Discurso - Encontro da Associação Paulista de Medicina no Guarujá 20160312

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Discurso - Encontro da Associação Paulista de Medicina no Guarujá

Local: [[]] - Data:Dezembro 03/12/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Muito bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar a o Dr. Florisval Meirão, presidente da APM e sua esposa, Dra. Ivone, saudando aqui todos os colegas mulheres aqui presentes, professor José Luis Gomes do Amaral, meu colega de especialidade grande professor de anestesiologia, dirigiu a entidade mundial dos médicos, colega de escola o Lacir [ininteligível] Junior, sua esposa Dra. Celita, que também nos alegra com a presença, agradecer e eles aí as palavras generosas, os vices- presidentes da APM, Dr. Donaldo C. da Cunha, Dr. Akira Ishida, Dr. Paulo Mariani, Secretário-geral da APM, presidente das entidades regionais, colegas, agradecer o convite Dr. Florisval extremamente honroso, agradecer também o título de associado honorário e agradecer essa oportunidade de rever aqui colegas, matar saudades da medicina, eu sou do tempo Zé Luis, [ininteligível] tio era o [ininteligível], tirava a consciência, Tac, o [ininteligível], ventila pra dar um tempinho pra entubar né? Dá uma ventilada e vupt, e entuba né? Então, é impressionante, um dia desses a minha filha foi operada eu acompanhei, o monitoramento, a eficácia das novas moléculas, a sofisticação, a segurança, o salto que deu a medicina, então eu fico muito feliz aqui pelo convite e agradecer muito aqui a APM. Eu preparei aqui dois minutos, algumas telas para a gente poder ter mais uma interação, então vou procurar ser bastante rápido. Aqui uma boa notícia, começando com uma boa notícia. O Brasil da década de 40, a expectativa de vida média naquele Brasil rural de 1940 era de 43 anos de idade, morria muita criança, a mortalidade infantil era de três dígitos, passava de cem mortos por mil nascidos vivos e não existiam antibióticos, então as pessoas morriam de doenças infecciosas, aliás, três coisas mudaram a medicina neste último século. Primeiro água tratada, o Osvaldo tem toda razão, grande parte das doenças eram por água contaminada. Então o fato de você poder tomar água tratada foi a primeira grande mudança, a segunda vacinas, as vacinas mudaram a medicina e a terceira antibiótico, químico, o avanço das novas moléculas. Então, hoje no estado de São Paulo, a expectativa nossa de tido média já é quase 78 anos de idade, na realidade essa é uma expectativa de vida média ao nascer, mas quem passou dos 30 anos sai da vulnerabilidade juvenil, vai pra bem mais de 80 e o Criador foi mais generoso com as mulheres, as mulheres já estão chegando em 81 anos de expectativa de vida média no estado de São Paulo. Um dia desses eu fui na Vila Prudente, num centro de melhor idade, a média ali era uns 85/88, só mulheres, os homens já tinham morrido todos e o clube chamava as Sapecas, então Brasil 75, São Paulo quase 78 sendo que mulher já quase 81 e nós homens nos aproximamos dos 75. Isso aqui é um fato interessante, se a gente pegar nos últimos 35 anos, a diferença entre homens e mulher era de 65 para, aliás, perdão, homem 59, agora 75, a diferença entre homem e mulher, 62 os homens para 69 e 80 e agora, praticamente, 62/74, nós tivemos um ganho aqui de 12 anos de vida e as mulheres 59/71 também doze anos de vida. O que eu estou procurando mostrar é o seguinte, a diferença entre homens e mulheres ela diminuiu, 74 para 80, hoje a diferença de expectativa de vida média é de seis anos, ela já foi maior a diferença está diminuindo, nós vamos ver em seguida por que ela está diminuindo.

