PANDEMIA - São Paulo ultrapassa 1,1 milhão de exames de COVID-19 e lança Placar de Testes 20201607

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PANDEMIA - São Paulo ultrapassa 1,1 milhão de exames de COVID-19 e lança Placar de Testes

Local: Capital - Data: Julho 16/07/2020

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JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Boa tarde a todos. Agradecemos a presença da imprensa, aqueles que estão fazendo a transmissão da 93ª coletiva de imprensa do governo de São Paulo. Hoje nós temos a nossa entrevista coletiva da área da saúde com três anúncios prioritários. Prime iro anúncio nós vamos falar sobre o placar epidemiológico, placar de testagem que está sendo implementado a partir de agora. O segundo será sobre as ações da vigilância sanitária em relação ao controle, fiscalização da utilização das máscaras. E o terceiro anúncio será... quando fizermos a atualização dos dados nós já vamos apresentar nossa projeção da evolução epidemiológica do número de casos e óbitos pro estado de São Paulo pros próximos 15 dias, pra segunda quinzena do mês de julho. Nós contamos hoje na coletiva com a secretária Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico; Dr. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência; Dr. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan; Dra. Maria Cristina Magid , diretora da vigilância sanitária; Dr. Eduardo Ribeiro, secretário estadual executivo da saúde; e como secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi. Então vamos começar com a secretária Patrícia Ellen que falará sobre o placar epidemiológico, o placar de testagem. Por favor, secretária Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, Gabbardo. Hoje é um dia muito importante pra todos nós, nós temos dito desde o início que o sucesso do combate a essa pandemia é termos uma estratégia que... onde monitoramos e controlamos de uma forma sustentável o nosso sistema de saúde, né, a capacidade hospitalar. Junto com isso a evolução da pandemia através do monitoramento diário dos casos, também dos óbitos e das internações. E o terceiro pilar é o fortalecimento da nossa estratégia de testagem, monitoramento de contatos e isolamento pra que possamos ter uma retomada gradual das atividades de forma segura, responsável, mas acima de tudo, pra que possamos proteger vidas. O governador João Doria nos pediu sempre pra nos inspirarmos em práticas internacionais, mas sempre adaptarmos pra nossa realidade. E com isso nós olhamos os países que fizeram estratégias mais bem-sucedidas de testagem e vimos entre países como Alemanha, Coreia do Sul, quais eram os indicadores e o nível de testagem que eles alcançaram. A Alemanha, em junho, quando estava com a pandemia numa situação parecida com a nossa, um pouco mais avançada, mas parecida, eles estavam com um nível de testagem em torno de 50 testes pra cada cem mil habitantes. Hoje o número deles é de 70 testes a cada cem mil habitantes. E a m eta foi buscarmos um modelo parecido pra crescermos o nosso nível de testagem dando mais segurança a população. Uma série de iniciativas foram anunciadas aqui como selo de testagem privada, a resolução que foi lançada e publicada reforçando a obrigatoriedade de reporte de número de testes pelo setor público e pelo privado. E também ferramentas de monitoramento de contatos, isolamento, que estão sendo neste momento pilotadas para que a vigilância epidemiológica tenha... e a vigilância sanitária tenham condições de fazer um trabalho ainda mais bem-sucedido na ponta pra apoiar a nossa população que mais precisa. Então com isso, hoje, na próxima página nós temos a alegria de divulgar pela primeira vez um trabalho que foi feito colaborativo de todo o governo, mas principalmente com o protagonismo da saú de e da Secretaria de Governo pra lançar o nosso placar de testagem. Esse placar de testes aqui tem o histórico de todos os testes realizados nesses últimos meses e já conta uma primeira vitória que foi que em dois meses nós aumentamos a nossa capacidade de testagem do estado em mais de 500%, 1,1 milhão de testes foram