PANDEMIA - Secretaria da Saúde e Centro de Contingência atualizam ações de combate ao coronavírus 20201606

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PANDEMIA - Secretaria da Saúde e Centro de Contingência atualizam ações de combate ao coronavírus

Local: Capital - Data: Junho 16/06/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO : Boa tarde. São 12h45, estamos iniciando hoje aqui mais uma coletiva da área de Sa&uacut e;de e, nesse sentido, gostaria de agradecer a presença de todos, repórteres, secretários aqui presentes. Estão aqui Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretária de Desenvolvimento Regional, Dr. Carlos Carvalho, que é presidente e coordenadora do Centro de Contingência do Estado de São Paulo, para epidemia, Dra. Gabardo, secretária, coordenadora- executivo deste mesmo centro, Dr. Paulo Menezes, professor da Faculdade de Medicina e agora está na Secretaria de Saúde, na Coordenadoria de Controle de Doenças. Eu queria passar para você os números de hoje. Por favor, isto é. Brasil, a partir de ontem, com 888.271 casos confirmados de Covid-19, com 43.959 óbitos. São Paulo, 190.285. E óbitos, 11.132, um crescimento de óbitos de ontem até hoje atingindo agora 3,3%. Como nossas taxas de ocupação nos leitos da UTI para o estado mantêm-se em 70,6% e na Grande São Paulo, 77,1%. Temos internados 5.339 pacientes em UTI, em regime de UTI e 8.396 em regime de enfermaria. São internações de pacientes confirmadas como pacientes ainda suspeitos. Em termos de curados, tivemos altas hospitalares, num total de 33.761 pacientes que passaram pelo nosso sistema de atenç&at ilde;o. Nós temos uma ... Eu vou passar para vocês que estamos com os respiradores, 2.700 respiradores, e dentro disso já dispensamos 1.826 respiradores. Agora, nos dados de hoje, estaremos dispensando, como você pode, não pode ver, está aqui no total, 164 respiradores para essas regiões de Araçatuba, Araraquara, Baixada Santista, Campinas, Franca, Grande São Paulo, Piracicaba, Presidente Prudente , Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e Taubaté. As cidades aqui citadas, são 28 cidades, para esses hospitais, com um total de 168 respiradores, que não são distribuídos no dia ... Estão sendo distribuí dos no dia de hoje para o restante, para esses hospitais. Com relação ainda aos respiradores, eu queria falar com os representantes e informar que um dos fornecedores, a Hichens Harrison, ou contrato concluído com o prazo de contratação hoje, ontem, e nesse sentido não houve uma entrega total que estava acordada. Então, em função disso, está cancelado o contrato e agora vamos passar de uma fase operacional para uma fase jurídica de fechamento deste contrato. Foram entregues até agora 30% do que foi acordado. Muito bem. Seguindo, eu gostaria que o Dr. Carlos Carvalho fizesse suas considera ções, por favor.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom dia, secretário, bom dia a todos vocês. Gostaria de tecer alguns comentários a respeito de três ou quatro tópicos. Primeiro, conversando com vocês a respeito do número de óbitos. Como era esperado, tivemos um número melhor na avaliação de domingo, ontem foi menor ainda, na segunda, e hoje dá um pequeno salto. Se nós pegarmos esses três dias, computarmos o número de óbitos e dividirmos por três, dá 185 óbitos por dia, em média. Como vem agora, os próximos dias volta a subir um pouco, estamos mantendo aí uma média, se olharmos os sete dias, na faixa de 250 óbitos por dia, um pouco mais, um pouco menos, na pequena oscilação. Então, apesar de ontem pra hoje, de novo, termos um número grande, isso não está diferente do que vem sendo observado nesses últimos tempos. Como temos mais casos, tem ocorrido mais óbitos, mas o número de casos está maior que o número de óbitos, então a nossa letalidade, observada ao longo do tempo, ela vem caindo devagarzinho, na região, no Estado de São Paulo. E também olhando o estado, vemos diferença entre a capital/Grande São Paulo e o interior. Então agora estamos começando fazer análise das internações e análises de alguns indicadores, comparando a capital, o munic ípio, e os outros municípios, pra podermos perceber se esse aumento de número de óbitos que está ocorrendo em algumas dessas cidades do interior são passíveis de alguma intervenção. Então, se percebermos que determinados hospitais públicos da região do interior, estivermos observando uma mortalidade maior do que estamos observando em algumas regiões, alguns hospitais aqui da Grande São