Discurso-Inauguração da Maternidade da Santa Casa, Descerramento de Placa de Recuperação da SP-141, Entrega de 3 pontos sobre o Ribeirão do Manduca-20120603

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Inauguração da nova maternidade da Santa Casa, recuperação de obras viárias e entrega de pontes

Local: Tatuí - Data: 06/03/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos. Estimado prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo; dona Maria José, presidente do Fundo Social; vice prefeito, Luiz Antônio Voss Campos; vereador Wladmir Faustino Saporito, presidente da Câmara; coronel Gervásio, que hoje é aniversariante, nosso chefe da Casa Militar; deputado Edson Giriboni, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos; deputada Maria Lúcia Amary; deputado Antônio Carlos Pannunzio, preside a Fundação Memorial da América Latina; provedora aqui da Santa Casa, Nanete Walti de Lima; Antônio Marcos de Abreu, gerente administrativo da Santa Casa; prefeito Carlão, de Quadra; o Sandro, de Alambari; Torão, de Bofete; Ramiro, de Cesário Lange; Clodoaldo Pelissioni, superintendente do DER; Alfredo Neto, diretor regional do DER; João Marcio Garcia, diretor regional de Saúde; padre Milton de Campos; pastor Odilon Souza; pastor Lázaro Henrique; pastor Israel Silva; major Osiris, subcomandante da Polícia Militar; Henrique Dourado, diretor executivo do Conservatório; familiares da dona Maria Odete Campos Azevedo, homenageada com o nome da maternidade, sua sobrinha-neta Izabel e a Rita Azevedo; amigas e amigos; corpo clínico administrativo, colegas da área da saúde, aqui à irmandade da Santa Casa, lideranças da comunidade. Uma alegria, Gonzaga voltar aqui a Tatuí. Nós não poderíamos ter uma coisa... Um equipamento público mais importante do que uma maternidade, e em uma Santa Casa. Eu diria que a Santa Casa, ao lado das igrejas e das escolas, são aqueles pontos cardeais da cidade. Nós herdamos esse modelo de Portugal. É uma bela herança lusitana. A Santa Casa de Santos é de 1543, é Brás Cubas, uma herança de Portugal. Contam que Portugal, no século XV, uma das mulheres mais ricas da Europa, era a rainha Leonor de Avis. E a rainha Leonor de Avis foi quem concedeu todo esse modelo de Santas Casas de Misericórdia, ela dizia que quando morresse, ela queria ser enterrada em um local de Passagem para que todos pisassem sobre a sua campa, para lembrar a pequenez das coisas materiais frente à grandeza da eternidade; com esses princípios, Gonzaga, com esses valores que nasceram as nossas Santas Casas de Misericórdia. Não são do governo, não são estatais e também não geram lucro, não são da Iniciativa Privada lucrativa, elas são do povo, são da comunidade, para servir à comunidade; e todas passaram e ainda passam por grande dificuldade. Porque elas atendem o SUS. E quem atende o SUS, tem setores da tabela que não é corrigido há 11 anos, pelo governo federal. Você vai tendo prejuízo em cima de prejuízo. Quanto mais SUS atende mais prejuízo tem. E nem sempre os convênios são capazes de suportar essa diferença financeira. Por isso, nós criamos até um pró Santa Casa, para ajudar as Santas Casas, para poder... No custeio, para elas poderem sobreviver. Um belíssimo prédio. Eu vi que aqui vai passar de 150 para 180 [ininteligível], dá quase seis por dia. Se precisarem de uma anestesista me chamem que eu virei. É uma alegria, maternidade é festa, uma coisa bonita. Eu fiz muita anestesia. E há 30 anos atrás, 25 anos atrás, só sabia o sexo da criança, se era menino ou menina, depois que nascia. Então eu gostava, eu fazia raque e tal, fazia anestesia, quando nascia ia lá na porta falar para o papai “olha, é menino, menina”. Hoje a gente sabe tudo antes, não é? Mas naquele tempo não era assim. Então dar os parabéns aqui à Santa Casa. Dona Nanete Walti de Lima, nossa provedora, toda irmandade. O Antônio Marcos de Abreu, que é o gerente. Todo corpo clínico. E dizer que Tatuí tem, talvez, o melhor prefeito do Brasil. Esse Gonzaga é craque. E a minha mulher, a Lu, diz que tem a melhor presidente de Fundo Social de Solidariedade, que é a Maria José. A gente precisa valorizar os bons exemplos. A polícia bem feita é coisa boa, é um abraço coletivo, você está dando um abraço coletivo. Santo Agostinho dizia que é o ponto alto do ao próximo, da caridade. É você trabalhar para melhorar a vida da população. E eu fico muito feliz de ter um parceiro, que foi um grande deputado, Luiz Gonzaga, um craque lá na Assembleia e um grande prefeito aqui de Tatuí. Estamos entregando SP141. Ela chegou por ela, a Euzi, diz que está um tapete a estrada. E é importante a gente ter boas estradas duplicadas, obras de arte. A terceira causa de morbimortalidade não é doença, é acidente. Primeiro é coração e grandes vasos, quer dizer que, ginástica, mexer o corpo, controlar obesidade, diabete, hipertensão, pronto já resolveu 80%. A segunda causa é câncer; ligado diretamente a idade. Por isso que o câncer aumenta no mundo inteiro, porque o câncer há uma relação direta das neoplasias com aumento de expectativa de vida da população. Mas a boa notícia é que é uma doença curável. Você cura e vai morrer de velhice. Quer dizer, a pessoa sara. E a terceira não é doença, é acidente; e era homicídio. Nos acidentes, o que mais matava era tiro, é homicídio, hoje não. Hoje homicídio despencou. São Paulo tinha 13 mil homicídios por ano, morriam 13 mil, geralmente jovem, rapaz, fim de semana, quinta à noite, sexta à noite, sábado à noite, de tiro, de homicídio.13, 12, 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4 mil hoje por ano. Nós saímos de 35 para nove. E eu quero dizer o seguinte: janeiro desse ano, Tatuí, latrocínio: 0; fevereiro: 0. Graças a Deus até março, 0. Homicídio, Tatuí, janeiro: 0; fevereiro: 0; até agora, março: 0. Então, cumprimentar aqui a polícia que também está fazendo um bom trabalho e a comunidade aqui de Tatuí. Mas eu quero deixar um grande abraço, cumprimentando aqui os nossos secretários, nosso prefeito Gonzaga, à comunidade, e dizer que com a nova maternidade, com a boa Santa Casa de Tatuí, com a boa educação para a saúde, que a maioria das nossas doenças são maus hábitos, nós mesmos podemos fazer mais pela nossa saúde do que os tomógrafos, ressonâncias magnéticas, alta tecnologia, maioria das doenças são maus hábitos, a gente pode avança muito. O Brasil do século passado, voltando um pouquinho, o homem das cavernas vivia 18 anos. No Império Romano, a expectativa de vida média era 25 anos. No Brasil do século passado, o brasileiro em média vivia 43 anos de idade, porque a mortalidade infantil era 140 por mil nascidos vivos; e morria de gripe. A gripe espanhola matou no Brasil, 320 mil brasileiros em 1918. Até o presidente da república morreu de gripe espanhola, o presidente Rodrigues Alves, de Guaratinguetá. Hoje, expectativa de vida é 74. São Paulo é 75; mulher seis anos a mais do que homem. Quem passa dos 30 vai para mais de? 80, porque sai da vulnerabilidade juvenil, morre muito jovem em fim de semana. E uma boa notícia: 2050 nós vamos passar de 100 anos e as mulheres não morrerão mais.