Notas oficiais - Mensagem anual do Governador à Alesp 2011 - 20111603

De Infogov São Paulo
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Data: 16 de março de 2011

Órgão: Gabinete do Governador

Veículo solicitante: Diário Oficial Poder Legislativo


Mensagem enviada:

Senhor Presidente,

Senhores Deputados,

Com o respeito devido a esse nobre parlamento que, no passado, tive a honra de integrar e com o qual tive a satisfação de trabalhar, enquanto governador do Estado, encaminho, aos excelentíssimos senhores deputados, e, por seu intermédio, ao povo paulista, o relatório das atividades desenvolvidas pelo Poder Executivo no ano de 2010, cumprindo, assim, simultaneamente, uma norma constitucional e, sobretudo, um imperativo ético para todo administrador público, na democracia.

No quadriênio 2007-2010, São Paulo teve um avanço muito significativo, em termos de modernização do Estado e de desenvolvimento econômico e social – um processo iniciado por Mario Covas que, com o apoio dessa egrégia Assembleia, buscaremos acelerar ainda mais.

No âmbito do ensino, foram desenvolvidas várias ações para aprimorar sua qualidade, atendendo um universo de mais de 5,1 milhões de alunos e quase 220 mil professores.

Nesse sentido, vários programas e iniciativas poderiam ser mencionadas. Exemplo é o Programa Ler e Escrever, que instituiu um professor auxiliar na sala de aula, para os alunos da 1ª série do ensino fundamental, com vistas à efetiva alfabetização. A função é exercida por alunos dos cursos de pedagogia ou letras, devidamente selecionados, que recebem uma bolsa, pelo trabalho. O programa objetiva também reforçar a leitura e a escrita dos alunos da 1a a 4o séries do ensino fundamental, atingindo, hoje, todas as escolas.

Já para os alunos de 5a a 8a série e do ensino médio, foram adotadas medidas como a realização de aulas de revisão de português, nos primeiros 42 dias de aula do ano letivo, seguidas por recuperação continuada para os alunos que não alcançaram o desempenho satisfatório. Com o apoio desse ilustre colegiado, foi criado o Programa Valorização pelo Mérito. Outro processo de valorização dos professores, e também dos supervisores, diretores e demais profissionais da educação é o bônus por resultado, obtido pelo cumprimento de metas estabelecidas para cada escola, em função do Idesp – Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo, que tem por base o desempenho dos alunos no Saresp e o fluxo escolar. Em 2010, foram pagos quase 210 mil bônus.

Visando, também, à qualidade do ensino, foi instituída, como condição ao ingresso na carreira de professor, a freqüência aos cursos da Escola de Formação de Professores. Dos 30 mil professores que passaram por ela, cerca de 10 mil o fizeram em 2010.

De ser destacado, também, que, apenas no último ano, as 5,3 mil escolas da rede pública estadual receberam investimentos de, aproximadamente, R$ 740 milhões, em obras de expansão e manutenção da rede física escolar. Deste montante, R$ 57 milhões foram aplicados em acessibilidade, beneficiando alunos com deficiência.

Os Ensinos Tecnológico e Técnicos, por sua vez, tiveram grande evolução. Em 2010, o Centro Paula Souza administrou 49 Faculdades de Tecnologia – Fatecs, que ofereceram 51 cursos para mais de 46 mil alunos. Só nesse ano, foram criadas duas novas Fatecs, a de Osasco e a do Ipiranga, em São Paulo.

Relativamente às 198 Escolas Técnicas - ETECs em funcionamento, oferecendo Ensino Médio e 101 cursos técnicos e habilitações profissionais para mais de 150 mil alunos, 29 dessas unidades foram implantadas em 2010. Foram, ainda, instaladas classes descentralizadas, voltadas ao Ensino Técnico, em 110 escolas estaduais e 22 Centros Educacionais Unificados.