Paulo, nós podemos fazer intervenções, retreinar essas equipes, ou treinar, se elas não tivessem sido treinadas anteriormente, para podermos equalizar essas taxas, em São Paulo, que estão aparentemente se mantendo abaixo da que nós observamos principalmente no Hemisfério Norte, principalmente do que nós vimos na Europa e no início também na China. Então, nós estamos olhando município por municí pio, e assim que esses dados estiverem um pouco mais consolidados, nós mostraremos, de forma transparente, pra vocês entenderem esse tipo de análise que estamos fazendo. Outro ponto que eu gostaria de conversar, nesse sentido ainda, como o secretário José Henrique mostrou, comentou com vocês e vem comentando, nós, o Estado, tem disponibilizado ventiladores. Essa última leva, principalmente, é um tipo de ventilador mecânico de boa qualidade, com uma filosofia um pouquinho diferente dos ajustes deles. É um ventilador que foi produzido e foi gerado na Turquia, então tem algumas características diferentes da maior parte dos ventiladores que nós estávamos acostumados a usar aqui no Brasil, em São Paulo especificamente, que eram ventiladores ou mais do lado da Alemanha ou dos Estados Unidos. Ent&ati lde;o, nós estamos, esses ventiladores chegaram, como já foi dito, eles são desembalados, eles são calibrados lá no Centro de Convenções Rebouças, junto do Hospital das Clínicas, e agora nesses dois dias nós estamos gravando um pequeno clipe, um pequeno vídeo, um filmezinho, que mostra como ligar o ventilador e como adaptar, utilizando o nosso protocolo de ventilação mecânica, que temos aplicado em vários locais aqui em São Paulo, como aplicar esse protocolo de ventilação mecânica pra um paciente Covid, utilizando especificamente esse modelo de ventilador. Então, quando esse ventilador for distribuído pros hospitais, as equipes de enfermagem, fisioterapia, a equipe médica vai receber esse filmezinho junto, um filme curto, pra ter um treinamento de como utilizar da maneira melhor os recursos que esse ventilador tem, à f rente de um tratamento de um paciente com insuficiência respiratória pelo Covid. Esses são os pontos que eu gostaria de comentar nesse instante. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Carlos Carvalho. Antes de prosseguir, eu só queria registrar aqui a presença dos residentes e estagiários do Proasa, um programa do Hospital das Clínicas, que nos ajudou muito na questão do Censo Covid e hoje estão aqui para assistir a nossa coletiva. Em seguida, o Dr. Paulo Menezes podia fazer as suas considerações a respeito, inclusive, da testagem no interior.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS: Obrigado, secretário, boa tarde. Tem-se discutido muito e vocês têm nos perguntado muito sobre a questão da testagem no Estado de São Paulo, como nós estamos em termos de capacidade e a cobertura da testagem aqui no Estado de São Paulo. Nós temos hoje o número total de testagem já realizado, que vai dar uma ideia clara de como nós estamos investindo nisso. Hoje, a situação é de ter testado mais de meio milhão de pessoas, com suspeita de Covid-19, com sintomas leves, chamadas síndromes gripais, e 76.718 pessoas com casos suspeitos de Covid-19 internadas, casos mais graves, totalizando mais de 600 mil testes realizados entre PCR e teste rápido, o que realmente mostra um volume bastante maior do que o que tinha sido, vinha sendo divulgado até então. Aqui, a gente tem a combinação da testagem no SUS com a testagem no sistema privado, nos laboratórios privados. Nós estamos, continuamos investindo na ampliação da testagem, a gente está distribuindo essa semana e a semana que vem 250 mil kits de swab, com tubo, aqueles cotonetes pra fazer coleta de amostras de PCR, pra que os municípios, todos os municípios do Estado de São Paulo aumentem o volume de pacientes com sintomas mais leves testados com o RT-PCR. Isso é importante, porque isso fortalece as medidas de vigilância, de isolamento dos casos e monitoramento dos seus contatos. Então, estamos ampliando e acreditamos que nas próximas duas semanas o volume de testes PCR na nossa rede laboratorial vai aumentar significativamente. Nossa perspectiva é que triplique o volume de testes por dia na rede laboratorial dedicada ao SUS, nas próximas duas semanas. Então, acho que era isso que eu gostaria... Só pra completar, essa distribuição desses insumos, do swab, ela é feita conjuntamente, Secretaria de Saúde com o Conselho de Secretários Municipais, o Cosems, estabelecendo o critério de distribuição baseado na ocorrência de internações em cada município, porque elas, de alguma forma, representam como está a epidemia em cada município. Então, acho que era esse o comunicado e eu estou aqui à disposição pa ra esclarecer o que for preciso. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Gostaria agora de passar a palavra ao João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de... do Covid. Por favor. Centro Médico.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Boa tarde, secretário. Eu quero fazer um comentário em relação a essa questão dos testes, porque eu penso que as pessoas estão um pouco confusas, isso já foi esclarecido, mas vale a pena nós reforçarmos. Nós temos dois tipos de testes. Nós temos o teste que é o PCR que é coletado com o Suab que é uma espécie de um cotonete grande que se coloca na cavidade nasal, no nariz, e esse material vai pro laboratório pra tentar identificar a presença do vírus. Esse teste, ele deve ser feito pra identificar as pessoas que estão suspeitas de ter Covid. Pessoas que estão com sintomas, pessoas que ainda não têm sintomas, mas que tiveram contato. Enfim, pessoas que estão sendo testadas para identificação da doença. O teste rápido ele tem uma outra utilidade completamente diferente. O teste rápido que pode ser feito com uma gotinha de sangue da ponta do dedo, ele serve pra identificar se a pessoa no passado teve contato com o vírus e ela está imunizada, criou anticorpos. Por que é que eu estou fazendo essa observação? Eu vi nesta semana numa matéria de uma rede de televisão uma situação em que a matéria é pra educar, é uma matéria orientativa e ela entrevista o funcionário de uma empresa que acaba de fazer o teste rápido. O funcion ário faz o teste rápido e o resultado é negativo. E o que diz o funcionário? "É muito bom saber que está negativo porque a gente pode ir pra casa e a gente pode andar com tranquilidade porque não vai transmitir o vírus." Vejam que isso cria na cabeça das pessoas uma informação completamente contraditória. Quem faz o teste rápido e dá negativo significa: ele ainda não teve contato com a doença. Ele não tem anticorpo. Ele pode ficar com o Coronavírus, ele pode adquirir o Coronavírus e ele pode... tendo o Coronavírus, pode transmitir pra outras pessoas. Então acho que é importante que a imprensa pudesse ajudar nessa distinção de objetivo quando se fala no teste do PCR que é pra identificar os vírus, e quando a gente fala no teste rápido em que nós queremos saber se o paciente , se a pessoa teve contato prévio e já adquiriu imunidade contra o Coronavírus. Só isso, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. João Gabbardo. Gostaria agora de passar a palavra pra Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico do estado de São Paulo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, secretário Germann. Bom, primeiro eu queria de novo parabenizar os residentes aqui do Proasa, tive a honra de trabalhar com vocês quando eu tocava a empresa de tecnologia em saúde, e o que vocês estão fazendo com o censo Covid é histórico. Um trabalho realmente muito importante da gente integrar os dados e disponibilizar de uma forma tão transparente. Vocês são o futuro da medicina, mas também já estão sendo o noss o presente no combate ao Coronavírus. Então, parabéns, sigam firmes que a gente precisa de vocês pra dar o exemplo de gestão transparente e integrada. Falando um pouquinho do isolamento eu gostaria de lembrar que a gente continua monitorando o isolamento, sim. Nosso estado todo está entre a fase de alerta máximo e controle onde a recomendação pra população é de ficar em casa. Nós estamos juntos iniciando um trabalho de retomada pra acolher as necessidades também de todos que precisam gerar um mínimo de renda, que precisam também ter acesso aos seus serviços, mas a gente precisa fazer isso com muita responsabilidade. E eu fico feliz de ver que a população está enxergando, está entendendo essa mensagem. O isolamento do nosso estado no domingo, né, dia 14, foi de 52% no estado, 54% na capital, e ontem foi de 47% no estado, 48% na capital. Nós queremos manter a nossa meta ali dos 50%, mas nós vemos que o patamar é o mesmo de antes do início dessa reabertura. Então essa é uma mensagem de obrigada pra população, de agradecimento por todos estarem entendendo seu papel. A gente sai com a consciência de sair rápido, fazer o que é necessário fazer, usando a máscara, mas quando não precisa sair a gente respeita o isolamento e fica em