PANDEMIA - Coletiva da Secretaria da Saúde e Centro de Contingência 20202304

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PANDEMIA – Coletiva da Secretaria da Saúde e Centro de Contingência

Local: Capital - Data: Abril 23/04/2020

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PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu sou Paulo Menezes, coordenador da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e o secretário ele ainda está em reunião no Palácio do Governo, nos solicitou que déssemos início a essa coletiva da saúde, talvez ele consiga se juntar a nós, mas nós vamos dar início, fazer a apresentação e em seguida responder as perguntas. Eu tenho aqui ao meu lado o Dr. Luiz Carlos, diretor do Instituto Emílio Ribas, do Hospital Emílio Ribas, então nós vamos dar sequência a essa coletiva. Eu vou começar fazendo a síntese diária que nós fazemos da situação epidemiológica no estado de São Paulo. Então, hoje nós temos 16.740 casos e chegamos a 1.345 óbitos. Tivemos um aumento de 5% no número de casos e um aumento de 18,5% no número de óbitos. Eu queria já aproveitar pra esclarecer porque esse salto no número de óbitos durante o feriado e prolongado até ontem, vocês puderam ver que o número de óbitos estava bastante, felizmente aparecia m odesto, um aumento que chegou ontem a 3,5%, se eu não estou enganado, e hoje então a gente tem esse aumento importante porque o sistema de vigilância epidemiológica que envolve o estado e envolve as vigilâncias de saúde dos municípios e também os cartórios dos municípios onde chegam as informações de óbitos ainda não dentro do sistema de vigilância, a partir de declarações de óbito, né, ele funciona de uma forma mais, talvez mais lenta durante o feriado prolongado. E houve a atualização dos números na última... de ontem pra hoje de forma que hoje a gente então tem a situação que está sendo observada agora. Eu acho que esse também é um momento que eu aproveito para colocar para os municípios a importância da agilidade na notificação dos casos identifica dos, dos casos confirmados pra que o sistema estadual possa ser alimentado e atualizado adequadamente e a gente não tenha nenhuma discrepância de índice. Próximo, por favor. Na capital nós continuamos com o número, a maior parte dos casos e óbitos, 11.225 casos e 912 óbitos, e hoje nós temos casos confirmados em 256 municípios e 114 municípios têm óbitos confirmados. Próximo, por favor. Aqui a gente tem a distribuição etária dos casos confirmados, e mais uma vez ela continua seguindo o padrão de que a maior parte dos casos confirmados ocorre em adultos, de 20 a 59 anos. E tem também uma relação direta com a distribuição etária da nossa população e com o fato de que esse grupo populacional talvez seja o que mais circula nesse período de quarentena mantendo os serviços essenciais. Quand o a gente vai olhar os óbitos que é o próximo slide, nós também temos aquele padrão já estabelecido de que é a partir dos 60 anos que ocorre a maior proporção de óbito, são as pessoas mais vulneráveis, tanto pela idade como pela presença de comorbidades. Como a gente pode ver no próximo slide com o predomínio aqui de associação com cardiopatias, diabetes mellitus, pneumopatias e assim por diante. Então, essas condições também são mais comuns nas pessoas com 60 anos ou mais. Agora, o que é importante salientar que os jovens e os adultos jovens, embora eles tenham uma menor ocorrência de casos confirmados e de óbitos, eles primeiro eles também são transmissores dos vírus quando eles estão infectados. E segundo, é possível ocorrer casos graves nessas faixas e tárias. Ninguém está protegido do vírus. Próximo, por favor. Aqui a situação de leitos que nós temos hoje no estado de São Paulo, temos casos confirmados em enfermaria, 1.433, em UTI, 1.374, e do lado esquerdo a gente tem números para casos suspeitos, 2.713 e suspeitos em UTI, 1.433. Eu quero chamar atenção aqui para o fato de que nas últimas apresentações a proporção de casos suspeitos e casos confirmados, tanto enfermaria como em UTI, tem se mantido relativamente constante mostrando que nós já estamos num ponto aonde não há mais acúmulo de exames pra confirmar o diagnóstico do [ininteligível]. Essa é a taxa de ocupação de leitos no estado de São Paulo, 37,4% de leitos de enfermaria, 55,3% de leitos de UTI destinados ao Covid. Na grande São Paulo a ocupação &ea cute; maior, 57,8% para leitos de enfermaria e 74% para leitos de UTI. Alguns hospitais já têm uma ocupação próxima dos 100%, como o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o Hospital das Clínicas de São Paulo, o Hospital Geral de Carapicuíba e aqui nos hospitais da grande São Paulo uma taxa de ocupação um pouco menor, mas também já considerada relativamente alta. Eu vou agora passar a palavra para o meu colega Luiz Carlos que vai falar de uma boa notícia para a Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