Aqui é mortalidade infantil que pela Organização Mundial de Saúde é o mais importante indicador em qualidade de saúde. Nossa meta é chegar a um dígito, nós estamos em 10,7, para vir de 30 para 14 é rápido, aí agora é só na vírgula, então agora o último 11,4 para 10,7 o objetivo e ser menos de dez. Muitos municípios de São Paulo já são um dígito que é nível quase europeu, aqui vem a grande mudança que teve em relação a homens e mulheres, a primeira causa de mortalidade é coração e grandes vasos, a segunda causa de mortalidade é câncer, subindo porque ele é ligado diretamente à idade, então, quanto maior a idade maior a incidência e a terceira causa não é doença, a terceira causa é causa externa, então, qual é a primeira das causas externas do tempo de São Paulo há vinte anos? Homicídio, tiro, morriam tinham 35 homicídios por 100 mil habitantes, morriam por ano no estado de São Paulo, assassinados 12.880 pessoas, aqui no ano de 2001 morreram quase 13 mil pessoas assassinadas, reduzindo para 12, 11, 10, 9,8, 7, 6, 5, 4, o ano passado foram 3964 pessoas, esse ano será em torno de 3500, então uma conceda gigantesca de homicídios, de assassinatos. Quem morria? é o jovem do sexo masculino, então, o quê que diminuiu a diferença entre homem e mulher, porque passaram a morrer menos jovens, nos finais de semana do sexo masculino. Então, é impressionante, esse é uma case mundial a redução de homicídios. A Organização Mundial de Saúde, diz que acima de dez homicídios por 100 mil habitantes é epidemia, o país que tem mais de 10 assassinatos por 100 mil habitantes por ano, ele tem caráter epidêmico, então a minha cidade Natal, Pindamonhangaba que tem 150 mil habitantes, ela não pode ter mais de 15, é 10 por 100 mil, nós estamos na região mais violenta do mundo que é a América Latina, mais violenta do mundo disparado. Então o Brasil tem hoje 26 homicídios por 100 mil habitantes, algumas capitais brasileiras, 60/70 homicídios por 100 mil habitantes, São Paulo e Santa Catarina são os únicos abaixo de 10, sendo que nós somos hoje a capital com o menor número de homicídios e o estado com o menor número de homicídios. Claro que é sempre por 100 habitantes, porque é a cidade de São Paulo tem 12 milhões de habitantes e o estado de São Paulo é maior do que a Argentina, tem 45,5 milhões de habitantes. Então, uma extraordinária queda de homicídios que era a terceira das causas de mortalidade e a principal, que é a causa externa. Aí vem um problema nosso hoje que é o acidente rodoviário. Então hoje morrem 3500 pessoas assassinadas por ano e sete mil nas rodovias. É duas vezes mais perigoso você andar de carro e moto do que o risco de um assassinato. Inverteu aqueles 13 mil baixou para 3500 e os acidentes rodoviários foram para a quase sete mil. Então nós estamos fazendo um programa todo dia 19, a gente publica na internet, qualquer pessoa pode entrar chama Infosiga e é uma lupa; morreu uma pessoa atropelada em São José do Rio Preto, onde morreu? Por que morreu? Ou acidente, falta de calçada? Faltou semáforo? Bicicleta, falta uma ciclovia? Falta uma passarela? Mas é uma lupa o trabalho feito e a gente identifica, chama a prefeitura, faz um convênio libera o dinheiro, nós vamos reduzir a 50% as mortes no trânsito e está caindo já, significativamente, chama Infosiga. Então as mortes por acidente de trânsito, aqui o homicídio, olha que ele foi parar aqui embaixo, o dobro praticamente os acidentes rodoviários, carro e moto e muito urbano. Ou é o idoso que é atropelado ou é o jovem de motocicleta ou o carro e velocidade. Então a meta a gente reduzir ou para 8,7 até 2020 então Infosiga a gente identifica todos os casos, que nem uma lupa dia 19 publica o mês anterior, então no dia 19 de dezembro sai o mês de dezembro. Aqui as estruturas do estado, nós temos a maior estrutura, nós temos 15 redes Lucy Montoro, aqui para atender muito idoso problema de fisioterapia, locomoção, recuperação de AVC e jovem trauma.

Então, uma rede importante, a rede Hebe Camargo, 75 unidades hoje, câncer que pode em 20 anos ultrapassar as mortes por problema cardiovascular, aqui 93 hospitais nós temos no Estado, 376 mil cirurgias foram feitas, 28 organizações sociais. Podem escrever; em 20 anos, o maior empregador do mundo vai ser saúde, nós temos 28 OSs, 28 Organizações Sociais. Todo Hospital novo, AME novo, rede Lucy Montoro, ambulatório não tem funcionário de governo é tudo contrato de gestão, todos. Uma das nossas parceiras, a SPDM que, Zé Luis, da sua escola, da Escola Paulista de Medicina, a SPDM tem hoje 46 mil colaboradores ela é a 7ª maior empregadora do Brasil, uma parceira nossa, a SPDM quase 50 mil colaboradores, saúde vai ser o grande empregador do mundo. Agricultura ela mecaniza, você viaja pelo interior de São Paulo cana, cana, cana, só máquina, então uma casa, a indústria robotiza, você tiver numa indústria automobilística, é tudo robô, programa aquilo repete, então, o caminho do futuro, o grande desafio do mundo no futuro vai ser emprego, serviço e aí a saúde, aumenta a expectativa