realizados até o final do mês de junho, até o dia 30 de junho. Esse número nos coloca nesse patamar de referência que eu mencionei da Alemanha, mas com as adaptações e ferramentas da nossa realidade pra que possamos apoiar a população que precisa. Então, o primeiro compromisso atendido foi trazer pra vocês todo o histórico de testes realizados no nosso estado. O segundo compromisso que nós trouxemos foi trazer a divulgação desses dados regularmente. Na próxima página nós temos a visão da semana epidemiológica, da primeira semana epidemiológica de julho com o número total de testes realizados e a média diária dessa primeira semana epidemiológica de julho com 18 mil testes/dia, tá? Esse número nos aproxima daquele número que eu falei da Alemanha, nós estamos realizando cerca de 45, entre 45 e 50 testes a cada cem mil habitantes no nosso estado. Mas nós não queremos parar aí, o governador João Doria nos pediu pra termos metas mais ambiciosas pra que São Paulo seja referência não somente pro Brasil, mas pro mundo no combate dessa pandemia. Então a ideia é que essa meta ela seja aumentada, em julho temos aqui o trabalho de manter esses números que foram apresentados em junho, mas em agosto de seguir expandindo os números de testes a cada cem mil habitantes, mas também em melhorar e modernizar cada vez mais a nossa estratégica de monitoramento de contatos em isolamento de casos e casos suspeitos pra que juntos possamos combater essa pandemia. Muito obrigada. E eu queria finalizar parabenizando o esforço conjunto, em especial dos agentes de saúde que estão na ponta, 7.500 pessoas hoje nas vigilâncias municipais estão realizando o trabalho diário de acompanhar população pra podermos fazer o trabalho de controle e combate da pandemia. E finalizar agradecendo a equipe de tecnologia que viabilizou a criação desse placar de testes que está sendo publicado hoje no sistema de monitoramento inteligente de São Paulo, no SIMESP. Muito obrigada.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Obrigado, secretária Patrícia. Passo agora para o Dr. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência pra sua manifestação em relação a esse tema do placar de testes, testagem, o placar epidemiológico.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA: Obrigado, Gabbardo. Boa tarde a todos. Eu quero reforçar a importância do que nós estamos aqui anunciando e tornando público e sistemático. Nenhum outro estado do país tem hoje essa condição de juntar as informações dos laboratórios públicos com os laboratórios privados pra poder avaliar, de fato, qual é a situação de testagem no estado de São Paulo. Eu quero também reforçar que essa estratégia, testagem, avaliaç& atilde;o da testagem ela faz parte da estratégia de enfrentamento da pandemia através da vigilância em saúde, das ações que a secretária Patrícia já colocou de trabalho das equipes de vigilância e saúde, das equipes de atenção primária de todos os municípios do estado de São Paulo. É dentro desse contexto que a testagem está colocada, ela por si só ela não consegue trazer os resultados que nós precisamos no enfrentamento da pandemia. Queria também concluir dizendo que nós assim damos mais um passo na transparência tendo a disponibilização desses números. Nós temos falado em ocasiões anteriores, da importância por exemplo de separar o que são os testes diagnósticos, os números correspondentes aos testes diagnósticos e os números correspond entes aos testes que permitem avaliar epidemiologicamente a situação de infectados na população. Então daqui pra frente essa vai ser uma rotina que vai ajudar mais ainda na compreensão e no enfrentamento da pandemia. Muito obrigado.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Obrigado, Dr. Paulo. ainda nesse tema dos testes, manifestação agora do Dr. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado. Testes, testes, testes. Quer dizer, o diretor geral da Organização Mundial de Saúde ficou famoso, ficou conhecido por essa afirmação. Testes, testes, testes. Nós vivemos uma situação epidemiológica aqui no Brasil que é muito diferente da situação da Europa, dos Estados Unidos, de outros países que já passaram por essa epidemia como a Coreia, como Singapura, como a própria China. Testes são importantes, não há a menor dúvida, mas os tes tes têm que ser usados de forma inteligente. Nós temos que suar o teste como uma ferramenta de apoio ao combate à epidemia. Do ponto de vista epidemiológico o teste ele fornece o caminho para ações. Quando nós temos um teste positivo nós estamos sabendo aonde o vírus está, na pessoa que está com o vírus. E é essa pessoa que vai disseminar a infecção pela população. Então o teste é um primeiro ponto, é um primeiro... é uma primeira aproximação pra olhar aonde o vírus está acontecendo na nossa população. E aí a primeira estratégia que nós montamos aqui no estado de São Paulo, na área pública foi ligar o teste a pessoa. Quer dizer, cada um desses testes da área pública ele tem um CEP, sendo positivo ele tem um endereço. E nó s usamos esse CEP pra olhar a distribuição da infecção no território e aí desencadear as demais ações. O teste ajuda, mas não é suficiente. A estratégia tem que ser a partir do caso identificado, entrar com as ações de vigilância em saúde, procurar os contatos, permitir que essa pessoa que está positivo possa fazer a sua quarentena, da mesma forma que os seus contatos possam fazer quarentena. Porque é assim que nós vamos fazer com que diminua a taxa de contágio, diminua a circulação viral. Então nós estamos fazendo um grande esforço de teste, sem dúvida nenhuma. Não é a mesma estratégia da Coreia, não é a mesma estratégia da Itália, não é a mesma estratégia dos Estados Unidos, é uma estratégia que nós estamos desen volvendo aqui no nosso país, porque aqui nós temos periferias, nós temos favelas, nós temos aldeias indígenas, nós temos quilombolas, e lá é que nós estamos... estar presente com os nossos testes, com o nosso sistema de vigilância em saúde ajudando a combater essa epidemia. A epidemia se combate aonde está o vírus, e sob a liderança do nosso governador nós temos feito isso de forma exemplar, nós temos feito isso dia a dia e vocês são testemunhas, né? Nós estamos trabalhando incansavelmente nessa luta. Os testes estão aí, vão aumentar, vai melhorar a qualidade da aplicação dos testes com essas informações epidemiológicas que estão vindo pelas prefeituras. Ou seja, a nossa batalha leva em consideração os testes, mas os testes fazem parte de uma estratégia mui to maior de combate à epidemia.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Muito obrigado, Dr. Dimas Covas. Passo então pro segundo tema, tema da vigilância sanitária em relação à fiscalização sobre a utilização das máscaras nos estabelecimentos. Então a Dra. Maria Cristina, diretora da vigilância sanitária da Secretaria de Saúde.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DA SECRETARIA DE SAÚDE: Obrigado, Dr. Gabbardo. Boa tarde a todos. Então, nós estamos hoje aqui pra fazer... dar um resultado de um balanço de 15 dias da fiscalização, tanto nos esclarecimentos, como em vias públicas. Nesses 15 dias o estado de São Paulo, fiscais do estado de São Paulo eles fizeram 7.013 estabelecimentos, inspecionaram um total de 7.013 estabelecimentos nas principais cidades do estado. Desse total, nós autuamos cerca de 20... nós fizemos 20 autuaçõ es. Como bem reconheceu o secretário Vinholi, isso corresponde a estatística que já foi feita dizendo que 97% da população está utilizando máscaras. Pra gente é um dado bastante interessante. E o que a gente está corroborando nessas inspeções é educação, é a informação. Estamos reiterando dia a dia a importância do uso da máscara em todas as situações, a importância do distanciamento social e o cuidado que cada um deve ter, né, o cuidado que cada estabelecimento deve ter e o compromisso com a população. Então, apesar de estarmos em só 15 dias de inspeção, mas entendemos que já é um número bastante significativo, e as pessoas estão vendo a ação do estado dentro do território. Eu acho que era isso que a gente tinha pra colocar pra vocês, dizendo que, dando uma satisfação desses 15 dias de fiscalização em todo o estado. Eu queria pedir licença, Dr. Gabbardo...

