Discurso - Palestra à Turma de 2012 do Curso de Política e Estratégia Marítimas da Escola de Guerra Naval - 20121007

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Palestra à Turma de 2012 do Curso de Política e Estratégia Marítimas da Escola de Guerra Naval

Local: Capital - Data: 10/07/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todos e a todas. Bem‑vindos aqui a São Paulo, prazer recebê‑los. E cumprimentar o nosso vice Almirante [ininteligível] e de Gusmão e a viatura e [ininteligível] pessoal. O coronel Benedito Roberto Leigan, secretário-chefe da Casa Militar; Marco Aurélio de Andrade Lima, encarregado do curso que de política estratégia marítimas, professores, oficiais e alunos é uma satisfação recebê‑los. Eu... [ininteligível] do exército, tenho carinho e apresso pelas forças armadas e alegria de trazer uma palavra sobre a estratégia de desenvolvimento do Estado de São Paulo. Eu separei alguns slides, está aqui o controle, né? Esse aqui? É e aqui dado sobre números de São Paulo. Nós somos 42 milhões de habitantes e uma população maior do que da Argentina. Nós tínhamos, há 20 anos atrás, o mesmo PIB da Argentina. Hoje o Produto Interno Bruto da Argentina é de 435 bilhões de dólares, São Paulo 664 bilhões de dólares. Nós somos a segunda economia da América do Sul, apenas atrás do Brasil. PIB per capita quase 16 mil dólares per capita\ano. Aqui, alguns números importantes, se o estado fosse um país nós que seríamos a quarta maior economia do mundo. Maior que argentina, Noruega, Taiwan, a segunda maior economia de América do Sul e a terceira maior economia da América Latina, depois do Brasil e do México. Somos grandes produtores de açúcar e álcool, temos o maior canavial do mundo. Uma grande produção de açúcar e álcool, maior produtor do mundo. É somos o maior produtor nacional e mundial de suco de laranja. Temos o maior pomar cítrico do mundo, aliás, os dois setores com dificuldade. Porque a cana de açúcar, o açúcar teve um preço bom caiu e o etanol, ele vive um grande dilema frente ao petróleo. Como a Petrobras não reajusta o preço da gasolina há quase dez anos e os custos do álcool vão subindo, então o álcool vai perdendo competitividade frente à gasolina. Em São Paulo, o carro [ininteligível] bi combustível, as pessoas ainda põe álcool porque reduziu ICMS. O ICMS era 25%, gasolina e álcool. Nós reduzimos o ICMS do álcool para 12%. Então, aqui... Mas é o único estado brasileiro. E aqui etanol ainda compete com a gasolina. Mas nos outros estados, o etanol vai perdendo competitividade e uma coisa que precisa ser rediscutida, porque foi um ganho, do ponto de vista ambiental o etanol e o motor [ininteligível], e nós corremos o risco de perdê‑lo. E hoje o problema da laranja é excesso de produção. Então, esse é um problema da agricultura, não é? A laranja não tem preço e o feijão aumentou 70%. E o arroz, mas o feijão, a comida básica, aumentou 35%. E aí a importância de política agrícola, no sentido de ter excesso de laranja, faz suco e armazena, ter excesso de arroz, armazena e ter política no sentido de evitar os solavancos, que acabam sempre, e problema no setor ou elevando a inflação. Aqui, nós temos, em termos de produção nacional, nós somos o grande produtor de aeronaves. Temos as três fábricas em São Paulo da Embraer, São José dos Campos, jatos executivos; Botucatu, muito da parte agrícola e aviões de agricultura; e Gavião Peixoto, indústria militar. Somos grandes produtores de trens, 87% da fabricação de trens do país, higiene pessoal 72%, indústria química, e farmacêutica, peças e acessórios e automotores, e produtos químicos. E aqui tem uma outra, um outro dado importante, é ainda na agricultura, o estado embora tenha um grande parque industrial, nós somos grande produtores agrícolas. Nós somos o maior produtor de borracha, e a gente houve no passado aquela história do Acre, São Paulo hoje produz 60% da borracha brasileira. Maior produtor nacional de ovos e maior exportador de carne bovina, nós não temos o maior rebanho. Maior rebanho está no centro oeste brasileiro, Mato Grosso, Goiás, mas nós somos o maior exportador e a indústria carne em São Paulo, e o maior processador nacional, com o papel e celulose. Aqui é um dado importante, o estado tinha um endividamento muito alto e a Lei de Responsabilidade fiscal, diz que a relação entre dívida e receita corrente líquida não pode passar de duas vezes, se tem uma receita corrente líquida de 100 bilhões de dólares, a dívida não pode maior que 200. Então, duas vezes a receita corrente líquida mensal. Nós tínhamos 2,24 aqui, 2,27, e o Senado Federal deu até 2015 para gente reduzir de dois. Dez anos antes, em 2005 nós tínhamos reduzido e hoje está em queda. Hoje 1,4, ou seja, passou por um ajuste fiscal extremamente severo, sem aumentar recurso. Pelo contrário, reduzimos a carga tributária só cortando a despesa e procurando fazer um ajuste fiscal no estado, e que nos abriu uma boa possibilidade de investimento. Nós estamos com R$ 15 bilhões de autorização pelo PAF – Programa de Ajuste Fiscal do Governo Federal, para novos financiamentos. Acabamos de assinar, agora em Washington, com o Banco Interamericano, R$ 2 bilhões de financiamento para o Rodoanel, para fechar o Rodoanel Metropolitano. E veja como é, os