6.500 pacientes internados, lembrando que, no dia 1 de abril, quando nós tivemos, aí sim, o pico da segunda onda, estávamos com 13.150 pacientes internados. São 50% a menos de pacientes internados nas UTIs. E o que chama a atenção: a queda também da enfermaria. Na enfermaria, nós temos 6.437. Lembrando que, em todas as ocasiões, mesmo naqueles momentos do segundo semestre do ano passado, nós sempre tivemos duas vezes a duas vezes e meia mais pacientes internados em enfermaria do que pacientes internados em UTI. E hoje esse número é muito similar. Isso é claramente relacionado com a vacinação. Estamos vacinando, estamos impactando na mortalidade e estamos impactando também nas internações. Próximo, por gentileza. Nós temos, na semana epidemiológica 28a, em relação à 27a, uma queda importante do número de casos, tivemos uma melhora de 6,9%, uma queda de 6,9% no número de casos, e uma queda ainda expressiva das internações em 9%. Nós estamos mantendo a média de 10% a 11% das internações, e a gente sempre reforça que internação é esse momento, é o momento atual, em que nós temos os dados estatísticos das últimas 24 horas. Um leve incremento de 3,5% nos óbitos, mas lembrando que em números muito menores do que aqueles que nós tínhamos no pico da pandemia, que chegamos a ter 813 mortes por dia. Hoje, esse número cai para 386. E dessa maneira, próximo, por gentileza, estamos protegendo a vida, avançando com a vacinação. 53% da nossa população já recebeu as doses do imunizante de forma plena, com as duas doses, e isso impacta exatamente nisso que temos aqui, que 44% dos municípios do estado não apresentam óbitos, não apresentam morte. São quase 50% dos municípios no nosso estado, que dá 288 cidades. Muito obrigado, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Dr. Jean. Vou passar também para a Dra. Regiane, que é a coordenadora do PEI, para dar detalhes sobre a questão da segunda dose para as grávidas e puérperas, e destacar aqui que, a convite do nosso governador, a Dra. Rossana Pulcineli, que é presidente do Sogesp, que é a Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo, está presente, como nossa convidada especial, também à disposição para dar detalhes desta etapa da vacinação. Então, Dra. Regiane, em relação à questão da vacinação das grávidas e puérperas na segunda dose.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Muito obrigada, bom dia, vice-governador, bom dia a todos. Boa tarde, na verdade, a todos e todas. Então, o que nós colocamos é que, a partir do dia 23 agora, sexta-feira, todas aquelas gestantes, e no estado de São Paulo nós temos em torno de 9.000 gestantes, que receberam a primeira dose da vacina com AstraZeneca, de acordo com uma deliberação bipartite, que saiu agora de manhã ad referendum, todas essas gestantes podem ser vacinadas com a segunda dose da Pfizer. Então, o que a gente pede? Que essas gestantes, que tomaram a primeira dose da AstraZeneca, verifique seu cartão vacinal e, no prazo apropriado, que seria segunda dose da AstraZeneca, ela não fará com a AstraZeneca, e sim a vacina da Pfizer. Então, ela procure a unidade básica de saúde, de preferência onde ela já tomou a sua primeira dose de AstraZeneca, para, no prazo, tomar a segunda dose da vacina da Pfizer. Eu acho que a Dra. Rossana tem algumas questões que ela gostaria de colocar. Por favor.

ROSSANA PULCINELI, PRESIDENTE DA SOGESP: Eu acho que é muito importante a gente ressaltar o compromisso--

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Então, Dra. Rossana, é isso que eu ia pedir, para a Dra. Rossana, que é presidente aqui da Associação, também fazer seus comentários sobre essa notícia, que é importante para as grávidas e puérperas do estado de São Paulo.

