Discurso - Entrega da revitalização do Parque Montonée 20122612

De Infogov São Paulo
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Discurso - Entrega da revitalização do Parque Montonée

Local: Salto - Data: 26/12/2012


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governador Geraldo Alckmin!

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos! Xará, eu sou um defensor de Salto, porque todos os secretários, [ininteligível], queriam inaugurar obra em Campos do Jordão hoje, e eu que quis vir aqui, viu? Mas, saudar o Prefeito José Geraldo Garcia, o vice-prefeito, o prefeito eleito, Juvenil; Vereador Heleno, Presidente da Câmara; todos os vereadores; nossos Secretários de estado: Dr. Saulo, de Transporte; o Cláudio Valverde, de Turismo; Deputados Federais: Aline Corrêa e o missionário José Olímpio; Deputados estaduais: o Rogério Nogueira e o Rodrigo Moraes; nosso sempre Deputado Milton Flávio; Clodoaldo Pelissioni, superintendente do DER; prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi; Monte Mor, o Rodrigo; Pirapora do Bom Jesus, o Gregório; Prefeito eleito de Elias Fausto, o Dude; o Gregório é prefeito eleito, não é, de Pirapora? Ricardo Borsari, da EMAE; professor Francisco Moschini, diretor do Instituto de Estudos do Vale do Tietê; Dom Vicente Costa, bispo de Jundiaí, uma grande alegria de tê-lo conosco; padre Silvio Andrei, nosso pastor; Secretários municipais; amigas, amigos. Uma grande alegria! Hoje nós estamos entregando essa obra, aqui foi investido R$ 1,8 milhão, aqui no Parque Rocha Moutonnée. É uma obra de revitalização do parque, de melhores condições aqui para o parque. Uma vez me disse o Geraldo, que veio aqui uma jornalista, de uma das grandes televisões de São Paulo, e aí, ele tentando explicar, falou: “Não, prefeito, eu conheço. Eu estudei em Campinas e a gente, eu vinha aqui como aluna do colégio de Campinas.” Então, quantos estudantes não vêm aqui? Alunos de Geologia do país inteiro, e até do exterior, também, vêm aqui. Salto é uma estância turística. Nós temos que o turismo, o que mais pode gerar emprego e renda. Porque agricultura, que é o setor primário, ela mecaniza. Você, hoje, cortar cana, é tudo máquina, não precisa mais ninguém! Até café, até para colher café tem máquina; chacoalha o pé de café, uma rede embaixo colhe. Tudo mecanizado. O setor da indústria, que é o setor secundário da atividade econômica, robotiza. A Volkswagen que tinha 42 mil funcionários, hoje com 12 mil, fabrica muito mais carro. Vai robotizando, a máquina, ela repete, não precisa mais das pessoas. Onde está o emprego do presente, do futuro, cada vez mais? No setor terciário, serviços. Turismo, comércio, educação, saúde, é prestação de serviços. E distribui renda. Muita pequena empresa no turismo distribui renda, irriga a economia. Nós precisamos fortalecer as estâncias turísticas. Temos 67 não é, Cláudio? Salto é uma das estâncias turísticas. Então, o Parque Moutonnée, que foi aqui recuperado, a belíssima biblioteca. Eu estou chegando de Botucatu, nós vamos fazer em Botucatu a primeira pinacoteca fora de São Paulo. Nós temos um acervo de 10 mil obras de arte, reserva técnica muito grande. Então, o prédio do Ramos de Azevedo, fechado há 10 anos, vai ser inteirinho restaurado e nós vamos ter a primeira pinacoteca. Então, cultura e educação, e essa belíssima biblioteca aqui em Salto, hoje também inaugurada. Também com recurso do DADE, a iluminação do trecho saltense, nós temos aqui também a obra do trevo, que mais 20, 30 dias, está pronta, um importante acesso à avenida Brasília, uma obra importantíssima. A delegacia de polícia; aqui hoje não tem um preso. A nossa meta é ser