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Pois não.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DA SECRETARIA DE SAÚDE: E fazer uma homenagem agora, desculpe pela emoção, mas acabamos de saber que a nossa diretora da Vigilância Sanitária de Santos faleceu essa manhã, suspeita do Covid.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, isso nos deixa muito tristes, essa notícia. Mais uma família que sofre, consequência dessa epidemia. Nossa manifestação de pesar aos servidores, funcionários da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Governo de são Paulo. O nosso terceiro ponto, terceira manifestação será do secretário Eduardo Ribeiro. O Eduardo vai fazer a atualizaç&atilde ;o dos dados nas últimas 24 horas, e também incluirá na sua apresentação já a projeção para a segunda quinzena do mês de julho. Por favor, Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, antes de iniciar, me solidarizar aqui com mais uma família que teve um ente querido levado pela pandemia, reforçando aqui que cada óbito, cada morte é absolutamente lamentada pelo Governo do Estado de São Paulo. Em relação à atualização dos dados, hoje totalizam no Brasil 1.966.748 casos e 75.366 óbitos. No Estado de São Paulo, a totalização é de 402.048 casos e 19.038 óbitos. Em relação à taxa de ocupação de leitos no Estado de São Paulo, 66,5% de taxa de ocupação de leitos de UTI, e na Grande São Paulo, 65%, taxa de ocupação de leitos de UTI. Temos no momento, internados em UTI, 5.982 pacientes, e internados em enfermaria, 8.884 pacientes, destacando um número que sempre nos estimula, que é o número de casos recuperados, hoje totalizando 252.699 pacientes recuperados, com 56.057 altas hospitalares. Em relação à projeção de casos no Estado de São Paulo, trazemos aqui a curva que faz o fechamento da primeira quinzena de julho. Então, finalizamos a primeira quinzena de julho com uma totalização de 393.176 casos, que se encontra dentro da margem estimada pelos modelos adotados no Governo do Estado de São Paulo. Próximo. Bem como em relação à projeção de óbitos. O fechamento da primeira quinzena, totalizamos 18.640 óbitos, também dentro da margem, aqui na margem inferior da projeção. Importante aqui destacar o índice de aderência média dos modelos adotados pelo Estado de São Paulo. Como podemos observar, o índice de aderência mês a mês vem demonstrando elevada adesão dos modelos de projeção adotados pelo Governo do Estado de São Paulo. Essa evidência, mais do que demonstrar, ela materializa o êxito do Plano São Paulo, um plano que obedece às diretrizes da ciência e vem salvando vidas no Estado de São Paulo. Próximo. Então, na continuidade das projeções, aqui mantendo o nível de absoluta transparência do Governo do Estado de São Paulo, nós apresentamos a projeção de casos no estado para a segunda quinzena de julho, onde iniciamos com a totalização de 402.048 casos, demonstrando, reiterando, na realidade, o compromisso do Governo do Estado de São Paulo em buscar que esse número mantenha-se sempre na margem inferior das projeções. Próximo. E pra finalizar, em relação à projeção de óbitos no Estado de São Paulo, iniciamos a segunda quinzena de julho com uma totalização de 19.038 óbitos, numa projeção esperada sempre nas margens inferiores projetadas. Muito obrigado.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário Eduardo. Gostaria de só reafirmar que essa projeção de primeira quinzena do mês de julho, o êxito naquilo que nós estávamos prevendo, o fato de nós termos ficado exatamente dentro daquela previsão, dentro das margens estabelecidas. Cumprimentar aos membros do Centro de Contingência e aos especialistas que auxiliam o Centro de Contingência, assessora, ajudam o Centro de Contingência nesses modelos matemáticos, que faz em as projeções a cada 15 dias, da evolução da nossa epidemia no Estado de São Paulo. Próximo a falar, secretário Marco Vinholi, vai comentar essa questão da... Também dessas projeções e do resultado que nós obtivemos na primeira quinzena de julho.