ROSSANA PULCINELI, PRESIDENTE DA SOGESP: A Sogesp, a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do estado de São Paulo, tem acompanhado de perto o trabalho do governo do estado. São Paulo já vacinou praticamente metade das gestantes e puérperas, é um dos estados que mais vacinou gestantes e puérperas, e vem demonstrando o seu compromisso com a redução da mortalidade materna por Covid, no estado de São Paulo. A gente vê com muita alegria esse anúncio, porque isso trazia muita insegurança para essas mulheres, que tomaram a primeira dose da AstraZeneca, e é muito importante que a gente continue nessa campanha de vacinação das gestantes e puérperas, para conseguir reduzir a mortalidade materna por Covid, que tem assolado o nosso país. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Muito obrigado, Dra. Rossana. E para os últimos detalhes aqui da nossa fase inicial, nossa secretária então Célia Parnes, para falar do Bolsa do Povo.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, governador. Bom dia a todos. Eu trago aqui o Bolsa do Povo, o maior programa social de transferência de renda do governo do estado de São Paulo. Pode passar, por favor. Começando pelo Vale Gás, um programa que, desde o seu anúncio, teve tamanho impacto em toda a população, um programa de transferência de renda para compra de botijões de gás para famílias em situação de grande vulnerabilidade. Pode passar, por favor. São 104 mil famílias e os critérios de elegibilidade desse programa são famílias que constam no nosso Cadastro Único, famílias que não recebem o Bolsa Família e que habitam em aglomerados subnormais, que são favelas, comunidades, famílias com uma renda per capita de até R$ 178. E o impacto deste programa, Vale Gás, já atinge a mais de 500 mil pessoas por todo o estado. Pode passar, por favor. São mais de R$ 30 milhões investidos nesse programa, são R$ 300 em três parcelas de R$ 100, iniciando-se imediatamente. R$ 100 agora em julho, na sequência setembro, na sequência novembro, sempre a cada dois meses, para a compra de um novo botijão de gás. Pode passar, por favor. O programa São Paulo Acolhe, também um programa de recente anúncio do governador João Doria, junto com o vice-governador Rodrigo Garcia, um programa de grande sensibilidade, também de apoio, auxílio financeiro a famílias que tiveram óbitos, perdas por Covid. Pode passar. Então, os órfãos da pandemia, mais de 15 mil famílias receberão esse auxílio financeiro. Novamente, são famílias em alta vulnerabilidade, que constam no Cadastro Único, com uma renda de até três salários mínimos de renda mensal familiar. Mais de R$ 27 milhões investidos no programa São Paulo Acolhe até o momento. São R$ 1.800 por membro falecido desta família, em seis parcelas de R$ 300, também iniciando-se imediatamente. As famílias já poderão acessar o portal, e já vou passar as informações na sequência. Pode passar, por favor. Esse é o portal oficial do Bolsa do Povo, o portal oficial do governo do estado para todos os programas de transferência de renda. Um programa, como eu mencionei, o maior programa social do governo do estado de São Paulo, mais de R$ 1 bilhão investidos em várias frentes de transferência de renda, esse é o nosso portal oficial, o www.bolsadopovo.sp.gov.br. Eu peço aqui até que as pessoas usem o celular e tirem foto dessa e das próximas telas, que são telas bastante informativas. Pode passar, por favor. De forma bastante prática, como consultar? Ao entrar no portal Bolsa do Povo as pessoas encontrarão os vários programas de transferência de renda, no caso do Vale Gás e do São Paulo Acolhe, essas são as telas, e basta inserir o número NIS, e o que é o número NIS? É o Número de Identificação Social, todas as famílias no Cadastro Único possuem o NIS - Número de Identificação Social, basta inserir ali e ali clicar no pesquisar. Pode passar, por favor. Como receber o auxílio? O portal imediatamente envia uma mensagem de elegibilidade, todos os cruzamentos foram feitos previamente com os cadastros da saúde e da assistência social, a família recebe então um número e uma senha que usará para sacar nos caixas 24 horas, e nos bancos eletrônicos, nos caixas eletrônicos no Banco do Brasil. Pode passar, por favor. Uma mensagem importante aqui, o governo do estado de São Paulo não envia textos e nem por Whatsapp pedido de dados, todos os dados devem ser inseridos somente no portal oficial, que é o que eu mencionei, do Bolsa do Povo, não há pedidos e nem ativação de links por meio de mensagens de celular, importante essa mensagem. Caso haja dúvidas, essas são as nossas centrais de atendimento, o 0800-797980, com o atendimento personalizado de acolhimento de entendimento das particularidades de cada uma das famílias, e o assistente virtual, por Whatsapp, aqui o número (011) 98714-2645. Novamente eu peço que usem aqui as telas para fotografarem e para terem em mãos essas informações. Pode passar, por favor. Novamente aqui o portal