LUIZ CARLOS, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Sem dúvida. Boa tarde a todos. Paulo, obrigado. A boa notícia, cumprindo o que a gente tem dito aí desde a semana passada, a partir de amanhã nós vamos começar a ocupação de dez novos leitos de UTI na instituição. Isso agora está tudo pronto, a equipe pronta, equipamentos prontos e a gente vai começar a fazer a intervenção a partir de amanhã. Na sequência, até a próxima semana, a próxima sexta-feira, nós esperamos também começar internar em mais dez leitos novos de UTI totalizando assim 50 leitos de UTI na nossa instituição. A boa notícia, na verdade é uma boa notícia pra quem precisa desses leitos. A boa notícia mesmo seria se nós não precisássemos desses leitos, né? E eu ressalto isso porque à medida que nós observamos um número ainda crescente, talvez um pouco menor, o que permite que a gente discuta sair aos poucos desse distanciamento social, mas com muita responsabilidade, à medida que esses leitos vão sendo criados nós precisamos garantir que a velocidade de aparecimento de novos casos precisando de terapia intensiva também diminua. Então o estado tem feito a sua parte, o município tem feito a sua parte, é uma estratégia difícil, uma estratégia de guerra em busca de equipamentos, contratação de pessoal, capacitação, e o que nós vemos é que estamos sim caminhando, caminhando de maneira rápida. Se a gente olhar pra trás nós temos um mês que essas transformações começaram a acontecer. Agora, o que a gente precisa muito é que essa estratégia toda seja abraçada também pela população. Embora a gente esteja discutindo o relaxamento, daqui 16 dias vai ser anunciado quais estratégias, quais lugares, em qual velocidade, pra quais áreas da vida social de todo mundo, nós temos esses 15 dias de intensificação desse distanciamento social. Eles vão ser pontuais pra que a gente faça a leitura dos resultados daqui uns dez dias pra gente poder medir de maneira um pouco mais apropriada qual vai ser a velocidade da implantação desse distanciamento. Isso tudo está sendo discutido diariamente, mas esse é um momento que nós falamos da possibilidade de relaxar, mas é um momento que a gente diz: a velocidade quem vai definir é a adesão da população às medidas de distanciamento nesses próximos dias. É uma boa notícia, não tem dúvida, principalmente a boa notícia é pras famílias, amigos, e os próprios pacientes que demandam leitos de terapia intensiva. Mas a gente quer ainda dar uma notícia melhor que vai ser a não necessidade de mais leitos.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Com isso nós encerramos a apresentação e podemos dar sequência as perguntas. Por favor.

MEDIADOR: A gente vai começar então com uma pergunta on-line da Band News FM, Bruna Baroni. Ela pergunta sobre o uso do tamiflu se tem sido utilizado para pacientes com tratamento de Coronavírus, e qual o critério usado para o manejo clínico. Nessas questões vou pedir pra vocês dois responderem.