o primeiro estado brasileiro a não ter um preso em cadeia, só em centros de detenção provisória. Eu vi um dia desses uma palestra, de um presidiário. Um dia desses não, já há alguns anos... escreveu um livro, Saulo. Aí ele... A jornalista era a Marília Gabriela, perguntou para ele: “O que você viu? Você ficou quantos anos preso?” “Fiquei oito anos.” “O que você viu de melhor e de pior?” Ele falou: “Olha, o de melhor foi a Penitenciária de Pirajuí”, que é uma fábrica penitenciária, todo mundo trabalha e cada três dias de trabalho tem remissão de um dia de pena. É modelo. Fábrica nossa de móveis, fábrica penitenciária de Pirajuí. “E o que você viu de pior?” Falou: “Cadeia.” É como... Você quando entra no elevador lotado, você quer sair, fica esperando abrir a porta para você sair do elevador. Imagine você morar num elevador lotado. Isso é cadeia. Então, nós estamos acabando, não ter mais um preso em cadeia. [palmas]. Nós temos 30 mil presos em cadeia. Salto, nada mais. A maioria das cidades... A gente tira a cadeia e carrega a grade, porque se não levar a grade, daqui a pouco enche de novo. Esvazia a cadeia e leva embora a grade, para não ter risco de voltar a ter preso em cadeia. E atrapalha a Polícia Civil, Polícia Civil não é para tomar conta de preso, é para investigar: Polícia investigativa e judiciária. A polícia ganha em eficiência, na Polícia Civil, e mais segurança no caso da SAP, Administração Penitenciária. Daqui mais um mês também, nós vamos vir com o Juvenil aí, para entregar, também, o prédio da nova delegacia. Depois, o rio Tietê, estamos fazendo um grande esforço de saneamento, a nossa meta é 2014, universaliza o interior de São Paulo: água e esgoto coletado, tratado, 100% de água. 2017, mais ou menos, a gente acha que... Litoral; e 2019, região metropolitana de São Paulo. Mas a mancha de poluição, que estava lá em Barra Bonita, já retrocedeu 120 quilômetros. É perseverar, perseverar, perseverar, que vai limpar o rio. O grande exemplo é Sorocaba. O peixe que vocês pegaram de Sorocaba tinha que tamanho? Olha só... Desse tamanho. Como é que era o peixe? Como é que era o peixe? O nome do peixe.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Nós pegamos, além de carpa, carpa era o maior, mais ou menos desse tamanho, 12 quilos. E nós pegamos também peixes de três, quatro quilos; que é o Curimbatá.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Curimbatá. Carpa, Curimbatá, estamos recuperando. Aliás, 2013 vai ser o ano do Peixe, do Santos Futebol Clube. [ininteligível]. Mas... E queria dizer o seguinte: o rio Tietê, nós vamos investir, junto com o governo federal, uma parceria, R$ 1,5 bilhão na hidrovia. Já começamos! Então, nós vamos trazer a hidrovia até Piracicaba, Distrito de Artemis, e a hidrovia até Salto, até na beira, aqui, da SP-79; integrando as rodovias, as autoestradas, a ferrovia que chega aqui e a hidrovia. R$ 1,5 bilhão, com várias barragens, geradoras de energia ou regularizadoras da vazão do rio e, com isso, a navegação chega até aqui. E como foi dito pelo Saulo, uma barcaça tira 175 grandes caminhões. Então, estamos trocando todas as pontes no centro. Antigamente, para fazer uma ponte em um rio navegável, tinha que implodir o meio da ponte, refazer o meio da ponte... Era meio ano a ponte interditada. Hoje, quanto tempo? Quinze dias. Você constrói a ponte ali do lado, coloca... Constrói a ponte na terra, coloca a ponte do lado da outra... Implode a antiga no meio e encaixa, ela já está até asfaltada, 15 dias está liberado o trânsito. Nós fizemos uma agora, há três meses atrás. Aí, o vão, que era de 40 metros, 30 metros, passa a ser de 120 metros. Então, hoje, a