Discurso Lu Alckmin - Inauguração do 16º Polo Regional da Escola de Moda na capital - 20120910

De Infogov São Paulo
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Transcriçã​o: Discurso - Lu Alckmin - Inauguraçã​o do 16º Polo Regional da Escola de Moda na capital - Parelheiro​s'

Local: Capital - Data: 09/10/2012



ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Eu acho que é difícil, não é? Então assim, se não traz máquina, não vou dar linha, se não dá linha, não compra agulha, se comprar agulha, não compra o tecido. Tem que ser aos poucos.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Tem que ser aos pouquinhos, não é?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Aos pouquinhos. Mas não faltou nada.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Vai, pode ter certeza que você vai. Nossa, parabéns! Alguém mais quer falar alguma coisa?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Quer falar? Quer falar, minha amiga?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Hã?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Quer falar alguma coisa?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Estou sem palavras.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Já falou.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Já falou.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Cinquenta anos atrás eu fiz um curso, aí pagava tudo. Pagava mensalidade, comprava agulha, linha. Não tinha nada grátis. Cinquenta anos atrás. Naquele tempo não tinha... Pagava escola, tinha que comprar linha, agulha, tecido, tudo. Tinha que trabalhar para comprar. Você trabalhava, eu trabalhava [ininteligível], depois ia para Cabuci, a escola ficava na Cabu. Foi até, todo dia, três horas de aula. Aí aprendeu tanta coisa. Depois casou, nasceu um, dois, três, aí...


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: E a senhora veio morar para cá. Porque a senhora morava lá...


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Costurei camisa, calça para criança. Para o meu marido eu costurei calça também, calça social assim. Costurava. Depois ficava três, quatro, cinco... não tinha mais tempo, tive que cuidar filho. Tinha muito agrupadinho. Aí seis, sete, oito, nove.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Nove filhos?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: É. Aí tem que trabalhar para... Depois foi [ininteligível]. Tem que trabalhar. Então não tinha tempo para costurar. Alguém... Se rasgava assim do lado, costurava. Depois mostrava, “não é que arruma”, eu mesmo arrumava. Uma beleza! Comia um pouquinho. Porque [ininteligível]. E foi aprendendo sozinho. Cabeça está funcionando ficar mais esperto e criança quer mexer máquina, ele mexendo máquina, subindo em cima, virando aquele lampa para lá, para cá. Atrapalha, criança.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: E agora, eles já cresceram um pouquinho? ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Tudo casou.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Ah, então agora são os [ininteligível].


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Agora está cheio de neto. Agora filho, filha, compra vestido para mim, calça, bolsa, dá para mim. Antigamente eu tinha que comprar para dar para filha. Agora os filhos compram para mim. Isso aqui, filha que deu. A bolsa, filha que dá. Cada um dá alguma coisa. Dia da Mãe, no Natal. Agora está feliz. Mas é bom que aprendeu quando era novo, aí mente começa a funcionar. Estava tudo parado. Não sabia, esquece também. Aí tem que começar a funcionar.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: É, tem que botar para funcionar.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: [ininteligível] mente tudo parada que não sabe fazer nada. Esquece também. Esquece...


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Ah é. Precisa reciclar, não é?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Começou a aprender. Começaram assim...


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Ah, parabéns!


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: A cabecinha.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: É isso aí. Parabéns!


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A dona Maria Eunice, dona Lu, ela é uma lição de vida, porque ela mora no bairro de cima, ela mora no bairro vizinho, e ela vem de lá com a bengalinha dela, nunca chega atrasada...


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Eu tenho osteoporose. Caiu [ininteligível], quebrou o fêmur sete anos atrás. Tem três pinos. LU


ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Nossa!


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Mesmo assim ela vem...


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Três anos atrás quebrou aqui, braço. Caiu, quebrou o braço. Engessado. Sessenta dias.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Garra.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Aí ano passado, esse ano, 02 de janeiro quebrou o joelho. Dois ossos ali.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: É um exemplo.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: É uma das mais esforçadas.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: ... Inteirou sessenta dias. Comecei a usar a bengala para não cair.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Ah, isso mesmo. E ele, está fazendo o curso?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Sim. Eu fiz o curso justamente também para [ininteligível] a costura é muito importante para a gente. [ininteligível], e eu pretendo levar adiante mesmo, estar por dentro da [ininteligível], pegamos muitas roupas. Então [ininteligível] para a região.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Ok. Parabéns!


