Discurso - Posse do novo secretário da Saúde, Dr. David Uip 20130509

De Infogov São Paulo
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Discurso - Posse do novo secretário da Saúde, Dr. David Uip

Local: Capital - Data:05/09/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia! Bom dia a todas e a todos! Quero cumprimentar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Samuel Moreira, em nome de quem quero saudar aqui todas as deputadas e deputados; professor Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde, que deixa o cargo; professor David Uip, secretário de Estado da Saúde, que assume; permitam-me saudar aqui todas as senhoras, cumprimentando Maria Tereza; Deputado federal, Duarte Nogueira; nossos secretários de estado; chefe da Casa Civil; deputado Edson Aparecido e secretária de Estado da Justiça, professora Eloísa Arruda, em nome de quem quero saudar a todos os secretários; ministros: Adib Jatene, Luiz Fernando Furlan; vereador Andrea Matarazzo; José de Filippi Júnior, secretário Municipal de Saúde, representando o prefeito da nossa capital, Fernando Haddad; vereadores aqui também de São Paulo; prefeitos, vice-prefeitos; presidentes de entidades de classe; colegas da área da saúde; amigas e amigos! Então a primeira palavra é de agradecimento da presença de cada um de vocês que, enfrentando o trânsito, as dificuldades, trouxe brilho e mostra a importância da saúde, da vida, do cuidar de gente, de cuidar das pessoas, que é hoje essa transmissão de cargo.

E quero aqui agradecer ao professor Giovanni Cerri, o Sr. Giovanni trabalhou e trabalhou de manga arregaçada, São Paulo lhe agradece, professor Giovanni, por todas as inovações! Ele aqui citou a lei proibindo o álcool para menor de 18 anos, uma lei inovadora; citou aqui as primeiras PPPs do país. Nós já assinamos a PPP da fábrica da Furp, que vai produzir 96 tipos de medicamentos genéricos em Américo Brasiliense, ao lado de Araraquara, em encaminhamento a PPP dos hospitais, vamos fazer três novos hospitais: Sorocaba, São Paulo, o Hospital da Mulher, lá na antiga Cracolândia, na Nova Luz, e São José dos Campos, a PPP também em andamento de logística de medicamentos, vai dar uma grande economia para o governo para a gente poder investir ainda mais na cesta de medicamentos. Medicamento é direito da população, do SUS, vai ser também importante; ampliação do nosso parque hospitalar, mais três hospitais, 14 AMEs; inovação, a questão dos idosos. Nós agora no sábado, em Pedregulho e Ipuã, nós iniciamos um trabalho chamado Unidade de Cuidados Prolongados. Então, Santas Casas do interior - está aqui o presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos e das Santas Casas, Dr. Edson - nós tínhamos, às vezes, muitos leitos ociosos, então nós aproveitamos estes leitos ociosos, reformamos, modernizamos e ali os pacientes ficam um tempo maior e desafogam os grandes hospitais para eles poderem atender os casos mais graves. Então pacientes que tiveram AVC e precisam ficar um mês para poder se recuperar, grandes traumas; pós-cirurgia; pacientes que demandam um cuidado maior e não têm como voltar para casa ainda. Eu vi lá em Pedregulho, no sábado, uma família me dizer: “Olha, o nosso pai chegou aqui na cadeira de roda com sonda e usando fraldão. 15 dias depois ele tirou a sonda, não usa mais a fralda e tá começando a andar”. Ele deve ficar um mês com a gente lá. Não é leito social, não é para ficar eternamente, é no máximo 90 dias, é leito de saúde. E não é só idoso: paciente de 40 anos que teve politrauma também. Fizemos isso na Santa Casa de Pedregulho, Santa Casa de Ipuã, 20, 22 leitos cada uma e agora vamos levar para todo o estado de São Paulo.

Queria destacar aqui também, professor Giovanni, fruto do seu trabalho, o grande avanço que tivemos: São Paulo está na frente da ciência, da inovação, do avanço científico. Veja aqui conosco o Dr. Pacheco, tivemos há dias atrás com a Presidenta Dilma, inaugurando a grande ampliação da indústria Cristália, em Itapira e nós temos aqui o maior instituto soroterápico da América Latina, que é o Instituo Butantã. E estamos avançando, vacina de gripe nós vamos produzir para o Brasil todo; o HPV vai ser uma revolução para as mulheres, prevenção de câncer.