organismos internacionais de financiamentos são importantes. Os estados e as capitais rolam a dívida com o governo federal, essa dívida a gente paga todo mês, vai pagando até que ela vai zerar. Então, quanto custa essa dívida? IGPM + 9%. IGPM é 5%, mais 9% dá 14% ao ano. O mais caro financiamento externo é o Banco Mundial – 0,7% ao ano. O Banco Interamericano, 0,6%. E a JICA, japonesa, o organismo internacional, 0,4%. Aqui, 14% para poder rolar a dívida de estados e municípios. Então, a gente sempre vai, mesmo o BNDES é 8% ao ano, então a gente vai buscar dinheiro lá fora, que os juros é muito mais barato. Aqui, o resultado desse esforço de ajuste fiscal foi a recuperação da capacidade de investimento. Então, nós devemos investir nesses quatro anos, R$ 85 bilhões e mais de R$ 25 bilhões de PPP. As Parcerias Público-Privadas você pode comprometer como contraprestação, até 3% da receita corrente líquida para pagamento de contraprestação de PPP. Nós só comprometemos dos 3%, 7%. Então, nós temos 93%, o que nos dá em torno de R$ 25 bilhões para metrô, trem, estradas, enfim, hospitais, presídios, possibilidades de Parceria Público-Privada. Aqui é educação, nós temos as três universidades, pagas exclusivamente com o dinheiro de São Paulo, que é a USP, que é Unesp e a Unicamp. A USP foi novamente escolhida a melhor universidade da América Latina, segundo esse ranking da Quacquarelli Symonds, e está entre as melhores universidades do mundo. A Unicamp é a terceira no mesmo ranking. Então, nós temos a primeira da América Latina, a USP, a terceira da América Latina, a Unicamp. E a Unesp também é extremamente bem ranqueada também. São as três universidades, e elas produzem 50% de toda a produção científica brasileira, e temos aí um grande número de cursos. Criei uma quarta universidade, que é a Univesp. Acabou de ser criada, vai ser instalada agora; Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Imagina-se com dez a 15 anos, mais da metade da formação de terceiro grau, universitária do mundo será pela rede de computadores. Eu, antes de voltar para o governo, dava aula em uma universidade aqui em Santos, e nós tínhamos lá 1.800 alunos presenciais e 12 mil alunos à distância. Então, o ensino à distância, ele vai disparar. Então, nós estamos nos antecipando, já criei a Universidade Virtual do Estado de São Paulo, vamos começar com engenharias, vamos começar com engenharias. Engenharias de computação e engenharia de produção. Então, nós vamos levar para os 645 municípios cursos à distância, de graduação, de especialização, de pós-graduação, técnico e tecnológico, inclusive fortaleci muito as engenharias, que tem faltado profissionais em São Paulo. Aqui temos uma rede de ETECs e FATECs. A ETEC é curso de um ano e meio, junto com Ensino Médio. O aluno pode fazer de manhã, o Ensino Médio, e, à tarde, o técnico. Sai com os dois diplomas, e alta empregabilidade. Essa questão da formação profissional é impressionante, hoje teve formatura aqui do Via Rápida. Nós temos 17 mil vagas hoje no Emprega São Paulo que não são preenchidas por falta de qualificação. Em compensação, nós temos 200 mil inscritos para o Via Rápida – 95% desempregados, 2/3 mulheres. As mulheres querem trabalhar, precisam trabalhar e têm dificuldades. Então, nós temos muita gente desempregada e muita vaga que não é preenchida por falta de qualificação. Construção civil, dia desses esteve aqui o presidente do shopping que está sendo construído em Limeira. Falou que em Limeira não tem pedreiro, não tem, tem que importar. Não tem eletricista. Um mestre de obras bom, bom, aqui em São Paulo, ganha de R$ 12 mil a R$ 15 mil. Um bom mestre de obra, porque não tem. Então, nós estamos procurando fazer o casamento entre o ensino profissionalizante, a formação profissional e a demanda de mercado. Nós temos 207 escolas técnicas. Só faz escola para emprego que existe. Não tem emprego, não tem curso. É voltado ao desenvolvimento regional. Em um mundo onde é muito rápida a mudança. Quer ver, São Paulo é o maior produtor de cana do mundo, tem uma lei aqui que diz: em 2016, acaba a queimada, não pode mais queimar, porque a queimada prejudica o meio ambiente, prejudica a qualidade do ar. [ininteligível] uma manchete aqui da Folha de S. Paulo que tinha uma camada de fumaça sobre Ribeirão Preto, e o título era: “Bomba Atômica Caipira”. Ou seja, era a queimada da cana e aquele mar de fumaça em cima da cidade. Parava, às vezes, até avião, aviões menores por causa da quantidade de fumaça. Então, proibiu. Proibida a queimada da cana, acabou a profissão de cortador de cana, porque não tem como cortar cana manual sem queimar. Não vai pôr a mão ali em um pé de cana, pegar uma [ininteligível], sempre queima primeiro, depois corta. Isso significa que acabou a produção de cortador de cana. Dezenas e milhares de trabalhadores tudo desempregado. Uma máquina vem e corta tudo sozinha. Aliás, a agricultura é uma atividade altamente “desempregadora”. Porque ela cada vez mecaniza mais, as máquinas, até café. A máquina chacoalha o pé de café, passa uma rede embaixo, colhe tudo sozinho. Muita pouca gente, muita produtividade, como a indústria robotiza tudo. A Volkswagen tinha 42.000 trabalhadores na fábrica de São Bernardo, hoje tem 12.000, fábrica muito mais