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: O importante desse curso, dona Lu, é que ele é de graça e tem muitas [ininteligível] que elas querem trabalhar. E depois de trabalhar elas tem que cuidar da casa, tem filho pequeno, e falou, “poxa, eu quero fazer o curso”. A senhora sabe que tudo aí fora eles são mercenários, tudo [ininteligível] o dinheiro. Você vai fazer um curso, tem que pagar, e você não tem condições. E esse curso veio a calhar. O que tem de gente querendo, só que são só vinte vagas, então não dá para gente colocar. Esperamos que terminando essas etapas dos dezoito meses, a senhora continue dando esse curso nas ONGs, continue dando, porque é de graça, porque gratuitamente essas mães vão conseguir, e elas, em casa, elas vão poder costurar, não só para os filhos, como para fora, e ganhar um dinheirinho. Porque tem muitas pessoas que manda roupa para você costurar em casa muitas confecções. Então você pode fazer um trabalho em casa, cuidar do seu filho, cuidar da casa, e ganhar o seu próprio sustento. Isso é muito importante. Isso realmente...


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Mas você sabe que eu pensei nisso. Por quê? Muitas vezes a mulher tem que trabalhar, tem filho pequeno, ou tem alguém doente na família, ou o pai, avô, tia, mãe alguém doente, não pode se ausentar. E outra coisa, para fixar a pessoa em casa. Porque ela fica em casa, se ela tiver um recurso, se ela tiver dinheiro. Como é que ela vai sobreviver? Ela não consegue ficar em casa se ela não tiver recurso. E outra coisa, principalmente aquelas que também têm criança. Por que o que adianta a mãe trabalhar, a criança fica sujeita a droga, a violência porque a mãe não está dentro de casa. Agora, a mãe poder trabalhar em casa, poder receber dinheiro poder vestir as crianças, a família, e ainda ter esse recurso para poder sobreviver.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Eu não estaria [ininteligível] do filho, ajudando a fazer uma lição de casa e deixando ele na rua.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SÃO PAULO: Isso.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Isso aqui a gente só consegue como vejo Geraldo Alckmin [ininteligível]. E olha, até agora, eu com cinquenta e seis anos, eu tenho... não é demagogia não. Eu sofri um acidente de automóvel e eu perdi esse braço. Perante a lei dos homens eu não tenho braço direito. E o governador estava no Poupa Tempo, e cheguei chorando. E aí quando o segurança veio para me tirar de perto dele, ele falou, “não, não, não põe a mão nela”. Aí ele pegou e... Até me emociona, porque eu estou com filho de vinte anos, e ninguém lá em casa deixa de votar nesse homem. Enquanto ele for da política a gente vai lutar para eleger esse homem. Porque não é falar, “ah, porque você é conhecida”. Não, eu era uma desconhecida dele. Eu falei, “governador, eu vou passar fome com meu filho, porque está faltando quatro dedos de osso aqui, e o Hospital das Clínicas não quer me operar, fala que não tem vaga, não tem leito para mim”. Ele pegou o celular na hora, ele ligou para o Hospital das Clínicas. Meu, quarenta minutos depois ligaram para mim, “ah, nós já arrumamos uma vaga na UTI para... na sala de cirurgia para te internar”. Está aqui. Hoje eu tenho meu braço direito. Está aqui. Não fiz plástica para mostrar mesmo. Isso aqui é uma amostra. Isso aqui eu devo ao... primeiramente a Deus, e segundo a Geraldo Alckmin. De Geraldo Alckmin veio essa mulher maravilhosa que é a senhora. É uma família maravilhosa. Então vocês tem que continuar na política mesmo, porque só vocês trazem isso para gente. Só vocês que pensam no pessoal carente. Vocês pensam... Vocês não pensam só no pessoal lá de cima, vocês pensam em todo mundo, mas muito mais aqui embaixo. Vocês são abençoados por Deus. O que nós podemos fazer é pedir a Deus que dê muita vida e saúde para vocês.