Discurso - Assinatura de Convênios com os Municípios 20131706

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Assinatura de Convênios com os Municípios

Local: Capital - Data:17/07/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom-dia a todas e a todos! Quero saudar o Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Samuel Moreira, abraçando aqui todas as deputadas, deputados. Acho até que deu quorum, não é, Samuel? Cumprimentá-los, e Roberto Cardoso Alves, que nós fomos deputados juntos, falou: “Olha, nossa vida não é fácil. Porque se você está no parlamento, é criticado porque está longe das bases. “Sumiu, não aparece”. Se você está nas bases é criticado porque não está no parlamento. Então ele dizia: “Só Santo Antonio de Pádua tinha o dom da obiquidade, de estar em dois lugares ao mesmo tempo”. Nós não temos esse dom. Então, correr aqui, corre lá... Mas ficamos muito felizes aqui de ter os nossos parlamentares representado as suas regiões, a população que os elegeu, setores da sociedade e da vida pública do nosso estado e contribuindo aqui, muitos desses convênios são resultado das emendas parlamentares do Poder Legislativo; Quero cumprimentar todas as nossas secretárias e secretários de estado, abraçando o secretário-Chefe da Casa Civil, o Edson Aparecido; Agradecer a Delegada Rose; ao Rubens Cury, que nos ajudaram bastante também nesse trabalho da assinatura hoje dos convênios; Cumprimentar as prefeitas, prefeitos, vice-prefeitos, secretários; abraçando o Marcelo Barbieri, Prefeito de Araraquara, que aqui falou em nome dos seus colegas; Cumprimentar as vereadoras, os vereadores, os presidentes de câmara; cumprimentando o vereador da capital, o Claudinho de Souza. Eu brinco com ele, que ele é senador, não é? O nosso querido Claudinho; Saudar aqui as Santas Casas de Misericórdia, hospitais filantrópicos, APAEs, entidades que cuidam das crianças, das pessoas com deficiência, dos idosos, enfim, os grandes parceiros da nossa população; Sindicalistas que nos alegram aqui também com as suas presenças; Amigas e amigos! Hoje é um dia que eu diria que é superlativo, porque quando a gente faz bem para uma pessoa, já é super importante! Quando você consegue ampliar isso para o estado inteiro, pegando do litoral até o rio Paraná, lá do Rio Grande até o Paranapanema, essa alegria é muito maior! E hoje nós estamos aqui celebrando convênios. 691 convênios, 402 municípios, R$ 144,7 milhões. Agricultura: Aquisição de tratores, Melhor Caminho, municipalização de casas de agricultura; Na Cultura: eventos culturais, reformas e ampliações de centros culturais; Na Casa Militar: reconstrução de pontes; No Desenvolvimento Social: Aquisição de equipamentos, obras físicas; No Direito das Pessoas com Deficiência: Aquisição de academias de ginástica acessíveis para pessoas com deficiência; No Emprego e Relações do Trabalho: Implantação do Banco do Povo, nós queremos ter o Banco do Povo nos 645 municípios do estado; Na Gestão Pública: o Acessa São Paulo, nós queremos ter também nos 645 municípios, as unidades do Acessa São Paulo; Logística e Transportes: Estradas vicinais e terminais rodoviários; Planejamento: Infraestrutura urbana, caminhões, máquinas e outros equipamentos; Educação: Creche-Escola – e quero aqui destacar a importância desse programa. Nós acabamos de lançar um programa chamado Primeiríssima Infância. A primeira infância vai de zero até cinco anos, mas a Primeiríssima Infância é de zero a três, é quando mais se desenvolvem os neurônios, se fixam as emoções. O cérebro é igual ao restante do corpo: Você quando tem um acidente, tem um corte, fica uma cicatriz. Quando você também tem um trauma muito grande, fica também uma cicatriz no cérebro. Então às vezes, a gente vê pessoas às vezes na idade adulta tendo comportamentos difíceis de se explicar, e muito disso são traumas, quando criança, problema com os pais, às vezes, violência. Então é muito importante esse cuidado com as crianças. Aliás, a mortalidade infantil que é de zero a um ano, mas nas primeiras quatro semanas, primeiros 28 dias, a mortalidade infantil é dois terços. De cada 100 que vai morrer no primeiro ano, 67 morrem nas primeiras quatro semanas e metade na primeira semana. Eu tenho um sobrinho que casou - com esse mundo globalizado - com uma menina de Taiwan. Ele foi fazer, estudar, trabalhar como garçom no Canadá, estudar inglês, conheceu a menina, gostou, casou e foi morar em Taiwan. A menina vai dar à luz agora. Diz que a mãe fica 15 dias no hospital [ininteligível], 15 dias. Por quê? Porque a mãe faz toda a diferença, uma boa mãe ,faz toda a diferença. Então, para aprender a cuidar da criança, se for o primeiro filho. Então, 15 dias para orientação, higiene, alimentação, amamentação, como é que faz, como é que não faz. Então... Digo isso porque nós queremos ter em todos os municípios o programa Creche-Escola, vamos caprichar, fazer o mais rápido possível, eu acho que vamos inaugurar a primeira creche-escola lá com o Abel, em