Bolsa do Povo, www.bolsodopovo.sp.gov.br. Pode passar, acho que com isso terminamos. Lembrando que esses são dois programas de enorme sensibilidade, justamente voltados à parcela mais prejudicada pela pandemia, pessoas que se encontram desempregadas, famílias que perderam sua renda, além da dor da morte de algum parente. Entregas de sensibilidade e efetivas, já que nós estamos falando aqui de recursos financeiros para apoiar essas famílias, é realmente dinheiro no bolso para quem mais precisa. No caso do Vale Gás, naturalmente para cozinhar, além do grande programa Alimento Solidário, mais de 4 milhões de caixas de alimentos sendo entregues por todo o estado, o Vale Gás ajuda as famílias a terem recursos para a compra do botijão de gás, e isso compõe também a nossa grande frente de segurança alimentar e de combate à fome. E o São Paulo Acolhe a renda emergencial, por seis meses, para essas famílias que tiveram não só a perda de algum membro, mas muitas vezes, também tiveram a perda do provedor dessa família, a pessoa que colocava comida na mesa e renda em casa. O Bolsa do Povo, como eu mencionei, é o maior programa estadual de cunho social, para impulsão à retomada e à normalidade das famílias mais vulneráveis. É com olho no presente, vice-governador Rodrigo Garcia, e um olho no futuro, que esse governo apoia, estrutura e causa a mobilidade social, para realmente tirar as pessoas da pobreza. E eu finalizo aqui reiterando o compromisso do nosso governador João Doria, e do nosso vice-governador Rodrigo Garcia, em priorizar a vida. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigada, nossa secretária Célia Parnes. Ao lado da saúde a proteção social é prioridade nesse momento que nós estamos vivendo. Vamos agora às perguntas dos jornalistas previamente inscritos, o primeiro deles, que é a Maira Djaimo, que é da Rádio e TV Bandeirantes.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Bom, boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Sobre a variante delta, eu queria pedir uma atualização, porque na cidade de São Paulo foram confirmados sete novos casos, no estado a gente tinha aqueles dois casos no Vale do Paraíba, queria saber se tem uma atualização em relação ao número do estado? E também baseado em experiência de outros países, como é que está a nossa preocupação, como é que deve ser a nossa preocupação em relação à essa variante? E só queria uma atualização também em relação ao envio de vacinas do Ministério da Saúde para cá, principalmente com a vacina da Janssen, estava havendo uma demora para esse envio, queria saber se com essa grande quantidade das vacinas da Pfizer que estão chegando, se esse envio está sendo um pouquinho mais rápido? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigada, Maira. Vamos pedir para o doutor Jean e a doutora Regiane responder.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos aqui no estado de São Paulo a notificação de nove variantes que nós chamamos autóctones, aquelas variantes que foram, portanto, adquiridas aqui na comunidade. Sendo dessas, sete no município de São Paulo, lembrando que em São Paulo existe uma contabilização de um outro caso, que foi um caso importado, portanto, não adquirido na comunidade. E temos outros dois casos na região do Vale do Paraíba, e nessa região, especialmente em cidades como Pindamonhangaba e Guaratinguetá, que tem todo o zelo, toda a preocupação do governo do estado para não apenas identificar as variantes, lembrando que essas variantes elas foram identificadas de forma absolutamente aleatória, mas agora no momento em que nós temos a circulação daqueles municípios, e no próprio município de São Paulo, as amostras dos municípios, especialmente da DRS de Taubaté, todas aquelas que vierem positivadas serão avaliadas no ponto de vista genômico, que é o sequenciamento genético para termos a certeza se trata da variante delta, ou a nossa variante mais prevalente, que é a gama, que é a variante P1. Dessa forma estamos bastante atentos, para que possamos ter uma monitorização e um bloqueio ainda maior, detecção e bloqueio. Lembrando que nós temos a cepa delta, ela tem uma característica de transmissão muito maior, e todo o seu impacto de mortalidade ele aconteceu principalmente nos países em que não tinham a faixa etária dos idosos completa, no sentido de evoluírem de uma forma muito mais grave e de uma forma fatal. Então o que nós temos hoje? Um programa vacinal bastante acelerado, bastante pronunciado, e a proteção especialmente das faixas etárias mais vulneráveis, tanto os idosos que na maioria das vezes, mais de 97% já com as duas doses, portanto, integralmente protegidos, e também uma outra faixa que trazia a preocupação, que estão também imunizados, que são aqueles portadores de doenças crônicas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Doutora Regiane, em relação às doses do PNI.