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: A minha história da para vocês entenderem o porquê eu faço esse trabalho, não é? Eu sou de uma família muito grande, meus pais estiveram 11 filhos e a minha mãe ainda pegou um para criar. E nunca nos faltou carinho, nunca nos faltou amor. A minha mãe ainda tinha tempo para cuidar das pessoas carentes. Quem não ama a mãe, não é? Eu olhava para a mãe que eu amava, eu quero ser igual a ela. Então, a vida inteira eu quis ajudar as pessoas porque eu via que a gente podia, a gente tinha tudo, então não pode esquecer do outro, não é? E a gente tem tudo, Deus nos deu tudo é para gente repartir com aqueles que mais precisam. Então, eu sempre fiz o trabalho social porque eu aprendi com a minha mãe. Eu lembro que pequenininha indo atrás dela, ela ia a hospital, eu ia com ela, ela ia visitar as pessoas carentes, eu ia com ela. Mas quem me deu a grande oportunidade na minha vida foi Geraldo Alckmin, quando ele foi governador de São Paulo e eu pude assumir o Fundo Social de Solidariedade como voluntária e poder ajudar meus semelhantes. Então, ele realmente me deu essa oportunidade. Que eu fazia trabalho com a vizinha, com amigo, com a minha mãe, mas era pequeno. Agora, você presidir um Fundo, ser voluntária de um fundo estadual em que você pode ajudar as pessoas, você não pode deixar de fazer... Porque é a maior alegria da minha vida, porque todos os dias, na hora em que eu vou dormir, eu deito e ainda agradeço a Deus. Agradeço a Deus ter saúde, eu ter uma família. Eu sou casada como o homem que eu amo. Eu tenho três filhos, três netos, todos com saúde. Poxa, Deus foi tão bom para mim. Eu ando pela periferia, eu vejo tantos problemas, tantas. Muitas vezes doenças. A gente vai ao hospital e diz meu Deus, eu ainda estou em dívida com Deus. E é tão bom quando a gente faz o bem para o outro, maior beneficiário somos nós mesmos. Então quero dizer que eu estou muito feliz de está aqui, de poder ouvir esses testemunhos. Então... Porque isso é que traz felicidade na nossa vida, porque quando a gente, quando Deus nos chamar, a gente não via levar o carro, a casa, nada, nada que é material. Mas nós vamos levar o que nós fizemos aqui na terra, o que nós fizemos de bem para o outro. É a única coisa que a gente pode levar, não é mesmo? Então, quando a gente for prestar contas a Deus, não é? Não é prestar contas, é amor. É amar a Deus. E Deus nos ensinou que nós viemos a esse mundo para servir. E ninguém pode ser feliz alguém em que só pensa em si, não é mesmo? Então, eu quero dizer que sou muito feliz. Então cada dia, cada inauguração que eu vou, cada testemunho que eu escuto, eu penso: Ah, se eu morrer hoje já valeu, não é? Porque a gente vê que, a gente não pode passar por essa vida e não fazer nada, não é? A gente tem que fazer, cada um de nós a nossa parte. E mesmo que a gente ajudar um ser humano já está valendo. Ajudar milhares que maravilha. Eu acho que até em todos os lugares que eu tenho ido, eu tenho falado para as pessoas. Todas as pessoas estão fazendo, o curso é gratuito para todo mundo, não é? Então, cada um de vocês saia daqui também para fazer uma corrente do bem. Se vem com uma vizinha que é necessitada, ela precisa botar um zíper na saia dela, melhorar a roupa dela [ininteligível] falar assim: Olha eu vou fazer para você. E quando ela perguntar quanto é? E pegar e falar assim: “Não é nada”. Você faz algum bem para alguém. Seu pagamento é você ajudar alguém. Essa pessoa... Cada um, não é? Todos nós ajudarmos... É lógico que vocês vão trabalhar, vocês vão formar renda, vão poder fazer a roupa dos filhos. Vão poder vender a roupa, sair daqui quase [ininteligível]. Mas também a gente tem que ajudar os nossos semelhantes, porque ninguém não é tão rico que não possa recebe e ninguém tão pobre que não possa dar. Eu acho que todos nós podemos dar... Tem pessoas que me falam: “Dona Lu, mas eu não tenho dinheiro, como é que eu posso ajudar alguém”? Mas dinheiro não é tudo. Você visita uma pessoa que está no hospital. Isso vale muito mais do que dinheiro, não é? Você ouvir uma pessoa que está passando por uma dificuldade ou de escutar às vezes, às vezes escutar alguém, que tem um problema. Tem milhares de forma que a gente pode levar amor, não é? E levar amor é isso, não é? E a gente...


