Notas oficiais - Habitação 20130309

De Infogov São Paulo
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VINHETA: Conversa com o governador.

ÂNCORA: Começa agora mais uma edição do programa Conversa com o Governador, o nosso encontro de todas as semanas com o governador Geraldo Alckmin. Governador, tudo bem com o senhor? Passou bem a semana?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, graças a Deus.

ÂNCORA: Governador, este aqui é o primeiro programa de setembro e a gente vai conversar bastante sobre habitação. Muitas famílias aqui do nosso estado estão começando este mês com uma alegria imensa, e a certeza de uma vida melhor, porque acabam de realizar o sonho da casa própria, não é verdade?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente. Nós somos o único estado brasileiro, dos 27 estados e Distrito Federal, que coloca 1% do ICMS para moradia, para habitação de interesse social. Porquê? Porque primeiro, são Paulo não deixa ninguém para trás, ou seja, quem ganha um salário mínimo pode ter acesso à casa própria, porque ele não vai comprometer mais do que 15% da renda da família. Então, se ele ganhar um salário, a prestação vai ser R$101 reais; bem mais barato, inclusive, do que o aluguel. E, segundo, então, moradia para quem não tem casa e famílias de menor renda: de um até cinco, no máximo dez salários. E a outra, porque construção civil gera muito emprego. Então cada casa, cada apartamento gera três empregos: engenheiro, secretária, motorista, pedreiro, servente, eletricista, encanador, enfim, comércio, serviços. Então só neste último agora, na última semana, nós entregamos em Borá - que é o menor município dos 645 municípios do estado – 101 casas lá no conjunto habitacional Parque das Flores. Depois, mais 120 casas em Pauliceia, na Alta Paulista; e 51 casas em São João do Pau D'Alho. Todas novinhas, com dois ou três dormitórios, piso cerâmico em todos os cômodos, azulejo na cozinha e banheiro, medidor de água individualizada e também, será instalado a partir do mês que vem, aquecedor solar; o que vai reduzir a conta de luz em quase 30%. E em conjuntos habitacionais com água, esgoto, energia, elétrica, iluminação pública, galeria, asfalto, calçada e o muro divisório entre as casas. Um conjunto caprichado, casas novinhas e super bem feitas.

ÂNCORA: Governador, o pessoal do litoral de Cubatão está feliz duplamente, não é? Porque, além da casa própria, saíram da área de risco, não é verdade?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente. É o chamado programa de recuperação socioambiental da Serra do Mar. Um programa inovador de inclusão social, possibilitando moradias, apartamentos ou casas recuperação ambiental da Serra do Mar; e o principal, prevenção de tragédias, ou seja, não termos famílias em área de risco. Nós entregamos 320 casas em Cubatão, no residencial Parque dos Sonhos. Casas entre 45 até 78 metros quadrados, dois ou três quartos, sala, cozinha, banheiro, super bem feita; aquecedor solar, piso cerâmico, enfim, um belíssimo projeto e num condomínio com toda a infraestrutura. Aliás, nós vamos ter também campo gramado, pista de skate, quadra poliesportiva. Foi a sexta entrega de moradias lá neste conjunto, que anteriormente já tinha atingido 778 casas. E ainda agora, neste mês de setembro, serão entregues mais 56 moradias. Só nesse condomínio de Cubatão, vamos chegar a 1.154 casas ou apartamentos, um investimento de R$178,8 milhões, e o programa todo de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, chegaremos a 3.500 unidades, ou seja, 3.500 famílias que saem de área de risco e passam a realizar o sonho da casa própria.

ÂNCORA: Morar com dignidade faz toda a diferença, né governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente.

ÂNCORA: Governador, ainda falando de habitação, o senhor também autorizou convênios para a construção de moradias na zona rural em oito cidades da região de Sorocaba, não é verdade?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Esse é o programa que é a menina dos olhos. Porque, na realidade, há uma tendência de urbanização, de as pessoas deixarem o campo para morarem nas cidades; e uma tendência de metropolitana, de morarem nas grandes cidades. E nós estamos procurando fixar o homem no campo, com dignidade, podendo ter a sua casa própria, com boa qualidade de vida, evitando esse êxodo rural. Nesta primeira ação, foi a região de Sorocaba: 381 moradias nas cidades de Buri, Capão Bonito, Itaberá, Itapeva, Itaporanga, Itararé, Nova Campina e Taquarivaí. Somando, nós vamos ter 381 famílias de menor renda, da agricultura familiar, pequenos agricultores que passam a ter o sonho da casa própria.