de vida média, vai fazer a saúde um dos grandes empregadores no mundo inteiro. Aqui em São Paulo, o número de internações, aqui mostra a nossa alta complexidade, nós temos 23% da população brasileira. Então estamos na faixa aí de 21, 26 dos atendimentos. Transplantes 41 no Brasil, então, toda alta complexidade vem para São Paulo. Aqui assistência, medicamentos, 8,7 bilhões nós investimentos desde 2011 e aqui o problema crescente que é a judicialização, na área da saúde e que é uma coisa que preocupa porque nós investimos aí 2,5 bilhões de medicamentos ano, se a justiça prescreve 1,2 bilhão, daqui a pouco vai ter um juiz prescrevendo mais do que o médico. Você tem aqui coisas absurdas em termos de decisões, tem desde camisinha com o slogan do Corinthians, quer dizer, tem de tudo e a justiça sendo utilizada para desvio de dinheiro público. Vou dar um exemplo só de número. Existe uma hipercolesterolemia chamada homozigótica, ela é recessiva, portanto, raríssima, cada 500 mil pessoas têm um paciente. Aí você pega uma cidade como Campinas, nenhum caso de hipercolesterolemia homozigótica. Aí você pega uma cidade menor com cinco casos. Alguma coisa está errada. Tem o produto americano, importado, sem a autorização da ANVISA, cada comprimido custa mil dólares, um por dia, um tratamento 30 mil dólares cada tratamento e no crescente, o médico pede carimba, o advogado já faz o pedido, atravessa a rua, o juiz já determina que entregue em 24 horas senão ameaça de prisão e tirou 42 milhões de reais dos cofres públicos, por ordem judicial. Aí pedimos autorização a uma juíza, levou três meses para dar autorização para a gente poder ir em cima de laboratórios, consultórios, clínicas. Fomos e depois fomos atrás dos pacientes. Primeiro nos consultórios médicos, o pedido do médico, relatório da doença era igualzinho em todos os consultórios, até o mesmo erro tenho português. Quer dizer, alguém faz fez, só carimbou, assinou e deu entrado. Aí fomos atrás dos pacientes. Um no tinha nada não tomou nada, só deu o nome, era laranja. Tudo pra tirar dinheiro público. Depois fomos atrás dos outros, tinha o hipercolesterolemia, mas nenhum era homozigótica. Quer dizer, tudo utilizando o poder judiciário, aliás, o Brasil vive uma judicialização excessiva, para está hoje com mais de 100 milhões de processos, 100 milhões de processos. Um dia desses o Reinaldo Azevedo que é muito gozador falou: Logo, logo o Supremo Tribunal Federal vai declarar a inconstitucionalidade do amor não correspondido. É um absurdo o nível de judicialização, o mundo moderno, ele faz conciliação, conciliação, aqui então uma coisa que preocupa, o seguro saúde, hoje a situação é grave e os absurdos a região metropolitana de São Paulo tem metade da população. São Paulo tem 45 milhões de habitantes, a região metropolitana tem 22 milhões e meio, metade, deveria ter metade dos processos judiciais. Tem 2%, 1,8%. Ribeirão Preto tem 22%, um promotor público, um entrou com 3800 ações, tudo de médico particular, tudo de coisas caríssimas, aliás, nós médicos deveríamos fazer autocrítica, nós só cuidamos de doença a única coisa que nós não cuidamos é da saúde, vou descobrir uma doença e vou lhe intervir, aumentando brutalmente a Iatrogenia, excesso de intervenção, excesso de cirurgia, excesso de exame, excesso de tudo, de doenças iatrogênicas, três pacientes morrem em Campinas, num hospital chique, particular, de ressonância magnética. Nenhum dos três tinha nada, mas alguém pediu a ressonância magnética. Erraram no contraste e só perceberam depois que três morreram.

Então, médicos mal formados, faculdades de medicina abertas pra tudo tanto é lado, sem residência médica e um quantidade...insegurança, medo de processo, 83% dos exames pedidos dão negativos. Então você tem uma ficha aí X, X, X. O Dr. Dráuzio Varela semana passada Florisval, fez um artigo no jornal dizendo "as escolas de medicina deviam ensinar também custo", porque alguém paga, não é ao governo, eu não pago nada quem paga é a dona Maria que mora na favela e paga impostos indiretos quando compra uma bicicleta 40% e impostos, compra uma roupa 35% é custo, então essa questão de custos ela é importante não sentido de a gente poder aplicar porque quando o dinheiro da saúde é limitado, se eu gasto demais lá no alto da ponta, falta aqui embaixo, pessoal morre de tuberculose, dengue, de Zika vírus e na alta tecnologia às vezes gastos muito exagerados. Aqui, a judicialização, nós tínhamos nove mil processos, bateu em 18 mil, então fizemos 27 governadores e um campo com a Carmem Lúcia presidente do Supremo, e o juiz também não tem toda culpa, porque como é que ele vai julgar, não tem conhecimento. Câmaras técnicas, em cada comarca tem uma câmara técnica, o advogado pediu uma junta médica e uma junta médica lá, um grupo de colegas vai analisar e ajudar o juiz a tomar a melhor decisão. Aqui o sub financiamento, esse é o grande problema. A população envelheceu, o Brasil que era um país jovem hoje é um país maduro caminha para ser um país idoso. Há um