PANDEMIA - Com aval de especialistas, Governo estende vacinação para todas as faixas etárias 20203006

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PANDEMIA - Com aval de especialistas, Governo estende vacinação para todas as faixas etárias

Local: Capital - Data: Junho 30/06/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Estamos iniciando agora nossa 51ª coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes, hoje relacionado à área da sa& uacute;de. Estamos aqui, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; O doutor Carlos Carvalho, presidente coordenador do centro de contingência do estado de São Paulo; Doutor João Gabbardo, coordenador executivo do centro; E doutor Paulo Meneses, controlador de controle de doenças, e a partir de amanhã também coordenador do centro de contingência. Além disso, também Helena Sato, membro do comitê aqui conosco. Muito bem, vou iniciar dando os números de hoje. Por fa vor, na tela. Ok, ontem no Brasil, 1.368.195 milhões de casos confirmados pelo COVID-19. Com 58.314 óbitos. No estado de São Paulo, 281.380 casos confirmados, com 14.763 óbitos, que dá uma letalidade de 5,2%. Tivemos um crescimento no número de casos de ontem para hoje, de 2,2%, e no número de óbitos de 2,5%. Tivemos nesse sentido um número de internações, 5.452 internados em UTI, pacientes em UTI, e em regime de enfermaria, 7.940 pacientes internados, sejam eles já confirmados ou como casos suspeitos. O que levou a um índice de ocupação dos leitos da UTI no interior, e m todo o estado, de 54,6%, e na grande São Paulo, de 66% dos leitos. Tivemos até o momento 44.491 altas hospitalares dos casos confirmados, sem sistema, e agora com alta para casa. Próximo. Essa ocorrência, portanto, 281.380 casos, que está dentro do nosso intervalo de projeção para o mês de junho, amanhã fecha esse número com os números de hoje para amanhã. E em óbitos, por favor, ou próximo. Estamos com 14.763, abaixo um pouquinho do intervalo do cenário de projeção, e amanhã então, provavelmente estaremos na linha inferior dos 15 mil casos de projeção. Obrigado. Era isso. Eu queria apenas adicionar o que estamos hoje com 3.095 respiradores recebidos, já distribuídos para todo o estado de São Paulo, 2.400 respiradores e dados de hoje ainda temos alguns respiradores para chegar, vamos totalizar 3.500 respiradores até o mês de julho. Hoje, entregamos hoje para amanhã, mais de 50 respiradores, três na região de Araçatuba, quatro na Baixada Santista, quatro na região de Campinas, 34 na região de Ribeirão, cinco na região de Sorocaba. Amanhã estaremos iniciando como blitz sem sentido de uso de máscaras, tanto em empresas, quanto em clientes de empresas, quanto em pessoas transeuntes. E amanhã dentro de uma ordem educativa, sem sentido de orientar como pessoas para o uso de máscara, que depois serão aplicadas várias vezes a partir do dia seguinte. Nesse sentido, gostaria de dizer a vocês que é mais uma atitude, mais uma ação do governo do estado, com o objetivo de fazer com que as pessoas usem máscaras. Hoje, temos ou não ficamos em casa e usamos máscaras, e isso traz o número de casos de óbitos, e casos inferiores, o que foi projetado inclusive para o resto do país. Carlos Carvalho fala sobre o respeito dos nossos hospitais de campanha, principalmente Heliópolis e Ibirapuera. Por favor, doutor Carlos. com o objetivo de fazer com que as pessoas usem máscaras. Hoje, temos ou não ficamos em casa e usamos máscaras, e isso traz o número de casos de óbitos, e casos inferiores, o que foi projetado inclusive para o resto do país. Carlos Carvalho fala sobre o respeito dos nossos hospitais de campanha, principalmente Heliópolis e Ibirapuera. Por favor, doutor Carlos. com o objetivo de fazer com que as pessoas usem máscaras. Hoje, temos ou não ficamos em casa e usamos máscaras, e isso traz o número de casos de óbitos, e casos inferiores, o que foi projetado inclusive para o resto do país. Carlos Carvalho fala sobre o respeito d os nossos hospitais de campanha, principalmente Heliópolis e Ibirapuera. Por favor, doutor Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Boa tarde, a todos. Então esse tema é um tema bastante importante, porque como vem sendo dito aqui, proporcional à demanda, o estado foi se organizando para absorver os pacientes à medida que a epidemia foi crescendo, e graças a isso até o momento temos a situação do ponto de vista de saúde, apesar da gravidade, ainda sob controle dentro do nosso estado, e principalmente aquilo na capital, na grande São Paulo, onde a epidemia iniciou, e onde teve o maior número de casos já desde o início. Bom, dois hospitais de campanha foram construídos aqui na região da capital, administrados pela Secretaria de Saúde. O primeiro com cerca de dois meses, aí está completando dois meses de funcionamento, é o do Ibirapuera, que foi constituído com 240 leitos de enfermaria, e 28 leitos de estabilização. Mais cerca de 1.492 pacientes estiveram lá internados, e 1.079 altas já foram realizadas. Tem 135 pacientes ainda internados neste momento no Ibirapuera, e ocorreram sete óbitos nesse período. Um outro hospital de campanha bastante importante, que agora está com 40 dias de funcionamento, foi o hospital de campanha do