ORADOR NÃO INDENTIFICADO: Enquanto... Enquanto ONG, enquanto instituição, Dona Lu, nós estamos assim bem satisfeitos, porque a primeira turma foi para a gente aprender. Foi um pouco difícil, a gente teve alguns problemas, mas a gente chegou lá. A segunda turma agora está tudo pianinho, está tudo bonitinho.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Olha que lindo!


ORADOR NÃO INDENTIFICADO: [ininteligível] é parceira com outras secretarias como a gente está desenvolvendo um outro projeto com a Secretaria do Meio Ambiente [ininteligível] que é um projeto de educação ambiental para sacerdotes de matrizes africanas. Tem um outro que a gente está fazendo em parceria com [ininteligível] com aldeia [ininteligível] que é [ininteligível]. Mas em todos os projetos, nenhum foi tão folgado... A logística foi tão folgada como esse, porque aquilo que vem, dá para gente fazer, se esperdiçar um pouco de pano não tem problema nenhum e no fim dá e ainda sobra. Então, eu enquanto [ininteligível] estou satisfeito...


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Queria dizer que você sabe que nós vamos levar a Padaria Artesanal para Moçambique e Angola.


ORADOR NÃO INDENTIFICADO: Que bonito!


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Nós vamos levar. Porque são empresas brasileiras que estão lá e a gente sabe que as pessoas tão passando fome, não é? Então, eles vão montar lá os [ininteligível] depois quando tiver funcionando [ininteligível] para eles.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Outra coisa que eu queria pedir para os pais e mães aqui para pegar os filhos, ensinarem também os filhos também a fazer o social. Porque eu passei isso para o meu filho como eu recebi do Geraldo Alckmin [ininteligível] naquele momento ele falou com o vereador Gilberto Natalino para me dar cestas básicas, quando eu comecei a melhorar, que comecei a ganhar o meu sustento. Eu falei: Não, vereador, eu não preciso mais da cesta básica. Pode passar para uma outra pessoa. Hoje o meu filho também ajuda a fazer o social. Meu filho é bailarino. O sonho dele é dar aula de balé na comunidade. Porque quantas bailarinas que tão aí, quantos jogadores de futebol nós temos e não temos oportunidade? Então, a gente passar isso para o nosso filho também. Não é só nós, só nós fazer o social. Nós temos que passar esse lado social para os filhos também [ininteligível] próximo também. Isso é muito importante.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: É uma corrente [ininteligível]. 


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: É uma corrente, porque aí o dia que eu for meu filho dê continuidade. No dia em que o Sr. Luiz for, já tem quem dar uma continuidade. Isso é muito importante, porque a gente não está aqui para [ininteligível] a gente tem que passar isso para os filhos, não é? Tem que passar para os filhos para dar continuidade. Meu filho, se Deus quiser, eu vou montar lá na comunidade um salão para ele dar aula de balé para as crianças carente.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Ocupa o tempo com [ininteligível].


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Com certeza.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Ontem eu fiz quatro dias que eu estou estudando corte, aprendendo. Então, eu estou muito contente. Meu marido me incentiva agora dessa vez. Porque teve uma vez que eu morava [ininteligível] lá eu pagava. Tive uma decepção tão grande lá, que eu pagava. Eu dei R$ 200,00 para mulher [ininteligível] e ela não me ensinou nada, não aprendi nada pagando. Ela me abandonava. Me [ininteligível] no canto aonde que não tinha lâmpada para clarear a minha máquina.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Fiz muita, fiz dedicatória para ela homenageando essa professora, mas não me ensinou. Se eu falar que me ensinou [ininteligível]. Aprendi fazer com [ininteligível]. E outra coisa que eu queria era bordar camisa, uma calça. Eu fiquei lá. Eram duas vezes na semana. E eu tive depressão. Comprei uma máquina a R$ 50. Tive dificuldade de trazer ela de ônibus, mas me frustrei por causa disso. Fiquei quase em depressão.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Mas a senhora conseguiu levar a máquina para sua casa?


ORADORA NÇO IDENTIFICADA: Está na minha casa.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Ah, agora está. 