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, rapidamente aqui fazendo um balanço sobre o interior do Estado de São Paulo. Nós seguimos avançando com a construção de novos leitos de UTI, principalmente nas regiões com uma ocupação mais alta desses leitos, ressaltando aqui Ribeirão preto, Piracicaba, Franca e a região de Campinas, todas essas com investimentos do Governo do Estado, e 179 respiradores sendo encaminhados ao longo dessa semana. Nós estamos também alertando aos municípios e, de acordo com o trabalho feito aqui pela nossa Vigilância Sanitária do Governo do Estado de São Paulo, Dra. [ininteligível] já falou aqui sobre de que forma foi feito esse trabalho ao longo desse último período, dos últimos 15 dias, nós temos avançado também na fiscalização e apoio aos municípios, no que tange à utilização de máscaras. Esses números apontados pela Dra. [ininteligível] impactam todas as regiões do Estado de São Paulo, nós temos 28 regiões da Vigilância Sanitária Estadual, e todas elas tiveram sua fiscalização. É importante ressaltar que esse trabalho feito pelos profissionais da Vigilância Estadual, somado ao trabalho das vigilâncias municipais, tem produzido um resultado muito importante, superior a 97% da utilizaç&at ilde;o de máscaras nesse período. É fundamental também dizer que essa fiscalização tem ido até mesmo naqueles municípios em que, tantas vezes, existe uma flexibilização maior do que indicada pelo decreto do Plano São Paulo, e feita a fiscalização de acordo com essas regras. Então, estamos atuando de forma contundente nessa fiscalização e é a resposta para as muitas perguntas que foram feitas ao longo dos últimos dias aqui também, de que forma o governo tem atuado. E a nossa Vigilância tem feito uma resposta importante no que tange a essa fiscalização. A interiorização da pandemia segue avançando, nós devemos ultrapassar, nos próximos dias, pela primeira vez, tendo mais casos no interior do estado do que na capital, esse número já significou cerca de 15% de casos no interior e hoje já chega a 39%, podendo muito em breve superar os 41% de números acumulados existentes na capital. Portanto, segue a interiorização da pandemia. O interior do estado tem uma média móvel de quase o dobro da média móvel da capital hoje, e isso significa esse resultado que a gente vem apresentando ao longo das últimas semanas, do Plano São Paulo, que significa também as medidas tomadas de maior restrição no interior do estado e nas mais diversas regiões. Pra finalizar, a secretária Patrícia Ellen trouxe aqui dados importantes sobre o resultado da testagem no Estado de São Paulo. O Estado de São Paulo tem feito a sua lição de casa, apresentado resultados muito importantes na polít ica de testagem. Fizemos aqui uma grande rede de testagem, estabelecida ao longo desse período, e aproveitando isso, em uma grande parceria também com a iniciativa privada e com os municípios. Nós colocamos como meta, e daí hoje pedindo para que os municípios possam acompanhar e seguir essa meta, para que em conjunto a gente supere índices estabelecidos pelo Governo do Estado. De cinco testes, para 10 mil habitantes por dia, ou 50 testes para 100 mil por dia, no mês de julho, e no mês de agosto, sete testes, por 10 mil habitantes, ou 70 testes por 100 mil habitantes, para que fique fácil para as prefeituras utilizarem esses parâmetros, que são os parâmetros estabelecidos aqui pelo Governo do Estado de São Paulo, para atingir os 30 mil testes por dia no mês de agosto, tendo aqui uma testagem contundente no Estado de São Paulo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário Marco Vinholi. Vamos passar então para as perguntas. Nós temos cinco inscrições: Fábio Diamante, SBT, a Maria Manso, TV Cultura, Murilo Rincon, da Rede TV, a Isabela Faria, CNN, e a Bete Pacheco, da GloboNews. Então, começamos com o Fábio Diamante, por favor. Obrigado, Fábio, pela presença.