Heliópolis. Esse hospital ele é constituído por 200 leitos de enfermaria, e esse possui leitos de UTI, são 24 leitos de Terapia Intensiva, e que vem mantendo uma taxa de ocupação oscilando entre 85% e 100%. Ou s eja, como ele entra na regulação de leitos, ele tem recebido casos de gravidade, casos de insuficiência respiratória que necessitam de ventilação mecânica, de suporte ventilatório. Bastante interessante é que a primeira paciente que internou na UTI do hospital Heliópolis, uma senhora de 83 anos, ela teve na evolução um acidente vascular encefálico, um derrame cerebral, e ela precisou ficar 20 dias internada na UTI, depois foi para um leito de enfermaria, e essa senhora está recebendo alta no dia de hoje, retornando à casa. Então esse é um momento de grande felicidade para toda a equipe que atendeu essa paciente, assim como obviamente para a sua família ter a recuperação de uma paciente dessa gravidade, uma senhora de 83 anos. Esses são os comentários que eu queria fazer a respeito dos hospitais de campanha, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Carlos Carvalho, coordenador do centro de contingência até hoje, fez um brilhante trabalho. E gostaria agora da participação e os comentários do doutor Paulo Meneses, aqui relacionado à questão de vacina e das máscaras, por favor.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Obrigado, secretário, boa tarde. Eu gostaria de anunciar aqui a prorrogação da campanha de vacinação contra a influenza, gripe, essa campanha deveria ser concluída hoje, e foi estendida até o dia 24 de julho. Nós iniciamos a campanha vacinando grupos prioritários, e inicialmente foram vacinados idosos, profissionais de saúde, naquela fase a cobertura foi bem-sucedida, conseguimos alcançar 100% de cobertura de vacinação dos idosos, por exemplo. Posteriormente com o avanço da epidemia, acho que foi compreensível que a cobertura de outros grupos, especialmente o grupo das gestantes, puérperas, e crianças de seis meses a seis anos, tiveram uma cobertura abaixo da nossa meta inicial, que seria 90%. Acho que é compreensível, porque todos procuraram se resguardar em isolamento ficando em casa, e não se expondo aí até a unidade básica de saúde, para se vacinar. No entanto, a vacinação tanto para esses grupos, como agora, ela é estendida à todas as pessoas de qualquer faixa etária, ela é extremamente importante. Importante por várias razões. A primeira é porque Influenza pode também ser uma doença grave, que pode levar à internação, e a óbito. Então as pessoas já que a vacina é efetiva, e as pessoas vêm se proteger. Segundo lugar, porque quanto maior a cobertura que nós conseguirmos, menor o número de casos que nós vamos ter na população nesses meses de inverno, e, portanto, também menor a pressão e a necessidade dos serviços de saúde de também mais condições para que nós continuemos atendendo as pessoas que necessitam de atenção e internação, principalmente, por COVID-19. Então é importante que nesse próximo mês, até o dia 24, as pessoas compareçam de forma, mas de forma a tomar os cuidados necessários, com o uso de máscaras, que já foi aqui reafirmado pelo secretário, mantendo distanciamento social, e os hábitos de higiene. Então esse é o primeiro comentário. E eu queria reforçar a questão da importância do uso de máscara, acho que as evidências científicas do mundo te m mostrado que, de fato, é um dos principais mecanismos de redução da transmissão do vírus, tem funcionado muito bem no nosso estado de São Paulo, que desde o início de maio tem a obrigatoriedade do uso de máscaras, de forma que a partir de amanhã temos mais um reforço para chegar ao nosso ideal, que seria 100% das pessoas, o tempo todo que estão fora de casa, utilizando as máscaras, e isso tem, sem dúvida nenhuma, o impacto de redução da transmissão do vírus. Acho que esses seriam os meus comentários, obrigado, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo. Por favor, doutor, nós colocamos aqui a respeito de uma certa estabilização, no número de óbitos, o doutor João Gabbardo fará um comentário.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, secretário. Só pediria para voltar aquele slide que o secretário José Henrique já apresentou sobre os óbitos, a previsão. Este. Amanhã encerra-se o mês, e amanhã nós vamos ter então o fechamento dos dados do mês de junho. Mas eu queria reforçar aqui que a previsão que nós tínhamos dos óbitos está absolutamente dentro do esperado, e provavelmente com os casos que a gente vai ter, acrescentar ness a data, até amanhã, nós vamos ficar um pouquinho abaixo dos 15 mil, que é o nosso, a nossa faixa inferior desta, desse intervalo que nós programamos já no início do mês. Esses óbitos estão absolutamente sendo controlados, monitorados diariamente, tem sido, nós temos uma curva que aponta pra um decréscimo no número de óbitos, amanhã nós vamos apresentar esses dados com mais detalhes, porque essa é a pergunta mais frequente no contato que a gente tem com a imprensa, no contato que a gente tem com as pessoas preocupadas com esta fase de flexibilização, ela é compatível com os dados que são apresentados, tanto da confirmação de casos, como o número de óbitos. Então, nós queremos mostrar que sim, que a