PANDEMIA - SP supera 1,7 milhão de testes de COVID-19 e amplia 20 vezes média diária de exames 20203007

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

PANDEMIA - SP supera 1,7 milhão de testes de COVID-19 e amplia 20 vezes média diária de exames 20203007

Local: Capital - Data: Julho 30/07/2020

Soundcloud

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, boa tarde, a todos. Vamos iniciar a centésima terceira coletiva de imprensa. Hoje teremos dois anúncios importantes, relacionados à questão da testagem, o primeiro anúncio que chegamos ao número de 1,778 milhão de testes, que será apresentado posterior mente pelo doutor Paulo. E estamos alcançando uma média diária de testagem de 20 mil testes, passamos de 900 testes por dia para 20 mil testes. Então esses dois assuntos serão apresentados pelo doutor Paulo. Podemos começar então com o doutor Paulo fazendo a apresentação da testagem, dessas informações que nós anunciamos, e depois passaremos para o Eduardo fazer a atualização dos dados.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Gabbardo. Boa tarde, a todos. Fazer a apresentação. Nós sabemos que seria fundamental conseguir sistematizar e sintetizar informações de testagem em todos os níveis, as testagens realizadas pelos municípios, pelo estado e pelos laboratórios privados. Início de junho foi feita uma resolução da Secretaria de Saúde, onde colocou a necessidade de informação de resultados positivos, e resultados negativos de todas as testagens realizadas no estado de São Paulo. Nós então conseguimos organizar esses dados, essas informações, os laboratórios privados passaram a nos enviar as informações da testagem, e esse é o quadro que nós temos de realização de testagem do estado de São Paulo, desde março. E a gente pode ver a evolução significativa de 27 mil, quase, testes informados no mês de março, para quase 700 mil testes realizados em junho. Julho nós já chegamos ao número de 576 mil testes. Ainda um número crescente, porque os laboratórios, principalmente os laboratórios privados, continuam nos enviando as suas informações, através de planilhas, que são então incorporadas, e os números, com certeza vão crescer em relação a julho, não só nessa semana, mas na s próximas semanas, conforme a informação enviada para a Secretaria de Saúde. Próximo, por favor. Aqui nós temos um quadro, um gráfico mostrando a evolução da testagem diária média, por mês. Então de quase 4 mil testes/dia em abril, pulamos para 12 mil testes/dia em maio. E junho e julho, passamos os 20 mil testes/dia em média. E como eu mencionei, em julho continuamos com os números crescendo, de forma que a nossa expectativa é que superemos a marca obtida em junho, de testes/dia. O próximo, por favor. Aqui nós temos a proporção do tipo de teste realizado até o momento, 60% de todos os testes, são testes do tipo RTPCR, testes diagnósticos. 27% são testes do tipo sorológico rápido, aqueles que identificam a presença de anticorpos, de infecções que ocorreram em algum momento no passado. E 13% são outros métodos, principalmente sorológicos também, mas de sangue venoso, de pacientes internados principalmente, também uma categoria que tem crescido progressivamente. E dentro disso nós temos uma proporção de positividade de aproximadamente um a cada três testes diagnósticos, do tipo RTPCR, e um a cada quatro testes sorológicos rápidos. Esses são os números que nós estamos consolidando aqui para o estado de São Paulo. Quando nós observamos a realização de testes por semana, nós vemos uma tendência crescente de realização de testes, de todos os tipos, de forma que realmente a nossa expectativa é que com os dados de julho completos, nós vamos ter um cenário ainda mais favorável. Isso é importante, São Paulo é praticamente o único estado que tem hoje essa informação completa da testagem por todos os setores que realizam esse tipo de testagem. E esse modelo foi inclusive incorporado pelo Ministério da Saúde, que há duas semanas tem uma resolução que solicita a informação de testagem de todos os laboratórios públicos e privados em todo o país, porque é uma informação essencial para o enfrentamento da pandemia. Acho que seriam essas informações, muito obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, doutor Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência de COVID-19, São Paulo. Além do doutor Paulo Meneses, nós temos na coletiva de hoje o doutor Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Saúde, que substitui o secretário