LUIZ CARLOS, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Posso responder. Quando você não tem diagnóstico e nós estamos levando aí até 48 horas agora, isso é uma evolução fantástica porque nós conseguimos otimizar. Quando eu tenho um quarto pra dois pacientes e eu não sei exatamente qual é o diagnóstico eu tenho que mantê-los separados, eu perco sempre um leito do lado. Quando eu tenho diagnóstico rápido eu defino se ele é uma H1N1 ou se ele é um Covid. Aí eu posso colocar os dois pacientes com o mesmo diagn& oacute;stico juntos. Então isso otimiza não só o número de leitos, mas esse diagnóstico otimiza também os procedimentos que nós fazemos de paramentação e desparamentação. Dando agilidade na assistência e racionalizando o uso dos EPIs. Agora, o uso da medicação nesses dois dias que nós não temos diagnóstico, na evidência, na possibilidade de ser uma influenza, então nós começamos o tratamento com o tamiflu. Agora, o tamiflu embora muito bem dito e definido, ele não é estratégia de tratamento para o Coronavírus.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Próxima pergunta presencial, TV Cultura. Jerônimo Moraes.

JERÔNIMO MORAES, TV CULTURA: Boa tarde, Paulo. Tudo bem?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde.

JERÔNIMO MORAES, TV CULTURA: Tudo joia. De manhã o presidente Bolsonaro com o ministro da saúde tiveram uma reunião no Conselho Federal de Medicina que acabou autorizando o uso da hidroxicloroquina em pacientes da Covid-19 em algumas situações. Porém, o CFN não recomenda o uso. Como é que você vê essa medida? Essa decisão pode ser usada nos hospitais de São Paulo ou não? Fica a critério do médico? Como é que vai funcionar e como é que você vê a medida?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós seguimos as recomendações e notas técnicas do Ministério da Saúde em relação a isso. Semana passada soltamos uma nota técnica sobre a distribuição de cloroquina no estado de São Paulo. Há a possibilidade de uso principalmente em pacientes internados graves. Não há ainda evidência clara científica de que isso ajude na recuperação desses pacientes. Vários estudos est&ati lde;o em andamento e nós estamos acompanhando isso. Mas é conforme a nota coloca aí, o CFN também se posiciona, é uma prerrogativa dos médicos junto com os pacientes decidirem se eles vão utilizar esse recurso ou não, é assim que nós temos mantido na nossa posição no estado de São Paulo. Você gostaria de acrescentar algo, Luiz?

LUIZ CARLOS, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Não, exatamente isso.

MEDIADOR: Próxima pergunta, da CBN, Vinícius Passareli: "Qual é o número exato de leitos ocupados de UTI, enfermaria no estado de São Paulo?". Acho que já foi respondida na apresentação. "O governo pretende usar leitos da rede privada? Em outras situações a secretaria chegou a dizer que os pacientes poderiam ser transferidos para as cidades do interior, cujo o sistema de saúde estivesse menos sobrecarregado. Isso pode acontecer mesmo, já vem acontecendo, quando deve acontecer, se for o caso?".

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós na secretaria consideramos as duas possibilidades, a primeira é a utilização de leitos disponíveis, não exatamente na área, na região aonde reside o paciente que requer aquele tipo de leito. Se nós olharmos aqui na ocupação de leitos de UTI, por exemplo, na grande São Paulo a gente ainda tem uma possibilidade de utilizar 25% dos leitos disponíveis de UTI, mas eles não necessariamente vão estar exatamen te na região aonde mora o paciente. E temos no interior, também, uma capacidade de praticamente 45% dos leitos destinados ao COVID-19, em UTI, para ser utilizado. Então essa é uma estratégia que nós vamos utilizar, se for necessário, assim como o possível uso de leitos do setor privado, dos hospitais privados, caso a rede SUS não seja suficiente para poder oferecer o tratamento adequado para esses pacientes.

MEDIADOR: Próxima pergunta, da TV Globo, Globo News, Marcelo Pólio.