programação que o Plano São Paulo estabeleceu está sendo mo nitorado, tá dentro daquilo que nós esperávamos, o número de casos confirmados, que é o slide anterior a esse, ele está um pouquinho acima da média, mas ainda dentro dessa faixa, desse intervalo de confiança, mas, se nós retirarmos desses 281 mil casos confirmados em torno de 24, 25% de casos, que foram confirmados por testes rápidos, nós vamos ficar com um quantitativo de casos confirmados em torno de 210 mil, abaixo dos 235 mil que nós estávamos prevendo. Então, mesmo no número de casos confirmados, se extrairmos desses casos confirmados os testes rápidos, nós vamos ficar abaixo do intervalo de confiança estabelecido pra esse mês de junho. Então, só queria, então, secretário, reforçar esses números, mostrar que eles estão sendo, estão dentro da nossa previsão, estão absoluta mente sendo monitorados e qualquer medida que tenha que ser feito, tanto no sentido de aumentar as nossas medidas restritivas, tanto quanto as flexibilizações que estão sendo propostas, elas vão continuar sendo feitas em cima desses indicadores, com dados precisos, mostrando a evolução da doença, transmissibilidade da doença e a capacidade que o sistema de saúde tem nas suas diversas regiões, de atender as pessoas, pra que a gente continue sendo, podendo afirmar que, no Estado de São Paulo, os óbitos ocorreram por, infelizmente, por situações clínicas das pessoas, não tiveram condições clínicas de enfrentar a infecção, seja faixa etária, seja pelas doenças, pelas comorbidades, doenças crônicas apresentadas, mas nunca por falta de assistência, nunca for falta de leito de UTI ou leito de enfermaria, é isso.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabbardo. Por favor, secretária Patrícia Ellen, sobre as regiões, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, vou compartilhar algumas informações e um panorama geral do Plano São Paulo no Estado de São Paulo, que confirma as falas anteriores, especialmente do Dr. Carlos e do Dr. Gabardo, nós vemos que com os dados até ontem, né, dos sete dias corridos, com relação a sete dias anteriores, no estado inteiro nós mantivemos essa estabilização de internações, com uma redução, inclusive, de 2% de novas int ernações, com relação a sete dias anteriores, e de 5% nos óbitos, e duas regiões que se destacam muito nesse resultado são a capital e a Baixada Santista, na capital nós tivemos aqui uma redução de internações de 10%, sete dias com relação a sete dias anteriores, e 17% no número de óbitos, então, muito importante a manutenção desse cenário, né, e ele se sustentando nos próximos dias e nas próximas semanas, podemos dar os próximos passos na retomada das atividades, mas gostaria de aproveitar pra parabenizar o prefeito e toda a equipe de saúde, que tem feito um trabalho muito importante na nossa capital. Na Baixada Santista também tivemos uma melhora expressiva, então uma redução de novas internações de 13% e de 22% nos óbitos desses sete dias com rela&cced il;ão aos sete dias anteriores. E também uma importante redução na ocupação de leitos na baixada, que hoje está com uma média aqui de 53% dos últimos sete dias, novamente parabenizar as lideranças da região, prefeito Paulo dos Santos, que tem sido uma liderança muito importante nesse trabalho de contenção da pandemia. E temos também quatro regiões aqui com pontos de atenção importantes, que o secretário Marco Vinholi vai compartilhar quais são as medidas que estão sendo tomadas, pra que possamos apoia-las a acelerar o processo de contenção da pandemia. Eu queria destacar aqui o caso de Ribeirão Preto, prefeito também tem feito um trabalho muito diligente, mas nós temos aqui uma ocupação da regional de saúde de Ribeirão, que agora atingiu 82% e, por isso, estamos tomand o aqui medidas emergenciais também, né, e a cidade de Ribeirão Preto, com 86% de ocupação média nos últimos sete dias, nós temos aqui Presidente Prudente, né, que tá com uma estabilização da ocupação em 62%, mas que houve ali um crescimento específico no município de Presidente Prudente, e que o secretário Marco Vinholi vai trazer também algumas medidas que estão sendo tomadas pra região. Além disso, nós temos o caso de Bauru, a região encontra uma situação confortável, no que diz respeito ao sistema de saúde, com uma ocupação média de 54% dos últimos sete dias, mas o município de Bauru, que é referência em atendimento, acabou tendo uma demanda muito maior aqui, com uma ocupação de 82% como média dos últimos sete d ias, e por isso que há medidas específicas também sendo tomadas pra esta região. E, pra finalizar, a região de Franca, né, que teve um crescimento de internações, sete dias com relação a sete dias anteriores, lembrando que as informações são informações que nós temos do Censo Covid e do SIVEP Gripe, apesar da atualização ser cada vez mais rápida, é sempre possível que os municípios tenham dados do dia que possam apresentar uma melhora, o que a gente tem escutado aqui do caso de Franca é que, talvez, a gente já veja essa melhora nos próximos dias, mas é nosso trabalho aqui, olhando os dados, atuar de forma diligente, rápida, efetiva, pra que não tenhamos piora da pandemia, lembrando que o Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia, as