casa. São Paulo tem que mostrar que esse caminho do meio é possível e se a gente ver que não está funcionando, vamos dar passos pra aumentar as restrições como foi feito no interior. E esse é o último ponto de mensagem, parabenizar os prefeitos que tiveram a coragem também de aumentar as medidas restritivas respeitando esse retorno pra fase vermelha, de alerta máximo, em especial, os prefeitos da regi&ati lde;o de Presidente Prudente, de Barretos, né, e de Ribeirão Preto, e a população que precisa encorajar esses líderes a tomar essas decisões difíceis também. Nós estamos trabalhando juntos e só juntos nós vamos sair dessa pandemia. Muito obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Por favor, secretário de Estado e Desenvolvimento Regional, Dr. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Vamos começar pela... por onde a Patrícia deixou, saudando os prefeitos, aqueles que são exemplos importantes em um momento em que a gente faz um trabalho de intensificação no interior do estado, em que os gestores municipais são fundamentais pra seguir esse processo. Então, quero saudar aqui o prefeito Duarte Nogueira, de Ribeirão Preto, que pôde produzir uma ação importante, esse momento em que o Centro de Contingência faz o alerta pra re gião, o prefeito de São Roque, Cláudio, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva. Bons exemplos que têm demonstrado responsabilidade em um momento em que a saúde faz o alerta que é essa gestão municipal deve fazer a mobilização da sua rede, deve atuar com essas medidas restritivas. Então, um momento em que a gestão municipal se torna fundamental pra poder resguardar a vida da sua população. Essa gestão municipal tem sido fortalecida com o trabalho feito aqui pela saúde distribuindo respiradores em todo o interior do estado, e com essa distribuição de hoje que o Dr. José Henrique Guermann apontou 164 respiradores sendo distribuídos, nós chegamos a todas as regiões do estado de São Paulo com respiradores distribuídos ao longo desse processo. Mas mais que isso, além dos respiradores o Estado apoia com a constru&cced il;ão de UTIs,: são monitores, são custeios dessas UTIs, significa um valor superior, se forem considerados os 8.600 leitos que nós vamos chegar, a 14 milhões por dia de investimento, chegando dentro desse processo na taxa de 422 milhões por mês em custeio de UTIs ao longo desse processo. Esses recursos vêm do Governo do estado de São Paulo, do Ministério da Saúde, das próprias prefeituras, da iniciativa privada, e compõem uma grande rede que hoje resguarda a vida da população aqui do estado de São Paulo. Hoje, mesmo com o crescimento dado no interior do estado, nós temos 11 regiões administrativas com a fase verde, no que tange a capacidade hospitalar, 11 das 17 regiões de saúde estabelecidas; três na fase amarela e três na fase laranja, significando que mesmo com esse crescimento, após esse período de pandemia, a capacidade hospitalar foi fortalecida pelo Governo do Estado e ainda se mantém a deixar que nenhuma pessoa falte leito de UTI no estado de São Paulo. Ninguém sem atendimento até agora e ninguém sem atendimento até o final. Eu queria aqui também, por fim, dizer da relação que nós já demonstramos no anúncio da última quarta-feira de um crescimento no interior do estado e de uma desaceleração mais contundente aqui na capital na grande São Paulo e no entorno, né? A gente verificou ao longo dos últimos sete dias também que esses números vão se consolidando. Por exemplo, enquanto a gente tem na capital ao longo desses últimos sete dias um crescimento de 20% no número de casos, na região de Ribeirão Preto um crescimento de 38% no número de casos, quase o dobro. No número de óbitos, 14% d e crescimento na capital enquanto na região de Ribeirão Preto, 50% durante esse período; mais que o dobro. Em Piracicaba, 38% do número de casos enquanto na região grande São Paulo, norte, 22% do número de casos, 17% do número de óbitos na grande São Paulo, norte, enquanto nós temos na região de Piracicaba 27% de crescimento do número de óbitos. Eu citei aqui alguns, mas que compõem uma tendência desse crescimento do interior do estado enquanto a desaceleração ocorre aqui na grande São Paulo e na capital. São números importantes que a gente vem consolidando e apresentando pra vocês dia após dia.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. São 13h10, eu gostaria de iniciar a parte das perguntas. Primeiramente, Marcela Rahal, da CNN. Por favor, Marcela. Boa tarde, Marcela.