automóvel, porque você vai robotizando. O emprego do mundo moderno é cada vez mais serviços, setor terciário da atividade econômica. Acabou a profissão de cortador de cana. Mas nós criamos uma Fatec, do lado de Marília, em Pompéia com a Fundação Shunji Nishimura, concurso chamado Tecnólogo e Mecânica de Agricultura de Precisão. Essas máquinas modernas tem tanta computação embarcada que você precisa ter pessoas altamente preparadas para operá-las e para manutenção. Então Tecnólogo e Mecânica de Agricultura de Precisão só têm aqui e em Oklahoma, nos Estados Unidos. Então as ETECs capacitam o nível Médio um ano e meio, as FATECs nível Superior, três anos. E esses jovens são disputados no mercado de trabalho. No caso da ETEC, de cada cinco, quatro já saem empregados. No caso da Fatec, de cada 10, nove já sai empregados. Nós temos quase... Estamos chegando a 300.000 alunos ETEC e Fatec, tudo de graça no Estado. Aqui nós temos a Fapesp, que é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado. Ela fica com 1% do ICMS, então dá quase R$ 1 bilhão para pesquisa. O volume que é transferido a Fapesp para pesquisa acadêmica e pesquisa aplicada. Aqui o navio Alpha Crucis, que foi comprado na parceria da Fapesp com a Universidade de São Paulo para pesquisas oceanográficas. Ele acabou de ser agora entregue. Depois nós temos aqui os parques tecnológicos. Nós temos 19 parques tecnológicos em todo o estado. Esse que nós vemos aqui é São José dos Campos. O que é que é o parque tecnológico? Ele une no local o setor privado, a indústria para pesquisa e desenvolvimento, os institutos de pesquisa, IPT, os institutos todos, laboratórios, a universidade, incubadoras de pequenas empresas. Então, por exemplo, no Parque Tecnológico São José, tá se estudando estrutura de materiais leves. Então se a gente conseguir fazer um avião mais leve, um carro mais leve, petróleo, saneamento básico, tubulações. Então, o parque tecnológico une Inciativa Privada, a universidade, os institutos de pesquisas no mesmo site, no mesmo local. Esse de São José é voltado para a indústria aeronáutica e aeroespacial. O Parque Tecnológico de Piracicaba, Agroenergia. O Parque tecnológico do Botucatu, Medicamentos e Química. O Parque Tecnológico de Campinas, Software e Hardware, Tecnologia da Informação. Então cada um... Alguns são mistos, tem várias aptidões. Santos, Petróleo, Gás, e Porto e atividade marítima. Então os parques tecnológicos nós estamos incentivando através de recursos do Estado e também crédito para financiamento. Aqui nós temos o transporte metropolitano. O Estado de São Paulo tem 42 milhões de pessoas, metade em 250.000 km, o estado inteiro. E a outra metade, 21 milhões, em 8.000 quilômetros quadrados, que é a grande São Paulo. É a terceira megalópole do mundo. A primeira é Tóquio, tem 30 e tantos milhões de pessoas a grande cidade de Tóquio. A segunda é Nova Deli, na Índia, 21, 22 milhões. A terceira é São Paulo, a grande São Paulo, 20 milhões, a cidade 11,5 milhões, o entorno mais 8,5 milhões, dá 20 milhões. A quarta é também na Índia, Mumbai. A quinta é Cidade do México. A sexta é Nova York. A sétima é Xangai, na China. O mundo moderno ele é urbano, porque o emprego tá nas cidades, a área rural você mecaniza. Então o emprego é urbano e é metropolitano. As grandes cidades atraem, então você tem metrópoles. Nós temos região metropolitana de Santos, região metropolitana de São Paulo, região metropolitana de Campinas. Nós criamos até uma secretaria de desenvolvimento metropolitano para articular a macro metrópole, né? A gente pegar esse quadrilátero: Santos, São José dos Campos, Campinas e Sorocaba, fechar esse quadrado. Tem quase dois terços da população do estado e mais 805 do PIB estadual. Aí o grande problema das cidades é mobilidade urbana. Então nós estamos transportando hoje sete milhões de viagens/dia, passageiro/dia. Em torno de cinco milhões pelo metrô e 2,5 milhões pela CPTM, pelo trem. E expandindo rapidamente através do próprio Governo e através de PPPs. Nós teremos entre metrô e monotrilho, vamos 32 km de linha, vão passar 70 para 105 km de metrô e deixar 90 km em canteiro. Nós vamos rapidamente a 200 km de só metrô. Trem nós temos 250 km de ferrovia através do trem. Aqui mostra a malha de transporte metropolitano, aqui está junto trem e metrô. As grandes linhas aqui, nós temos aqui... Aqui está Itaquera. Aonde tá Itaquera aqui. Itaquera deve estar aqui, e é onde vai ser a abertura da Copa do Mundo. A FIFA exige que você tenha 70 mil passageiros/hora. Nós vamos ter 110 mil passageiros/hora. O estádio tem 65 mil lugares, a gente esvazia o estádio em 40 minutos, praticamente, porque tem na porta do estádio o trem, que é a Linha-11 da CPTM e o metrô, que é a Linha-3 do metrô. Então, tem metrô e trem aqui em Itaquera. E aqui a rede toda de metrô e de trens. Metrô é uma rede pequena, nós estamos tentando rapidamente expandir. O trem é uma rede boa, 250km, mas que precisa ser modernizada. Nós estamos trocando, comprando trens novos, todos com ar-condicionado, melhor sistema de motorização, melhor sistema de frenagem e mais conforto. E tudo lotado. É impressionante a superlotação. Aqui o Rodoanel, no entorno de São Paulo. Aqui está a cidade de São Paulo, a região metropolitana. E aqui o