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, vice-governador. Maira, a vacina da Janssen, para a gente deixar bastante claro, a última remessa que veio para o Brasil, todos os estados, incluindo o estado de São Paulo recebeu, foi a vacina que foi doada pelo governo americano. Nós não temos ainda mais doses de vacinas da Janssen nesse momento, o que nós temos é a entrega da vacina do Butantan, e a entrega da vacina da AstraZeneca em pautas que são deliberadas pelo Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações, e que nós então, para a vacina do Butantan estamos trabalhando com D2, com a segunda dose e com a primeira dose, e a vacina da AstraZeneca ela vai ser totalmente consumida em segunda dose, uma vez que agora a gente vai trabalhar com o público que já fez a primeira dose, a partir de 12 semanas agora vai receber a segunda dose. E eu gostaria de aproveitar, vice-governador, nesse momento, para só colocar que o número de faltosos, ou seja, as pessoas que não voltaram para tomar a segunda dose no estado de São Paulo, ele aumentou, hoje entorno de 642 mil pessoas. Então de novo eu faço uma solicitação para que todos olhem a sua carteira vacinal, e independente da vacina, a Pfizer a gente começa agora no comecinho do mês a fazer a segunda dose, mas principalmente a vacina do Butantan e a vacina da AstraZeneca, 28 dias para o Butantan e 12 semanas de AstraZeneca, retomem e façam o seu esquema vacinal. São duas doses, só com a segunda dose você estará protegido, não só você, mas todos aqueles que estão no seu torno e toda a coletividade. É tão importante, e isso nesse momento em saúde pública, retomem, olhem e façam a segunda dose. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, doutor Regiane. Lembrando que no mês passado nós fizemos o Dia D da segunda dose, e naquela ocasião nós tínhamos cerca de 400 mil pessoas no estado de São Paulo, que tinham já cumprido o tempo da segunda dose e não tomaram. A doutora Regiane enfatiza que esse número cresceu, hoje cerca de 600 mil. Então é fundamental, aqueles que não tomaram a segunda dose mesmo que o prazo estabelecido na sua carteirinha do Vacivida já tenha passado, vá tomar a segunda dose. Vamos à segunda pergunta, que é uma pergunta online, que é do Xandu Alves, do O Vale. Pois não, Xandu, você já está em tela, pode fazer a sua pergunta.

XANDU ALVES, REPÓRTER: Bom dia, a todos, e bom dia, a todas. Eu queria fazer uma pergunta que complementa a pergunta da colega, que fez antes, assim como o estado, o Vale do Paraíba também está com os indicadores em queda, a média móvel de internações ontem, foi a menor desde o começo de março, também está em queda casos e mortes em julho, comparado aos meses anteriores. Aí eu pergunto, a circulação da variante delta por aqui coloca em risco essa tendência de queda? E se me permite uma segunda pergunta, com relação aos faltosos da segunda dose, são 40 mil só no Vale do Paraíba? O que o estado pretende fazer novos Dias D, falar com os municípios? Enquanto isso pode ameaçar, pensando na variante delta circulando aqui no Vale. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Xandu. Eu vou pedir o comentário sobre a variante delta para o professor Dimas Covas, tendo em vista que o nosso secretário Jean já deu detalhes de toda a estratégia do governo junto com as prefeituras de mapeamento e sequenciamento dessa variante. E em relação à segunda dose, Xandu, é um esforço coletivo do governo, da sociedade, das prefeituras, então nós temos várias estratégias, que vamos discutir isso inclusive com o governador agora no dia de amanhã, na próxima reunião do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização, quais ações adicionais nós temos que fazer. A imprensa tem cumprido um papel importante nesse quesito, divulgando e reforçando a necessidade da população completar o seu esquema vacinal com a segunda dose, e vamos pensar em outras estratégias além das que já vem sendo utilizadas. Então eu queria agora o comentário do professor Dimas, em relação à variante delta aqui em São Paulo, tendo em vista que o Xandu já teve as informações lá em relação ao Vale do Paraíba.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Xandu, preocupa sim a presença da transmissão comunitária da variante delta, preocupa no estado de São Paulo, preocupa no Brasil. Porque tudo indica que ela terá uma importância epidemiológica. À semelhança do que tem ocorrido em outros países, como por exemplo, na Grã-Bretanha, onde o número de casos voltou a crescer, e o número de internações também voltou a crescer recentemente em decorrência dessa variante. Então nós temos que tomar todo o cuidado. O Butantan que lidera uma rede de pesquisa genômica junto com a vigilância epidemiológica do estado, e junto com os municípios lá de Pindamonhangaba, e Guaratinguetá, estão tomando providências no sentido de aumentar o número de amostras que serão sequenciadas, e estamos também planejando uma enquete soroepidemiológica para ver a penetração da variante na região. Eu acho que são medidas que visam exatamente a dar o atual panorama e tomar as medidas compatíveis para fazer a contenção se isso for necessário.