medidas estão se demonstrando muito efetivas, finalizo parabenizando também o esforço coletivo da população, a taxa de isolamento de ontem na capital foi de 47%, de 46% no estado, podemos aqui manter essa meta da gente chegar até os 50%, sim, mas mostrando novamente que esse plano tá se mostrando calibrado e possível de executar com esforço coletivo de todos nós. Muito obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretária Patrícia Ellen. Por favor, Dr. Marco Vinholi, secretário do desenvolvimento regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, seguindo nessa linha que a secretária Patrícia já colocou, o Governo do Estado faz um enorme trabalho pra poder aumentar a capacidade hospitalar em todo o território do nosso estado, mas, sobretudo, naquelas regiões onde nós temos tido uma alta nessa ocupação, o estado trabalha e restabelece uma ocupação inferior aos 80%, tem sido assim e, de acordo com a interiorização da pandemia do coronavírus, essa ação te m sido mais contundente no interior do estado. Nós temos a sequência do crescimento do interior maior do que a capital nos últimos sete dias 30,5% superior ao crescimento da capital, os casos começam, no números gerais, a ficar também mais consistentes na proporção capital e interior, antes era cerca de 15%, agora já atinge 33.5% do total de casos do estado, e a partir disso o Plano São Paulo, o profissionalismo estabelecido através dele, delimita a identificação dessas regiões e a atuação pra que essa capacidade hospitalar aumente. Então, ontem nós trouxemos aqui a parceria com as Santas Casas, os hospitais filantrópicos, que dão uma capilaridade importante em todo interior do estado, e hoje a secretária Patrícia coloca as regiões que tiveram alta na taxa de ocupação. Secretário José Henri que Germann começou aqui falando sobre os respiradores que estão sendo enviados hoje pela Secretaria de Saúde e a região de Ribeirão Preto é a principal impactada dessa distribuição, são 34 novos respiradores, eles vão pro município de Ribeirão Preto, que se adicionam aos outros leitos já estabelecidos lá, e ao Hospital das Clínicas, que tá colocando, nessa semana, dez novos leitos em funcionamento, e a partir da semana que vem, o restante dos 18 leitos no Hospital das Clínicas. E esses 34 que estão sendo enviados hoje, além de Ribeirão Preto, vão servir de leitos de estabilização também nos municípios da região, Cajuru, Cravinhos, Guariba, Batatais, [ininteligível], Luiz Antônio, Pontal, Santa Rosa de Viterbo, Santo Antônio da Alegria, Cevena e Sertãozinho, além de Ribeirão Preto. Então, esse conceito faz uma segurança maior também nos municípios menores da região, que estão sendo também impactados pelo coronavírus. Na região de Bauru, o Hospital das Clínicas imediatamente esse convênio sendo firmado, pra que possa, com 40 novos leitos de enfermaria, desafogar um pouco desse número de casos que nós estamos tendo no município de Bauru e também em toda região. Em Presidente Prudente essa semana colocamos em funcionamento dez novos leitos no Hospital Regional, uma região que, através desses leitos, tem um impacto importante, é a segunda região com menos leitos por 100 mil habitantes do estado, oito leitos por 100 mil habitantes, e esses dez leitos no Hospital Regional, somados aos novos leitos que também vamos colocar na Santa Casa de Presidente Prudente, em um convênio firmado, vão significar o dobro dos leitos atuais no município de Presidente Prudente. No município de Franca, o último dos municípios citados aqui pela Patrícia Ellen, nós avançamos com a criação de novos leitos já na Santa Casa, e agora estamos estabelecendo um novo convênio com a Santa Casa de Franca pra mais 20 leitos, 960 mil reais por mês, por três meses, totalizando dois milhões e 880 mil reais pra poder também ampliar a região de Franca, que tem o menor número de leitos por 100 mil habitantes do estado. Tudo isso aumenta a capacidade hospitalar do interior e, além de colocar os respiradores, fundamentais pra poder fazer essa capacidade dar conta da demanda da região, o custeio necessário pra que esses leitos possam funcionar. Portanto, através disso, essa capacidade hospitalar tem mantido a dinâmica do Governo do Estado d e não deixar ninguém pra trás, de que nenhuma pessoa no Estado de São Paulo ficou ou ficará sem atendimento. E dentro disso também, pra atender os municípios menores e trabalhar em rede, otimizando recursos, nós também utilizamos dos consórcios aqui do Estado de São Paulo. Então, nós estamos fazendo a distribuição de 16 ambulâncias UTI com respiradores agora, são 16 consórcios, cada um em uma região administrativa do estado, eles em conjunto fazem a gestão desse equipamento, esse equipamento vai poder abastecer com isso em grande capilaridade todo o Estado de São Paulo. Essa lista aqui fica à disposição também no nosso site pra acesso, explicando cada uma das suas regiões e o número de municípios que compõem essas 16 regiões administrativas aqui do Estado de São Paulo. Por fim, eu quero registrar, ontem eu falei aqui que nós atingimos a menor letalidade até então, e hoje nós baixamos mais um pouquinho, estamos em 5.2% de letalidade aqui no Estado de São Paulo, o menor índice novamente registrado. Além disso, a gente significava 20.5% dos casos do país na semana passada, esse número já tá em 20.1, vem decrescendo e São Paulo vem melhorando cada vez mais a sua participação no total dos números, registrando o momento que passa a pandemia em São Paulo, de controle, de cuidado, de cautela, mas, sobretudo, de resultados importantes.