ÂNCORA: Governador, uma curiosidade: quanto de investimento já foi aplicado na habitação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nos últimos anos, os investimentos do estado no setor habitacional tiveram um ritmo crescente e nós continuamos aumentando. De 2004 a 2006, a média de investimentos realizados era em torno de R$600 a R$700 milhões por ano. Em 2011, chegamos a R$1,3 bilhão de reais por ano; de 2011 até hoje, em todo o estado, já entregamos, praticamente, 30 mil moradias habitacionais e atendemos outras 28.600 famílias com obras de urbanização ou com auxílio moradia. O orçamento aprovado para o período 2012/2015, é de R$7,9 bilhões, o que dá uma média aí de R$1,9 bilhão por ano.

ÂNCORA: Então quer dizer, governador, que mais famílias vão realizar o sonho da casa própria, né?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente. Essa é a maior alegria, poder ajudar que as famílias realizem o sonho da casa própria. A gente na vida vive de sonho, né. Quando é criança sonha com brinquedo, com sorvete; depois sonha com a namorada, com o namorado, sonha com os filhos, com os netos. E o sonho da família é ter um teto, e não é fácil no Brasil quem vive de salário, e ainda com os salários menores, conseguir comprar uma casa; poupança é alta, prestação é muito elevada. Então esse nosso programa possibilita este sonho da casa própria, é uma grande importância de inclusão social e emprego, movimentar a indústria da construção civil. Hoje nós temos, praticamente, 35 mil apartamentos e casas em obra, em construção, em 240 cidades do estado de São Paulo; estamos investindo R$2,5 bilhões. E a prestação que as pessoas pagam, a carteira, ela reverte em construção para quem ainda não tem casa. Então, quem já conseguir a sua casa, paga uma prestação que nunca passa de 15% da renda da família, tem um subsídio para famílias de menor renda e esse dinheiro ajuda a gente a fazer mais casas para outras famílias.

ÂNCORA: Perfeito. Governador, programa já está quase no encerramento, quase para terminar, mas agora eu queria falar sobre saúde. São Paulo tem uma outra iniciativa pioneira que começou a ser implementada nas Santas Casas do interior do estado, e eu gostaria que o senhor conversasse com os ouvintes a respeito dessa ação pioneira.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, é um projeto inédito no nosso país: o projeto das Unidades de Cuidados Prolongados. Nós começamos por duas Santas Casas: a Santa Casa de Pedregulho e Ipuã, na região da Franca, que tiveram parte das instalações reformadas, modernizadas, contam com equipe muito bem treinada e capacitadas para esse trabalho, que é a recuperação de pacientes de longa permanência que precisam ficar mais tempo no hospital antes de voltar para casa ou tratamento na rede básica. Nessas duas Santas Casas, nós criamos 42 leitos para Unidade de Cuidados Prolongados; 22 em Pedregulho e 20 em Ipuã. Equipes completas: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, nutricionista, assistente social, enfim, uma equipe completa para atender com qualidade e tudo de forma gratuita.

ÂNCORA: O senhor falou pacientes de longa permanência. Qual o perfil desses pacientes, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, são pessoas que precisam de reabilitação ou adaptação depois de um grande trauma, de uma cirurgia, ou pacientes idosos, enfim. Por exemplo, um paciente que teve um AVC, um Acidente Vascular Cerebral, ele, às vezes, precisa ficar quinze, vinte, trinta dias até que ele se recupere, que ele faça fisioterapia, que ele inicie todo o trabalho de recuperação até ir para casa. Então, esses pacientes ficavam nos grandes hospitais, no caso lá da região, Santa Casa da Franca, Ituverava, Hospital de Ribeirão Preto. Nós desafogamos os grandes hospitais e esses pacientes vão para as Unidades de Cuidados Prolongados. Não é um leito social, não pode passar de 90 dias; é leito de saúde. E também não é só para idoso. Eu vi um caso, agora no sábado lá em Pedregulho, que o paciente tinha 40 anos de idade, mas ele tinha sofrido um poli trauma. Aliás, ele entrou lá na Unidade de Cuidados Prolongados com sonda urinária, com fraldão, sem andar, de cadeira de rodas. Já tirou a sonda, já tirou a frauda e já está começando a andar. Mas isso não é de um dia para o outro, isso demanda semanas, às vezes até mais de um mês. Então é um trabalho muito bonito e equipes muito bem treinadas. E também pessoas idosas que tiveram uma fragilidade, se desidrataram, tiveram diabete, problema cardíaco, puçmonar, que vão dar uma recuperada e aí volta pra casa.

ÂNCORA: Perfeito. Governador, o programa dessa semana fica por aqui. Uma boa semana para o senhor, bom trabalho e na semana que vem, encontro marcado, Conversa com o Governador Geraldo Alckmin. Obrigado governador, até mais.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, boa semana a todos os nossos ouvintes.

VINHETA: Conversa com o governador.

Conversa com o Governador
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