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, professor Dimas. Xandu, no fundo todos nós temos uma esperança crescente todos os dias, o número da pandemia nos mostra isso, mas em nenhum momento o governo abaixou a guarda e pede para a população também ficar com a guarda atenta. Nós temos que ter atenção, a epidemia está aí, mas ao lado disso os números comprovam a eficácia das vacinas. Vamos à terceira pergunta, que é da Bruna Macedo, da CNN. Pois não, Bruna.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Tudo bem, vice-governador? Boa tarde, a todos. Eu tinha algumas perguntas hoje, eu vou selecionar duas, pode ser? O prefeito de São Paulo hoje declarou que falou a respeito da possibilidade de a gente abrir os parques municipais aqui, ampliar o horário de funcionamento. Hoje eles fecham às 18h. Existe a possibilidade de, a partir de sexta-feira, já ampliar esse horário. Eu queria saber se essa decisão se estende a todos os parques do estado de São Paulo. Com relação à variante delta, Dr. Dimas, eu queria saber se, por conta dessa preocupação, existe uma preocupação também de a eficácia da vacina, de repente, diminuir, com relação a essa variante. Se está sendo feito algum estudo em relação a isso, de repente, da possibilidade de uma terceira dose de reforço... O que está sendo analisado em relação a isso? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Bruna. Eu vou passar para Patrícia Ellen, que, junto com nosso Paulo Menezes, o nosso João Gabardo e o Centro de Contingência, a pedido do governador, tem preparado, enfim, o mês de agosto, em relação ao Plano São Paulo. Isso está sendo já discutido há alguns dias aqui pelo Centro de Contingência. E nós soubemos hoje pela manhã da decisão do prefeito, eventualmente de liberar parques até a meia-noite. O estado de São Paulo vai se debruçar sobre essa decisão e, tanto quanto possível, estar sempre, com toda a segurança necessária, fazendo com que a população compreenda mais fácil as medidas. A população, às vezes, não vai compreender a prefeitura com determinado horário e o estado com outro. Então, a secretária Patrícia já está incumbida pelo governador Doria de fazer essa compatibilização, e o anúncio oficial de novas medidas para o mês de agosto será feito na próxima semana, na próxima coletiva. Mas a Patrícia poderia complementar.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: É isso. Hoje nós tivemos, inclusive, fruto dessa cautela, um resultado tão positivo, com a menor taxa de internação desde o início do ano, e como vimos quase metade dos municípios do estado sem óbitos na última semana. Então, essa é a maior conquista que nos dá a segurança que o governador João Doria pediu, para darmos o próximo passo de retomada segura, que será anunciado na próxima quarta-feira, porque nós temos a vigência desse modelo até o dia 31 de julho, na semana que vem, nós vamos trazer qual vai ser a forma de acompanhamento a partir do mês de agosto, lembrando que o mês de agosto é um mês muito importante, que nós temos ali no dia 20 de agosto o dia da esperança, onde nós vamos ter 100% de oferta de vacinas da primeira dose para toda a população. Então, nós estamos trabalhando nesse momento no novo formato. Com relação a parques, especificamente, o secretário Penido está com uma força-tarefa, alinhada com o trabalho que estamos fazendo, e na semana que vem nós traremos também o novo modelo de funcionamento dos parques, a partir de agosto. Mas na semana que vem, os parques estaduais continuam funcionando como estão, e, a partir de 1 de agosto, seguirão novo regramento, que traremos na próxima quarta-feira. Eu só queria lembrar que, neste momento, o horário que nós temos é até as 23h, e é importante nesse momento a gente continuar seguindo esse modelo e o toque de recolher... Desculpa, o modelo de funcionamento até as 23h, e das 23h às 5h da manhã somente atividades essenciais. Nós estamos numa conquista grande, hoje tivemos o primeiro evento desse modelo de retomada segura, que está sendo um sucesso, e termino aqui representando o governador João Doria, que nos inspirou muito, agradecendo todos que se esforçaram para mostrar que é possível ter uma retomada segura, mas, de novo, respeitando os protocolos de uso de máscaras, de distanciamento e os horários de funcionamento. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Patrícia. Vou ouvir agora o comentário do nosso professor Dimas, e depois também do nosso coordenador do Centro de Contingência, o Paulo Menezes. Pois não, Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bruna, de fato nesse momento existem estudos em andamento com relação ao desempenho das vacinas, especificamente em função da variante delta. Quer dizer, algumas vacinas já testadas, a Coronavac ainda testes em laboratórios, mas não testes conclusivos. Nós temos que avaliar, sim, e veja: o fato de ter tido já um aumento de casos em alguns países levou inclusive alguns estudos a serem adiantados. Quer dizer, essa questão de usar uma dose adicional, exatamente no sentido de testar se o aumento do nível de anticorpos, independente da vacina, consegue neutralizar qualquer variante que seja, não só a delta, como a gama e outras variantes que estão circulando pelo mundo. Acho que isso é uma medida, nesse momento, necessária, acho que todas as vacinas têm que ser testadas dessa maneira. O Butantan se prepara para, muito breve, também fazer um estudo assemelhado a esse.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Dimas. Dr. Paulo Menezes, coordenador do nosso Centro de Contingência, os seus comentários e principalmente em relação ao momento da nossa pandemia.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, vice-governador, boa tarde. Eu queria chamar a atenção para dois aspectos importantes. O primeiro é de que nós devemos ter, aqui no estado de São Paulo, praticamente 100% da população adulta com pelo menos uma dose de vacina, até o dia 20 de agosto. O segundo é que nós vamos ter a segunda dose até o final do ano, para praticamente toda a população adulta do estado de São Paulo. Isso garante uma cobertura vacinal que nós não observamos em nenhum dos países ricos que conseguiram boas coberturas vacinais, até o momento. A nossa estrutura do SUS, o Programa Nacional de Imunização, a nossa tradição faz com que a nossa população tenha uma ótima adesão ao programa de vacinação contra o Corona Vírus. E esse é um dos fatores que vai permitir enfrentarmos também essa variante. O outro ponto que eu queria ressaltar é que aqui nós estamos caminhando, como já foi colocado, com bastante cautela, com bastante segurança. Por exemplo, nós não estamos pensando nesse momento na retirada das máscaras, e nos países onde nós estamos vendo a recrudescência de casos, principalmente pela variante delta, isso já tinha sido suspenso, as medidas, como a secretária Patrícia colocou, de segurança, de distanciamento e de uso de máscaras, tinham sido suspensas. E alguns deles estão tendo que voltar atrás, para poder aumentar a proteção da população. Então, dessa forma, eu acho que nós vamos continuar caminhando, de forma segura e com indicadores progressivamente mais positivos. Muito obrigado, vice-governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Dr. Paulo. Vamos agora à quarta pergunta de hoje, que é da Maria Manso, da TV Cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu tenho duas questões, e me corrijam até se eu estiver errada, com relação à decisão de vacinar as grávidas com a segunda dose da Pfizer. Isso vai contra a última recomendação do Ministério da Saúde, que dizia que a gente não deve ainda misturar imunizantes, porque ainda os estudos estão em andamento. Essa decisão aqui só do estado de São Paulo não pode deixar as grávidas inseguras? E é seguro mesmo misturar essas vacinas para esse público de mulheres? E a segunda questão é em relação à segunda dose dos imunizantes: Por que vocês avaliam que isso está acontecendo, se todo mundo sabe já da importância da segunda dose? Vocês acham que as pessoas estão com medo da reação da segunda dose? É esquecimento? São as campanhas antivacina? O que está acontecendo? Por favor.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Maria Manso. Eu vou pedir para a Dra. Rossana, que é a presidente aqui da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo, para poder, representando a sociedade civil, fazer a resposta em relação à sua pergunta.

ROSSANA PULCINELI, PRESIDENTE DA SOGESP: Maria, é muito importante que a gente tenha clareza em relação a isso, para que as grávidas possam ficar seguras. O que nós temos? Existem já alguns estudos, sim, iniciais, da utilização da vacina da AstraZeneca, e posteriormente a segunda dose com a vacina da Pfizer, onde foi observado que a imunidade era garantida com essa segunda dose da Pfizer, e que não havia aumento dos efeitos adversos, e nenhum efeito adverso importante. O público de gestantes sempre será um público onde a vacinação vai ser sempre discutida numa segunda linha, não só a vacinação, como medicamentos, porque é um público já considerado vulnerável. Mas nós temos que fazer uma análise de risco. Neste momento, a mortalidade pelo Covid é muito superior a qualquer risco que poderia acontecer, um risco teórico com a vacina, porque o risco evidente a gente não tem. Agora, a gente tem uma certeza, que deixar essas mulheres desprotegidas, por períodos de até 10 meses, fica uma incoerência muito grande com o nosso apelo à toda população, que faça a segunda dose. Então, por que a gestante não precisaria dessa segunda dose? Então, este é um ponto muito importante, tem sido uma demanda das mulheres que tomaram a vacinação da AstraZeneca. Nós precisamos proteger essas quase 9.000 gestantes do estado de São Paulo, que tiveram oportunidade de tomar só a primeira