MARCELO PÓLIO, TV GLOBO E GLOBONEWS: Boa tarde, a todos. Eu queria saber um pouquinho sobre os detalhes da fila de testes no estado, e esse número, se esse número atual da fila, depois de detalhado, se ele contempla aqueles testes que foram feitos, mas não foram processados. Portanto, aí é um delay de informação. Obrigado.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: A situação dos testes hoje é de que já foram liberados 37.305 resultados, desde 1 de março. E ontem foram recebidos 1.693 amostras, e foram liberados 1.736 laudos. Exames processados aguardando laudo, nós temos 1.387. Exames em análise hoje, 959, de forma que a gente não tem mais exames na fila, os exames eles entram e eles são processados na medida em que eles chegam na rede laboratorial.

MEDIADOR: Próxima pergunta é uma pergunta online, da Renata Menezes, da Crescer: "Quantos casos de Coronavírus temos confirmados até o momento em crianças e adolescentes? Houve alguma morte nessa faixa etária de zero a 18 anos?".

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Conforme nós apresentamos, há casos sim, em crianças e adolescentes, hoje nós temos aqui quase 150 casos, aliás, temos 94 casos em crianças de até dez anos, e 165 casos confirmados em crianças e adolescentes até 19 anos. E temos três óbitos na faixa de 10 a 19 anos, ainda não temos aqui registrados no sistema óbitos em crianças com menos de dez anos. Então a ocorrência da COVID-19, como eu falei, ness a faixa etária ela é menor do que em outras faixas etárias, mas ela ocorre e pode causar quadro grave.

MEDIADOR: Próxima pergunta é da CNN, Renan Fiuza, presencial.

RENAN FIUZA, CNN: Boa tarde, a todos. Tudo bem? Eu gostaria de saber a respeito do decreto que o governador João Doria vai anunciar amanhã, sobre a orientação de utilização de máscaras na capital paulista e também em todo o estado de São Paulo. Qual que é a importância, como vai funcionar essa fiscalização? Uma vez que a gente percebe que o isolamento social tem caído muito, a taxa caiu bastante, estamos aí falando de 49%, se de fato esse isolamento preocupa, e algumas medidas podem ser alteradas diante de tudo isso? Obrigado.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante entender que o uso de máscaras, de fabricação caseira pela população, a evidência de que esse uso reduz a transmissão do vírus ela é bastante recente, por isso ela não foi adotada antes. Mas a ideia é que se alguém porta o vírus e está usando a máscara, ele não transmite para outras pessoas mesmo que ele esteja assintomático. E já era recomendado o uso das más caras e o isolamento, para pessoas com sintomas de síndrome gripal, mas podem haver pessoas que estão assintomáticas, e estão infectadas pelo vírus, não sabem, estão assintomáticas e estão circulando. Então o uso da máscara protege, reduz a transmissão do vírus na população. Agora essa medida não se contrapõe de forma alguma ao isolamento social, o isolamento social é a medida mais eficiente para que o vírus não se transmita de uma pessoa para outra. Então ela é complementar e ela á recente. Eu vejo como uma medida que vai auxiliar na redução da propagação do vírus na nossa população. Sem, no entanto, permitir com que quando se discute a possibilidade de examinar a flexibilidade das medidas para isolamento social, não há uma relação direta c om a indicação do uso de máscaras, isso que eu quero dizer. Luiz Carlos, você quer acrescentar alguma coisa?

LUIZ CARLOS, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Só acrescentar, no final da sua pergunta tem uma preocupação como o governo vai controlar. Da maneira como a gente está controlando a adesão ao distanciamento social, pelas observações que a gente tem, pelas imagens que a gente obtém, e a única maneira é trabalhar, porque tem dado certo, porque quando nós vemos alguns levantamentos a gente vê que a adesão, a proposta do distanciamento social ela é muito grande, são quatro de cada cinco pessoas. Então 80% da populaçã o de acordo com as estratégias do distanciamento, que a gente espera é que essa faixa também entenda a necessidade do uso de máscara, e a estratégia do governo é insistir e contar sempre com o apoio, como o governador hoje na coletiva pela manhã ressaltou o apoio da imprensa, o apoio das mídias todas, é fundamental para a estratégia. Então é uma maneira também de dizer aqui, deixar meu recado, agradecer vocês todos, repórteres e todos, que vocês estão na rua, e vocês estão se expondo de certa maneira. O recado é para vocês também se cuidarem. Mas vocês fazem parte dessa estratégia, assim como outras áreas profissionais, o pessoal da saúde, fazendo um trabalho incrível, e vocês também fazendo parte dessa estratégia, para que a gente tenha sucesso na mensagem na adesão às medidas que estão sendo propostas.