Rodoanel. Anhanguera, Bandeirantes... Aliás, Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares, Regis Bittencourt para o Paraná, para Curitiba, Imigrantes e Anchieta para o Porto de Santos, para o litoral, Ayrton Senna e Dutra para o Rio de Janeiro, Fernão Dias para Minas Gerais. O trecho amarelo já está pronto, é a Asa Oeste, ligando aqui cinco autoestradas. O trecho sul está pronto, ele chegou a Santos, chegou na Imigrantes e na Anchieta, melhora o acesso ao Porto de Santos, parou em Mauá, no ABC. O trecho leste está em obra, fica pronto em 18 meses. Nós chegaremos na Ayrton Senna e na Dutra. E esse trecho norte, ele está em plena licitação. Tem hoje 25 consórcios de construtoras do mundo inteiro disputando os seis lotes que nós vamos ter aqui no trecho norte. Como ele pega a Serra da Cantareira, grande parte dele é em túnel, como é a nova Imigrantes, ou suspenso. Com isso nós vamos ligar o maior aeroporto do país, que é Cumbica aqui, com o maior porto do país, que é o Porto de Santos, sem passar por dentro da cidade. Tira todo tráfego de fora da cidade, melhorando muito a logística e tirando caminhão do centro e das marginais. Aqui, nós temos o Porto de Santos, que é o maior porto brasileiro, e é operado pela CODESP, pelo Governo Federal. E temos um porto estadual que é aqui em São Sebastião, no canal de Toque-Toque, em frente aqui, Ilha Bela. O Porto de São Sebastião é uma beleza sob o ponto calado, e tem um problemão, porque não tem ferrovia. Então, nós estamos procurando melhorar a rodovia. Então, esta rodovia já começou a ser duplicada. Ela sai de São José dos Campos e vem até Caraguatatuba. Então, o trecho até o planalto aqui, até o alto da serra, ela está plenamente em obra, e vai ser totalmente duplicada. Aí, nós já estamos licitando agora o contorno de Caraguatatuba para Ubatuba. Esse contorno aqui de Ubatuba duplicado, e para São Sebastião até o porto. Toda ela, grande parte por túnel até o porto. E também o trecho da serra aqui. Está indo muito bem, já em obra e uma parte aguardando término do licenciamento ambiental. Com isso nós vamos melhorar muito o acesso ao Porto de São Sebastião, que tem um papel importante de supply boat para o pré-sal. E Caraguatatuba é o grande centro do gás. O gás aqui do pré-sal, ele vem aqui para Caraguatatuba, um grande centro de gás. O gasoduto está pronto. Ele sobe para o gasoduto Rio/São Paulo, e integra todo sistema de gás natural, distribuição de gás natural do país. Aqui o Porto de são Sebastião. Nós temos um sonho de 50 anos, que é fazer uma ligação seca entre Guarujá e Santos. Aqui é Santos. Aqui é o porto, é o canal do porto, a entrada do porto. Do lado de cá é Guarujá. Aqui é Vicente de Carvalho, é um distrito de Guarujá. É uma ilha aqui Guarujá, a ‘perola do Atlântico’, e do lado de cá a Ilha de São Vicente. Santos e São Vicente. Então, os navios passando aqui no canal do porto, e a maior travessia de balsas do mundo aqui entre Guarujá e Santos. Então, um conflito permanente. Existia o projeto de uma ponte. Nós estudamos. A ponte tinha dois problemas. Primeiro, se a ponte não é muito alta, ia limitar a entrada de navios. Porque os navios estão ficando cada vez maiores. Então, se você faz uma ponte sobre o canal, ia limitar o porto. Se faz uma ponte muito alta, ela entrava nas cidades. Ela fica mais sobre o continente ou a ilha do que sobre a água, com grande impacto urbanístico. E ainda temos aqui no final o aeroporto aqui no continente. Então, se é muito alto prejudica o aeroporto, se é baixa prejudica o porto. Nós resolvemos fazer um túnel. Então, é uma concorrência internacional. É um túnel sobre... Ele é construído fora e ele se assenta sobre o canal. E nesse túnel passa a pé, de bicicleta, de carro, de ônibus, de caminhão e VLT. Nós estamos terminando a licitação. Nós vamos ter um trem ligando aqui Santos para São Vicente e Praia Grande. E depois esse trem vem para o Guarujá. É o veículo leve sobre trilho. O túnel já está previsto, inclusive com o VLT também. É uma grande obra de engenharia, que está sendo feito o projeto executivo por grandes consórcios de engenharia do mundo e que deve ser iniciado o ano que vem. Aqui, nós temos o Ferroanel, o porto está aqui embaixo, né, o Porto de Santos, aqui a cidade de São Paulo, então o trem, ele passa dentro da cidade de São Paulo, o trem, e passa pela estação da luz o trem de carga e nós, que transportávamos 700 mil passageiro/dia CPTM-Trem, transportamos hoje mais de 2,5 milhões de passageiros/dia. Então, não tem como o trem passar, ele passa de madrugada, cada vez o horário mais estreitinho. Então, nós assinamos com o Governo Federal, com a presidenta Dilma para fazer o Ferroanel, então a Asa... Aqui a Asa Norte do Ferroanel, já de Campos Limpo já vem aqui para Engenheiro Manoel Feio, que é aqui perto de Itaquaquecetuba, então tira o trem de dentro de São Paulo. E o Ferroanel Sul ligando Rio Grande da Serra a Evangelista de Souza. Então, essa obra é uma obra que está sendo projetada, como tem o Rodoanel, ter o Ferroanel que é praticamente quase ao lado e o Governo Federal, Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada. Aqui a hidrovia, nós temos 2.400km de Hidrovia Tietê-Paraná e a hidrovia é uma grande Hidrovia Tietê, ela é... O Tietê desde Anhembi, Conchas até o Rio Paraná, ele