Jean, que está em viagem ao trabalho, que depois o doutor Eduardo vai fazer comentário sobre a viagem do doutor Jean. Temos também a presença da secretária Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Eco nômico, e do secretário Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Então de imediato, peço para que o doutor Eduardo Ribeiro faça a atualização dos dados sobre COVID-19, do estado de São Paulo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Muito bom dia, a todas, e a todos. Vamos então para a atualização dos dados. No Brasil, totalizamos até o momento, 2.552.265 milhões de casos, e 90.134 mil óbitos. No estado de São Paulo, a totalização de casos é de 529.006 mil, com 22.710 óbitos totalizados até o momento. Em relação à ocupação da rede hospitalar, nós temos a taxa de ocupação dos leitos de UTIs no estado, em 65,1%, e na grande São Paulo, 62,9%. Temos internados neste momento, em leitos de UTIs, 5.099 pacientes, e em leitos de enfermaria, 7.164 pacientes. Totalizamos no estado de São Paulo até o momento, 349.287 mil casos recuperados, com 67.799 altas hospitalares. Em relação aos casos, segundo o tipo de testes, os casos confirmados, segundo o tipo de teste, totalizamos para o dia, 14.809 mil casos, sendo que destes, 33% foram confirmados por testes rápidos. 63% por RTPCR, e 4% por outras metodologias. Em relação ao total de casos, dos 529.006 mil casos, 30% foram confirmados por teste rápido, 68% por RTPCR, e 2% por outras metodologias. Em relação à projeção de casos, no estado de São Paulo, estamos caminhando para o final do mês de julho, e a curva de projeção encontra-se dentro da faixa estimada, para casos com 529.006 mil casos, dentro da faixa estimad a para este período da segunda quinzena de julho. Próximo. Da mesma forma que os óbitos, 22.710 mil, também encontram-se dentro da faixa do intervalo de confirmação previsto para esse período. Eram essas as informações. Obrigado, Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Eduardo. De imediato, então, a secretária Patrícia Ellen, para a sua manifestação.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, Gabbardo. Eu queria comentar sobre os dados de testagem, é muito importante a gente seguir essa tendência aqui de aumento da capacidade de testagem, e precisamos seguir contando também com a mobilização que está acontecendo nos municípios, tanto dos prefeitos como da atuação da vigilância municipal, juntamente aqui com a vigilância estadual, e o CVE, sob o comando do doutor Paulo Meneses. Esses dados que foram mostrados impressi onam, e precisam também seguir crescendo, essa média aqui diária de 23 mil testes, equivale a cerca de 50, 52 testes a cada 100 mil habitantes por dia. Esse era o patamar que a Alemanha testava em junho, a gente já identificou, registrou nas últimas semanas, que a gente está conseguindo chegar a entre 28 e 30 mil testes/dias, que é o que equivale aqui a um número entre 60 e 65 testes a cada 100 mil habitantes. O governador João Doria nos tinha colocado a meta para chegar em agosto, ao patamar atual da Alemanha, que são 72 testes a cada 100 mil habitantes. Com esses números que o senhor mostrou aqui, doutor Paulo, nós estamos quase chegando nessa meta já no encerramento do mês de julho. Então isso é uma excelente notícia, e esse trabalho combinado com o trabalho sob à liderança aqui também da vigilância, que é o trabalho de mo nitoramento e isolamento de contatos, é fundamental para a boa execução e êxito da retomada gradual das atividades. E isso tem se refletido nos números, o trabalho de isolamento de contatos que está sendo realizado pela vigilância, que foi tão reforçado pelo Gabbardo aqui também ontem, ele já se comprova também nos números, a gente iniciou o plano São Paulo há quase dois meses, e aumentamos aqui a testagem, isso foi visto nos dados, e nos últimos sete dias no nosso estado teve um aumento aqui de casos de mais de 60% comprovados, porque estamos testando mais, tanto PCR, quanto testes sorológicos, mas uma estabilidade nas internações, redução e estabilidade. A cada sete dias a nossa média móvel aqui de sete dias está registrando uma queda de internações entre 1% e 4% no estado como um todo. E uma est abilidade para uma leve redução também já de óbitos. Destacando o município de São Paulo, que teve um crescimento de casos, com o esforço que está sendo feito também de inquérito epidemiológico, inclusive o resultado foi divulgado ontem. Teve o aumento de 64% no número de casos nos últimos sete dias, mas