No período 2007 a 2010, foram implantadas 26 novas Fatecs e 63 novas Etecs.

Mas São Paulo vai além da promoção do ensino. Por conta de suas universidades e centros de pesquisa, o estado é o maior produtor de conhecimento do País – conhecimento que, associado às empresas, pode transformar pesquisa em produto.

O Sistema Paulista de Parques Tecnológicos é a ferramenta para efetivar essa parceria, que tem, como um dos atores fundamentais, os municípios onde os parques serão instalados.

Atualmente, 30 localidades estão criando parques tecnológicos, dos quais 19 possuem credenciamento provisório. Em 2010, oito credenciamentos dessa natureza foram concedidos, além de um credenciamento definitivo, o do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Na área da cultura, em 2010, marcou-se um grande tento: a inauguração da Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, antigo Complexo Penitenciário do Carandiru, na Zona Norte da capital. Com 4,2 mil m2, conta com 30 mil livros, CDs, DVDs, jornais, revistas, computadores. Uma de suas marcas é a preocupação com a acessibilidade para pessoas com deficiência, razão por que conta, entre o mais, com elevadores especiais para cadeirantes, impressoras em braile, funcionários capacitados para comunicarem-se em Libras – Língua Brasileira de Sinais, para o atendimento de deficientes auditivos. Reformar e ampliar instalações desportivas, promover o aprimoramento dos nossos atletas, investir em programas de inclusão social, por meio do esporte, e em ações que beneficiassem pessoas com deficiência e idosos também foram preocupações no ano findo. Daí, a criação dos Centros de Excelência Esportiva de São Caetano do Sul, Santos, Praia Grande, Cubatão e Piracicaba, que vieram a se somar aos oito já existentes.

Daí, também, a assinatura, com municípios e entidades, de 63 convênios do Programa Esporte Social, beneficiando 8 mil jovens de regiões com baixo IDH e a promoção de mais um Jori – Jogos Regionais do Idoso, de que participaram cerca de 15 mil pessoas.

Com base na regulamentação da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, instituída por essa egrégia Assembleia, em 2010, foram disponibilizados R$ 60 milhões para projetos dessa natureza. Por outro lado, dentro do Programa Bolsa Talento Esportivo, foram concedidas 338 bolsas a atletas e paratletas, ultrapassando R$ 3 milhões.

No mesmo ano, na capital, foi iniciada a reforma no Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, um centro fundamental para o desporto nacional e para a formação dos nossos atletas. Consolidando o processo de descentralização do atendimento, foram entregues seis unidades de internação da Fundação Casa – Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, totalizando 292 vagas.

Por constituir a saúde um bem de valor inestimável para as pessoas, iniciativas e investimentos nesse setor estiveram entre as prioridades da gestão anterior. Assim, entre o mais, ela inaugurou o Centro de Atenção Integral à Saúde Mental de Franco da Rocha, o Hospital Estadual de Ribeirão Preto e a reforma do de Américo Brasiliense. Quatro hospitais foram estadualizados, os de Cotia, Itanhaém, Porto Primavera e Presidente Prudente. Foi implantado o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo “Octavio Frias de Oliveira”, maior centro da América Latina especializado na doença.Foram implantados também 37 Ambulatórios Médicos de Especialidade, que, apenas em 2010, realizaram cerca de 3 milhões de consultas, 9 milhões de exames e 73,3 mil cirurgias. No Hospital Brigadeiro foi instalado o Centro de Referência em Saúde do Homem, com especialidades como urologia, patologias da próstata e andrologia.

Foi construída a fábrica de vacinas do Instituto Butantan, que está em fase de validação. No mesmo instituto, está sendo criada a fábrica de hemoderivados, que produzirá imunobiológicos a partir do fracionamento do plasma sanguíneo humano.