estudo que mostra que você gasta nos seis meses antes de morrer é mais do que gastou nos últimos 18 anos, é sempre idoso é grave. Mudança demográfica então, a expectativa da vida lá pra cima, medicina sofisticada, meu tio avô que era médico, eu meu lembro que ele ia à casa da minha avó, a maletinha, era o estetoscópio e os [ininteligível] aparelho de pressão e a conversa, a Anamnese aviava receita. Hoje, o orçamento do complexo do hospital da das clínicas é de 2,2 bilhões de reais uma estrutura gigantesca um aparelho de ressonância custa um e meio milhão de dólares, estão, ou são grandes organizações governamentais ou de grupos médicos. Você vê Amil que era maior do Brasil, achou que era pequena e vendeu para Help United Help, está em 30 países, são mega organizações. A constituinte brasileira, ela definiu o chamado [ininteligível], os europeus, o estado de bem-estar social, então, a seguridade social brasileira, o quê que é a seguridade social? É um tripé, saúde, previdência e assistência social, então esse tripé, saúde, previdência e assistência social compõe a seguridade social brasileira, a previdência é contributiva se eu não pagar eu não aposento, ela é contributiva, a Previdência Social, assistência social e está com déficit brutal, brutal, assistência social não é contributiva, ninguém precisa pagar nada, mas é só para aqueles que a lei determina, idosos sem renda e pessoas com deficiência que capacite para o trabalho e o Salário Mínimo, renda mensal vitalícia Lei Orgânica da assistência social e a saúde? A saúde é universal, todos, não precisa nem ser brasileiro, o estrangeiro andando no Brasil cai quebra o braço tem direito a ser atendido está em território nacional, ninguém pode pagar nada gratuidade tudo de graça, universalidade, da vacina ao transplante e equidade para todos, se ninguém paga nada, quem paga? O governo, qual governo? Os três, municipal, estadual e federal e tudo que a gente paga de imposto o dia inteiro, 63%, 64 e federal, os outros 35 divide para estados e municípios. Então, quando começou SUS, o governo federal entrava com praticamente 60% do custo do SUS e hoje ele está em 43% então ele reduziu a quase 50%, os estados aumentaram de 18 para 25 e os municípios 30 quando a gente fala 43 é o no Brasil porque em São Paulo o financiamento do SUS federal é 24%, 24%, porque nós temos teto, então a tabela do SUS que é pequenininha, por isso as Santas Casas estão quebradas porque quanto mais você atende, mais prejuízo você tem, ela não cobre custos, só que em São Paulo você tem o teto, eu atendo muito mais do que o teto, então é zero, o chamado extra teto não tem tabela nós estouramos o teto cem milhões por mês, um bilhão e cem milhões por ano, inclusive pacientes fora de São Paulo, não recebemos nada, então, você vai ter um problemão no futuro por quê? Porque à medida que o governo federal não corrige a tabela de SUS, quanto foi a inflação dos últimos doze meses? 8%? 8,5%? Só que a nossa é dolarizada, inflação de saúde é mais alta envolve moléculas, química, aparelhos importados é maior, a medida que o governo vai devagarinho saindo do financiamento da saúde os estados e prefeituras vão tendo cada vez mais problemas, então uma atenção, porque a questão de financiamento da saúde tende a ter um agravamento nos próximos anos. Aqui a crise, um quarto da população brasileira tem plano de saúde, São Paulo 40%.

Ótimo, quem puder tem o seu plano de saúde e isso ajuda. Só que a crise, ela fez exatamente isso. Veja que o plano de saúde e a atividade econômica é direto. Por que caiu aqui? Foi em 2008 a crise internacional e nossa chamada marolinha lembra? Ela despencou aqui, mas subiu rápido> Em 2009 o PIB brasileiro foi zero, 2010 foi 7,5% de crescimento. O Brasil responde rápido, então ele recuperou rápido, agora não, a crise é mais grave. Eu tenho um primo que mora em Guaratinguetá, ele contou pra mim que ele foi à Unimed dizendo, olha, eu não tenho mais como pagar a mensalidade do seguro saúde, então eu vim aqui pedir o meu desligamento. Aí a mocinha falou pra ele: o senhor é o sexto, hoje, no dia de hoje que vem pedir pra sair porque não tem como pagar então o problema, isso aumenta a demanda do SUS. Aqui a rede de Santas Casas, essa é a nossa grande parceira, é quem está atendendo SUS. Antigamente era INAMPS, os mais experientes aqui vão lembrar, o modelo antes de Constituição de 88 era o modelo de seguro saúde. Trabalhador registrado em carteira aposenta pelo INPS e tem assistência médica pelo INAMPS. E aquele que não tem carteira assinada? Aí paciência, ele é atendido pela filantropia, o rural, eu fazia anestesia, eu fiz duas mil anestesias lá em Pinda na Santa Casa é no hospital Pindamonhangaba, que hoje é da Unimed, a gente fazia ficha, tudo direitinho, mas não recebia. Atendia mas não tinha pagamento. Aí mudou tudo, acabou o INAMPS, no tempo de INAMPS; tinha um hospital na minha cidade de médicos, os médicos às vezes brigam uns com os outros, agora mudou, mas antigamente tinha muitos grupos, então em Pinda um grupo de