Discurso - Inauguração do AME e da nova sede do Corpo de Bombeiros e anúncio da instalação do Poupatempo 20130806

De Infogov São Paulo
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Discurso - Inauguração do AME e da nova sede do Corpo de Bombeiros e anúncio da instalação do Poupatempo

Local: Assis - Data:08/06/2013

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia! Bom dia a todas e a todos. Quero saudar o prefeito de Assis, o Ricardo Pinheiro; Dona Dalva, a sua mãe, presidente do Fundo Social de Solidariedade; doutora Lenilda, vice-prefeita; vereador Camarguinho, presidente da Câmara, abraçando aqui todos os vereadores, deputado federal Eduardo Canarinho; deputado estadual Mauro Bragato; deputado [ininteligível], professor Giovanni Cerri, secretário de Saúde; Mônika Bergamaschi, da agricultura; Rogério Barreto, o Aparecido Bruzarosco; o Jairão, prefeito de Tarumã e presidente do Sivap, prefeitos aqui presentes: de Marília, Vinícius Camarinha; de Lutécia, o Ercílio, Palmital, Ismênia, [ininteligível], Pompéia o Oscar, São [ininteligível], o Zé Luís, Maracaí, o Tatu, Platina, o Manezinho, (ininteligível) Rodrigão, Cândido Mota, onde nós estamos indo em seguida; Dr. Zacarias, Dom José Benedito Simão, bispo da diocese, presidente [ininteligível] Irmandade da Santa Casa, muito obrigado pela sua presença. Nosso bom senhor, Floriano de Oliveira Garcez, irmão [ininteligível] da Santa Casa, nosso provedor que aqui falou em nome da Santa Casa, Sebastião Carlos [ininteligível], o Edson Rogatti, esse guerreiro que preside a federação das Santas Casas de Misericórdia e hospitais filantrópicos, Luiz Antônio Cirilo, superintendente do AME e da Santa Casa, que é o nosso gestor aqui; a doutora Isabelle Clóvis Salgado, diretora do hospital regional, doutor Nildo Calazans Júnior, delegado de polícia, Daniel Ailton Martinez, comandante da região; coronel Rogério Duarte, comandante dos bombeiros, tenente Diego Pecoraro, comandante do sub-grupamento de Assis, major Ricardo, idealizador da nova sede, professor Maurício Thor, amigas e amigos.

Primeira boa notícia, que é o AME. Hoje se a gente perguntar “saúde vai bem ou vai mal?”, ela vai bem, no sentido de que a mortalidade infantil caiu. O Brasil de 80 anos atrás tinha 140 mortes por 1000 nascidos vivos, era comum uma mamãe dizer: “tive cinco filhos, vingaram três”, morria muita criança. Hoje São Paulo tem o menor índice do Brasil, 11/1000 nascidos vivos. E a maioria das cidades, assim como a região, é um dígito, é Europa, por outro lado a expectativa de vida está subindo. Em 1940 a expectativa de vida média era 43 anos de idade, hoje quem tem 60, como eu, é um broto, né? Um broto, aliás a melhor definição de idoso, diz que aquele que tem pelo menos 10 anos a mais do que nós. Quando você está nos 40 então ele tem mais que 50, quando você chegar nos 50 é mais de 60, quando chegar nos 60 é mais que 70, então é um espetáculo esse ganho de vida, né? Mas mudou perfil demográfico, mudou totalmente.

De outro lado vai mal, porque falta dinheiro, financiamento, a medicina ficou cara. O Brasil que era um país jovem, hoje é um país maduro, caminhando pra ser um país idoso, então precisa por mais recurso, governar é escolher, o dinheiro nunca vai dar para fazer tudo, nunca. Governar é escolher, escolher as pessoas que mais precisa, as necessidades, o social, e a gente fica triste porque vê que na prática o governo federal, que é quem tem 2/3 da arrecadação dos impostos do Brasil está saindo do financiamento pelo SUS, era 60% e 44%; é só não corrigir a tabela do SUS, quando não aumenta salário, tem inflação, aumenta remédio, aumenta comida, aumenta tudo, e a tabela não é corrigida. Então as Santas Casas acumularam dívidas de 14 bilhões, só a Santa Casa de São Paulo deve mais de 200 milhões, e é penalizado porque atendeu quem precisa, punida porque atendeu a população.