uma redução de internações de 4%, e de óbitos em 35%. Então mostra novamente que esse trabalho aqui combinado de retomada gradual, aplicação de protocolos está surtindo efeitos nos números. Mas nós também não vamos esmorecer. Então eu queria também destacar uma outra região, que está requerendo uma atenção especial nossa, que é o Vale do Ribeira, onde nós vimos que houve uma piora importante nos números, e que está sendo trabalhada. Então em Registro, nós vimos que houve um aumento no número das internações. O secretário Marco Vinholi acabou de voltar de lá, vai poder trazer detalhes. Nós temos ali uma ocupação de leitos que está chegando até agora a 80% na região. Com o aumento no número de casos de 163%, e um aumento muito preocupante no número de óbitos. Eu gostaria de destacar que o plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia, que tem gatilhos para que a gente retome as atividades onde é possível, mas que também endureçamos as medidas restritivas quando é necessário. Então nós temos esse cenário de estabilidade, mesmo em pleno inverno, com o frio que nós estamos presenciando hoje. Temos que celebrar o esforço da população, e o resultado da estabilidade no estado, mas vamos seguir atuando quando for necessário também. E acredito que agora o secretário Marco Vinholi vai trazer alguns detalhes dessa atuação, em especial na região que está requerendo uma atenção especial essa semana, que é a região do Vale do Ribeira. Muito obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretária Patrícia. Então, o secretário Marco Vinholi, pode fazer a sua manifestação, inclusive da viagem que já fez hoje pela manhã.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. O Vale do Ribeira teve esse aumento ao longo dos últimos dias, como aqui pontuado pela secretária Patrícia Ellen. Então, hoje pela amanhã eu o secretário da saúde, Dr. Jean estivemos no Vale do Ribeira, o secretário segue lá na região, nós tivemos no hospital Leopoldo Bevilacqua, o qual tem feito atendimento importante nos casos de Covid?19 e na característica do hospital nós adicionamos potencial de transporte ambul&acirc ;ncias semi-UTI com respiradores, ele é um hospital de entrada lá no Vale do Ribeira e conforme os casos vão tendo uma maior gravidade, esses pacientes são transferidos para o hospital de registro. O hospital de registro tem uma grande estrutura física, é um hospital novo na região. Então, com isso nós estamos disponibilizando uma nova ala, uma ala inteira do hospital, com equipamentos, com equipe que está sendo treinada nesse momento para a partir de segunda-feira nós termos essa ala funcionando, são dez novos leitos de UTI que dão um acréscimo em 35% nos leitos do Vale do Ribeira. Isso juntando com aqueles 30% que nós já aumentamos desde o início da pandemia, portanto, um crescimento na capacidade hospitalar do Vale do Ribeira de 65%. Com isso nós estamos observando também esse crescimento, e, se necessário, já deixamos tamb&eac ute;m programado um aumento de outros dez leitos e em mais uma ala do hospital de registro que já está disponível para que a gente possa fazer mais uma ampliação, se necessário. Hoje também nós dialogamos com os prefeitos lá no Vale do Ribeira, consórcio de saúde, consórcio que faz a gestão do hospital Leopoldo Bevilacqua e também o Codivar, é o Consórcio dos Prefeitos do Litoral Sul e do Vale do Ribeira, com isso todos empenhados, mobilizados no isolamento social para que a gente possa fazer o Vale do Ribeira arrefecer esses números da Covid?19, que hoje tiveram esse acréscimo, portanto, Dr. Jean segue lá no Vale do Ribeira hoje ao longo do dia, com a equipe que está em treinamento com o corpo clínico dos hospitais para que a gente possa avançar nessa capacidade hospitalar, que até agora deu conta de todos os casos do vale, e que vai seguir dando conta com essa ampliação que nós estamos fazendo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário Vinholi. Importante, então, destacar essas providências que estão sendo tomadas pela Secretaria de Saúde em relação a essa região que tem apresentado nos últimos dias dados que nos deixam preocupados, obviamente esse monitoramento é feito diariamente. Então, seguramente amanhã serão tomadas algumas outras medidas em relação essa região. Vamos passar para a perguntas. Mudou um pouquinho a ordem. A primeira pergunta seria da Maria Amanso, de TV Cultura, depois da Tainá Falcão CNN, Fábio Diamante, SBT, Carolina, Rede TV e, por último, William Cury da Globo News.