médicos resolveu sair da Santa Casa, brigaram, saíram e montaram um hospital, hospital Pindamonhangaba então nós passamos a ter dois hospitais, nós anestesistas cobríamos dois hospitais. Aí saio da prefeitura, sou candidato a deputado estadual, fazia anestesia, fazia parte lá do grupo, chego no hospital Pinda para atender lá uma cirurgia, tem uma placona assim: os médicos e funcionários deste hospital apóiam deputado federal fulano de tal, tudo da Arena naquela época, deputado estadual fulano de tal. Vi aquilo achei estranho, mas... fui lá fiz a minha anestesia a hora que eu estou saindo, um colega, dono do hospital, um dos diretores, me chamou. Você viu a placa lá? Eu falei, vi, não se preocupe, ninguém vai votar nesse pessoal. Agora, se nós não conseguirmos o credenciamento do INAMPS nós vamos quebrar. O INAMPS pagava tão bem, tão bem que todo mundo queria atender o INAMPS, lembra disso? Todo mundo queria atender o INAMPS e os hospitais era um briga pra conseguir credenciamento. Um dia desse eu fui a um hospital religioso, das freiras, quantos por cento de SUS? Aí me chamaram de lado, olha, zero, não tem mais SUS. Nem as freiras com a promessa de ir pro céu querem atender o SUS. A tabela é uma barbaridade. As Santas Casas que estão segurando a peteca. O quê que nós fizemos então? O único estado brasileiro, nós criamos um programa chamado Santas Casas sustentáveis, você que é pequenininho eu vou lhe pagar 10% a mais do que você atender, quanto mais você atender melhor, não é fixo, é proporcional ao faturamento SUS, fature para o SUS, atenda SUS 10%. Os hospitais intermediários 40% a mais da tabela e os hospitais estruturantes aqueles grandes 70% a mais. Então, nos sacrificou muito, isso tem um custo muito elevado, dá quase meio bilhão por ano, mas ajudou a segurar um pouco o atendimento do SUS nas Santas Casas. Aqui, estamos encerrando já o Butantan, o Emílio Ribas, depois foi feito lá atrás, comprou uma fazenda lá atrás comprou uma fazenda em São Paulo chamada Butantan na época do café, vinha as imigrações, pessoal vinha pra cá, onde se dizia, o Brasil é o café e o café é São Paulo e as pessoas eram picadas de cobra, então o Butantan nasceu para produzir soro antiofídico contra picada de cobra e se transformou, é do Estado de São Paulo no maior Instituto soroterápico da América Latina e nós vamos agora produzir a primeira vacina do mundo tetravalente, tipo um dois três e quatro, uma dose só, [ininteligível] Tem uma vacina contra a Dengue, mas são três doses e com menor eficácia é cara, a nossa vai ser uma dose tetravalente, estamos fazendo, como São Paulo só tem dois tipos de vírus e nós precisamos pegar os quatro estamos fazendo desde centros, desde Boa Vista é Roraima até Porto Alegre aqui no Rio Grande do Sul. Vamos vacinar 17 mil pessoas, última fase, 12 mil tomam a vacina cinco mil placebo, ninguém sabe quem tomou vacina, quem tomou placebo, e você faz o acompanhamento sorológico e a resposta imunológica. Deu certo, o ano que vem nós estamos fabricando a primeira vacina do mundo contra a Dengue e já estamos estudando a tetravalente virar pentavalente, envelopar o DNA do Zika vírus, é uma vacina de vírus atenuado e com excelente resposta imunológica. Aqui fizemos a primeira PPP dos hospitais, então nós abrimos a primeira PPP de hospitais, então nós abrimos uma licitação dizendo, quem quer participar? Construa o hospital, equipe o hospital e opere a bata cinza, tudo que não for médico.

Segurança, alimentação, limpeza, jardinagem, tudo, você constrói, equipa e opera parte (ininteligível), parte médica nós é que fazemos. Mas a parte de retaguarda toda privada. Estamos terminando um grande hospital em São José dos Campos, muito cirúrgico, trauma e um grande hospital em Sorocaba, na Raposo Tavares, na São José, na Dutra. E em São Paulo o hospital da Mulher na antiga Cracolândia. Nós vamos recuperar aquela região antiga. E aqui, pra encerrar, o cartão de visita de São Paulo. Qual o problema hoje econômico que levou a uma crise, que é a maior desde que o PIB é medida? Geralmente, às vezes, você tem queda do PIB, mas o Brasil responde rápido. Agora não. Você teve há dois anos uma queda de 3,8% do PIB, negativo. Este ano pode chegar a 3,5%. O ano que vem, que já ia crescer 2%, e é muito pouco porque você vai crescer 2% sobre o PIB que caiu mais de 8%, então é quase nada, não vai recuperar nem um quarto do que já perdeu. Já abaixou pra 1% e dependendo da turbulência pode vir de novo a zero. O problema todo é fiscal, ou seja, o governo gasta mais do que arrecada. Então a prefeitura quebra, prefeituras do interior atrasam salário. O cara quando não paga salário, ele já deu cano em todo mundo. Já parou de pagar o fornecedor, já atrasou tudo, o último é o salário. Quando ele atrasou o salário é porque o restante todo já quebrou. O estado, mesma coisa o Rio de Janeiro, acho que o ano que vem é de 13 salários, tem 13º, deve pagar sete ou oito. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, está em sequência. Por que o governo federal não tem esse mesmo problema? Porque ele emite título, estado e município não pode emitir título. Ele emite título, se endivida e vamos pra frente. Então esse ano o déficit primário deve ser R$ 172 bilhões. O que é o primário? Tira a dívida. Então entre o que eu arrecado e o que eu gasto, falta R$ 172 bilhões, fora o serviço da dívida. O PIB brasileiro é R$ 6 trilhões. A dívida brasileira pública interna, do governo federal, está em 73% do PIB, 73% de R$ 6 trilhões dá R$ 4,2 trilhões. Então o governo federal deve R$ 4,2 trilhões. Quanto é a taxa Selic? 13,75%, 14%. Então todo ano você tem que pagar 14% de R$ 4,2 trilhões. Dá R$ 500 bilhões por ano. O governo não paga nada, e ainda aumenta R$ 172 bilhões de novas dívidas. Então a relação dívida/PIB, que era 29%, foi subindo, subindo, chegou a 50%, agora foi subindo, subindo, chegou a 73%. Deve terminar o governo Temer com quase 80% do PIB. O problema não é os 80% do PIB, o problema é que ela é crescente. Se ela fosse 80%, mas estável ou em queda, não teria tanto problema, o problema que ela é 80% subindo. Aí quando passar de 80%, você vai dizer: "Bom, eu que estou com o meu dinheiro na poupança, ou estou com o CDB ou o título do governo, será que esse negócio não vai dar um cano?". E os juros vão ficando cada vez mais altos. Então o mundo que cresce, ele tem política fiscal duríssima, não pode gastar, desperdiçar, tem que conter gasto, conter gasto. Política monetária, juros baixo. Hoje o mundo tem juros negativo, negativo. Como é que você pode ter o cartão de crédito 400% de juros ao ano? Como é que pode um negócio desse? Maior juros do mundo tem no Brasil. E política cambial, moeda competitiva. O professor (inaudível 00:04:38) fala: "o dólar é flutuante para cima, porque é óbvio que se a moeda se valoriza demais você não consegue exportar", então o câmbio não pode baixar de R$ 3, pra você poder ter competitividade no mercado mundial. O que aconteceu com o Brasil? Aqui começa a crise. Azul é receita primária. Receita primária é tudo menos serviço da dívida. Pessoal, custeio e investimento. Então a receita despenca. O empresário primeiro paga os empregados, depois paga fornecedor, depois paga o banco, que é muito pesado, se sobrar dinheiro paga imposto. Então arrecadação despenca. Fora a recessão, sujeito não compra carro, não compra geladeira, não compra televisão, não compra computador, e a despesa foi embora, como se nada houvesse. Abriu uma boca de jacaré. Então esse déficit aqui gerou um problemão, quer dizer, aí foi o início da confusão, um enorme problema de natureza fiscal. Os gastos do governo não cabem dentro do PIB. E São Paulo, a mesma coisa, também sentimos aqui a crise. A receita cai e a despesa cai juntinho, não tem, claro que com enorme sacrifício, enorme sacrifício. Mas déficit zero, zero, zero, zero. A capacidade de recuperação do país, ela é boa, mas vai depender das reformas, senão nós vamos perder o ano que vem também. Quanto mais rápido agir, melhor. Quais seriam essas, pra encerrar, essas quatro reformas poderiam ajudar retomar a atividade econômica. Primeiro: política. Nós estamos com 35 partidos políticos, 35. Pior, 28 com representação na Câmara dos Deputados. Então você tem... melhorar o ambiente político com cláusula de barreira e com proibição de coligação proporcional. Entre outras propostas eu defendo o voto distrital, mas, enfim, tem gente que prefere distrital misto, tem inúmeras possibilidades. Segundo é a reforma da previdência. Mudou a demografia, então não é possível as pessoas continuarem aposentando muito jovens. Nós temos 60 coronéis na ativa no estado de São Paulo, 60 coronéis, um médico, então vamos incluir também, 60 operacionais e o coronel médico, então vai dar 61. Quantos aposentados vocês acham que o estado tem? Duzentos? Trezentos? Quinhentos? Oitocentos? Mil? Sessenta trabalham. Mil e quinhentos? Mil e oitocentos aposentados. E 450 pensionistas que ganham 100%, 100%. Se você somar vai dar 2.400, 60 na ativa. É evidente que essa conta não... e tudo no teto do governador, 20 pau. Então a conta não fecha. Então reforma da previdência. Especialmente do setor público. O INSS tem déficit, mas ele distribui renda. Quem é aposentado pelo INSS vai ganhar no máximo R$ 4.800, 80% ganha um salário. A média é 1.8. Então você está distribuindo renda, esse é um fato. Tem déficit, mas distribui renda. A outra você é o Robin Hood às avessas, você concentra renda. A outra reforma trabalhista. O desafio do mundo moderno vai ser emprego, emprego, emprego, por quê? Porque a tecnologia desemprega. Você pegar o... Quais são os negócios exponenciais? Muita tecnologia, pouca mão-de-obra e pouco capital. Waze, Airbnb, Uber, você pôr um carro a mais pra prestar serviço o custo é exponencial, tudo que envolve a área eletrônica. Então você vai ter uma grande desintermediação no mundo. O Banco do Brasil está demitindo 18 mil pessoas, mas vai ter que demitir muito mais, porque quem mais vai no banco? É tudo internet. Então você vai ter um mundo que desintermedeia, um mundo mais barato, mas onde é que as pessoas vão trabalhar? Então você tem que estimular, contrate alguém, gere mais emprego, o Brasil pune quem empresa.