São Paulo, nós atendemos, inclusive, os outros estados, não vem para cá gripe, vem pra cá transplantes, tumores mais graves, raros, queimaduras, pacientes, crianças com vidas [ininteligível], a medicina nossa é uma das melhores do mundo, então nós estouramos o teto, e não soube ser ressarcido, mas não mandou ninguém de volta, todo mundo é atendido aqui em São Paulo. Nós estamos apoiando as prefeituras através do financiamento BID, foi 240 mil para reforma das UBS aqui de Assis, e nós vamos ampliar esse ano e ano que vem dar apoio as prefeituras pra reformar, recuperar, o atendimento primário, que são as UBS. Depois vamos ampliar os AMEs, o AME é atendimento secundário, é especialidade, é exame. Então hoje atende de 12 especialidades em mais de 20 consultórios: diagnóstico, audiometria, cistoscopia , colonoscopia, eletroencefalo, eletrocardiograma, doppler, endoscopia vascular, ultrassom, teste ergométrico, estudo urodinâmico, oftalmológico, toda parte de especialidade. Isso vai dar resolutividade a UBS e vai aliviar o hospital, porque muita gente procura no hospital porque precisa responder, então o AME é talo estratégico alivia o hospital e da resolutividade a UBS.

Fazer prédio é fácil, fazer o prédio você gasta um milhão, agora manter o AME, ele nos custa 5,2 milhões por ano só de custeio. Você quando faz o viaduto, inaugurou o viaduto acabou a despesa, você faz um hospital, vai cuidar do hospital, ele custa um prédio novo por ano de custeio. Nós estamos inaugurando hoje um AME, que já está funcionado e até o fim do ano ele vai passar de 12 para 23 especialidades; ele vai dobrar de atendimento, e daqui nós estamos indo para Ourinhos entregar mais um AME lá em Ourinhos, que vai ajudar também a região de Ourinhos.

Aqui o nosso parceiro é o melhor que nós poderíamos ter. A Santa Casa de Assis. Lá em Ourinhos é... É a faculdade de medicina da Unesp de Botucatu. Estamos anunciando hoje o Poupatempo, então ninguém mais vai precisar ir para Marília ou Prudente, vai ter um Poupatempo aqui em Assis para atender. O Ricardo já está providenciando aí o prédio pra gente, rapidamente, instalar o Poupatempo. Terceiro, nós estamos entregando um novo tomógrafo, o primeiro da região fazendo a arteriografia de anjo, tomografias ainda este ano. Então o hospital regional aqui nosso de Assis terá um tomógrafo de última geração para atender aqui a região. A quarta boa notícia é o Corpo de Bombeiro, o novo prédio e também a nova unidade do resgate. A quinta boa notícia é a Santa Casa, nós vamos autorizar provedor aqui pra Santa Casa 848 mil. Então a reforma do ambulatório de ortopedia, centro cirúrgico, central de material, de materiais e UTI da Santa Casa.

A quinta boa notícia é a SP- 333. Hoje está publicado oficial, sábado tem diário oficial, saiu hoje a publicação da obra da duplicação de sete quilômetros aqui na cidade, Ricardo, com barreira rígida, dois viadutos, marginais e passagem inferior. Então um investimento de 53,5 milhões. A gente imagina começar obra, obra física em outubro, e em setembro começa um outro grande investimento, são 105 milhões, 40 quilômetros de obra: Assis/Tarumã/Florínia, até a divisa com o Paraná. Acostamento, ]inaudível], segurança, segurança.

A primeira causa de morte é coração e grandes vasos, tem que mexer um pouco, fazer ginástica. A segunda causa é câncer; a terceira não é doença, a terceira é acidente. Era homicídio, hoje não é mais, é acidente rodoviário: atropelamento, motocicleta, carro. Então estrada duplicada com segurança, acostamento, sinalizada é uma segurança para população. E também vamos recuperar Assis Echaporã/Marília, também para Marília. E também teremos aqui o centro do idoso, a creche escola; em Marília 60 milhões no hospital das clinicas, que é um hospital universitário, já está em obra toda a recuperação do hospital das clinicas Marília. E teremos a rede do Lucy Montoro para atender pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, toda parte de fisiatria e fisioterapia. E a rodovia também lá em Marília até Porto Ferrão.