[APLAUSOS]


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:Nós vamos fazê-lo também, fazê-lo também no Butantã; fábrica de hemoderivados, nós vamos buscar no Pasteur, na França, nós importamos os fatores pAra produzir hemoderivados, vamos fazê-lo também em São Paulo e em parceria com o governo federal. As PPPs pAra novos medicamentos, Furp e Instituto Butantã; ampliação da Rede Lucy Montoro, cuidado com as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Ontem inauguramos com o professor Giovanni e Alina Mara, aqui na Zona sul de São Paulo, dobramos quase o Centro de Reabilitação do Jardim Umarizal, que atende toda a Zona Sul de São Paulo e a região metropolitana, aumentando de cinco para quase 10 mil atendimentos por mês, com quatro robôs criados no MIT, toda robótica para recuperar membros superiores, membros inferiores, pessoas tetraplégicas, lesados medulares, amputados, paralisia cerebral, AVC... Nós temos um grande problema de falta de financiamento, nós estouramos o chamado teto, 80 milhões por mês, dá quase um bilhão por ano, que a gente arca sozinho com o dinheiro do estado. Por quê? Porque São Paulo cuida de todos! Um dia desses eu vi na televisão, David, um casamento na UTI lá do INCOR. Então, o paciente, apaixonado, ia fazer o transplante de coração, o professor Jatene, o professor Zerbini, dizia que a gente acha o coração, uma coisa assim, muito delicada, muito romântica. Ele dizia: “Não, o coração é um músculo duro, forte, é um motor! Bate 80 vezes por minuto, dia e noite, a vida inteira, com quatro câmeras, válvulas, e tudo funciona, é uma coisa maravilhosa!”. Ele ia fazer o transplante de coração, o mineiro, casou na UTI, o transplante de coração foi um sucesso e já voltou para Minas Gerais. Um dia desse eu vi duas crianças xipófagas, unidas. Às vezes, morre uma. As duas foram salvas no Ceará. E a televisão foi lá, mostrando as crianças. A família foi visitar uma outra criança de Alagoas para dar força, “Vai dar certo, com os meus filhos deu certo, estão aqui os dois perfeitos”. Tudo isso a gente faz com grande sacrifício. Governar é escolher. O dinheiro nunca vai dar para tudo. São Paulo escolheu melhorar a qualidade de vida da população, mas todos são responsáveis pelo SUS. A população envelheceu, a medicina ficou mais cara e nós precisamos ter mais recursos além de melhor gestão.

Mas a minha palavra é de agradecimento ao professor Giovanni Cerri, à sua equipe, ao Zé Manoel, Matelli, toda equipe que nos ajudou muito. Eu até não vou - tinha uma lista aqui - eu não vou citar para não cansá-los. E quero trazer aqui um grande estimulo ao professor Davi Uip, que eu conheço desde da tempo do nosso grande comandante, o Mário Covas. Eu tive o privilégio de conviver com o Mário Covas durante bons anos. Meu filho caçula é piloto de helicóptero, ele fala “Papai, precisar arrumar alguém para eu ficar de copiloto porque até 500 horas de voo, nem seguro tem”. Então eu tive a honra, o privilégio de ser copiloto de um grande comandante, que foi o Mário Covas. Tinha objetividade do engenheiro politécnico, tinha a visão politica do estadista e tinha sensibilidade de enxergar quem sofre, aquele que precisa mais e que portanto, precisa ser mais rápido para ajudá-lo. E através do Mário Covas que eu conheci essa figura humana apaixonante, que é o Davi Uip, que faz medicina gostando de gente, envolvido, com amor. E um bom gestor, dirige o instituto Emílio Ribas, o melhor instituto de moléstias infecciosas da América Latina. Aliás, levamos até o Emílio Ribas para o Guarujá - veja aqui a prefeita Antonieta - levamos lá para a Baixada Santista. Aliás não poderia ser diferente: o grande sanitarista Emílio Marcontes Ribas - me permita a modéstia de lado - é o Pindamonhangabense, não é? Nasceu em Pindamonhangaba! Como Osvaldo Cruz, nasceu em São Luiz do Paraitinga, vizinho.

Mas quero dizer do nosso compromisso para a gente avançar na Saúde. E temos que ter parceiros, parceiros das prefeituras, parceiro no governo federal e parceiros na sociedade civil. Eu fico triste quando vejo a situação das Santas Casas de Misericórdia, a primeira Santa Casa do Brasil é de Santos, Hospital Todos os Santos, 1.543, Braz Cubas - essa é uma herança lusitana, uma herança maravilhosa de Portugal que atravessou séculos. Santa Casa de São Paulo tem mais de quatro séculos, um dos maiores hospitais do mundo, tem mais de 2.500 leitos, idealizada e muito apoiada por uma rainha de Portugal, chamada rainha Leonor de Avis, no século XV, época das grandes navegações, uma das mulheres mais ricas da Europa e de tal sabedoria que dizia a rainha Leonor de Avis - ela está enterrada em um mosteiro em Lisboa: “Quando eu morrer, eu quero ser enterrada num local de passagem, para que todos pisem sobre a minha campa. Para lembrar a pequenez das coisas materiais frente a grandeza da Eternidade”. Esta foi uma das mulheres que mais impulsionou esse modelo de beneficências portuguesas, de hospitais beneficentes, Santas Casas de Misericórdia que nós vamos, Dr. Davi, unir todos os esforços para apoiá-la, grande parceira para atender o SUS.

Mas eu quero é trazer aqui uma palavra para dizer que essa aqui... são dois craques. Um craque é são-paulino, Giovanni Cerri; o outro craque, é santista, é do Peixe, o Davi Uip. Mas esses ambos craques são de um time muito mais importante que é o time da Saúde, da Vida, do Amor, de cuidar de gente. Muito obrigado! Bom trabalho!

[APLAUSOS] Capital