MARIA AMANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde Mariana.

MARIA AMANSO, REPÓRTER: Eu tenha duas questões, uma para o Vinholi sobre esse treinamento que está sendo feito com os profissionais de saúde lá no Vale do Ribeira. Não seria possível ir mais rápido levar profissionais de saúde que já atuaram aqui em São Paulo ou até nos hospitais de campanha que já foram desativados para lá acelerar isso e até ter profissionais mais experientes para entender nesse momento de emergência lá. E para o comitê eu queria que vocês comentassem um estudo que foi public ado hoje nos jornais sobre a carga viral das crianças, que, segundo esses estudos, eles teriam uma carga viral exterior a dos adultos. Como é que volto avaliam isso e se isso complica os planos da volta às aqui no Brasil também, por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Maria Amanso. Então, a primeira parte, a primeira pergunta passo para o Marco Vinholi, estabeleço for necessário, Eduardo pede complementar e a segunda posso para o Dr. Paulo responder pelo Centro de Contingência.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa pergunta da Maria Amanso para gente poder esclarecer. É uma integração, né, os médicos que vêm lá para o Vale do Ribeira passaram por um período de seleção pela organização social que toca o hospital regional de registro, né? Eles chegaram hoje lá a equipe que compõe médicos, enfermeiros, todo o corpo que vai dar conta dessa ala, que se adiciona a equipe já que vinha tocando a ala que hoje já tem dez leit os de UTI para a Covid?19 no hospital de registro. Portanto, essas duas equipes se integram, né? Hoje nós já temos dois novos leitos funcionando, foram colocados ontem em atividade esses leitos. Os leitos hoje estão avisos, estão à disposição na população, não, não falta leito hoje no Vale do Ribeira. E até segunda-feira essa nova ala é ativada com essa equipe que está fazendo a integração.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eduardo, por favor.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Uma complementação, como bem disse o secretário Vinholi, na sequência desses dez novos leitos nós já temos a perspectiva de havendo a necessidade de ampliar em mais dez leitos e como a região é sabiamente uma região que tem alguma dificuldade para atratividade de profissionais, nós nesse momento já estamos 'startando' que as equipes técnicas já sejam capacitadas, quer seja na região, quer seja no entorno ou mesmo daqui de S&atil de;o Paulo para que havendo a necessidade de mais dez leitos além desses já mencionados, que a gente possa não ter um delay tão grande para fazer a imediata ampliação em mais dez leitos. Obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Eduardo. Dr. Paulo, sobre essa questão da publicação desse trabalho, sobrecarga viral em crianças.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Pois, não. Boa tarde, Maria. Realmente, eu tomei contato hoje com esse trabalho, o trabalho mostra essa maior carga viral no material coletado de orofaringes de crianças pequenas, mas com uma amostra ainda relativamente pequena, são menos de 150 crianças examinadas, e são resultados que sugerem uma possível maior transmissão do vírus, mas ainda é necessário continuar as investigações para saber se de fato isso representa maior transmiss ão ou não. De qualquer forma, em relação ao retorno às aulas, o Centro de Contingência tem trabalhado intensamente, discutido com a secretaria de educação também para que nós possamos ter o retorno às aulas com segurança, para as crianças baseados nos conhecimentos que como a gente tem visto, eles crescem, infelizmente, a todo dia, com esse estudo também.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Dr. Paulo. Passo para Tainá Falcão, da CNN, por favor. Boa tarde, Tainá.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde, eu queria que vocês dessem um panorama mais amplo sobre a interiorização do vírus. Qual o município hoje que aspira maior cuidado e voltassem a falar especificamente sobre Ribeirão preto, Campinas e Piracicaba.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Vou pedir para a secretária Patrícia e o secretário Vinholi para poder responder essas questões relacionadas às regiões, aos municípios com maior transmissão da doença.