MEDIADOR: A última pergunta é da Folha de São Paulo, Patrícia Paschini: "Quantos centros de triagem para tratar pessoas com sintomas de Coronavírus estão em funcionamento no estado? Em média, quantas pessoas são atendidas nesses locais por dia? E quais são os encaminhamentos? O governo pensa em ampliar esses centros? Em quais locais?". Vou pedir para o doutor Luiz, que ele possui um centro de triagem.

LUIZ CARLOS, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Centros de triagem, centros de triagem eles foram pensados com antecedência, foi uma antecipação do governo que se preocupou com a oferta da atenção, do acolhimento de pessoas que não precisam de assistência hospitalar. Então foi uma maneira de, como nós sabemos, 80% das pessoas não precisam ser internadas, mas uma parte delas são sintomáticas. E para fazer o acolhimento desses sintomáticos o governo se antecipou criando esses centros de triagem. Os centros de triagem estão sendo implantados, n ós temos dez nesse momento, os centros de triagem tem o objetivo de oferecer para essa população a possibilidade de tirar suas dúvidas, de fazer testagem, agora que nós estamos com esses números, e praticamente estamos zerados, agora é do dia a dia, que nós temos, os números, 959 exames em execução, em análise. Então agora que a gente tem essa estabilidade os centros de testagem vão ter um papel fundamental na identificação de eventuais portadores sintomáticos com sintomatologia leve. Só para dar um pouco de detalhe aqui para vocês, nós temos em sete centros, dos dez centros que eu falei, em sete deles que começaram um pouco mais há algumas semanas atrás, a gente já tem 5 mil testes coletados. Nos outros que estão começando a fazer agora centros de testagens, de triagem, nós temos 2.700. Ou seja, nos próximos dias os dez centros serão responsáveis por 7.700 testes, que agora felizmente a rede pode absorver e pode dar resultado.

MEDIADOR: A gente encerrar aqui as perguntas. São testes ou atendimentos, né, doutor?

LUIZ CARLOS, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Atendimento com coleta de exames e fornecimento de resultados.

MEDIADOR: Perfeito. A gente encerra aqui as perguntas, considerações finais de vocês, por gentileza.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Agradeço muito a presença de vocês, acho que a nossa mensagem continua sendo para as pessoas ficarem em casa, manterem isolamento social, porque isso protege toda a sociedade, protege não só as famílias de cada um, mas as outras famílias, e permitem com que os profissionais da saúde, principalmente, possam trabalhar sem o estresse que nós temos visto em outras poções, em outros locais internacionalmente. E, portanto, a nossa mensagem continua sendo essa, fiquem em casa.

LUIZ CARLOS, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Também só gostaria de reforçar, dizendo que o sucesso dessas estratégias todas, inclusive do afastamento, como eu falei há pouco, ele só será possível com o apoio da população. Então eu falando aqui como quem está dentro do hospital, quem sente de perto esse drama de ter pessoas jovens, porque não são só pessoas de idade, ou apenas pessoas com comorbidades. Para dar um exemplo, metade da nossa UTI hoje, dos 30 leitos, metade dela são de pacientes com menos de 60 anos. Ent&atilde ;o o recado é, a adesão a esse apelo que nós fazemos para a população não só entender, mas participar ativamente, faz com que os profissionais de saúde também sejam, além dos aplausos, também sejam homenageados com a efetiva ação da população em reconhecimento ao esforço, ao sacrifício de todos os profissionais da saúde, de segurança, os profissionais da logística. A gente precisa muito da compreensão e do apoio de vocês todos.

MEDIADOR: Obrigado a todos. Amanhã teremos nova coletiva às 15h15min.