REPÓRTER: Oi, boa tarde, Dr. Gabbardo, boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas. Primeira pergunta, Dra. Maria Cristina, a senhora falou sobre as autuações nos estabelecimentos, queria saber se as pessoas foram autuadas na rua, se chegou a esse ponto de precisar autuar alguma pessoa por não usar máscara. A segunda pergunta, queria falar sobre o estudo da USP, de Ribeirão Preto, que encontrou aquelas microtromboses, não sei se esse é o termo correto, na língua de pessoas que tiveram a Covid-19, seguindo aquilo de que já era encontrado nas necr&o acute;psias, no pulmão. Eu queria saber como é que os senhores veem esse tipo de descoberta. Se essas tromboses, ainda que pequenas, elas podem gerar problemas futuros para as pessoas que se curaram da Covid, e principalmente no grupo das mulheres. As mulheres são muito susceptíveis às tromboses, principalmente por uso de anticoncepcional. Eu queria saber se é possível fazer essa análise ou se é muito cedo ainda. Obrigado.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Fábio. A primeira pergunta então, sobre a questão das multas, eu passo para a Dra. Maria Cristina, por favor.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DA SECRETARIA DE SAÚDE: Olha, Fábio, a gente, infelizmente, tivemos que autuar quatro transeuntes. Foram os que a gente encontrou durante as nossas fiscalizações. E 16 estabelecimentos.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Dra. Maria Cristina. Segunda parte da pergunta do Fábio diz respeito a esses achados nas necrópsias, trombose. Vou pedir para o Eduardo, secretário executivo da Secretaria de Saúde, para poder falar sobre isso, e depois pode complementar pelo Dr. Paulo, ou Dr. Covas, se achar necessário.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Fábio, obrigado. Esse é um achado importante, que corrobora com o que vem se observado no manejo clínico desses pacientes, que a alteração no sistema de coagulação é um fator importante, tanto na fisiopatologia da doença quanto no prognóstico. Por isso até que a utilização de anticoagulantes é uma das medidas comumente implementadas no tratamento do paciente em estado crítico. Em relação a eventuais repercuss&otilde ;es futuras desse estado encontrado na fisiopatologia, que nós temos consciência de que esse conjunto de pacientes, que estão passando por essa situação, que enfrentaram um estado de maior criticidade na sua saúde, eles vão ser observados em relação a essas questões e o ponto de vista de alteração na 'coagulabilidade' vai ser um ponto de atenção no acompanhamento desses pacientes. Obrigado.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Ok, obrigado, Eduardo. Obrigado, Fábio, pelas perguntas. Por solicitação e em função dos veículos entrarem ao vivo, a gente altera a ordem das perguntas. Então, a próxima será a TV Cultura, a Maria Manso, e depois então a TV Globo.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu tenho duas perguntas também. Uma é uma projeção que o professor Eduardo Massad fez naquela transmissão online que o senhor participou também, Dr. Dimas. Ele disse que se as aulas forem retomadas, 17 mil crianças podem morrer, e que na avaliação dele então, seria melhor que todas as crianças, todos os alunos perdessem um ano letivo do que a gente correr o risco dessas 17 mil mortes de crianças. E a outra pergunta é em relação à notícia divulgada hoje por Estados Unidos, Ingla terra e Canadá, que eles sofreram