O Programa Dose Certa, por sua vez, teve aumentado de 37 para 67 os medicamentos distribuídos gratuitamente. As Santas Casas, por meio do Programa Pró-Santas Casas, receberam um forte apoio do Governo do Estado: só em 2010, foram-lhes repassados o total de R$ 184,8 milhões. Coroando o esforço na área da saúde estão dois registros muito significativos: a contínua redução da taxa de mortalidade perinatal, que caiu 25%, em dez anos, passando de 18,5 nascituros por mil, no ano 2000, para 13,8 por mil, em 2009 – o que significa uma vida salva a cada quatro nascimentos. No mesmo período, a queda da mortalidade infantil reduziu 26,5%. Destaque, também, é a Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Tendo como meta a reabilitação de pessoas com deficiência, em 2010, a Rede inaugurou as unidades de Campinas e de Ribeirão Preto, ambas com capacidade de realizar 10 mil atendimentos por mês. Na capital, já são 5 as unidades em operação: Clínicas, Umarizal, Lapa, Morumbi e Vila Mariana. Após a inauguração das novas instalações desta última, as unidades responderão por cerca de 45% dos atendimentos da rede.

Pessoas com deficiência, crianças, adolescentes, famílias, migrantes, população de rua, adolescentes em liberdade assistida e idosos também receberam a atenção da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Por meio de convênios, em 2010, foram repassados aos municípios R$ 58 milhões para cofinanciamento de ações de proteção básica e outros R$ 84 milhões para proteção especial. Já o Programa Renda Cidadã, que beneficia famílias em situação de vulnerabilidade social, com apoio financeiro de R$ 80,00, atendeu, no mesmo ano, cerca de 138 mil famílias, com investimento aproximado de R$100 milhões. Em março do ano passado, foi lançado o Projeto Complementando a Renda Cidadã, que financia a implantação de cursos de qualificação profissional para membros de famílias atendidas pelo Renda Cidadã. Naquele exercício, o projeto envolveu recursos da ordem de R$ 2,6 milhões, beneficiando 13 mil pessoas, em 170 municípios.

Urbanizando favelas, retirando famílias residentes em áreas de risco, construindo unidades habitacionais, o Estado tem procurado atender aquilo que é um direito de cidadania: o direito da moradia digna e segura. Assim sendo, entre 2007 e 2010, a CDHU entregou quase 58 mil moradias, em 311 municípios. No mesmo período, cerca de 20 mil famílias foram atendidas com obras de urbanização e 13.500, com auxílio moradia emergencial.

Os investimentos ultrapassaram R$ 4 bilhões.

Menção especial merece a atuação do Estado em São Luís do Paraitinga, município severamente castigado pelas chuvas, no início de 2010. Ali, entre o mais, foi entregue um empreendimento com 151 novas unidades habitacionais, além de alternativa de crédito para reconstrução ou recuperação de moradias, com repasse médio de R$ 20 mil, por unidade habitacional, Auxílio Moradia Emergencial no valor mensal de R$ 300, às famílias de baixa renda atingidas, além de uma parcela única de R$ 1 mil, com recursos do Fundo Estadual de Assistência Social – FEAS, operado pela Secretaria de Estado de Assistência Social.

São Luís do Paraitinga contou, ainda, como continua a contar, com o apoio de diversos órgãos do Estado, em particular, com a Defesa Civil.

Um dos mais relevantes programas do Governo do Estado é o de Recuperação Ambiental da Serra do Mar. Ao seu final, beneficiará, diretamente, 7.500 famílias, que vivem em bairros-cota e nos núcleos Água Fria, Pinhal do Miranda, Pilões e Sítio dos Queiroz. Destas famílias, 2.150 serão beneficiadas com obras de urbanização em áreas desafetadas do Parque Estadual da Serra do Mar. Outras 5.350, por habitarem em áreas de risco ou de preservação, serão reassentadas. Para atendê-las, já foram entregues 447 unidades habitacionais em Praia Grande, Peruíbe e Itanhaém. Foram entregues também, em 2010, as 144 primeiras unidades do Conjunto Residencial Rubens Lara, em Cubatão, que, ao seu final, contará com 1.840 casas.