é navegável, tem eclusas. E o Rio Paraná, ele vai até o Rio Grande, Paranaíba, ele não chega a Bueno Aires, porque Itaipu o impede, senão chegaria! Mas ele tem baixa eficiência, ele só transporta sete milhões de toneladas/ano. Nós queremos aumentar a hidrovia, então vamos estudar por que o transporte hidroviário, que deveria ser o de mais baixo custo e mais eficiente, ele não consegue competir com caminhão ou com o trem? Um dos problemas está aqui, o comboio quando vem, esse vão é de 40m, então o comboio tem que parar e, cada [ininteligível] precisa passar uma por uma, então embaixo de cada ponte leva de uma 01h30 à 01h50 para passar embaixo de cada ponte de rodovia sobre o Rio Tietê. Então, nós fizemos também um convênio com o Governo Federal, recursos do Governo Federal e do Estado para três obras: a primeira obra é tornar as pontes, as pontes de hidrovia, então o que a gente faz? Nós construímos fora do rio, aqui na margem, essa ponte de 120m de vão livre, colocamos do lado, então fica uma ponte pronta, e aí nós implodimos essa ponte antiga, eu fui agora a Pongaí para fazer a implosão. Então, o que levava oito meses a ponte interditada, hoje leva 12 dias! Você fecha a ponte e abre a ponte com 12 dias, implode a antiga, do lado já está à outra e aí só puxar, ela é encaixada, então em 12 dias você abre e a ponte 120m, aí um problema já saiu, nós estamos fazendo isso em ponte por ponte, implodindo passando de 40m para 120m. A outra é profundidade do leito, locais que precisa ter o aprofundamento, e a outra é trazer a hidrovia até Piracicaba, então são mais 55km de hidrovia, duas barragens para poder chegar até Piracicaba e aí integra com o trem. Então, nós vamos poder trazer soja, trazer milho, trazer açúcar até o Porto de Santos sem nenhum caminhão, ela vem por hidrovia: Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, oeste de São Paulo até Piracicaba passa para o trem e chega ao porto sem precisar de caminhão. São investimentos vultosos, são seis anos de investimentos, mas eles estão indo super bem, estão bastante acelerados. E nós queremos passar de sete milhões para 14 milhões e depois para 21 milhões, triplicar o movimento pela Hidrovia Tietê-Paraná. Aqui o Porto de São Sebastião, A que eu me referi, ele tem essa limitação de não ter ferrovia, mas tem [ininteligível] natural espetacular e a nossa ideia também é triplicar passando por 1,2m³ milhão com seis berços para grandes embarcações, oito berços para embarcações menores e terminais para [ininteligível] líquidos, sólidos, contêiner, hoje já é uma base de exportação de veículos importantes no sistema roll on – roll of, então vão para o litoral àqueles grandes navios, isso vai um por um enfiando o carro lá dentro do navio e exporta. As obras estão começando, aqui é em 2019 foi um errinho aqui! Pré-sal é a última parte, nós tivemos aí... A Petrobras veio nesses últimos anos, nesses últimos 54 anos, basicamente, retirando petróleo e gás do pós-sal que é mais perto da costa e com profundidade, óbvio que grande, mais 3m mil de profundidade. O pré-sal, ele vai de Santa Catarina até o Espírito Santo, pega Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito santo, mas grande parte das jazidas descobertas estão principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo, só que estão a uma distância maior, quase 300km de distância, o que demanda uma logística, né, qual helicóptero que vai 300km, volta 300km, 600km de autonomia, você vai ter que ter bases no mar para poder reabastecer, enfim, uma logística muito maior, e tecnologia, porque fura a camada de sal, vai à quase 5.000m de profundidade. Mas o fato é que a Petrobras para chegar 1,8m³ a 2m³milhões, ela levou praticamente 54 anos. Para chegar nesse patamar. E nós poderemos alcançar, dobrar em 16 anos, ou seja, o volume do Pré-Sal, ele é muito expressivo e ele trás investimentos aí vultosos, no ponto de vista de tecnologia, eletrônica, siderurgia, construção de navios, plataformas. Um dia desses nós inauguramos uma fábrica em Piracicaba só de geradores para a Petrobrás, para o Pré-Sal. Então, são investimentos importantes. Hoje o IPT, que é Instituo de Pesquisas Tecnológicas, é um grande parceiro para os ensaios da Petrobrás. A escola de engenharia da Politécnica aqui de São Paulo ela é de, se não me falhe a memória, 1892. Cinco anos depois os engenheiros da Poli criaram um gabinete de resistência de materiais. O primeiro prédio de concreto aqui em São Paulo foi 1908, não tinha prédio de concreto. Então, os engenheiros da Poli criaram um gabinete para estudar resistência de materiais. Esse pequeno gabinete de estudo de resistência de materiais se converteu o grande Instituto de Pesquisas Tecnológicas, que é o IPT, e que hoje faz os ensaios para a Petrobrás, águas profundas, estudos, pesquisas, laboratório, é um grande parceiro em todo esse trabalho sobre o ponto de vista de pesquisa de desenvolvimento de segurança do trabalho. Enfim, são desafios grandes, mas quero agradecer aqui essa oportunidade de dar de forma telegráfica um resuminho. Nós estamos vivendo um momento na economia mundial de grande incerteza, os países ricos com muita dificuldade, Europa, especialmente por causa daquele endividamento... Hoje os países se dividem entre os muitos endividados