ORADORA NÇO IDENTIFICADA: Mas só que ela... Eu preciso consertar, está ruim [ininteligível]. Você vai gastar uns R$ 300 ou R$ 400. Então não compensa. Você aprender agora, se eu estou aprendendo aqui através do senhor Luizinho e através da senhora e eu era para ter feito. Não era t fazendo isso da¡, mas eu não sabia. Foram falar para mim já depois. A professora que me ensinou que está me ensinando essa [ininteligível]. Que Deus ilumine a vida dela para ela me explicar, ela me pegar na sala‚ para eu aprender. Que eu quero, se Deus quiser, sair daqui e [ininteligível]. A professora ‚ rígida, viu? Ela fala que vai [ininteligível] da gente [ininteligível]. Ela perguntou para mim se eu estou gostando, se eu estou satisfeito com o que ela t ensinando. Eu estou satisfeito. O meu marido está falando. Você aproveita, porque não ‚ pago. Então, você aproveita. A professora te ensinando e você ter boa vontade de aprender e chegar cedo?


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: e com certeza vai chegar lá.


ORADORA NÇO IDENTIFICADA: Porque eu não tenho filho. Não tenho. No outro dia eu fui num lugar, num determinado lugar e falaram assim [ininteligível]. Que infelizmente não dá . Eu vou ver na prefeitura. Por causa disso da¡ demora um instante. Eu estou aprendendo a fazer o que eu quero, o que eu gosto e o que estava [ininteligível] já na minha mente. Mas agora, gratas a Deus, a professora Eli t me ensinando e eu falei para ela: Pega no meu pé. E ele também pega no meu pé‚ também através... eu não sabia disso estava tão assim, se eu soubesse que estava tão assim, eu tinha entrado na [ininteligível]. à, as primeiras que entrou aqui você era pra estar fazendo assim. Isso daqui.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Ah, mas nunca ‚ tarde.


ORADORA NÇO IDENTIFICADA: Para começar...


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: E que bom à senhora está nessa turma. Não?


ORADORA NÇO IDENTIFICADA: Que eu ainda está com quatro dias. E eu vou chegar lá , se Deus quiser.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Olha, você não ia fazer? Vai chegar com certeza.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Um aluno, um aluno por casa de preconceito, não sei, quis sair... tentou sair do curso três vezes. Ai a £última vez ele estava saindo mesmo, com a pastinha debaixo do braço e [ininteligível].


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ininteligível].


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A¡ eu chamei ele e disse: Você ‚ um homem ou um rato? Como ‚ que você nada, nada e morre na praia? Ele voltou e pronto.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Lógico, Imagina.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: [Ininteligível] com isso dai, porque as pessoas na padaria falavam [ininteligível] a vizinha falou: Você aprendeu na macumba?. Me chamava de macumbeira... Não estava conseguindo fazer. A¡ eu chorei, eu falei: Eu não vou dar mais.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: A¡ eu vi num livro o pão que eu dei para ela. O pão que ela aprendeu a fazer aqui na padaria foi...


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: E isso na pele da gente vai passar por isso sempre. Então, o preconceito existe contra o negro, contra o japonês, contra o homossexual, contra o analfabeto, o religioso, não é? Então isso ‚ muito bom.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Levantar a cabeça, porque todos somos filhos de Deus. Cada um tem o seu Deus, todos somos de maiores. A gente tem que fazer o bem, desde que a gente faça o bem. E cada um tem que respeitar, um respeita o outro. Agora, sabe o que eu ia pedir? Uma salva de palma para as professoras. E eu ia pedir... ‚ eu acho que ia... Vamos fazer uma foto nós todos aqui.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: E ele ‚ muito diferente [ininteligível]. E eu vivo falando para os vereadores indicarem, porque isso tinha que ser tratado diferente. De uma forma administrativa diferente. E [ininteligível] porque não porque não é autossustentável. Quem vai sustentar você quer o município? Eu falo para eles. Não são o município. Não tem sustentabilidade, eles dizem, nesse lugar. E ai eu vejo nesse polo de costura, essa coisa da costura, eu vislumbro uma luzinha no fim do túnel, que ‚ uma indústria. A senhora fala em transformar São Paulo num polo de costura. Isso aqui para ele ‚ um esporte seríssimo, pode conversar aqui. Porque não tem Monte Sião, essas cidades de interior assim [ininteligível]. Essas instâncias que só vive de blusa de lã, não é?