Iniciativa bastante inovadora, na questão habitacional, foi a construção das primeiras moradias do Programa Vila Dignidade, em Avaré – um condomínio especialmente projetado para idosos.

Ainda no que respeita à cidadania, verificou-se, no ano de 2010, a expansão de dois programas da maior importância para o seu fortalecimento: o Programa Poupatempo e o Acessa São Paulo. Foram implantados os Poupatempos de Araraquara, Caraguatatuba, Cidade Ademar, Franca, Piracicaba, Presidente Prudente, Rio Claro, São Carlos, Tatuí e Taubaté, totalizando 25 unidades em operação. De outro lado, mais 93 postos do Acessa São Paulo entraram em funcionamento, somando-se aos 180 implantados entre 2007 e 2009.

Para facilitar o acesso à justiça, o Programa de Construção, Ampliação e Reforma de Fóruns concluiu obras em Lins, Santa Cruz do Rio Pardo, Fernandópolis, Campinas e Tatuí, ao mesmo tempo em que mantinha obras em andamento em outros 13 municípios.

São Paulo tem enfrentado a criminalidade e a violência com contingentes policiais capacitados, utilização de equipamentos modernos e de tecnologia de ponta, além de muita firmeza. Dados divulgados recentemente, pelo Ministério da Justiça, dão conta que, entre 1998 e 2008, nosso estado diminuiu em 62,4% a taxa de homicídios, na população em geral, e em 68%, entre os jovens de 15 a 24 anos. Foi a unidade da federação onde a redução foi mais pronunciada.

Segundo levantamento da Secretaria de Segurança, em 2010, caíram todos os principais índices criminais, quando comparados com 2009, exceção feita aos estupros, cuja série histórica foi prejudicada em decorrência de mudança legislativa, que ampliou a tipificação deste crime. Assim, para os demais, temos: homicídios dolosos, menos 6%; furtos, menos 5%; roubos, menos 11%; furtos de veículos, menos 5%; roubos de veículos, menos 7%; roubos de cargas, menos 15%; roubo a bancos, também menos 15% e latrocínios, menos 17%. Em consequência do desempenho das polícias e do Judiciário, o sistema penitenciário paulista contava com cerca de 164 mil presos, no final do ano. Mas, graças ao Programa de Aprimoramento da Segurança, da Secretaria de Administração Penitenciária, no exercício de 2010 ocorreram apenas 36 fugas e uma rebelião. No mesmo ano, entraram em operação os Centros de Detenção Provisória de Franca e de Jundiaí, cada um com 768 vagas, e o Centro de Progressão Penitenciária de São José do Rio Preto, com 1.048 vagas, totalizando 2.584 vagas, todas destinadas ao sexo masculino.

A infraestrutura também mereceu a atenção do Governo do Estado. Assim, em 2010, A Secretaria de Estado dos Transportes, atual Secretaria de Logística e Transportes, investiu R$ 2,5 bilhões, em obras rodoviárias, dos quais: R$ 237,3 milhões, em pavimentação/duplicação; R$ 1,2 bilhão, na rede de vicinais; R$ 1,03 bilhão, na restauração de rodovias; R$ 4,7 milhões, em patrulha rodoviária.

O Programa de Recuperação de Vicinais, por sua vez, já concluiu as etapas 1 e 2, totalizando 4.640 km recuperados. A etapa 3, com 3.140 km, está em fase de conclusão, e a etapa 4, com 3.265 km, encontra-se em andamento. Além de investimentos do Estado, este programa conta com recursos do BIRD.

Mais R$ 2,01 bilhões foram investidos pelas 18 empresas às nos 6,2 mil km de rodovias paulistas que lhes foram concedidos (5,3 mil km de rodovias e 0,9 mil km de vicinais), que aplicaram, também, outros R$ 1,28 bilhão em operação, conservação e fiscalização das rodovias, totalizando investimentos de R$ 3,3 bilhões.