e os menos endividados. Então, o Brasil não é dos muito endividados, não é, quer dizer, houve uma redução da dívida em proporção ao PIB se comparar com a Itália, mesmo aos Estados Unidos, são países extremamente endividados, então nós temos Estados Unidos também em crescimento pequeno, a China também reduziu um pouquinho, então vivemos um momento de uma certa dificuldade. Começamos o ano achando que o Brasil cresceria 4,5%, baixou para 4% para 3,5%, para 3% para 2,5% para 2%, hoje poucos acreditamos que possa chegar a 1,8%. Então, o reflexo da economia mundial e de outro lado o reflexo da perda de competitividade do produto brasileiro. Isso é uma coisa para preocupa. Quando nós dissemos: a economia pode crescer 1,7%, a indústria deve diminuir 1%. Quer dizer a indústria vai muito mal, o comércio, um pouquinho melhor, serviços, um pouquinho melhor. E, dentro da indústria, a indústria de mineração está razoável, a indústria de construção está razoável, a que vai muito mal é a indústria de manufatura, que é aquela que gera mais emprego e agrega valor: roupa, sapato, automóvel, a indústria de manufatura. Por que ela não consegue competir? Porque o Brasil ficou um país caro, então ele acabou ficando caro. Câmbio, embora o Governo lute para melhorar um pouco o câmbio, mas abaixo de dois reais, então a moeda sobrevalorizada. Juros, mesmo com todo o esforço para reduzir, o juros ainda é alto. E principalmente imposto. Essa é uma coisa que a gente sempre quer passar ao lado porque é duro cortar, cortar imposto significa cortar gasto, mas o fato é que o Brasil tem uma carga tributária incompatível com o seu nível de desenvolvimento. Quer dizer, 37% do PIB de carga tributária, isso é para a Escandinávia, não é para um país no nível de desenvolvimento do Brasil. Aí começa não conseguir competir. Então, você pega em janeiro desse ano o ICMS da indústria cresceu 1,8% e o ICMS da importação cresceu 18%, ou seja, um grande afluxo de importação. E aí a tendência qual é? De fechar o país. Então, você começa a se proteger, barreira aqui, barreira ali, cria imposto aqui, cria imposto lá, você começa a dificultar, mas o fato é que o caminho sempre deve ser o do livre comércio e deve ser o de competitividade, você ir nas causas, por que o Brasil ficou caro. Meu filho tinha um carrinho Polo aqui, ele mora do México há quatro anos, vendeu, com o mesmo dinheiro comprou um Audi A3 zero quilômetro no México. Brasil é caro. Eu fui agora, o ano passado, esse ano visitá-lo, ele reuniu um grupo de colegas, tal... Por que vocês não voltam, né? “Não, a gente não consegue manter no Brasil o nível de vida que tem aqui porque é muito mais barato”. Então é preciso avaliar essa tríade, não é, carga tributária, carga fiscal, câmbio e juros, política monetária no sentido de... E logística, reduzir custo, buscar eficiência, para você poder crescer, senão vai ficar exportador de produtos primário, exporta minério, exporta soja, mas o que interessa é agregação de valor, e agregação de valor que é indústria de manufatura, indústria de aviões, indústria de automóveis, indústria de remédios, indústria química, enfim, ela tem uma concorrência internacional muito forte. Então o esforço grande na questão da educação, da formação profissional, da pesquisa e do desenvolvimento, e da logística do Estado no sentido de poder ter um desenvolvimento melhor. Mas quero agradecer muito aqui a presença tão honrosa aqui de vocês, muito obrigado!

Nós temos duas obrigações constitucionais aqui em São Paulo; uma é da educação. A Constituição brasileira estabelece que estados e municípios não podem investir menos de 25% em educação. São Paulo, a Constituição paulista estabelece 30%; então, 30% da receita tributária, ela é todinha para educação. E mais 1% da receita corrente líquida para a Fapesp. E todo mundo cumpre; muda partido, muda governo, isso desde a época do Carvalho Pipi, depois o Abreu Sodré. Todo mundo coloca lá. Isso dá em torno de R$ 1 bilhão; cada 1% da receita dá em torno de quase R$ 1 bilhão para a Fapesp a fundo perdido. Então, nós temos um grande financiamento para a pesquisa acadêmica, para a pesquisa pura, e temos também uma parte para pesquisa aplicada. Então, a Fapesp tem tido um papel muito relevante. E ela se estruturou lá atrás, há mais de 40 anos, e ela fez agora 50 anos, a Fapesp, então, ela estabeleceu um paradigma de excelência, que é muito interessante, quer dizer, muitas outras entidades de financiamento de pesquisa acabaram se mirando no bom trabalho da Fapesp. Hoje, o presidente da Fapesp é o chanceler, o Celso Lafer, o professor Celso Lafer, que foi chanceler do governo Fernando Henrique, e o diretor executivo é o Brito Cruz, que foi reitor da Unicamp. E ela tem um paradigma de trabalho extremamente relevante, e tem disso um instrumento de financiamento para pesquisa no estado de São Paulo, desde o genoma da doença do Amarelinho, dos laranjais, da Praia do Amarelinho, [ininteligível] até estudar as células do câncer, você estudar as células cancerosas para poder ver. São apenas 20 países no mundo que estudaram o sequenciamento do DNA das células cancerosas. Então, vai desde pesquisa da agricultura, saúde, física, pesquisa acadêmica, pesquisa pura, pesquisa aplicada, enfim, é um trabalho extremamente sério.