ataques de hackers tentando pegar informações sobre as pesquisas da vacina. Eu queria saber se por acaso o Instituto Butantã, que também participa de pesquisas de vacinas sofreu algum tipo de ataque? Se vocês estão reforçando as defesas tecnológicas, para que a gente não sofra ataques? E como é que vocês veem isso, inclusive há acusação desses três países que os ataques podem ter sido feitos pela Rússia. Por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Maria Manso. Nós vamos inverter a ordem das respostas, vou pedir para o doutor Dimas falar inicialmente sobre essa questão do ataque dos hackers, e a influência disso na questão das vacinas. E depois a gente vai responder à primeira pergunta da pergunta.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Olha, nós não fomos atacados até esse momento, mesmo porque nós não temos uma base de dados ainda disponível. Essa questão da propriedade intelectual das vacinas, isso não é só para vacinas, quer dizer, o mundo industrial vive de espionagem constante. Quer dizer, existem aí na história casos emblemáticos. Vocês se lembram do Concórdia, quando o Ocidente lançou o Concórdia, logo-logo na antiga União Soviética lançou um muito parecido. Então veja, logicamente que é o interesse do momento, uma vacina que seja eficiente, uma vacina que seja capaz de vencer esse vírus. As medidas que estão sendo adotadas no mundo inteiro é no sentido de que isso seja de acesso ao público. Quer dizer, as vacinas ainda não estão no universo dos privados, mas ela fatalmente chegará lá. Quer dizer, nesse momento o que nós temos que entender é que uma vacina ela será útil para o conjunto da humanidade, seja ela qual for, seja ela da empresa A, B ou C, nós necessitamos dessa vacina para ajudar ao mundo. Então os interesses de geopolítica internacional, das grandes corporações etc., é lógico que existem. Mas eu acho que a Organização Mundial de Saúde está liderando um consórcio mundial em relação à vacina, para que alguma vacina, ou mais de uma vacina que sejam de fato protetivas, estejam disponíveis para a população do mundo, independente de se o país é rico, se o país é pobre. Então já existem iniciativas nesse sentido, e nós participamos dessa iniciativa, nós fazemos parte dessa iniciativa global. Eu acho que é a forma que nós temos para lidar com essa epidemia no médio e longo prazo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Maria Manso, em relação à primeira pergunta, que diz respeito à retomada das aulas, esse tema tem sido motivo de inúmeros trabalhos, alguns mostrando que o retorno às aulas não traz nenhum tipo de consequência de aumento de casos ou de óbitos entre as crianças, alguns trabalhos mostrando que na retomada das aulas os professores tem efetivamente um aumento na transmissibilidade da doença. E alguns manifestando dessa forma um pouco mais com certo receio de que a retomada das aulas possa ser muito impactante na transmissibilidade no número de óbitos. Em função dessas novas informações a gente pediu para que o centro de contingência que tem discutido isso com o secretário da Educação, para que o centro de contingência faça uma reavaliação daquilo que já foi definido pelo centro de contingência, e tão longo nós tenhamos essas informações a gente vai trazer aqui para entrevista coletiva. Então eu peço para que essa resposta seja colocada em uma próxima entrevista coletiva. A próxima pergunta então seria da Bete Pacheco, TV Globo, Globo News.