Foi concluído o Trecho Sul do Rodoanel, com 57 km, cujo concessionário assumirá também os 43,5 km do Trecho Leste, inclusive no tocante à construção. Quanto aos 44 km do Trecho Norte, está em estudo de EIA-RIMA e PBA e o projeto básico.

Convênio entre os governos do Estado e do Município de São Paulo, permitiu a conclusão da obra de Adequação Viária da Marginal Tietê, no trecho compreendido entre o viaduto CPTM (Rodovia dos Bandeirantes) e a rua Ulisses Cruz (após a ponte do Tatuapé), com extensão aproximada de 15,2 km. Estão em andamento obras complementares de sinalização, segurança, iluminação, entre outras.

No Complexo Jacu-Pêssego foram concluídas as obras de duplicação da avenida Papa João XXIII, em Mauá, entre o trecho a ser implantado até a intersecção com o Rodoanel Mario Covas; concluída também a implantação viária desde a avenida Papa João XXIII, até a avenida Ragueb Chohfi, no bairro de São Mateus, em São Paulo, com 9,9 km de extensão. Estão em andamento diversas obras fora do eixo principal, destacando-se a duplicação da referida avenida Papa João XXIII, em Mauá.

Também a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô trouxe novos ganhos à população. Foram entregues as estações Sacomã, Tamanduateí, Vila Prudente, além do pátio operacional Tamanduateí, incorporando mais 3,9 km à Linha 2 - Verde. A linha recebeu 16 novos trens, cada um com seis carros e novidades como ar condicionado e quatro câmaras de segurança em cada carro.

A Linha 4 - Amarela, primeira parceria público-privada do País, passou a funcionar em operação assistida, entre as estações Faria Lima e Paulista, incluindo o pátio Vila Sônia, de segunda a sexta-feira, das 9 h às 15 h. Foram também adquiridos 16 trens, para essa linha, e outros 10, para a Linha 3 - Vermelha.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, por seu turno, que transportou 642 milhões de passageiros, em 2010, investiu R$ 1,8 bilhão na entrega da modernização de estações, de trens e passarelas, em particular nas linhas: 7 Luz – Jundiaí; 8 Júlio Prestes – Amador Bueno; 9 Osasco – Grajaú; 10 Luz – Rio Grande da Serra; 11 Luz – Estudantes; e 12 Brás – Calmon Viana. Vinte e seis novos trans foram adquiridos para a CPTM: cinco para a Linha 7; dez para a Linha 9; e três para a Linha 11. A Extensão Diadema – São Paulo (Morumbi), do Corredor Metropolitano São Mateus – Jabaquara, foi entregue em julho de 2010. O novo trecho, com 12 km, passou a ter uma faixa exclusiva para ônibus, o que reduziu o tempo de viagem e possibilitou a integração tarifária entre os sistemas de transporte.

No mesmo ano, foram concluídas as obras na av. Lix da Cunha, em Campinas, encerrando mais uma importante etapa da construção do Corredor Sumaré – Campinas.

Maior projeto de saneamento básico em andamento no País, o Programa Onda Limpa irá elevar de 54% para 95% a coleta de esgotos na Baixada Santista.Iniciado em 2007, com término previsto em 2012, ele já concluiu sete Estações de Tratamento de Esgotos, a saber: Bertioga, Cubatão, Vicente de Carvalho, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe I e II, além de uma estação de pré-condicionamento de esgotos, na Praia Grande e Santos e outra em Santos/São Vicente, e os emissários submarinos da Praia Grande e Santos/São Vicente, inaugurados em 2010.