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, são 13 horas, 15 minutos, e antes de passar para as perguntas, eu queria dar um aviso que amanhã, excepcionalmente, a coletiva se iniciará às 12:30 minutos, 12 horas, 30 minutos, ok? Excepcional esse horário, mas para amanhã, 12:30, 15 minutos antes. Então, iniciando as perguntas, TV Cultura, Maria Manso, por favor. Boa tarde.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos, eu queria primeiro só confirmar se a vacina da gripe agora tá disponível pra toda a população que desejar, de todas as idades, e a outra pergunta, já emendando, é em relação aos testes de farmácia, ontem à noite a Dra. Natália Pasternak, microbiologista, disse no programa Roda Viva que avalia que esses testes, eles dão muitos falsos positivos e falsos negativos, que mais confundem a população do que ajudam. Eu queria saber a opinião de vocês, se as pessoas devem continuar ou não procurando esse tipo de teste?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Paulo, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CONTROLE ESTADUAL DE DOENÇAS DE SÃO PAULO: Boa tarde. Em relação a vacinação contra o vírus da Influenza, de fato, a partir de amanhã a vacinação é acessível para todas as pessoas, todas as faixas etárias, não só para os grupos prioritários. Isso vai até o dia 24 de julho ou até o estoque que está disponível para isso. Em relação aos testes rápidos nas farmácias e em outros lugares, realmente, essa é uma questão i mportante. Os testes, qualquer teste diagnóstico sempre tem algum grau de possibilidade de erro, ou falso positivo ou falso negativo. Em geral, aqueles que a gente usas, tem um pouco. Nos testes rápidos, eles têm uma probabilidade de erro um pouco maior. Por exemplo, a média de um falso positivo é de 5%, das pessoas que não têm, não tiveram a infecção pelo vírus. Varia de um teste para o outro, por isso que é tão importante saber que teste está sendo utilizado. Então, para o indivíduo, isso pode causar, às vezes, uma sensação equivocada de segurança ou de que ele não teve a infecção. Então, de fato, não recomendamos na nossa estratégia da vigilância epidemiológica o uso de testes rápidos por uma iniciativa individual. Eles são extremamente importantes para a avalia&ccedil ;ão da situação em uma população, porque aí, esses erros, eles são balanceados e não distorcem a fotografia que nós podemos ter da população quanto à proporção de pessoas que já tiveram a infecção. Mas, de fato, essa é uma questão importante que as pessoas que procuram devem saber das limitações desse tipo de teste.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado Dr. Paulo, repórter Maria Manso. A próximo é a TV Gazeta, Marcelo Baseggio. Boa tarde Marcelo.

MARCELO BASEGGIO, JORNALISTA DA TV GAZETA: Boa tarde a todos. Nessa semana saiu a notícia de que os convênios serão obrigados a cobrir os testes para a Covid-19. Hoje, a rede privada, ela tem mais testes em estoque do que o estado? Como que vocês enxergam essa regulamentação dos convênios de saúde terem que cobrir a testagem, levando em consideração o alto custo para se fazer um teste, acredito que haverá um maior monitoramento, um aumento na taxa de casos, de novos casos, enfim, como que vocês avaliam essa medida? Muito obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok. Dr. Paulo, primeiro, Patrícia Ellen em seguida.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CONTROLE ESTADUAL DE DOENÇAS DE SÃO PAULO: A rede laboratorial privada tem uma capacidade, desde o início apresentou uma capacidade grande, ou maior do que a da rede destinadas às pessoas sus-dependentes. As duas têm sido ampliadas progressivamente. Hoje, nós temos um potencial de processamento instalado muito melhor do que tínhamos no início da epidemia. Nossa estimativa hoje, é de que nós teremos capacidade para fazer 30 mil testes PCR/dia, contando as redes privadas e a rede laboratorial para o SUS, e continua sendo expan dida. Também está havendo uma expansão da disponibilidade de testes sorológicos e testes rápidos sorológicos, tanto para o SUS quanto para o setor privado. O que é que nós fizemos em relação a isso? Primeiro, nós tivemos a resolução que obriga a informação, por parte principalmente da rede laboratorial privada, de todos os testes realizados, para que nós possamos saber, tanto os resultados positivos, como também, os negativos, no sentido de avaliar qual está sendo a nossa capacidade de testagem. Segundo, nós estamos trabalhando com, também, o setor empresarial, para que as empresas interessadas em fazer estratégias de testagem de seus funcionários, o façam seguindo as diretrizes e normas da vigilância epidemiológica do estado de São Paulo. Talvez a secretária Patrícia queira acrescen tar alguma coisa.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu vou pedir, por favor, para o Dr. João Gabbardo fazer um...