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Eu vou dar um panorama geral de Ribeirão Preto, Campinas e Piracicaba e a gente já destacou hoje que a região que inspira mais cuidados nessa última semana é a região do Vale do Ribeira, vou pedir para o secretário Marco Vinholi complementar aqui também. Então, começando pela região de Ribeirão Preto, a gente continua com uma taxa de ocupação importante na região. A média dos últimos sete dias &eacut e; de 87,9%, mas já estamos observando uma redução importante das internações e dos óbitos. Então, houve uma redução das internações na média móvel dos últimos sete dias de quase 10% e uma redução de um 1% dos óbitos. Então, é um panorama que se mantido deverá refletir positivamente nos indicadores da região. A região de Piracicaba permanece estável, requerendo cuidados ainda também com a taxa de ocupação em torno de 80%, as internações estáveis, houve um crescimento nos últimos sete dias de 7% das internações e um crescimento no número de óbitos de 17%. Então, é uma região que se inspira cuidados, estável ali, mas lembrando as duas regiões estão na fase vermelha. E para finalizar, Campinas tem tido uma melhora expressiva, a ocupação de leitos reduziu. Então, hoje está em 75% e houve uma queda de internações de 3%. Ela continua ali com a classificação para fase laranja, que foi o nosso faseamento que foi anunciado na semana passada, mas com uma estabilidade importante nessa nova fase, dado que anteriormente ela estava na fase vermelha. Então, a síntese dessas três regiões, uma melhora bastante importante na região de Campinas, que já reflete, inclusive, a nova fase que ela se encontra na fase laranja e uma manutenção da situação de Piracicaba e Ribeirão Preto, mas com uma possibilidade de melhoras expressivas nas próximas semanas. Vou deixar o secretário Marco Vinholi completar tanto com relação a essas regiões e também com a relação ao Vale do Ribeira que é a região que está para todos nós aqui inspirando maiores cuidados durante essa semana.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: A região de Campinas, ela veio durante um período logo, né, na fase vermelha e devido ao um grande esforço feito pelos gestores municipais e pelo governo do estado, a taxa de ocupação caiu, muitos novos leitos foram colocados na região e a gente pôde trazer a região para o laranja, porque os outros índices de eram de fase vermelha, mas de fase laranja. O que estava colocando a região na fase vermelha era a ocupação de UTI, o que nós con seguimos aumentar a capacidade e a região então pôde vir para a fase laranja ao longo desse período. A região de Ribeirão Preto, acho é importante a gente fazer um destaque, ela conseguiu triplicar o número de leitos, ela tinha 6,83 leitos por 100 mil habitantes e agora está batendo 20 leitos por 100 mil habitantes. Então, mais do que triplicar ao longo desse período é um grande trabalho que vem sendo feito na região, os índices de ocupação vêm caindo. Então, é um esforço feito de forma muito intensa pelos gestores, pela equipe da Secretaria de Saúde ao longo desse período tem melhorado os indicadores de Ribeirão preto, assim como franca, né? Nós anunciamos essa semana 30 novos leitos na região de franca e anteontem mesmo eu recebi uma comunidade na Santa Casa de Franca de estar colocando de p&eacu te; novos leitos com os repasses do governo do estado e da prefeitura de Franca. Então, essas duas regiões tiveram um aumento da capacidade hospitalar muito grande, consequentemente, uma baixa da taxa de ocupação. O destaque de atenção no momento é o Vale do Ribeira, nós vamos fazendo as ações para que essa ocupação possa cair, com uma maior capacito tarde de leitos, esse esforço imediato que vem sendo feito já surte efeito imediato e a região de Piracicaba também, ela é a terceira região do estado que mais recebeu respiradores, recebeu 168 respiradores até agora, um esforço feito também para aumentar a capacidade hospitalar, vem surtindo efeito. Os índices da evolução da pandemia têm sede mantido estáveis, com um aumento da capacidade, consequentemente essa taxa de ocupação deve cai r também para a próximas avaliações.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretária Patrícia, secretário Vinholi. Próximo, Fábio Diamante, SBT. Boa tarde, Fábio.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde ao todos. Eu queria fazer duas perguntas. Em relação ao Vale do Ribeira, queria saber se os senhores entendem que essas medidas, elas podem ser eficientes ou uma reclassificação dada como certa? Ela está... inclusive, uma dúvida, ela está na fase amarela, se é possível ela ir direto para vermelha e não uma fase para a trás. Uma segunda questão, eu queria saber como é que está... se o governo de São Paulo aguarda ainda a entrega de respiradores pelo Minist&eac ute;rio da Saúde. A Folha de São Paulo publicou uma matéria mostrando que o Ministério da Saúde estava suspendendo a compra, contratos de compras, principalmente respiradores móveis que são também muito importantes. Queria saber como vocês veem essa