Discurso - Reunião do Conselho Nacional de Secretários de Justiça e de Administração Penitenciária 20160811

De Infogov São Paulo
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Discurso - Reunião do Conselho Nacional de Secretários de Justiça e de Administração Penitenciária

Local: [[]] - Data:Novembro 08/11/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Cumprimentar nosso ministro da Justiça, Alexandre Moraes, que, aliás, é uma felicidade para nós termos um ministro da Justiça que foi secretário de Justiça e foi secretário de Segurança Pública, então conhece bastante todas essas questões e vai poder, com a sua experiência e espírito público, fazer uma grande parceria em benefício aí do trabalho de todos nós. Cumprimentar o Lourival Gomes, nosso secretário da Administração Penitenciária, o Lourival tem apenas 233 mil presos, e como ele é muito conhecido, quantos anos você tem no sistema penitenciário? Quarenta anos? Então eu brinco, Dr. Alexandre, que ele é muito conhecido, então ele chega nas penitenciárias e fala: “Estou contigo e não abro, e não abro”. Cumprimentar também o coronel Emílio Ribeiro Costa Filho, secretário da Administração Penitenciária do estado do Rio de Janeiro. Cumprimentar o Márcio Elias Rosa, nosso secretário de estado e Justiça, foi procurador geral do Ministério Público de São Paulo, Celso Perioli, trabalhou conosco também em um área importantíssima, em uma área técnico-científica, e é o secretário Nacional de Segurança Pública, o Marco Antônio Severo Silva, nosso diretor geral do DEPEN, o Luiz Almeida, André Luiz de Almeida Cunha, do Sistema Penitenciário do Pará, vice-presidente do Consej, e cumprimentar todos vocês, dar as boas-vindas, dizer da alegria de recebê-los, da importância desse trabalho, não tem segurança se não tiver um bom sistema penitenciário, não é? A nós cabe prender ou não prender, não é? Não temos outro caminho. E é importante esse trabalho. Outro dia eu vi um estudo do César Maia, César Maia tem um ex-blog, ele chama de ex-blog, que é mais antigo que, mas ele chama de ex-blog. E ele traz um estudo que retrata o caso de São Paulo, e alguns dizem: “Olha, não há relação entre prisões e redução de criminalidade”. Claro que não é a quantidade de prisões, não é a quantidade, a gente só quer evoluir mais na progressão penitenciária, aqui em São Paulo nós temos feito muitos mutirões com o Poder Judiciário, mutirões para poder quem pode cumprir, progredir a pena para o semiaberto ou até poder sair do sistema. Mas, é evidente que um bom sistema penitenciário faz toda a diferença na questão da segurança pública. E essa inteligência, essa troca de informações, essa integração entre os vários estados, ela é fundamental. Vira e mexe, há um crime aqui em São Paulo e o camarada a primeira coisa que ele faz é ir para outro estado. Um dia desses, semana, tivemos um problema aqui que foi, houve um trabalho do pessoal reclamou, disse que houve uma ação política na escola do MST, em Guararema. Na realidade não era nada disso. O que é que aconteceu? Um juiz do Paraná d á uma ordem de prisão para oito pessoas, e dois estavam no Mato Grosso, três em outro estado e um estava aqui em São Paulo, e a informação que ele estava lá nesse local e a polícia teve que ir lá para cumprir a ordem judicial e o mandato de prisão. Então essa integração com o comando e a coordenação do Ministério da Justiça é extremamente importante. E também com a repatriação dos recursos, nós vamos tomar a bênção aqui do padrinho que vai está com mais recurso também e possa aí ajudar os estados nesse momento de grande dificuldade, se Deus quiser vai melhorar, mas ainda é difícil. Estava vendo no mês de setembro, nós perdemos um bilhão de arrecadação, em um mês. Aí eu falei: “Outubro vai melhorar, não é? Vamos perder metade”. Perdemos R$1,5 bilhão. Falei: “Novembro vai melhorar”. Até ontem, quatro dias úteis, porque teve finados, nós já estamos perdendo 300 milhões. Então, mas vamos ter fé que nós vamos ter o ano que vem, se Deus quiser um ano melhor, e aí as coisas vão se acertando aí, porque é uma crise fiscal muito grande. Então, todo o otimismo aí. Um dia desses alguém perguntou, Alexandre, como é que você tem tanta certeza de que vai melhorar? Aí lembrei, Pedro Eurico, do Marco Maciel, Marco Maciel contava que um amigo dele plantou muito, um agricultor, e aí ficou apavorado, chove ou não chove? Aí, desesperado consultou a Embrapa. Chove ou não chove? Aí, o pessoal da Embrapa estudou e falou: “Não chove”. Aí consultou o INPE/CEPETEC, chove ou não chove? O Inpe estudou, estudou, “não chove”. Aí ele foi para fazenda, chamou o Zé Vito, trabalhava com ele lá há tanto tempo: “Zé Vito, chove ou não chove?”. Zé Vito olhou para o céu, olhou. “Chove, doutor”, “Ô, Zé Vito, mas a Embrapa disse que não chove, o Inpe disse que não chove, como é que você tem tanta certeza que vai chover?”, ele falou: “Não, doutor, é que se não chover nós tá frito, não é?”. Se a coisa não melhorar, nós tá frito, não é? Então, haverá de melhorar. Mas dar as boas-vindas aqui a São Paulo, estamos muito felizes, muito honrados de recebê-los, em especial nosso ministro Alexandre. [[]]