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DE SÃO PAULO: Em relação à resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar, deixar claro que já estava, já tinha sido incorporado no rol de procedimentos a obrigatoriedade da cobertura do PCR, isso já existia. O que nós temos de novidade é que, nesses últimos dias, foi publicado uma nova regulamentação da agência incluindo, agora, os testes rápidos, né, o teste sorológico. Mas sempre lembrando e refor&c cedil;ando o que o Dr. Paulo falou inicialmente, o teste que é indicado para fazer a análise da atividade da doença, a análise individual, é o PCR. O teste rápido não é indicado para fazer análises individuais, ele serve para fazer inquéritos sorológicos, ele serve para analisar o perfil epidemiológico de um determinado grupo social ou de uma determinada região, mas ele não é o mais indicado para fazer análise da atividade da doença. A atividade da doença se faz através do PCR.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado. Patrícia, por favor.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada Dr. Germann. Eu vou complementar, primeiro com dois pontos. O setor privado de medicina diagnóstica, hoje, já responde por dois terços dessa capacidade que o Dr. Paulo colocou, então, é muito importante que eles façam parte desse processo de acompanhamento, sem dúvida. O fato do teste sorológico ser incluído agora no rol de procedimentos, eu vejo como muito positivo, inclusive para que possamos dar o próximo passo no trabalho de r etomada de uma forma segura e responsável, com o selo de testagem nas empresas. Então, o Dr. Paulo, através da vigilância epidemiológica, lançou o protocolo de testagem para apoiar os grandes empregadores nesse processo de testagem nas empresas e nesse contexto que a gente vê uma aplicação mais clara do teste sorológico, como o Gabbardo colocou, é menos para testar individualmente o indivíduo e saber se o vírus está ativo, e muito mais para entender qual que é a prevalência em uma população. Então, com essa combinação, lembrando que grande parte dos planos hoje são corporativos, nós temos uma grande oportunidade de otimizar esse modelo de testagem no ambiente corporativo, para proteger os funcionários e criar um modelo de gestão da pandemia onde todos participam de uma forma muito mais eficiente. A gente p revenindo, isolando os casos, identificando rapidamente, a gente consegue preservar vidas e também gerir de uma forma mais eficiente os custos, com todos ficando menos doentes, os gastos serão menores, é uma solução melhor para todos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado Patrícia Ellen, obrigado Marcelo pela pergunta. A próximo pergunta, Rádio 94 - Bauru, o repórter é Emerson Luiz Sandy e a Natália fará a leitura da pergunta.

EMERSON LUIZ, JORNALISTA DA RÁDIO 94 - BAURU: Boa tarde, o Emerson pergunta: a região de Bauru está retornando a faixa vermelha. A secretaria anunciou a abertura de 40 leitos no Hospital das Clínicas em Bauru e isso ainda não aconteceu. Qual a atual situação?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok. Respondendo a sua pergunta, conforme o doutor... o Vignoli falou, o secretário de Desenvolvimento Regional, sobre a região de Bauru, nós temos 40 leitos lá já que estão prontos par uso e em dois dias nós vamos colocar esses leitos em funcionamento. Vignoli, quer complementar alguma coisa?

MARCO VIGNOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: É isso. Anunciamos agora pouco a iminência de ele entrar em funcionamento. É fundamental para poder desafogar os leitos de enfermaria na região. A Patrícia me passava os índices aqui da região de Bauru, teve uma alta no número de internações e também no número de óbitos no período, portanto, fundamental esse aumento de leitos. Nós já avançamos com mais leitos na região, seja em Botucatu, seja nos municí pios vizinhos, em Lençóis Paulistas também e na própria Bauru. Mas o HC vai servir para ampliar esse número de leitos necessários na região de Bauru.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu queria um esclarecimento da Patrícia, por favor.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: O secretário Germann está me pedindo para relembrar que Bauru não entrou no vermelho por leitos, foi por uma questão com relação ao crescimento de casos na região, casos e óbitos, que, inclusive, está se normalizando agora e que a gente está fazendo um esforço adicional exatamente com leitos, para uma questão no município. A diretoria regional de saúde ainda tem espaço, condições para contin uar atendendo a população, lembrando que sempre foi o compromisso do governo garantir que todos são atendidos, foi um trabalho de controle da epidemia na região, muito mais do que gestão hospitalar. No caso específico de Bauru, além desse ponto, também estamos tendo esse cuidado adicional com o município e agora, se os números se mantiverem, a gente acredita que a situação da região vai melhorar rapidamente nas próximas semanas.

MARCO VIGNOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Só para registrar, a ocupação de leitos é de 54%, hoje, na região de Bauru, portanto, muito abaixo do limite dos 80%, nenhuma pessoa sem atendimento.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok, muito obrigado ao repórter Emerson Sandy. E a seguir, o veículo é o SBT, repórter Fábio Diamante. Boa tarde Fábio.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde secretário, boa tarde a todos. Secretário, duas perguntas. A primeira pergunta, o prefeito Bruno Covas disse ontem aqui que já, a prefeitura já estuda, já prepara um plano para a reabertura dos parques municipais. Queria saber qual é a situação dos parques estaduais, se o comitê de contingência já estuda um protocolo nesse sentido e se os senhores podem dar uma previsão de quando isso pode acontecer? A segunda pergunta é sobre os esportes, o futebol está autorizado a voltar pa ra os treinos amanhã, eu queria saber em relação aos outros esportes que até os senhores disseram aqui que isso poderia ser dito até o dia 26, não aconteceu, queria saber qual é a situação dos outros esportes, quando é que eles podem retornar aos treinos? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Dr. Carlos, por favor.