Mas eu queria encerrar, trazer uma palavra aqui sobre o que o Ricardo colocou. A gente tem que ter sempre uma visão regional, quer dizer, ter uma visão... Eu gosto aqui dessa organização do Sivap, eu acho que é um modelo o Sivap. São municípios da bacia hidrográfica. Tem uma vocação econômico importante, diversificada, agricultura, agronegócio, indústria, serviços, né, universidade, [ininteligível] do conhecimento, e que trabalha unido, trabalha dentro dessa visão. Então nós já temos Fatec em Presidente Prudente, atende lá a região, é prudentina. Temos Fatec em Marília, uma bela faculdade voltada, inclusive, à indústria e o alimento. Temos Fatec em Ourinhos, também é importante. Pompéia também, como a primeira faculdade da América Latina, de tecnólogo em mecânica, de agricultura de precisão, esse curso só tem Oklahoma, nos Estados Unidos. Então nós vamos, você vai me providenciar aqui a instalação física, a gente ajuda, nós vamos ter uma Fatec voltada para a região.

(inaudível). A Etec, que nós já temos 250 no estado de São Paulo, a Etec de cada cinco quatro jovens já saem empregados. A Fatec, de cada 10, 92% saem empregados, 92% saem empregados. O melhor aluno das Etecs e das Fatecs, do estado, um por Etec e um por Fatec, vai todo ano aos Estados Unidos, ou para Inglaterra ou para Austrália, ou Nova Zelândia; fica 30 dias estudando inglês por conta do estado. O melhor aluno de cada Etec, o melhor aluno de cada Fatec, e os 100 professores, ainda ganham 400 dólares pra uma despesinha lá, mas tem tudo pago, curso, a hospedagem, a alimentação, viagem; 30 dias lá de estudos de inglês. Nós estamos com as melhores escolas técnicas e tecnológicas do país. E a Unesp, agora, expandimos oito engenharias, oito engenharias, engenharia [ininteligível], computação engenheiro, agrônomo engenheiro, além de materiais, oito engenharias foram ampliadas. Inclusive levamos a Poli, engenharia da Politec está pra Santos para a barca de petróleo.

Mas eu quero, aliás, o primeiro município que colocou aqui atividade delegada, uma boa parceria na área de segurança. Mas quero deixar um grande abraço, agradecer aqui aos nossos secretários, ao professor Giovanni Cerri, que é um grande secretário da Saúde, dirigia a melhor escola médica do país, da USP. A professora MôniKa Bermagaschi, da agricultura, cadê a Mônica? Engenheira agrônoma. E daqui nós estamos indo a Ourinhos, lá na exposição agropecuária, na FABI, lá de Ourinhos. Agradecer o Bruzarosco, que está aqui conosco, da secretária de emprego, agradecer ao Barreto da secretaria de gestão, os nossos deputados, os congressistas de São Paulo tem defendido muito bem os nossos interesses lá em Brasília. Inclusive a questão do ICMS, que vira e mexe o pessoal tem que pegar o tributo de São Paulo. E é bom lembrar o seguinte: nós temos 22% da população brasileira, e de tudo que o governo federal arrecada no Brasil 41,5% sai de São Paulo, quase metade do recurso federal volta 11%, sai tudo de São Paulo. Então é uma terra generosa, para ajudar todo o país. Agradecer o Bragato. Eu fui colega do Bragtto, nós fomos deputados juntos. A água daqui é melhor, porque eu fiquei careca e ele está firme.

Grande deputado. Agradecer ao Camilo, Camilo que também nos ajudou muito na Assembleia Legislativa, agradecer aqui a presença honrosa do nosso bispo da diocese, nosso bom senhor; abraçar aqui a Santa Casa, eu sou um fã de Santa casa. Santa Casa não é estatal, não é do governo, mas também não objetiva lucro, ela é do povo, é da comunidade, é para servir a população, não tem lucro nenhum, trabalha todo mundo de graça lá na mesa provedora, e as vezes ainda tem que ouvir umas chateações porque faz parte da vida, mas o importante. Tolstói dizia que a verdadeira vocação de cada homem e cada mulher é servir as pessoas, nós nascemos pra servir ao próximo. E não há maneira mais bonita de servir do que quem está doente, do que quem está passando por dificuldade, do que quem está mais necessitado do nosso apoio, da tecnológica, do amor e da presença da ciência para que ele possa se curar.

Quero abraçar aos prefeitos, dizer ao Ricardo que conte conosco, viu. Vamos trabalhar juntos, unidos, em beneficio da população. E a todos vocês um grande abraço e muito obrigado!