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: é o único país do mundo que tem Justiça do Trabalho, é possível um negócio desses. Então você, qual a empresa que sabe o passivo trabalhista que tem? É possível ele calcular, então, você tem que fazer a inverso, tem que simplificar a legislação trabalhista para estimular empregue, empregue, empregue, crie renda, crie renda e a terceira, a reforma tributária. Eu quando fui candidato a presidente da República em 2006 fui à usina nuclear de Angra dos Reis, aí saí lá com o piloto e passamos em cima de uma mansão, mas um negócio assim hollywoodiano. Ai eu falei quem é o banqueiro felizardo aqui? Ele falou: não doutor, não é banqueiro, é advogado tributarista, isso aqui é o paraíso dos advogados todos e os tributaristas em especial, é possível ter um modelo desses. Então, se melhorar a questão tributária, simplificar a legislação trabalhista para estimular emprego, reduzir custos é uma tarefa que nem cortar unha é toda semana você tem que estar cortando e de outro lado melhorar o ambiente político você recupera mais depressa, se não fizer isso, nós podemos perder mais um ano. O problema é que o Brasil está com 12 milhões de desempregados. Só que o IBGE para ele desempregado é só quem está procurando emprego, então você tem seis milhões de desalentados, desistiram de procurar, seis milhões e seis milhões de subempregados, estão no biquinho, está tentando sobreviver, um país com o tamanho do Brasil, com a força que tem. O Brasil da década de 30 a década de 70 foi país que mais cresceu no mundo, ele cresceu 5% ao ano. Eu fui prefeito na década de 70, era o milagre brasileiro, Brasil cresceu 12% ao ano, era uma China, imagine 12% ao ano crescimento do PIB. Então a possibilidade de recuperação é enorme, mas ela depende, o mundo do nosso tempo é o mundo da mudança e da velocidade da mudança é tudo muito rápido, se você não agir rápido acaba ficando pra trás. Para encerrar, o Mário Covas, Florisval, um dia lá muito chateado com os advogados falou para mim, ele era engenheiro politécnico. Ele falou: Geraldo, a salvação do governo são os engenheiros. Eu falei governador, o senhor tem razão, mas se a coisa complicar chame um médico hein.

Agora então passaremos para as respostas do governador.

É um grande número de presentes, mas o governador tem uma agenda um pouco apertada, então nós selecionamos algumas e as restantes nós entregaremos a sua assessoria e, eventualmente, para enviar uma resposta. Mas quase todas, governador, foram objeto da sua apresentação. E eu tentei resumi-las para agrupar. A grande preocupação com o financiamento da saúde, em especial nesse momento que nós vivemos uma queda na arrecadação, e qual é a saída para se garantir o atendimento ao Sistema Único de Saúde com qualidade? Já que as pessoas estão tendo muitas dificuldades de acesso. E agrupada essa questão, a situação especial das Santas Casas. As Santas Casas têm hoje dívidas enormes, existe, inclusive, a Santa Casa de Leme, que nós fomos procurados pela Presidência da Associação de Medicina de Leme, que tem uma dívida gigantesca com os médicos ainda há dois anos se receber. Foi deixado, inclusive, com a sua assessoria, um pequeno dossiê relatando esses fatos. Então existe o caso especial de Leme, mas existe a situação das Santas Casas como um todo, que nós sabemos que vive uma crise muito grande. O que elas arrecadam não é suficiente para sobreviverem. E qual seria então a saída para essas questões? A outra pergunta é, o senhor abordou a questão da judicialização, mas até o momento não se enxerga no horizonte uma saída para esse problema. Então qual seria a proposta, o que se fazer, qual é o pacto necessário para se resolver esse problema da judicialização? Considerando que de um lado existe uma parcela da população que, de forma legítima, tem o direito de entrar na justiça porque a legislação lhes permite. Mas de outro lado existe esses abusos, e como separar o joio do trigo. E por fim a questão da, várias perguntas a respeito do problema vivido pelos residentes no estado de São Paulo.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, sobre as Santa Casas, de um lado eu até referi no começo, que a estrutura de saúde, ela ficou muito sofisticada e, portanto, envolve volumes de recursos grandes. Então a profissionalização de gestão, ela é importante, você tem uma boa gestão, uma profissionalização de gestão, pra questão de custos. Depois o problema é injusto socialmente, que uma Santa Casa numa região que tem mais convênio, ela, vamos dizer, atende 60% do SUS e 40% do convênio. O convênio cobre o prejuízo do SUS. Agora se ela está numa região mais pobre, o hospital Santa Marcelina, lá na zona leste, ela vai ter 90% de SUS, 10% de convênio, e é impossível, não tem nem gestão possível de você conseguir diminuir esse déficit. Nós temos ajudado, então nós complementamos aí a tabela