CARLOS CARVALHO, RESPONSÁVEL PELO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-10 DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, o comitê tem discutido bastante pelas demandas com relação aos parques temáticos. Com relação aos parques, a maior parte deles, são parques municipais. E aí, ficou por conta dos municípios definirem isso. Então, no comitê, nós estamos aguardando essa definição dos parques municipais que são mais frequentes, o prefeito comentou aqui que são mais de mil parques aqui no município de São Paulo, então, precisa uma definição desse número de parques que é muito mais importante para nós tentarmos aplicar a mesma regra nos parques estaduais. Então, ainda não houve uma discussão específica dentro do comitê de saúde do centro de contingência para só parques estaduais.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DE SÃO PAULO: Em relação aos esportes, o centro de contingência já discutiu o tema, chegamos já numa proposta, ela será encaminhada ao governador e será anunciada nos próximos dias. A gente não vai antecipar porque esse assunto ainda não passou para o governo do estado fazer a sua análise, mas já foi definido o parecer do comitê do centro de contingência.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. João Gabbardo. Obrigado Fábio pelas suas perguntas. A próximo veículo TV Record, repórter Daniela Salerno.

DANIELA SALERNO, JORNALISTA DA TV RECORD: Boa tarde a todos. A gente tem aqui uma queda no número de ocupação de UTI de 2% nos últimos 10 dias no estado e também a queda de óbitos, só que muito se fala aqui também, que esse retrato de hoje é um retrato passado e não imediato. Então, o que é que eu gostaria de entender, se com a flexibilização de poucas áreas, porque a maioria do estado está ali na laranja ou vermelha, se a expectativa de vocês é que estabilidade ou até essa queda continue par a julho? E uma pequena dúvida, secretária Patrícia, absolutamente a taxa de isolamento, eu queria entender se antes da pandemia qual que era a taxa normal de isolamento, para a gente entender se há um real isolamento ou se não é tão isolamento assim? Acho que você me entende. Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Dr. Carlos, por favor.

CARLOS CARVALHO, RESPONSÁVEL PELO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-10 DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com relação a esses números da pandemia, o que nós esperamos, porque assim, o nosso entendimento, do comitê de saúde, ele é bastante baseado no que ocorreu em outros centros em outros lugares. Então, normalmente, uma onda começa e ela vai se espalhando. Então, a nossa expectativa, baseado no que vimos em outros centros, e o que esperamos da nossa populaçã o, da aderência, da adesão da nossa população às medidas é que São Paulo, município e Grande São Paulo, fique amarelo e caminhe pro verde, e o interior, que está em laranja e chegando no vermelho, volte pro laranja, depois venha pro amarelo. A expectativa é que essa onda passe, e isso deve ser progressivo. Se isso vai ocorrer já agora, no mês de julho, ou se vai ocorrer em agosto, vai depender bastante de como as pessoas nessas respectivas regiões vão se comportar. Então, o distanciamento, o uso de máscara, é fundamental para que esse controle continue, porque o vírus ainda está circulando. Novos casos vão estar acontecendo, mas se esses casos ocorrerem num período mais prolongado e num número menor, vai dando tempo do sistema se acomodar. Então, esse faseamento do Plano São Paulo, ele prevê isso. A nossa expectativa, como já ocorreu, o município de São Paulo foi laranja, agora está em amarelo e com números aparentemente estáveis para decrescente. Se continuar isso, temos perspectivas de que, nas próximas semanas, ele venha para verde, assim como temos a expectativa de que, nas próximas semanas, as regiões mais próximas daqui, as que foram acometidas primeiro e que chegaram no vermelho, comecem a voltar para o laranja, e aí a progressão deve ser essa.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Patrícia, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Sobre o isolamento, esse ponto é muito importante mesmo. Nós mensuramos o isolamento total, mas também o delta com relação ao período pré e pós quarentena. Então, como exemplo, a cidade de São Paulo, eu tenho aqui a referência do último dia 28 de junho, tá? Não fiz pra ontem, mas tenho do dia 28, o delta da cidade de São Paulo com relação a antes da quarentena, nós temos um isolamento adicional de 26 pontos percentuais. E aí eu tenho a lista aqui dos outros nove municípios com maior delta no nosso estado, que é o isolamento mesmo, então temos Santo André, com 23 pontos percentuais acima do pré-quarentena, Santana de Parnaíba, com 23 pontos percentuais, Santos, 22, Campinas, 22, São Caetano do Sul, 21, Ribeirão Preto, 21, Osasco, 21, Valinhos, 20, São Bernardo do Campo, 20. Então, esses são os dez municípios que, nessa data, apresentaram maior delta de isolamento do nosso estado. Então, aproveito para, além de responder a sua pergunta, parabenizar as pessoas dessas regiões, que estão fazendo o seu esforço. E como o Dr. Carlos colocou, o estado continua em quarentena, então a regra é, para quem pode, ficar em casa, fazendo isolamento social, pra quem não pode, distanciamento consciente e uso obrigatório das m&aacute ;scaras.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Dr. Paulo, por favor, quer fazer um comentário a respeito.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu gostaria de acrescentar, porque essa questão do atraso de informação de notificações, para poder ver o que está acontecendo com a epidemia, é muito importante, mesmo. Primeiro, eu queria comentar que ele não é uma exclusividade do Estado de São Paulo, do Brasil. Por exemplo, no CDC, as informações chegam em média com até duas semanas de atraso. Então, o sistema de Vigilância tem normalmente essa limitação, até porque e ssa pandemia trouxe pra gente a clareza de que nós precisamos modernizar esses processos. E aqui a gente tem trabalhado pra isso. De que forma? Primeiro, automatizando o processo de juntar o resultado do exame laboratorial com a notificação da Vigilância Epidemiológica. Nós já estamos fazendo isso e isso então agiliza a informação sobre casos confirmados, tanto casos leves como internações. E segundo, trabalhando com os óbitos. Hoje, a nossa... O atraso de informações de óbitos é relativamente pequeno, de dias, porque nós cruzamos os dados que vêm dos cartórios, que entram no sistema de informação de mortalidade, com os dados do sistema de Vigilância Epidemiológica, chamado SIVEP-Gripe, pra estar sempre atualizando o mais rápido possível. Então, nós temos trabalhado para reduzir tamb&e acute;m esse atraso que você mencionou.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, muito obrigado, Daniela, pela sua questão. A próxima, penúltima pergunta, próximo veículo, GloboNews, Globo, repórter Willian Cury.