barcaça tem que parar e passa uma por uma, a barcaça. Você imagina uma barcaça com 30 barcas ter que atravessar, leva duas horas para passar embaixo de cada ponte. Agora, passa direto. Trocando todas as pontes e as barragens novas, Santa Maria da Serra, [ininteligível] e as barragens aqui de Itu. Depois a passarela, está aqui o Ricardo Borsari, o Milton Flávio, nós vamos a ponte ligando a margem direita com a ilha e uma passarela sobre a mata da ilha. O pessoal vai poder andar em cima da mata e curtir a ilha. Meu pai dizia, Dom Vicente, que o contato com a natureza aproxima o homem de Deus. Esse contato com a natureza é extremamente necessário. E nós duplicamos Salto-Itu, duplicou Itu-Salto. Aí chegava duplicada, caía na pontinha, na ponte mão dupla, pista única. Então, não tinha sentido ter que fazer uma nova ponte. Aí surgiu, então, esse projeto, audacioso, de não apenas dobrar a ponte antiga, mas de fazer uma nova ponte estaiada, uma nova ponte sobre o rio Jundiaí, e a ponte estaiada ainda vir ao encontro de uma cidade estância turística, com elevador, a visão sobre a cidade, a região, o rio Tietê, o parque, aqui, Moutonnée. Enfim, unir a obra de engenharia ao entretenimento, à educação, à cultura, a divulgação aqui da região. Nós estamos assinando hoje, são R$ 21 milhões, R$ 15 milhões do DER, R$ 6 milhões também do estado, mas do DADE, que é para estância turística. Esses R$ 21 milhões é uma licitação só, uma licitação. Constrói a ponte estaiada, faz a duplicação, não é, a nova ligação? As obras entre a ponte estaiada e a ponte do rio Jundiaí. Quanto dá, uns 800 metros? Mais ou menos. Quanto?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Quatrocentos e cinquenta.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Quatrocentos e cinquenta. Faz a parte viária e faz a ponte sobre o rio Jundiaí. E 600 metros da entrada da cidade, também, duplicada. E o... O elevador Garcia. O elevador do xará. Então, esse conjunto todo dá R$ 21 milhões. Mas eu quero dizer da alegria de estarmos juntos aqui, nesse final de ano, desejar um ano novo de muita saúde, muita paz, muita alegria. Agradecer os nossos secretários, o Saulo, Clodoaldo, o Cláudio Valverde, nosso secretário de Turismo, o Milton Flávio, o Ricardo Borsari. Agradecer os deputados, missionário José Olímpio, a deputada Aline, deputado Rodrigo, deputado Rogério, eles têm nos ajudado bastante; a gente sabe, às vezes tem que sair de lá 02h00 da madrugada, 03h00 da madrugada. Eu me lembro, eu fui deputado estadual, 03h00 da manhã, Governo Montoro, e nós estávamos lá votando, votando, votando, para poder ajudar o governo, para poder avançar. O governo federal não votou até agora o orçamento. Complicado, difícil, não é fácil. Se não é o pessoal lá, 03h00 da manhã, nós íamos virar o ano, entrar o ano que vem sem orçamento. Então, nos ajudaram lá e nós vamos trabalhar firme, ali, em 2013, para fazer muita coisa boa em benefício da população. Queria agradecer ao Geraldo, eu brinquei que... Dom Vicente, que o Papa é chamado de pontífice, porque ele é um construtor de ponte, pontífice, faz a ponte entre a Terra e o Céu. Então, nós poderemos ter o “Geraldo I”, o homem das... Mas ele só faz a ponte de uma margem para a outra, o céu não garanto. Todo mundo ande na linha, porque aí já não... É só para ligar a margem uma à outra. Mas eu quero é cumprimentar aqui o Geraldo fez um bom trabalho aqui na cidade, desejar muito sucesso ao Juvenil, conte com a gente, estamos a sua disposição, vamos somar esforços aí, em benefício da coletividade. E ao deixar um abraço muito carinhoso, pedir ao nosso bispo que dê uma benção aqui para a gente. Muito obrigado a vocês.