BETE PACHECO, REPÓRTER: Agradeço aqui aos colegas, me cederem o lugar, porque talvez eu perca o horário por conta do Viva. Agradeço a vocês também. Eu queria só entender um pouquinho melhor essa ampliação da capacidade aí em 500%, se inclui também os laboratórios particulares, nessa conta, se o estado está também considerando esses laboratórios? E uma pergunta, acho que especificamente para o Marco, por favor, a questão de Ribeirão Preto. Ontem a gente viu o prefeito na entrevista coletiva, dizer que est&a acute; trabalhando aí com 97% da capacidade dos leitos de UTI, queria saber se Ribeirão Preto, o que está previsto para lá, se está indo respirador, como é que está a situação? Se vem paciente também de lá para os hospitais de campanha, daqui? Obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Bete Pacheco. Então a primeira parte da pergunta sobre os laboratórios, os testes da rede privada, da rede particular, peço para a secretária Patrícia Ellen fazer a manifestação.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim, esse é o total de testes realizados no estado, hoje cerca de metade disso está sendo realizado pela rede pública estadual de testagem, e a outra metade pelo setor privado, Bete Pacheco, mas é o total do estado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: A segunda parte então já foi encaminhada para o secretário Marco Vinholi, especificamente sobre Ribeirão Preto.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Primeiro, Bete, me solidarizar com o prefeito Duarte Nogueira, ontem recebeu um ataque no carro, de manifestantes, e o prefeito tem sido muito correto no combate ao Coronavírus, no respeito à vida e nas ações, que são necessárias para a gente poder produzir de forma contundente esse combate e preservar a vida da população de Ribeirão. Nós avançamos com o número de leitos na região de Ribeirão ao longo desse último período , foram mais de 80 respiradores enviados. Nós estamos aumentando o número de leitos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, são 16 leitos que entram em funcionamento. Além disso, no próprio município de Ribeirão Preto mais 21 leitos que o estado está custeando junto com a prefeitura de Ribeirão Preto. Esses leitos vão iniciar suas atividades ao longo dos próximos dias, e somados a outros leitos na região de Ribeirão Preto, que nós estamos avançando também, nós vamos melhorar essa capacidade hospitalar. É fundamental dizer que nenhuma pessoa de Ribeirão Preto, ou da região, ficará sem atendimento, referenciado pelo CROS nós atenderemos todas as pessoas que precisarem do sistema público de saúde da região de Ribeirão Preto.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário Vinholi. O próximo seria o Murilo Rincon, da Rede TV.

MURILO RINCON, REPÓRTER: Olá, boa tarde. Boa tarde, para todo mundo. Eu queria saber a respeito até de uma fala que o prefeito Bruno Covas anunciou há pouco, da redução significativa aí do número de leitos no hospital de campanha ao Anhembi. Queria saber se isso já estava previsto na questão da previsão de vocês para a próxima quinzena desse mês, se isso vai de acordo com o que vocês esperam do crescimento do número de casos? E também se já há expectativa de fechamento desse próprio hosp ital de campanha do Anhembi já para o mês que vem, depois dessa quinzena? Ou de qualquer algum outro que ainda esteja funcionando? Obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Murilo. Vou passar para o Eduardo. Mas preliminarmente, responder que na nossa projeção de casos e de óbitos, não existe nenhuma interferência da questão de incapacidade de leitos, o número de leitos ele entra número estabelecimento da classificação da região para estabelecer a fase, mas não entra na projeção de casos e óbitos. O Eduardo, se pode complementar em relação à essa manifestaçã o do prefeito Bruno Covas, por favor.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Feita essa importante observação, que o Gabbardo acabou de colocar, em relação à desmobilização de leitos, a gente vem observando não só a Prefeitura de São Paulo, mas diversas outras prefeituras, iniciando os estudos de avaliação de manutenção das suas estruturas provisórias, montadas para o enfrentamento da pandemia. O que é absolutamente louvável, uma vez que esse comportamento da pandemia dinâmico requer d o gestor essa acurácia de dia a dia avaliar e reavaliar cada uma das suas medidas. Lembrar que o hospital de campanha do Anhembi é um hospital municipal, e que vem, imagino eu, na diretriz que vem sendo dada pelo município, que já desmobilizou o hospital de campanha do Pacaembu, também avaliando essa possibilidade. No nosso caso nós estamos constantemente avaliando a manutenção dos leitos abertos, não só dos hospitais de campanha, mas de todos eles, e não há para os próximos 15 dias, se foi isso que eu entendi, previsão de desmobilização de leitos de hospitais de campanha do estado de São Paulo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Eduardo. A próxima intervenção então é da Isabela Faria, e eu registro que a CNN está ao vivo, então parece que não vai conseguir a pergunta. É isso? Ok. Então vamos encerrar por aqui a entrevista. Muito obrigado pela presença de todos, e até amanhã, quando nós retomaremos à coletiva já com a presença então do nosso governador João Doria. Obrigado.