dose. É muito importante que a gente também leve em consideração que nós estamos começando a ter a variante delta no nosso país, e também no nosso estado. Ainda com um número pequeno, mas já existem evidências de que uma dose só da vacina não protege contra a variante delta. Então, é muito importante que todas as gestantes entendam e os médicos também, é um pedido que a gente tem feito a todos os médicos, que se envolvam no esclarecimento das gestantes, da segurança da utilização da vacina em qualquer idade gestacional e da necessidade de que esse esquema seja completo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Dra. Rossana. Eu quero, sobre a segunda dose também, ouvir o Dr. Jean, e depois um comentário do Gabardo. Lembrando que tudo isso foi pactuado aqui no estado de São Paulo, e o Dr. Jean vai dar detalhes sobre isso.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: Nós temos, no estado de São Paulo, um pouco mais de 32 milhões de doses aplicadas de vacinas, seja o total de primeira dose e segunda dose, em associação. Portanto, um quantitativo de 642 mil pessoas, ele é muito pequeno, mas ele é significativo. Uma vez que nós estamos conclamando esse grupo para que realmente tomem a segunda dose, para que, aí sim, estejam devidamente protegidos e imunizados. É importante que todas as vezes que nós falamos das outras campanhas vacinais para o recebimento de segunda dose, sejam campanhas relacionadas a outros vírus, na faixa etária especialmente pediátrica, não era incomum que nós precisássemos fazer uma nova convocação para que as pessoas completassem o ciclo de vacinação. Então, isso acaba acontecendo para ciclos de vacinas que precisam de duas, alguns outros ciclos de vacinas, três, e dessa forma o absenteísmo, a ausência desse público acaba acontecendo. Como disse, ainda pequeno, mas merece total atenção e convocação por parte dos municípios, para estes indivíduos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Dr. Jean, por favor, Dr. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos. Essa questão do não comparecimento para fazer a segunda dose da vacina é alguma coisa que se reproduz em todo o processo vacinal. Todas as vacinas que são realizadas com mais de uma dose, não estou falando da vacina do Covid, estou falando das vacinas em geral, ela sempre tem uma dificuldade adicional para que as pessoas cumpram com o calendário da vacina. Isso é comum ocorrer. Em relação ao Covid, Maria, eu acho que é talvez todos esses itens que você relacionou, são itens que estão impactando nesse atraso. Tem que considerar também um efeito que a vacina da AstraZeneca, especificamente, ela tem apresentado, na primeira dose, efeitos colaterais com bastante frequência, efeitos colaterais leves, mas que deixam as pessoas muito incomodadas nas primeiras 24 horas após ter utilizado ou ter recebido a vacina. E muitas delas ficam resistentes em fazer a segunda dose, porque acham que vai acontecer novamente, vão ter de novo os mesmos sintomas e ficam com receio que a segunda dose pode ser ainda maior, o que é um equívoco. Acho que é necessário que os municípios, e seria muito importante que o próprio Ministério da Saúde fizesse essa comunicação para as pessoas. É importante que o governo federal, que é o responsável pela gestão do Programa Nacional de Imunização, fizesse uma grande campanha de esclarecimento às pessoas, sobre a importância da segunda dose. E fazendo com que todos esses outros motivos, que normalmente impactam na baixa adesão, pudessem ser superados, tanto essa do risco de ter efeitos colaterais leves, o risco de ter, de achar que não é necessário fazer a segunda dose, e até mesmo as campanhas e esses movimentos contra vacina. Então tudo isso pode estar impactando. É importante que nós tenhamos uma comunicação mais eficiente com a população, mostrando a necessidade, e principalmente tendo em vista que essas variantes elas têm sido mais frequentes naquelas pessoas que ainda não tem a segunda dose da vacina, isso é fundamental como argumento para que todos façam a segunda dose.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, doutor Gabbardo. Vamos à quinta pergunta, que é da Vitória Abel, da CBN.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Olá, vice-governador. Boa tarde. Boa tarde, a todos. Primeiro eu queria confirmar esse número da variante delta, doutor Jean, porque ontem o secretário Aparecido disse que seriam oito casos da variante no município, agora a gente tem nove no estado, mas o senhor disse sete no município e dois no Vale do Paraíba. Então eu só queria essa confirmação desse número. Do centro de contingência, doutor Paulo e doutor Gabbardo, eu queria saber se vocês têm projeções numéricas do quanto que essa variante delta pode trazer em aumento de casos nos próximos meses, como que estão esses estudos. Para o doutor Dimas eu queria perguntar, o senhor disse que o Butantan se prepara para um estudo sobre a variante delta, eu queria entender melhor como seria esse estudo, e qual prazo sobre esse estudo. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: A Vitória tomou pó de guaraná hoje, hein, Vitória? Foi rápida. Vamos à primeira resposta aqui do doutor Dimas, ou melhor, do doutor Jean, e na sequência o doutor Dimas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos no estado de São Paulo como cepas autóctones, ou seja, comunitárias, a transmissão de pessoas que não tiveram o histórico de viagem para outros países, ou que não estiveram em contato com pacientes que fizeram essas viagens para outros países, nós temos nove casos. Lembrando que São Paulo, como casos autóctones são sete, nós tivemos mais um que foi um caso importado, que foi um paciente que apenas passou por São Paulo, e foi e retornou para a sua cidade de origem em Campos, portanto, ele seria o oitavo paciente. Mas como o caso autóctone, nós temos apenas sete. E temos, como disse, mais dois na região do Vale do Paraíba, tanto no município de Pindamonhangaba, quanto no município de Guaratinguetá. Portanto, casos autóctones adquiridos na comunidade do estado de São Paulo, temos apenas nova casos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, doutor Jean. Pedir para o doutor Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Vitória, o Butantan já está trabalhando no isolamento da variante delta, esse é o primeiro passo, e aí o passo seguinte é estudar em laboratório ainda qual que é o desempenho do soro de pessoas que já tiveram o COVID-19, com a variante gama, que é a prevalente aqui no estado de São Paulo, e com a vacina que foi usada nessas pessoas. Então nós já estamos trabalhando no isolamento dessa variante viral.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Já começou o estudo?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Sim, já, já está em andamento o trabalho de isolamento viral.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Bom, obrigado, doutor Dimas. Vamos então à última pergunta de hoje, que é da Gabriela Bride, da TV Globo, Globo News.

GABRIELA BRIDE, REPÓRTER: Boa tarde. Eu gostaria de saber se com essa confirmação da transmissão comunitária da variante delta, se isso de alguma forma vai atrasar os planos de flexibilização aqui para o estado? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Olha, não é a nossa expectativa, mas vou pedir aqui ao doutor Jean para fazer essa resposta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O que nós temos é um tripé entre vacinação, o bloqueio e o monitoramento dos contactantes, e também a manutenção das regras sanitárias. Como muito bem disse doutor Paulo Meneses, os países que tiveram impacto, eles não respeitaram, não foram horários e serviços, eles não respeitaram a regra máxima que é a utilização das máscaras, que é evitar as aglomerações. E dessa maneira o estado de São Paulo pode sim flexibilizar, mas mantendo essas regras de prevenção, tanto ampliando a vacinação, como também fazendo as regras de utilização de máscaras e evitando as aglomerações.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Quero aqui antes de concluir a nossa coletiva, registrar os bons anúncios que foram feitos hoje, pela primeira vez em sete meses, nós tivemos o menor número de pessoas internadas em São Paulo, e isso mostrando claramente a eficácia da vacinação. Ao lado disso, quase metade das cidades de São Paulo, cerca de 288 cidades não tiveram nenhum óbito registrado nessa última semana. Esse é um caminho seguro, planejado pelo estado de São Paulo, através do esforço e da aceleração da vacinação, e também de todos os protocolos e todas as medidas que foram tomadas pelo plano São Paulo para preservar vidas. Então hoje é um dia de bons anúncios, um dia onde a gente tem esperança de que nós teremos no dia da esperança, no dia 20 de agosto, uma nova realidade no estado de São Paulo. É mais do que comprovado que a vacina tem eficácia, a começar pelo nosso governador João Doria, que foi reinfectado e que passa muito bem, graças às doses da Coronavac que ele tomou. A vacinação demonstrou de maneira objetiva que ela alcança os nossos grandes objetivos, que é evitar o agravamento da doença, que é evitar a internação, os números estão aí para comprovar todo esse esforço. Então registrar que hoje é um dia efetivamente onde a nossa esperança está renovada, que nós estamos no caminho certo, que São Paulo tomou as decisões certas na hora certa, e que os resultados estão aí, preservando vidas, preservando a saúde das pessoas. E um conjunto de outras ações de proteção social que foram anunciadas hoje aqui pela secretária Célia, e mais inúmeros anúncios que nós faremos nas próximas semanas, para retomar a economia, para retomar emprego e renda, que serão fundamentais na volta da nossa vida ao normal. Então agradeço aqui a presença de todos os repórteres, de toda a imprensa, agradeço a nossa equipe, os nossos convidados, e até a próxima coletiva. Muito obrigado.