Da maior importância em matéria de saneamento, o Projeto Tietê foi iniciado em 1992, concluindo suas etapas I e II em 2008, o que fez com que a coleta de esgotos, da Região Metropolitana de São Paul, aumentasse de 70% para 84%, e o tratamento dos esgotos coletados, de 24% para 70%, beneficiando 650 famílias. A conclusão da etapa III, em 2014, elevará as coleta para 87% e o tratamento de esgotos para 84%, beneficiando 1,5 milhão de pessoas com coleta de esgotos e 3 milhões com tratamento.

Outro programa nessa área é o Água Limpa, de implantação de sistemas de afastamento e tratamento de esgotos sanitários em municípios de até 50 mil habitantes, não operados pela Sabesp ou concessionária privada. Em 2010, ele concluiu obras em 18 municípios, que tiveram investimentos de R$ 26,1 milhões. No mesmo ano, com investimentos de R$ 241 milhões, foram desenvolvidas diversas ações e obras voltadas ao combate às enchentes, entre as quais as dos piscinões RC5/Taboão, RC4 e Ford Fábrica, que foram concluídos.

A agricultura sempre foi uma atividade fundamental para São Paulo, daí diversas iniciativas para fortalecê-la, entre elas, o Programa Melhor Caminho, que, para facilitar a circulação da produção agrícola, entre 2007 e 2010, recuperou 5.670 km de estradas rurais, dos quais 883 km em 2010.

São Paulo segue inovando na sua política agrícola. Pioneiro na implantação do seguro rural, inovou, também, com a criação, em 2010, do primeiro seguro sanitário do mundo, no caso, voltado aos citros. Por meio do FEAP – Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista foram disponibilizados R$ 35 milhões aos pequenos e médios citricultores, aqueles com até 20 mil plantas, que correspondem a 87% dos produtores. Os recursos do seguro sanitário gratuito, permitirão erradicar as árvores contaminadas com as duas piores pragas da citricultura: o cancro e o “greening”. Com validade de cinco anos, em 2010, foi assinado um acordo com o Banco Mundial, para o desenvolvimento da segunda fase do Programa de Microbacias Hidrográficas. Ele envolve US$ 78 milhões do Banco, tendo US$ 52 milhões como contrapartida do Governo do Estado. O projeto promoverá o desenvolvimento rural sustentável e a competitividade agrícola no estado, aumentará as oportunidades de emprego e renda para os pequenos agricultores, suas famílias e as populações rurais vulneráveis economicamente.

Para fortalecer as micro e pequenas empresas, foi criada a Nossa Caixa Desenvolvimento – Agência de Fomento, que conta com um capital de R$ 1 bilhão. Atualmente ela oferece oito linhas de financiamento. Além dessas linhas com recursos próprios, a instituição é agente financeiro do BNDES, podendo realizar repasses de recursos dos programas BNDES Automático e BNDES Finame. O desembolso da Nossa Caixa Desenvolvimento totalizou R$ 249,8 milhões, dos quais R$ 221 milhões efetuados em 2010. Do total de desembolsos, 68% foram concedidos com recursos próprios e 32% com recursos do BNDES. Estas são algumas das ações do Governo de São Paulo no ano de 2010, que estão detalhadas no relatório que acompanha esta mensagem. É a partir dessa plataforma que São Paulo entrará em um novo ciclo de desenvolvimento.

Iremos acelerar os programas iniciados, criar novos projetos, levar São Paulo à frente.

Porque a educação é a chave do futuro, fortaleceremos a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, o aprendizado dos alunos, multiplicaremos as escolas de tempo integral. Aumentaremos, também, a capacidade das Etecs e Fatecs.

Porque a saúde é um bem para as pessoas e para a sociedade, ampliaremos a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, investiremos em hospitais, na saúde bucal, na prevenção e tratamento de dependentes químicos e no atendimento aos idosos.

Porque é preciso assegurar oportunidades ao trabalhador, fortaleceremos a pequena e a microempresa, e criaremos, em todas as regiões do estado, a Via Rápida para o Emprego – centros de formação profissional, com cursos de 80 e 100 horas, conforme a complexidade do aprendizado. Para proteger a criança e facilitar as condições de trabalho das mães, aplicaremos R$ 1 bilhão na criação de 200 mil vagas em creches.