ROGÉRIO LINS: Boa tarde, Excelentíssimo. Sr. Governador! Rogério Lins. A minha pergunta é uma pergunta para o senhor, de uma certa forma, como político, porque para o cumprimento da missão constitucional da Marinha, nós temos necessidade que a população e a sociedade conheçam e confiem na Marinha. Nós viemos de uma crise, nós precisamos fundar nessa confiança. Existe uma série de ações que são desenvolvidas ao longo do país, no Amazonas, sobre assistência social e assistência médica que visam essa integração com o próximo, é justamente desenvolver essa confiança mútua. Aqui no estado de São Paulo, de acordo com a sensibilidade de V. Excelência, qual das ações da Marinha, programa nuclear, as ações com autoridades marítimas, fazem com que nós consigamos cativar esse conhecimento, essa confiança da população?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Em todas as áreas, não é? Embora seja da água, mas é por terra, mar e ar. Na hidrovia, nós temos uma grande hidrovia, a Tietê-Paraná, que é uma hidrovia que a gente resolvendo alguns obstáculos, ela tem um potencial econômico muito grande, porque tem carga para transportar, é só tirar alguns obstáculos, que nós vamos ter uma eficiência impressionante. A questão da costa portuária marítima... O meu pai, que era oficial do Exército, ele era veterinário, ele foi formado pela primeira turma da USP, a Universidade de São Paulo, de 1934. E o meu pai foi o primeiro diploma da USP, 34. E a USP é formada por seis escolas, era a medicina, Dr. Arnaldo, já existia, a Politécnica Engenharia, a ESALQ, de Piracicaba, agronomia, a veterinária aqui de São Paulo, a odontologia e farmácia; as seis se uniram e nasceu a Universidade de São Paulo. E meu pai, que era formado pela USP, ele foi para Santos para dirigir o Instituto de Pesca Marítima. Então, nós temos no mar um potencial gigantesco. E agora a questão do pré-sal; já tinha o pós-sal, e agora o pré-sal, que é um desafio de grandes proporções. Nós deveremos ter aqui, em 12 anos, mais ou menos, R$ 200 bilhões de investimentos no pré-sal. São investimentos extremamente vultosos. E a outra é a questão da pesquisa e a questão não só militar, do submarino de propulsão, mas a questão também médica. O Brasil, ele não produz o radioisótopo, ele compra o radioisótopo. A Argentina produz radioisótopo, o Brasil não produz. Então, um reator multipropósito aqui em Peró, esse vai ter importância latino-americana par aa área militar e para a saúde, porque você vai caminhar cada vez mais com a medicina nuclear porque ela é menos invasiva. Vou dar um exemplo: Há um espetacular aumento de expectativa de vida no mundo. Se a gente for verificar quais foram os grandes avanços do nosso tempo... Um deles: a questão da tecnologia da informação. Quem é que tinha um computador há 30 anos? Quem tinha um celular há 15, 20 anos? Então, um extraordinário avanço. A outra: Mercado de trabalho. As mulheres, aas nossas bivoz. Tiveram três, quatro profissões. Hoje as mulheres estão em todo o mercado de trabalho. A questão ambiental passou a ser relevante. Se o mundo todo tivesse o consumo norte americano precisava quatro planetas Terra. Então, ela passou a ser uma questão relevante. E a outra foi à mudança demográfica, demográfica. O Brasil que a gente aprendeu que era um país jovem, hoje é um país maduro e vai ser um país idoso. Ontem foi 9 de julho, aniversário da Revolução de 32. Então, a Revolução Constitucionalista foi em 1932. Então, ela fez 80 anos. O camarada mais jovem que tinha 18 anos, ele tem 98. Nós temos 41 heróis da Revolução de 32 entre 98 e 103. O que estava ontem lá tinha 99, firmíssimo. Então, mudou o mundo, mudou o mundo. Agora isso demanda uma mudança de saúde pública. Então, com 80 anos de idade, de cada 10 homens, sete terão câncer de próstata. Isso é matemático. Então, como é que você ai tratar? Geralmente é cirurgia. Agora se você puder pôr lá um grãozinho lá e fazer um tratamento ambulatorial sem precisar operar, melhor. Então, a medicina nuclear ela vai avançar muito no diagnóstico, cardiologia, parte endocrinológica e no tratamento, especialmente radioterápico, com grande sucesso. Então, o reator multi propósito ele é fundamental para o país produzir os seus radioscópicos e depois, a partir, nós já temos um Ipen em São Paulo, que é um Instituto de Pesquisa Nuclear conveniado com o Cpem. Mas só que nós compramos e aí a partir dos radioscópicos produzimos os radio fármacos. Nós vamos poder, com o reator multi propósito, ter um extraordinário avanço, não só na Marinha, na defesa, como também na medicina. Aliás, esse é um fato interessante. Não caiu ainda a ficha dessa mudança geográfica. Então, por exemplo, nós temos que investir 30% em educação e cada ano diminui 2% o número de alunos. Está sobrando prédio. Sobra uma escola aqui, sobra outra, porque minha mulher, a Lu, é a oitava filha de 11 irmãos. Onze. Hoje em dia as mulheres têm no máximo dois, é 1,8. E ainda empurra para depois dos 30. Antigamente tinha 15. Então, mudou. Então a educação ela fica um pouco mais folgada no ponto de vista de, o per capita melhora. O per capita melhora. Os professores, graças a Deus, vão ganhar muito, porque vai subir o per capita. Menos alunos, o volume de dinheiro é grande, você vai melhorando rapidamente os salários. Agora, em compensação a saúde vive a maior crise de financiamento da história, porque a população envelheceu e a medicina ficou cara. Eu quando estudei não tinha ressonância magnética, tomografia. Não tinha nada disso. Ficou muito cara. É a única atividade que o aumento da ciência aumenta gasto. Todas as outras coisas, o computador cada vez ele é mais barato. Agora, a saúde fica cada vez mais cara. Isso é um fato interessante. Eu gosto muito de ver pesquisa. Não pesquisa eleitoral, mas pesquisa de opinião. Então, como é que eram as pesquisas nas ultimas décadas? Cidade pequena falta de emprego, cidade grande segurança. Hoje é do Oiapoque ao Chuí. Saúde. Não conheço uma cidade que o primeiro item não seja saúde. Mas é assim: 40% reclamação da saúde. O segundo item é 20%. É metade. O que é isso? É a mudança demográfica. É impressionante a mudança demográfica. Muito rápida. Quer dizer, o Brasil envelheceu rápido. O que é muito bom. Uma expectativa de vida média em São Paulo já está chegando a 75 anos de idade. E quem passa dos 30 vai para mais de 80. Eu brinco que nossa meta é chegar a 100 anos e as mulheres não morrerem mais, não é?