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: De bordado.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Aqui não podemos fazer um módulo, seria um módulo, de sustentar o lugar, de se auto sustentar. Porque eu falei no outro dia lá na Vargem Grande para as mulheres que estavam lá , elas estavam reclamando, reclamando, eu disse ‘eu acredito nesse curso, isso lá. Eu acredito nesse curso porque esse curso vai ensinar vocês ganharem dinheiro. Não temos que aprender a nos sustentar primeiro para tornar o lugar sustentável. EntÆo a lei l fala que toda essa bondade, de todo esse trabalho assistencial eu acredito também que as pessoas têm que se desenvolver. E ‚ isso que faz uma escola. Todas as escolas [ininteligível] de pão. Então, a gente fica, eu fico com uma esperança. Estava ficando triste ontem, eu falei: Olha ele. Porque eu acho que as pessoas carentes no Brasil entrar numa de aguardarem, aguardar o benefício, de aguardar a cesta básica, de aguardar tudo, só, só receber e não fazer. Isso é proativo. Fazer o que a senhora está fazendo.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Ao invés de dar o peixe a gente ensina a pescar. Isso resgata a dignidade das pessoas. Porque ninguém quer... quer, quer, como ‚ que fala? Quer ficar recebendo as coisas em grãos.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Ninguém quer não.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Todas as pessoas são capazes. Só precisam ter oportunidade?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Eu vi os depoimentos. Todo mundo está feliz porque teve uma senhora que a¡ que falou: Agora eu posso. E eu sei fazer? Eu posso me sustentar. Então, D. Lu e Ricardo, vou falar assim como administradora regional do lugar, obrigada pela sua iniciativa e parabéns. Ah, mas a senhora também copiou. Quando a senhora fala em curso técnico profissionalizante, a senhora copia o seu marido, que ‚ [ininteligível] graças a Deus.  uma família que só pensa em autopromover as pessoas. Isso que ‚ importante. Porque dar esmola ‚ fácil, mas eu promovi uma pessoa [ininteligível].


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Mas isso não resolve. Porque dar o dinheiro acaba. Agora, se a pessoa tem uma profissão ela vai, ela vai lutar e ela vai crescer. Em vários locais que eu fui, tinha uma moça, foi na Vila Jacuí que eu fui, Lá na zona leste inaugurar um polo. A¡ uma moça falou assim para mim: “Ai, D. Lu, no primeiro dia de aula eu cheguei e eu não sei ler e nem escrever.” A¡ eu falei: Não tem problema. Dá para você aprender. E agora ela já aprendeu a escrever as roupas que ela está fazendo sem saber ler e escrever. Ela é capaz, todos são capazes. E agora ela falou que ela vai começar estudar porque agora ela teve vontade. Porque não adianta você querer antes da pessoa aprender, antes de você resgatar a autoestima e querer que a pessoa: Ah, vai estudar. Não ‚ assim. Cada um tem a sua escolha. Têm muitas pessoas que sabem que estudaram e não faz nada. Então, o mais importante ‚ esse resgate da autoestima que todos nós somos iguais. Só precisamos ter oportunidade. Vocês são uma prova aqui com essas coisas tão lindas que eu estou vendo. E porque as professoras são ótimas também, viu?