diminuição com a pandemia em alta no país e se o estado aguarda ainda este tipo de equipamento do Ministério da Saúde. Obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: A primeira pergunta em relação ao Vale do Ribeira, a Patrícia, a secretária Patrícia vai responder. E depois sobre respiradores, Dr. Eduardo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Sobre a reclassificação, Fábio, a gente tem, inclusive, as classificações extraordinárias, elas servem para isso, para colocar regiões que precisam ir diretamente para a fase vermelha. Então, é possível, sim, ir do amarelo diretamente para o vermelho e por isso, que nós vamos fazemos essas classificações extraordinárias. Sobre o vale, todas as medidas estão sendo tomadas, o secretário Jean não partic ipou aqui hoje exatamente para estar, e visitar todos os hospitais, secretário Vinholi estava lá também. E amanhã, nós vamos trazer aqui, não vou antecipar, mas gente está analisando, monitorando tudo o que é possível fazer e se for necessário, amanhã que a gente vai fazer uma classificação extraordinária para a região. Secretário Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Em relação aos inspiradores, ao longo desse período, desde o final de março, nós recebemos um quantitativo de respiradores do ministério, no entanto, a grande diferença que se deu no estado de São Paulo e que possibilitou a ampliação de leitos de UTI de cerca de 3400 para mais de 8 mil leito, foi a provisão de respiradores pelo governo do estado de São Paulo. Então, nós conseguimos obter mais de 3500 respiradores, o que neste momento, não coloca em risco a estratégia do governo do estado o fato de o Governo Federal estar desistindo da aquisição de respiradores, né? Mostra que o governo do estado de São Paulo adotou uma estratégia acertada em não contar com esse quantitativo de respiradores do ministério e prover por meios próprios a aquisição e provisão dos respiradores para a ampliação significativa de leitos de UTI na rede pública estadual.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Eduardo. Próxima pergunta, Carolina Riguengo, da Rede TV.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu gostaria de saber, já que a gente tem teste mostrando um aumento tão significativo de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, o que na opinião de vocês está acontecendo? As pessoas não estão se cuidando o suficiente? E outros países tiveram uma segunda onda. A gente tem a percepção que a gente ainda está na primeira só porque a curva não baixou e subiu novamente, mas, sim, ela sempre se mantém ali. Quando vocês mostram para gente os números, está ba tendo pertinho da máxima das projeções feitas por vocês, principalmente no número de óbitos. Obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Dr. Paulo, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, Carolina. Bom, a pandemia aqui no estado de São Paulo, ela tem momentos distintos nas diversas regiões, como gente tem mostrado e como as classificações de risco indicam, os indicadores mostram que há regiões, como acabamos de mencionar, Vale do Ribeira, onde a situação é completamente distinta da grande São Paulo, né? Agora, as projeções, ontem mesmo eu falei de projeções e comentei que as projeç& otilde;es são feitas em cima dos dados conforme eles vão sendo atualizados. Então, tivemos 12... 12 dias atrás a projeção para os 15 dias que se completam na segunda-feira baseado no que vinha ocorrendo até 12 dias atrás. Se gente for olhar os projeções que a gente tinha no início da pandemia aqui em São Paulo, ainda sem a quarentena, por exemplo, a situação que nós poderíamos ter tido seria sido dramática, com um volume de casos e óbitos absolutamente maior do que o que nós estamos observando. Então, é preciso ter claro que nós estamos conseguindo segurar a pandemia e já temos essa situação onde, por exemplo na grande São Paulo, temos a redução progressiva de interações, de óbitos e esperamos observar isso em todo o estado ao longo das próximas semanas. Então, acho que a projeção que se concluiu na sexta-feira nós devemos terminar no meio daquele intervalo que foi colocado a 12 dias atrás. Acho que estamos tendo o resultado que nós esperávamos de todas as ações do Plano São Paulo para combater a pandemia.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Dr. Paulo, vou pedir para o Eduardo complementar. Se possível, reposicionar as duas, os dois slides que falam dos gráficos do número de casos e do número de óbitos, que já foi... isso, exatamente.