REPÓRTER: Boa tarde.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, Willian.

REPÓRTER: Nós tivemos, em 24 horas, 365 registros de óbitos, menor do que na terça-feira passada, e iguala o número da penúltima terça-feira. Ainda é um número alto, embora seja menor do que na última terça-feira. Se você for fazer a média, não é o procedimento adequado, mas estaria acima da média. E o número de internações tem se mantido constante, aí entre 13 mil e 14 mil, o número de pessoas internadas no Estado de São Paulo. Então, eu queria entender quais s&at ilde;o os indicadores que o governo tem que mostram que a curva de óbitos está começando a cair a partir de agora, em São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: João Gabardo, por favor.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Os indicadores, exatamente o monitoramento diário que se faz desses registros. Nesta semana, a semana epidemiológica, ela começa sempre no domingo e termina no sábado. A semana que encerrou foi a semana 26. Na semana 26, comparativamente em relação à semana 25, nós tivemos 144 óbitos a menos. Essa redução no número de óbitos, ela não é... As regiões têm indicadores, têm índices diferentes. Na capital, essa reduç ão é maior, no interior do estado não. Então, isso está sendo acompanhado diariamente. Amanhã, nós vamos apresentar um levantamento sobre a questão dos óbitos, comparativamente com o encerramento do mês, e isso vai fiar mais claro pra vocês, com a apresentação que nós vamos fazer amanhã. Mas todos os indicativos, todos os nossos parâmetros mostram, nos locais onde houve uma estabilização no número de óbitos, e nos outros locais houve já uma redução, indicativo de diminuição. E isso dá pra ver pelo valor total do estado, 144 óbitos a menos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, obrigado, Willian Cury. Agora sim, a penúltima questão. O veículo é Rede TV, repórter Murilo Rincon. Por favor, boa tarde, Murilo.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. A minha questão é em relação até à ampliação aí da campanha de vacinação. Qual a orientação da saúde para as pessoas que ainda não se vacinaram, que estão em casa em isolamento, muitas vezes apresentando algum tipo de sintoma, uma coriza, por exemplo, uma febre, falta de ar. Qual a orientação específica para essas pessoas? Elas precisam ir até o posto para tomar a vacina ou a orientação é para que elas permaneç am em casa e esperem esses sintomas passarem, para daí procurarem a vacinação? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado pela sua pergunta. A orientação para pessoas que estão com sintomas de síndrome gripal é não procurar a vacinação. A vacinação deve ser feita para pessoas que estão bem, assintomáticas. Então, essas pessoas, se for o caso, elas devem procurar atenção de saúde, mas não a vacinação, se elas estiverem sintomáticas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado. Muito obrigado, Murilo, pela sua questão. Última pergunta, veículo CNN, repórter Bruna Macedo. Boa tarde, Bruna.

REPÓRTER: Oi, boa tarde. Boa tarde. Eu fiquei com uma dúvida com relação às blitz que devem começar amanhã. Amanhã começam apenas as blitz ou a aplicação das multas também começam já amanhã? Ou só no dia 2? Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok, vou responder. O primeiro dia, de amanhã, será educativo e orientativo. Não serão aplicadas as multas. E também, nesse sentido, teremos distribuição inclusive de máscaras, feitas pelas mais diversas origens, que o Governo e a Secretaria arrecadaram, e nesse sentido faremos essas blitz, não tem outro nome, né? Essas blitz orientativas, no sentido de passar para o próximo dia então uma blitz de outra natureza. Pois não.

REPÓRTER: Posso continuar minha pergunta? Perdão. Eu queria saber se vocês conseguem passar um detalhamento de como essas aplicações, essas multas devem acontecer, se as pessoas, de repente, podem recorrer dessas multas, por exemplo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Alguém... Por favor.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Existe um processo bem-estabelecido da Vigilância Sanitária de processamento dessas multas, particularmente em relação aos estabelecimentos. É sempre feita a autuação, o estabelecimento tem um prazo para recorrer, se ele recorrer vai ser considerado o argumento e a multa vai ser finalmente referendada ou não. Existe todo um processo já muito bem estabelecido de Vigilância Sanitária nesse sentido.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok, muito obrigado a todos pela coletiva de hoje, lembrando que amanhã começamos às 12h30 a coletiva geral, com a presença do governador João Doria. Muito obrigado a todos e boa tarde.