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Geraldo Alckmin, governador do estado de São Paulo. Marta de Jesus Pereira, presidente da Associação Comunitária Habitacional Vargem Grande, Achave. Vitória Brasília de Souza Lima, subprefeita de Parelheiros; Márcia Goulart, esposa do vereador Goulart. Aparecida Madalena [ininteligível] gestora do Polo de Moda na Achave. Luiz Gonzaga e Dona Eliana, monitores deste Polo de Moda. Senhores formandos e famílias, alunos, associações e entidades, funcionários do Fundo Social, amigos e amigas. Dizer da minha alegria de estar hoje aqui para inaugurar o Polo Regional de Moda da capital. Esse aqui é o décimo sexto Polo aqui na Achave. Polo de costura, não é? De corte e costura, que vai ensinar moda. Eu quero dizer da minha emoção de está aqui. E dizer viu Marta, que eu quero assim rapidamente conta para vocês como surgiu esse projeto. O ano retrasado, na campanha do Geraldo a Governo do Estado, eu fui periferia, eu fui para a zona Norte. E conversando com mulheres muito carentes, elas me falaram que elas não conseguiam emprego depois dos 40 anos. Aí eu perguntei... Eu pensei comigo, não é? Eu vou conversar com pessoas e ver o que é que eu posso... Porque o foco do Fundo Social é a qualificação do profissional. Aí fui conversar com empresários e pessoas, assim, estilistas do ramo da moda e eles falaram que não existem mais costureiras no estado de São Paulo. Então, Deus nos deu essa oportunidade novamente do Geraldo ser governador, Geraldo assumiu o Governo do Estado em janeiro do ano passado. Aí eu tive a oportunidade como sua esposa de poder presidir o Fundo Social, ser voluntária e ajudar a população. Então. Só começamos a Escola de Moda em abril, porque eu chamei uma equipe para desenvolver esse projeto para que nós pudéssemos ensinar a população carente, principalmente pessoas que não tem escolaridade nenhuma. Não precisa ter escolaridade para aprender corte e costura, essa técnica que nós desenvolvemos. Nós começamos em abril o curso lá no Fundo Social no Parque da Água Branca. E também o Palácio do Governo e na Casa de Solidariedade. O Curso é de dois meses, 03h00 por dia e tem três turmas: de manha, de tarde e à noite. Mas foi um sucesso tão grande, que as primeiras-damas e os presidentes de fundos municipais do interior, são as esposas dos prefeitos com que eu trabalho e as entidades da capital me procuraram e pediram que eu levasse as Escola de Moda para a capital e também para o interior. Então, nós assinamos um convênio. Cada um dos polos regionais de moda do interior, que são 28 que eu inaugurei no primeiro semestre desse ano. E agora vai ser inaugurado aqui na capital, são 28 também, então 56 polos regionais da Escola de Moda. E da um desses polos regionais recebeu do Fundo Social, através de um convênio, são 10 máquinas de costura industrial, duas mesas, mesas grandes para corte e costura, 20 cadeiras e o dinheiro para poder... Para que a entidade ou fundo municipal possa comprar tecido, tesoura, régua, agulha, enfim, para desenvolver o projeto. E eu fico muito feliz, viu, Marta? Em cada lugar que eu tenho ido, porque eu pedi que não esperasse pela minha presença para que começasse a capacitar as pessoas. Eu sei que já está na segunda turma, não é, Marta? E já tem espera para terceira turma das pessoas. E assim tem sido em todos os lugares que eu tenho ido. Então, para mim é muito gratificante. Eu sei que nós viemos a esse mundo para servir, não é? Eu que sou casada com o homem que eu amo, que é o Geraldo... Meus filhos, que eu tenho três netos, todos com saúde, não é? O mínimo que eu tenho que fazer é ajudar os meus semelhantes que Deus foi muito bom para mim. Então, nós temos que dividir, não é? E o que eu posso desejar a cada um de vocês, eu quero parabenizar cada aluno, cada novas alunas ou alunos, que os homens também podem aprender, não é? Que eu possa desejar a cada um de vocês, a população de Parelheiros e de toda a região de Vargem Grande colônia. Que Deus esteja presente na vida de cada um de vocês, não é? Que vocês sejam muito felizes. Porque através da capacitação, as pessoas resgatam a autoestima. E nós queremos ao invés de dar o peixe, é ensinar a pescar, que as pessoas tenham dignidade. E hoje mesmo eu estive no... Como é que é? [ininteligível] E lá eu estive ouvindo os testemunhos tão lindos, de transformação de vida. Cada vez mais eu tenho certeza que é esse o caminho. A qualificação profissional, a Geração de emprego e renda para que as pessoas tenham uma vida digna e de muito amor. No mais desejo a todos vocês muita paz e Deus no coração. Muito obrigada.Aqui, por exemplo, é um Polo de Moda, não é? Polo Regional. São 28 na capital e 28 no interior. [ininteligível] Polo [ininteligível] 56 polos terão 10 máquinas de costura industrial [ininteligível] a mesas [ininteligível] receberão 20 cadeiras, dinheiro para comprar tecido, tesoura, agulha, régua. Agora, as entidades que enviarem os polos duas pessoas para aprenderem nossa técnica, essa entidade visitada pela [ininteligível] Então, agora vai receber do Fundo Social três máquinas de costura reta industrial e uma overloque e 300m de tecido. Aí vai ser uma Escola de Moda. Então, por exemplo, no interior dos 28 Polos Regionais da Escola de Moda, já surgiram 122 escolas de moda, é a mesma coisa estamos fazendo aqui na capital. Então, assim tem escola para ensinar a população a costurar em todo o canto, em todo canto. E isso é importante, não é? Gerando dignidade, gerando roupas lindas como vocês estavam vendo. Até outro dia tinha uma senhora de 84 anos. Ela contando que é a primeira vez que ela... Ela tem 14 netos. Que é a primeira vez na vida dela ela vai dar presentes para todos os netos. Ela vai está fazendo a roupa de cada neto. Olha aí que lindo, não é? Então, nunca é tarde para aprender. Nunca é... Só para nós que não tem jeito, mas a idade não tem nada, não é? O que vale é o coraçãozinho aqui [ininteligível].