Lençóis Paulista e queremos entregar o mais rapidamente possível esse programa. Reforma e construção de escolas; Esporte, Lazer e Juventude, o Projeto Esporte Social, o Navega São Paulo e as obras físicas de centros esportivos; Na habitação: Infraestrutura urbana e também as moradias habitacionais; No meio ambiente: Aquisição de veículos, tratores, muito relacionada à questão do lixo, o destino final de resíduos sólidos. E saúde: Aquisição de vans 0km, para ter segurança, ambulância, custeio, equipamentos, reformas e construções de unidades de saúde. E com as entidades sociais, que não são complementares: Elas são fundamentais! A gente trabalhar junto com as entidades da sociedade civil, estimulá-las, valorizá-las. Estados Unidos é a nação mais rica do mundo e aquela que tem mais trabalho voluntário, o governo não substituiu a ação da sociedade, é muito importante a gente trabalhar de forma integrada. Depois, trazer uma boa notícia que o Edson aqui colocou, nós fizemos o PEP - Programa de Parcelamento. Conseguimos passar até junho, já transferimos para os municípios R$ 1,257 bilhão. O município que menos recebeu “plus” – a mais - recebeu R$ 60 mil. O que mais recebeu, a capital, São Paulo, R$ 276 milhões. Araraquara, do prefeito Marcelo Barbieri, recebeu R$ 5,3 milhões; Cruzeiro, da prefeita Ana Karin, da doutora Linamara, recebeu R$ 1,569 milhão; Registro, do ex-prefeito Samuel, recebeu R$ 1,050 milhão; Itapira, do ex-prefeito Barros Munhoz, recebeu R$ 2,372 milhões; A minha cidade recebeu mais de R$ 4 milhões, não tem nada a ver comigo, é que tem muita indústria lá! Todo mundo recebeu proporcional à sua participação no ICMS. E a boa notícia é o seguinte: Nós estabelecemos o prazo até 30 de junho para todo mundo pagar. Aí no dia 02 de julho, nós prorrogamos até 31 de agosto para fazer uma repescagem lá. Então, falei agora com o Philippe Vedolim Duchateau , ele disse que agora em julho já entrou um pouco, mas o forte sempre entra na última semana, está certo, Júlio? Então, o prazo encerra no dia 31 de agosto, na última semana de agosto, nós vamos ter mais um parcelamento importante, que deve cair na conta no dia 10 de setembro. Lógico que não vai ser igual a esse, é um “plus”, mas vai ajudar. E a gente tem que apertar o cinto, porque eu estava vendo hoje no jornal, só o comércio caiu 8% as vendas. Então, a atividade econômica, ela deu uma esfriadinha, a gente precisa estar apertando as contas. A outra, fazer o máximo com o dinheiro. Ou seja: Atarrachar o que puder para a gente poder fazer mais ainda e fazer melhor com os recursos da população. O governo... diz que nos Estados Unidos, o pessoal dizia que era covardia você disputar contra o governante. O mandato americano, o pessoal dizia: mandato de oito anos, podendo interromper no meio. Agora inverteu: Quem é governo vai ter que trabalhar três vezes mais para 1/3 do reconhecimento. Ou seja, nós temos que suar a camisa e dar exemplo, não é discurso! Eu estava ouvindo um dia desses no jornal, o papa, ele não publicou nenhuma encíclica, nada excepcional. O que é que teve de diferente? Quando acabou de ser eleito, ele voltou ao hotel que ele estava hospedado e foi lá pagar a conta, como qualquer outra pessoa. Vem aqui para o Brasil, separaram para o papa acomodações especiais. Ele falou: “Não, não, não. Fico igualzinho aos outros, num quarto simples com banheiro. Nada diferente dos outros bispos e cardeais, tudo igual”. Então, nós temos que dar exemplo, não é? E fazer o máximo em benefício da população no sentido de atender bem a nossa comunidade. O Mário Covas dizia que o povo acerta mais que as elites, o povo tem grande sensibilidade. Então nós precisamos estar muito juntos, muito perto da população para errar menos e poder acertar mais. E quero finalmente, dizer que falta aqui um grande líder municipalista, que é o Celso Giglio, presidente da Associação Paulista de Municípios, deputado. Mas a boa notícia é que ele já saiu da UTI, já está na semi, daqui a pouquinho já está no apartamento, já queria saber da política. Já está quase bom, já. Daqui a pouquinho já vai estar com a gente. E a gente espera em setembro, daqui 60 dias, fazer um evento maior até do que esse aqui, para a gente poder celebrar mais convênios em benefício da população. Não há dinheiro público mais bem aplicado do que em governo local. O governador Montoro, que era um grande municipalista, ele sempre pregava, ele repetia sem parar três coisas: “Descentralização, participação, geração de emprego”. Aquilo, ele repetia sem parar. E tinha razão. A descentralização é colocar perto do povo, governo local, ainda mais num país continental como o Brasil; Participação é o que a ruas querem. Qual é a mensagem das ruas? “Nós queremos ouvir e queremos participar”; E geração de emprego, que é o que nós estamos fazendo aqui. O Brasil precisa de investimento. Cada recurso desse vai gerar emprego, emprego nas cidades, movimentar a economia em benefício da população. Bom trabalho a todos!