do SUS, agora tem que rever essa tabela porque senão esse problema vai ser agravado. Governar é escolher. O dinheiro é que nem na casa da gente, nunca dá pra tudo, você tem que escolher. Então a população já escolheu. Antigamente você fazia pesquisa... cidade pequena: desemprego, cidade grande: violência. Hoje é do Oiapoque até o Chuí: saúde. Embora os indicadores todos tenham melhorado. Impressionante como melhorou. Vive mais, caiu mortalidade infantil, qualidade de vida, o problema é financiamento. Dr. Abílio Jatene dizia: "o problema do pobre é que o amigo dele também é pobre, então ele tem dificuldade de acesso, né", então governar é escolher. O ajuste fiscal não é economicista, ele é social, porque se você não tiver o mínimo de recurso, não tem como fazer. Então você tem que cortar aonde não é prioritário pra poder aplicar do outro lado. Então as Santas Casas, nós temos que fazer um movimento nacional. Vou dar um outro exemplo pra vocês. O ministro da Saúde me disse que o Ministério da Saúde tem 38 mil obras, tem UPA pra todo lado, tem obra pra todo lado, 38 mil, maioria parada. E o Brasil tem 21 mil leitos fechados, fechados, porque não tem dinheiro pra custeio. Então a Santa Casa que podia operar com 160 leitos, ela está funcionando com 130, com 110, tem outros que já não estão funcionando, tem outros que pararam de atender. Então o nosso problema não é prédio, o problema é custeio. E aí priorizar adequadamente. Judicialização, câmara técnica. O juiz não tem como decidir. Então tem que ter câmaras técnicas pra ajudá-lo nesta decisão, esse é o caminho. Residentes: O Ministério da Saúde, ele baixa lá uma portaria e diz: "olha, o valor é X", só que ele não paga, quem tem que pagar são os estados. Infelizmente nós não reajustamos o salário do médico há quase três anos, então só do médico, da professora, do policial, o último reajuste foi em 2014. Por quê? Porque a folha cresce 3,5% sem reajuste. Ela cresce quinquênio, sexta parte, carreira, promoção, então no momento de dificuldade você tem que segurar. Ora, se eu não estou conseguindo dar reajuste nem para o médico, como é que eu vou dar para o residente todo ano? Então nós estamos acertando com o Ministério da Saúde pra ele poder passar o recurso, porque já que ele que deu o aumento... e São Paulo, quando teve aquela onda de criar faculdade de medicina, eu falei: "não, não, nós não vamos criar nenhuma, nós vamos aumentar o número de residentes". Então nós temos um número de residentes que é quase metade do Brasil. É impressionante o número de residência médica e que é paga a bolsa pelo estado. Então nós vamos verificar sim, vamos tentar aí até o final deste mês, raspar o fundo do tacho, ver se ao mesmo o Ministério da Saúde também pode ajudar um pouco pra gente dar o reajuste para os residente. E temos o maior número de residência médica, mas assim... nós criamos a mais, há dois anos trás, 600 vagas de residente. Como a residência hoje no mínimo é três anos, isso significa 1.800 vagas a mais, que é 600 a mais em 2014. Em 2015 tem R1 e R2, já são 1.200, esse ano já são 1.800. E esse ano você tem especialidade que é até quatro anos. Quando eu fiz era no máximo dois, hoje já é três, não é isso? Anestesia não é três? Três anos. E é necessário. Pra encerrar, Florisval, eu fiz residência no Servidor. Então tinha lá o colega, que até era da Cachoeira de Itapemirim, e agitado, ele era até meio engraçado, Lacildes, e aí fomos lá pra... primeiros 15 dias. Fomos lá, caso grave, paciente pneumopata, cardiopata, idoso, diabético, aí o professor, era o Dubier junto e tal, aí o menino lá de Cachoeira de Itapemirim começou: "professor, e se cair a pressão?", falou: "oh, você pegue veritol, dilui em 10, injete lentamente". "Professor, se tiver uma bradicardia, ou uma arritmia?". "Atropelíase, pega...", e foi indo. E eu vendo que o professor estava ficando irritado, né? E ele... quando chegou na 18ª pergunta: "professor, e se acontecer isso". "Aí você chama o médico, viu?". A residência, ela é fundamental. Os advogados, 80% não passam no exame da ordem, 80%, só bacharel, 80% não passa. Nós não temos exame, então a gente faz uma faculdade aí, R$ 7 mil por mês, R$ 6 mil por mês, já fez dois anos de cursinho, seis anos de medicina, então é fundamental hoje abrir possibilidade de residência. Então nós ampliamos muito. Aí como tem muita residência, claro que tem mais impacto quando você dá reajuste. Mas vamos fazer um reforço aí pra atender a determinação do Ministério da Saúde no sentido de corrigir aí o valor. Mas agradecer muito aqui ao Florisval, o Lacildes, ele é que era o bom aluno lá na escola. E o professor José Luiz, grande mestre da anestesia. E eu disse ao Florisval: "olha, eu não vou... vamos encerrar rápido porque, ainda mais nós sendo anestesias, conta que o Agripino Grieco, crítico literário em São Paulo, há muito anos, apresentado a uma moça diz a ela: "nós já nos conhecemos"". Aí ela... "nós já dormimos juntos". Aí ela foi na conferência do professor Pedro Calmon, né? Grande abraço. [[]]