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só para complementar e reforçar a fala do professor Paulo, as projeções de casos que nós acompanhamos diariamente que já tem comprovada a aderência à realidade. Então nós temos mais de 98% de aderência à realidade aqui para o momento presente mostra que o número de casos está absolutamente dentro da faixa de variação prevista para esse período que é a segunda quinzena de julho. Próximo. A mesma forma a projeção estimada para a estimada para a segunda quinzena de julho é onde se encontra o patamar do número de óbitos neste momento totalizado no estado de São Paulo, obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Eduardo. A última pergunta, então, é do William Cury, da Globo News, TV Globo.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Observando os números de caso no crente da meta de mortes também atingindo ali no centro da meta... da meta, então, da projeção feita pelo governo do estado de São Paulo e tendo a justificativa de maior testagem de população para justificar o aumento de casos, né, que segue sendo expressivo, mas a gente também tem um aumento, não um aumento, mas continua tendo mortes e em número que é elevado, hoje, por exemplo, foram 321. E aí não dá para atribuir setembro &agra ve; maior testagem, a meu ver, né? Porque morte é morte, já estava sendo contabilizada. Então, queria saber, quanto que realmente esse aumento corresponde à maior testagem e quanto que é pela maior exposição da população com a reabertura da economia, do Plano São Paulo, as pessoas estão de fato se expondo mais, está havendo em crescimento de casos e de mortes por causa disso? Obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, William. Vou pedir para a secretaria Patrícia fazer as suas considerações em relação à tua pergunta.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Sobre o Plano São Paulo, Will, nós encomendamos inclusive, um estudo da FIP para entender o impacto do Plano São Paulo econômico e também com relação à mobilidade das pessoas e o resultado se teve alguma influência na pandemia. Hoje nós tivemos uma prévia dos resultados dessas análises que a gente vai apresentar para vocês nos próximos dias. A FIP, professora, nos apresentou, e nós ficamos muito contentes do resultad o, porque comprova que, por um lado, o plano está fazendo seu trabalho com essa retomada gradual das atividades. Para a economia houve um resultado positivo, eles estão finalizando os números, mas houve um aspecto ali de cerca de 30% de diferença no que diz respeito a faturamento das empresas, gente vai trazer mais detalhe, mas não houve um impacto negativo no que diz respeito a aumento da pandemia e eles mensuraram isso em casos e em óbitos, tá? Com vários modelo que nos foram apresentados, comparando aqui como é que está sendo o curso da pandemia, vis à vis o Plano São Paulo, e nós tivemos acesso a essas informações hoje e vamos trazer aqui o resultado dos estudos assim que eles não fizeram a primeira entrega formal, mas estamos aqui compartilhando em primeira mão, fica claro que essa retomada faseada está sendo feita de uma forma responsável pela população, pelos setores econômicos e pelos prefeitos e a adoção dos protocolos tem sido fundamental. Um número que eu acho muito importante que a gente monitore também juntos é a número de internações. Lembra que a gente monitora internações por casos confirmados de Covid, mas também casos suspeitos e síndrome respiratória aguda grave e eu mencionei para vocês que esse número permanece estável em todo o estado, né, na verdade, reduzindo na região metropolitana e estável no interior, né? Então, esse dado nos dá esse respaldo mostrando a estabilidade, né e o acerto da retomada gradual como ela está sendo realizada hoje. Muito obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigada, secretária Patrícia. Dr. Paulo, por favor, para complementar a pergunta feita pelo William Cury.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Só para complementar, William, a região que tem retomada de atividades ou as regiões são grande São Paulo, baixada santista, principalmente, né? Temos registro da região do Vale do Ribeira, está em amarelo, provavelmente até amanhã. Mas o que eu quero chamar atenção é de que na grande São Paulo, quando que nós temos metade da população do estado que volta a ter uma maior atividade em relaç&atild e;o à quarentena anterior, nós não estamos observando aumento de óbitos, pelo contrário. Então, não conseguimos ver uma relação retomadas atividades e volta da transmissão do vírus. Acho que o plano está sendo muito bem-sucedido nesse sentido.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, Dr. Paulo. Agradeço a presença dos jornalistas, todos que acompanharam a coletiva e damos por encerrada a 103 coletiva de imprensa. Obrigado a todos.