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Na entidade [ininteligível] cooperadora [ininteligível] eles têm a padaria também, já estão dando curso.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: A padaria foi [ininteligível] da outra vez?


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Não, agora, agora. Eles assinaram a primeira turma em março e agora [ininteligível] não tem nada na região.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Eu também. Eu aprendi a fazer cachecol [ininteligível] corte e costura [ininteligível] e já aprendi algumas coisas.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Ai que ótimo.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: A entidade deu uma máquina para elas [ininteligível] acaba aprendendo em casa e depois elas vão dar aula para eles lá.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Ah, então deu [ininteligível] cada uma [ininteligível] uma máquina [ininteligível] vocês moram muito perto? Ai que bom.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: [ininteligível] a gente ganhou a máquina. [ininteligível] aprender a gente vai aprender [ininteligível].


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Que maravilha, não é? Alguém mais quer contar alguma coisa para gente?


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Maria das Dores.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: [ininteligível] cafezinho [ininteligível] mais feliz [ininteligível].


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Essa camisa foi à senhora que fez?


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Essa aqui não, eu fiz uma azul. Eu troquei por essa [ininteligível] fica do mesmo jeitinho bonitinho assim. Mas uma calça [ininteligível].


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Eu quero fazer uma homenagem. No começo do curso, ela foi uma das pessoas que [ininteligível] alguma dificuldade para se adaptar ao sistema, a máquina. E no final do curso ela foi a primeira a terminar a calça. LU


ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Olha.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: [ininteligível] para casa [ininteligível].


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: [ininteligível] que teve compreensão com a gente de está ajudando ensinando, tendo paciência, não é? Porque foi bem difícil no começo mesmo. Eu já mexo em casa, costuro um pouco, não é? Mas o meu intuito era de aprender algumas, assim, por exemplo, cortar essas coisas. Então, assim, eu vou passando para frente o que eu aprendi, não é? Aproveitar a oportunidade agora para está agradecendo a eles que foram ótimos professores.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: [ininteligível] Fundo Social são entidades ou fundos municipais, não é? Então, o que é que a gente quer? Como eu disse, não é? A gente, ao invés de dar o peixe, a gente ensina a pescar. Então daí as pessoas [ininteligível] aprenderam gratuitamente. Aí vão ajuntar o dinheirinho e vão comprar a sua máquina, não é mesmo? Porque são milhares de pessoas [ininteligível] então a gente tem que ser igual para todos.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: [ininteligível] eu sinto muita falta [ininteligível] quando chega no horário que a gente sai de casa e vem para cá. Aí meu Deus do céu [ininteligível] minha plantas [ininteligível] meu cachorro, tenho os meus gatos. Mas muito maravilhoso quando a gente tava aqui, muito bom. Agradeço todos os amigos [ininteligível] graças a Deus. Todos me ajudaram [ininteligível] se tiver [ininteligível].


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: [ininteligível] Foi um prazer enorme está com vocês; a Madalena [ininteligível] os professores [ininteligível]. Então, aí eu nunca tinha mexido nessas máquinas [ininteligível] preciso de muito trabalho para poder [ininteligível] eu preciso de ter uma renda em casa. E eu gostaria que a Dona Lu montasse uma oficina para gente [ininteligível] costurar [ininteligível] para fora [ininteligível] trabalha ganha menos, então [ininteligível].


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: [ininteligível] está bom? ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Está bom. Eu agradeço [ininteligível].