Discurso - Assinatura de Convênios com Municípios - 20120805

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Transcrição do discurso da Assinatura de Convênios com Municípios

Local: Capital - Data: 08/05/2012

MESTRE DE CERIMÔNIA: Sua excelência, o senhor Geraldo Alckmin. Governador do Estado de São Paulo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu e o Barros Munhoz fazemos sempre uma dobradinha. Eu falo “Barros, você fala antes e acorda todo mundo”. Quero saudar o nosso querido presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz; cumprimentando todos os nossos deputados e deputadas; presidentes de partido; líderes políticos de todo Estado de São Paulo; saudar os nossos secretários de Estado: Sidney Beraldo, Casa Civil; Júlio Semeghini, do Planejamento; Márcio França, do Turismo; Bruno Covas, do Meio Ambiente; Edson Giriboni, do Saneamento; Benedito Fernandes, do Esporte; Davi Zaia, da Gestão Pública; professor Giovanni Cerri, da Saúde; e o Coronel Meira, da Casa Militar. Cumprimentar todos os nossos prefeitos. Em nome do prefeito de Taquaritinga, o Paulo Delgado Júnior; vice-prefeitos, vereadores, lideranças da comunidade, amigos e amigas. Uma grande alegria. Alegria pelo conteúdo e pela forma. Pelo conteúdo porque os convênios são de saúde, de esporte, de turismo, de infraestrutura, de saneamento básico, de meio ambiente, de sustentabilidade, de defesa civil, enfim, beneficiando as nossas populações. E quanto à forma de maneira descentralizada. Convênio com as prefeituras que vão elas executar as obras, fazerem com custo menor, bem feitas, rapidamente, para beneficiar a nossa população. A força do todo é a força das partes. São Paulo é forte, em cada município está todo mundo trabalhando para fazer esse estado poder avançar mais. Essa é a nossa força! E quero aqui, também, cumprimentar os parlamentares. Eu já fui deputado, Barros, e já sofri muito isso. Eu era deputado federal e na Dutra, lá em Pindamonhangaba, tinha uma passagem em nível. E cada vez que morria uma pessoa naquela passagem em nível, em Moreira César, em um distrito da cidade, eu era crucificado lá. E eu em Brasília, tentando pôr uma emenda no orçamento federal, para a Dutra, que era uma rodovia federal. Eu lembro que as votações do orçamento era no mês de dezembro, véspera de Natal, eu fiquei até o dia 22 em Brasília, para ficar vigilante lá, para não correr risco de não aprovarem a emenda do viaduto lá em Moreira César. Quando coloquei a emenda, não votava, disseram que iam votar depois do Natal, eu vim passar o Natal com a família, quando cheguei em Pinda me ligou o Orlandinho, que era assessor: “olha, vão votar amanhã à noite”. Véspera de Natal. Peguei o avião, voltei de novo para Brasília, para ficar tomando conta lá, para não deixarem de votar lá aquela emenda no orçamento. E pior, nunca saiu o viaduto. Só saiu depois que foi privatizada a Dutra, que foi feita a concessão, aí acabou aquele martírio de anos e anos ali para tentar fazer aquilo. Eu me lembro de uma vez que eu recebo uma carta de um prefeito, no fim do ano, dizendo: “deputado, o senhor podia mandar uma carta dizendo que o dinheiro não saiu?”. Olha, eu apresentei lá uma emenda e mandei uma carta para o prefeito e para o presidente da Câmara, comunicando lá o recurso. Eu falei “posso, mas tem uma razão para isso?”. “Não, é que os meus adversários receberam a sua carta dizendo do recurso e tão dizendo que eu sumi com o dinheiro e não fiz obra nenhuma e peguei o dinheiro. Então, se o senhor pudesse mandar um ofício para mim, dizendo que não saiu”. Eu falei “eu vou mandar, né”. Mas, realmente é duro, não é? Então, primeiro, agradecer aqui os parlamentares, nós devemos fazer sob a pedra da lei. Não das vontades. Assim se deve basear a verdadeira política. Com a presença parlamentar, representando setores da sociedade, regiões do Estado, compreendendo a gravidade das situações, a necessidade, a urgência das questões de políticas públicas, é a melhor parceria que nós podemos ter. Agradecer aqui os nossos secretários. Isso aí é como na nossa vida pessoal, sempre tem muito mais necessidade do que recurso, você fica ali “compro isso, não compro aquilo, faço isso, não faço aquilo”. O Governo é a mesma coisa, fora susto que a gente leva. Hoje, está se votando no Senado, a mudança do comércio eletrônico. De origem para o destino. Pode escolher se nós vamos perder R$800 milhões por ano, R$900 milhões ou R$1 bilhão de ICMS. Então o dia inteiro, acabam legislando em Brasília, impondo gastos e tirando receita. Como se nós fizéssemos mágica. De um lado suprime gastos, suprime receita, de outro lado cria gastos. Na Alemanha é proibido legislar sobre outro ente federativo. No Brasil a Federação é no papel. A nossa República Federativa é uma piada verdadeira, de tal maneira são fracos os estados e os municípios; e de tal maneira é centralizado o governo. Mas quero dizer do nosso empenho nesse trabalho e, vamos ter, vamos correr aí, junho, né, Beraldo? É a última. Então dentro de 30 dias, no máximo, estaremos todos reunidos aqui de novo para mais um café aqui, é uma alegria receber a todos vocês para a gente celebrar mais convênios para beneficiar a nossa população. Uma boa notícia, Beraldo já está, Barros, preparando o decreto, segunda feita todo Estado de São Paulo, feriado pela vitória do Santos no domingo.