Discurso - Cerimônia de abertura do 26º Congresso & ExpoFenabrave 2016 20161608

De Infogov São Paulo
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Discurso - Cerimônia de abertura do 26º Congresso & ExpoFenabrave 2016

Local: [[]] - Data:Agosto 16/08/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bom dia, bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar o nosso anfitrião, Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, sua esposa, Denise. Ministro Marcos Pereira, representa o nosso presidente, Michel Temer. Governador Luiz Antônio Fleury Filho, sua esposa, Dona Ika Fleury. Os deputados federais, o Herculano Passos e o Arnaldo Faria de Sá. O Antônio Megale, presidente da Anfave, em nome de quem quero saudar todas as associações e entidades aqui presentes. Amigas e amigos. Uma palavra breve, mas dizer da alegria, Alarico, de estar aqui neste congresso e nesta feira. E vejo aqui pela presença de todos a importância desse momento, que eu acho que é um momento de virada , de retomada da nossa atividade econômica. Um setor importante do ponto de vista social, mais de 300 mil empregos. Só na distribuição já chegou a 400 mil empregos no Brasil, se Deus quiser vai retomá-lo, e do ponto de vista econômico. São Paulo, nós lançamos já, há bastante tempo, um programa chamado pró-veículo, e só nos últimos anos foi bem sucedido, tivemos aqui a instalação da Hyundai em Piracicaba, da Cherry em Jacareí, da Toyota em Sorocaba, da Toyota Motores em Porto Feliz, da Honda em Itirapina e inaugurado agora, há quatro meses atrás a nova fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis. Então, o estado tem todo o empenho em um setor importante. E o ministro Marcos Pereira colocou bem, o nosso problema é emprego e renda, porque o setor de todos vocês aqui exerce um fascínio sobre todos n ós. Quem não quer ter uma motocicleta, um carro da agricultura, trator, caminhão, enfim, setores vitais. O problema é emprego e renda. E aqui me permitam contar uma historinha do Marco Maciel, ex-governador de Pernambuco. O Marco Maciel, Alarico, conta que um grande agricultor em Pernambuco plantou muito e aí ficou apavorado. Será que vai chover ou não vai chover? Aí ele preocupado consultou a Embrapa, estudaram, estudaram... Falou “Não chove”. Apavorado procurou lá a Emater, discutiram “Não chove”. Procurou o Inpe, “Não chove”. Ele, desesperado, foi para a fazenda, chamou o Zé Dito, trabalhava com ele lá há 30 anos. Falou “Zé Dito, chove ou não chove?”. Ele olhou para o céu, olhou, olhou... Falou “Doutor, chove”. Mas como que você tem tanta certeza, a Embrapa diz que não chove, o Inpe diz que não chove... Falou “Não, doutor. É que se não chover nós está frito, né?”. Então, o nosso problema é emprego e renda. Que se tiver emprego e renda quem não quer comprar, moto, carro ou trator? O nosso problema é a retomada da atividade econômica. Mas o nosso caso aqui, diferentemente do Zé Dito, nós temos bons indicadores, economia mundial, vai tem, a dúvida é se cresce esse ano 3,1, 3,2%, os países em desenvolvimento, quase todos com mais de 5%. A inflação está em queda, a dúvida é, nós vamos crescer devagarinho, devagarinho, pouquinho em pouquinho ou vamos recuperar mais depressa, mais rápido essa retomada da atividade econômica? Eu vejo que nós no final do mês resolvendo a parte mais aguda, mais traumática da crise política, nós temos que agir rápido em medidas estruturantes, de um lado fazer os governos caberem no PIB, ou seja, um enorme ajuste fiscal e de outro lado reformas estruturantes, rápidas, reforma da previdência, reforma trabalhista, reforma político partidária, dar agilidade a essas reformas macro e de outro lado redução da taxa de juros, não é possível você ter uma recessão do tamanho que nós tivemos a segunda, a maior recessão dos últimos 115 anos, três anos [ininteligível]. A segunda maior taxa de juros, sem crédito economia não cresce. O país sofre de uma patologia, o mundo hoje tem taxa de juros negativa, um fenômeno novo e quanto maior a taxa de juros pior o câmbio, e câmbio sobrevalorizado mata a indústria e ainda mata a agricultura, que é o que está segurando a lavoura, hoje o mundo que cresce, é política fiscal duríssima, política monetária, juros baixo, política cambial, câmbio competitivo, todo o nosso apoio, todo o nosso apoio, para que a gente possa o mais rapidamente possível recuperar aquilo que interessa como disse o ministro Marcos Pereira, emprego e renda. E me permita, ao encerrar e saudar aqui a todos aqui vocês, lembrar o Papa João XXIII que dizia que o desenvolvimento é novo nome da paz. “Não há paz verdadeira onde não há emprego, oportunidade para as pessoas, para os jovens”, e não é governo que cria isso, quem cria são empreendedores, gente que arrisca, trabalha, sua a sua camisa para poder gerar emprego. Bom trabalho.

[aplausos]. [[]]