PEDROSO, COMANDANTE: Governador, comandante Pedroso. A minha pergunta se refere a duas medidas governamentais do dia 28 de junho versus as obras de infraestrutura que vossa excelência comentou no painel. A primeira dessas se refere ao pac de equipamentos, não é? Foram concedidos R$ 8,4 bilhões e, desse montante, a metade se destina a equipamentos do agronegócio e isso atinge diretamente aqui o governo do estado de São Paulo. E a segunda é com relação à redução das taxas de juros de longo prazo do BNDES. O Guido Mantega, quando anunciou o pacote, disse que isso se destinava aos estados e municípios que tivessem seus projetos básicos já aprovados pela administração estadual ou municipal. Eu pergunto à vossa excelência se o empresarial paulista já demonstra algum sinal positivo em relação a essa medida, tendo em vista que ela procurou incentivar as indústrias de transformação? E com relação a redução das taxas de juros, se o governo de São Paulo aventa que o BNDES seja parceiro nessas obras de infraestrutura que vossa excelência comentou durante o painel?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, são duas boas notícias. A primeira, investimento. Que o que é que a gente observa no Brasil? Que todo, o a econômica é cíclica, não é? Isso e normal. Ela expande, mas não expande eternamente. Ela expande e depois esfria um pouquinho. Depois esfria de novo, depois vai esquentando e esfriando. O que é que a gente quer? É que os períodos de expansão sejam mais longos, para população melhorar a renda, ter mais emprego e os períodos de retração sejam mais curtos. Quando a gente vê a expansão a gente vê muito uma expansão baseada no consumo, no crédito para o consumo, e a população se endividando, então você estimula o consumo, facilita o crédito e aumenta o endividamento. Mas isso é preocupante, se for verificar os casos, alguns países europeus, Estados Unidos foi tudo inadimplência, quer dizer, você facilitou muito o crédito, liberou muito rápido e depois houve uma bolha de preços e depois não se sustenta. Qual que é o ideal? O ideal é a gente poder ter mais investimento e gerar emprego e ativar a economia com investimento. O BNDS é um importante instrumento para a questão do crédito. A outra é a taxa Selic. A taxa Selic ela é positiva, porque... Mas ela não reflete no balcão, quando o governo, olha, reduzi 0,5% a taxa Selic, reduzi 1% a taxa Selic... Ótimo, excelente, é muito bom, mas isso não quer dizer que o cidadão que vai lá ao banco o balcão baixou. Eu diria que uma das reduções que deveriam ser feitas é no imposto sobre as operações financeiras, reduzir um pouco a carga tributária sobre operação financeira para tornar o dinheiro mais barato. Mas ajuda. E no caso dos estados foi liberado agora 20 bilhões, então para São Paulo dois. Nós temos uma prateleira de projetos grande para a infraestrutura, metrô, trens, saneamento, esgoto, água, macrodrenagem, hidrovia, enfim, aeroporto, nós temos 31 aeroportos em São Paulo que nós estamos modernizando. E saúde. Então nós estamos procurando melhorar o parque hospitalar, e com dois focos: Câncer, porque coração nós já temos uma estrutura grande, e idosos, cuidadores de idosos. Antigamente do que se morria? Moléstia Infectocontagiosa, Tuberculose. Campos do Jordão, aqui no Vale, tinha 17 sanatórios, morria de gripe. O Presidente da República, o Rodrigues Alves morreu de Gripe Espanhola, 1918, matou trezentos mil brasileiros, não tinha antibiótico. Morria de tétano, morria de moléstias infectocontagiosas. Hoje, isso foi lá para trás, hoje as três grandes causas de mortalidade é coração e grandes vasos. Nós temos aqui o Instituto do Coração, o Incor, o Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, e a medicina deu um avanço impressionante. Antigamente você tinha um entupimento de coronária tinha que abrir o tórax, não é, fazer extracorpórea, [ininteligível] coração, pulmão, tirar um pedaço da mamária, pedaço da via safena, ficar três dias na UTI, 15 dias no hospital. Hoje você passa ambulatoriamente um cateterzinho, vai lar, desentope. Aí desentupia, voltava a entupir, aí inventaram os stands, a molinha que deixa o... Aí viram que o stand entupia porque aí juntava agregação plaquetária, celular. Tem stands tratado, não junto mais nada. Então você põe lá um stand, dois, três, quatro, vai embora para casa no outro, dia. Impressionante, não é, como mudou. A maioria das doenças é maus hábitos, vida sedentária, obesidade, hipertensão, diabetes, enfim... A segunda é câncer, que é ligada diretamente à idade. Por que antigamente não tinha tanto câncer? Porque as pessoas morriam mais cedo. O câncer é ligado... Velhinho emagreceu, amarelou, procura. É ligado diretamente à idade, é uma doença de velho, nos idosos. Pode ter uma criança? Pode, mas a proporção é ligada diretamente à idade. E a terceira não é doença, é acidente, é causa externa. Em São Paulo era arma de fogo, era homicídio. Nós tínhamos treze mil homicídios por ano, baixou para onze, nove, sete, cinco, hoje é quatro mil. Então a maior causa hoje externa é acidente rodoviário, é carro e moto, atropelamento, motocicleta, carro. Não é mais homicídio. Então, eu diria que nós temos aí importantes desafios nessa área, e com bom otimismo. Então nós vamos nesses financiamentos do BNDS incluir a parte de saúde e a parto hospitalar. E avançar na ciência. Por exemplo, se pegar câncer das mulheres, primeiro é pele, mas não é preocupante porque quase não dá metástase, o carcinomas, o que dá metástase é melanoma, então não é tão preocupante. A segunda é mama. A terceira é pulmão se for fumante, tubo digestivo e colo de útero. Nós estamos estudando uma vacina que quase deve acabar com o câncer de colo de útero e útero, estamos estudando aqui no Instituto Butantã e em participaria com o Ministério da Saúde. Então você vai resolvendo. No caso dos homens, primeiro é pele. Cuidado com o sol demais quem tem pele clara. Segundo: próstata. Terceiro, se for fumante: pulmão, se não for, tubo digestivo. Um dia desse eu fui tomar um cafezinho lá no centro e fui pagar o café. Aí cheguei à mocinha do caixa, tinha uma... A mocinha ali no caixa uma parede de maço de cigarro. Aí o maço de cigarros uma cinza caindo, não é, dizia assim: “Cigarro dá impotência.” Aí do lado no outro maço uma caveira: “Cigarro mata.” Aí eu perguntei para a mocinha: “O pessoal lê isso aqui e compra o cigarro?” Ela falou: “Doutor, compra, mas todos querem o que mata, não é?”.