Para aumentar a produção e aquisição de unidades habitacionais criaremos o BNDES da Habitação e ampliaremos o Programa Vila Dignidade para assegurar moradia digna aos idosos.

Por suas implicações sociais e ambientais, intensificaremos, também, o Programa Serra do Mar.

Reforçaremos a atuação na segurança pública, desenvolvendo a inteligência policial e colocando mais 4 mil homens no policiamento, pela ampliação do efetivo.

Porque a marca de São Paulo é a inovação, o avanço, consolidaremos os parques tecnológicos e aumentaremos o seu número.

Para combater as enchentes na Região Metropolitana de São Paulo, aumentaremos os serviços de desassoreamento dos rios Tietê e Pinheiros. Entre outras obras, construiremos sete novos piscinões, a saber: dois na bacia do Rio Baquirivu, em Guarulhos; dois na bacia do Alto Tamanduateí, sendo um em Vila Prudente e o outro em Mauá; um na Bacia do Ribeirão dos Couros, em São Bernardo do Campo, além do piscinão Jaboticabal, próximo à via Anchieta, e do piscinão Olaria, na bacia do Pirajuçara, ao lado de Taboão da Serra, conforme já anunciado no dia 4 do mês em curso.

Por ser precondição para o desenvolvimento, expandiremos a infraestrutura e a logística do estado. O Porto de São Sebastião será ampliado; a Rodovia dos Tamoios, duplicada, consolidando-se, assim, um novo corredor de exportação. Iniciaremos e concluiremos a construção do Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas e começaremos a do Trecho Norte.

Executaremos obras em cinco linhas do metrô, simultaneamente.

Assim, continuaremos as obras de extensão da Linha 5 - Lilás, da Estação Largo 13 até a Estação Chácara Klabin, integrando-a com a Linha 1 Azul, na estação Santa Cruz, e com a Linha 2 Verde, na estação Chácara Klabin. Concluiremos a Linha 4 Amarela, integradora de grande parte do sistema metroferroviário, que terá um total de 11 estações, ligando a Estação Vila Sônia à Estação Luz. Iniciaremos a nova Linha 6 Laranja, ligando Brasilândia à Estação São Joaquim e conectando-a com as Linhas 1 Azul, 4 Amarela, 7 Rubi e 8 Diamante, estas duas últimas, da CPTM. Implantaremos o prolongamento da Linha 2 Verde, que ligará a estação Vila Prudente à Cidade Tiradentes, por meio de monotrilho elevado. Iniciaremos, também, a implantação da Linha 17 Ouro, ligando a Estação Jabaquara, da Linha 1 Azul, ao Aeroporto de Congonhas e à Estação São Paulo – Morumbi da Linha 4 Amarela. Esta linha será integrada, também, às linhas 5 Lilás e 9 Esmeralda, da CPTM.

Construiremos o Expresso Guarulhos, ampliaremos a ferrovia até Varginha, na zona sul de São Paulo, e investiremos fortemente na modernização da CPTM.

Enfim, o Governo de São Paulo estará presente em todas áreas em que lhe compete atuar, estimulando o avanço, efetuando novas conquistas, porque o progresso paulista só conhece um limite: o interesse do conjunto dos brasileiros.

Respeitados os princípios da autonomia, independência e harmonia entre os poderes, temos a certeza de que, mais uma vez, os Poderes Legislativo e Executivo de São Paulo trabalharão juntos em prol do desenvolvimento do nosso estado e bem-estar dos paulistas.

Palácio dos Bandeirantes, aos 15 de março de 2011.

Ver também.jpg Ver também: Mensagem anual do Governador à Alesp 2012, Mensagem anual do Governador à Alesp 2013
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Mais informações: Mensagem em PDF
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