MARCELA RAHAL, REPÓRTER: Oi, boa tarde. Boa tarde a todos. Bom, vocês falaram que a letalidade está caindo devagarzinho. A gente pode falar que a gente já passou pelo pico da doença no estado de São Paulo? E sobre a segunda onda que vocês chegaram a falar ontem, a gente... existe uma previsão concreta de que a gente possa, de fato, passar por uma segunda onda da doença no estado e a gente vai ter que retroceder no processo de reabertura? Obrigada.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlos, por favor. Comentários do Gabbardo.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, se já atingimos o máximo na grande São Paulo, aparentemente se nós olharmos os números de metade, começo de maio, metade de maio pra cá, os indicativos são de que estamos chegando na estabilização. Então, na região da grande São Paulo, sim. Na região do interior, algumas cidades estão em fase ascendente. A média do estado, provavelmente, provavelmente como a g rande parte da população está aqui na região metropolitana, provavelmente nós estamos chegando, atingindo essa estabilização. Isso possibilitou que medidas fossem, se iniciassem no sentido de um certo retorno à normalidade. Então, se iniciaram as discussões pra de uma forma faseada sairmos de uma restrição total até chegarmos num futuro que eu espero seja o mais próximo possível pra uma fase já controlada de um normal que vamos ter no futuro. Agora estamos no início, nessa primeira fase aqui, grande parte do estado está na fase dois, a maior parte está na fase dois, então estamos começando a vislumbrar algumas possibilidades. Como nessa fase já começa ter em algumas áreas alguma porcentagem de circulação maior de pessoas, e nós temos conseguido manter aqui numa média na capital de 5 0% a 50 e poucos por cento de isolamento social, nós esperamos que não tenha uma segunda onda e nem um pico. Se tiver um certo aumento nós temos uma capacidade de absorver esse aumento. Isso é possível, isso ocorreu em outros lugares, em outras cidades que seguiram o mesmo caminho que São Paulo está seguindo. Depois de uma fase mais restritiva começa uma fase de liberação, começa uma circulação um pouco maior e pode ocorrer um aumento de alguns casos. Estamos de olho, cabe a nós mantermos um olhar com bastante cuidado pra... percebendo uma volta de alguns casos além do que seria esperado de tomarmos as medidas necessárias, inclusive eventualmente voltar a uma restrição maior em relação à liberação que estava sendo encaminhada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Algum comentário? Ok.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Olha, o melhor indicador pra gente analisar isto são as demandas por internação hospitalar pra tratamento de doença respiratória aguda grave, incluindo os pacientes que têm Covid, os pacientes suspeitos e aqueles que internam por doença respiratórias por outras, por outras bactérias ou outros vírus. Porque esses pacientes, todos eles demandam em atendimento, muitos deles vão precisar atendimento de terapia intensiva e alguns deles precisarão de ventilação mecânica. A evolução de São Paulo nos aponta que na vigésima semana nós tivemos o maior volume de demanda por internação hospitalar para atendimento de doença respiratória aguda, na vigésima semana. Nós estamos agora na vigésima quinta semana. Da vigésima semana para a vigésima quarta semana houve gradativamente uma redução no número de internação por doença respiratória. Agora, isso não é definitivo, isso não significa que nas próximas semanas possamos ter um aumento nesta demanda, principalmente porque a gente sabe que é lá pela semana 26, 27, em que historicamente há um pico de internação por doença respiratória. Então o que a gente pode apresentar é isso, da vigésima para cá tem ocorrido uma redução, temos que observar nesta e nas duas próximas semanas como que isso evolui.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Doutor Gabbardo. Agora o William Kury, da TV Globo, Globo News. Boa tarde, William.

WILLIAM KURY, REPÓRTER: Boa tarde. Tudo bem?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tudo bem.

WILLIAM KURY, REPÓRTER: Eu vou na linha ainda da pergunta da minha colega, ontem na coletiva foi apresentado o resultado semanal, mostrando que pela primeira vez, e foi na semana passada, uma semana teve um acumulado de mortes menor do que na semana anterior, e os números ontem também foram animadores, porque trouxeram um número menor do que nas segundas-feiras anteriores. Só que hoje nós batemos o recorde de mortes, 365 em 24 horas. E também foi o recorde no aumento diário de novos casos, com 8.825. É uma terça-feira, então tem ainda o hist&oacu te;rico do final de semana, mas é a maior terça-feira desde o início da pandemia. Eu queria saber se nós estamos chegando, de fato, próximo à estabilização, por que esse número continua renovando o seu recorde? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Primeiro, antes de completar, o doutor Gabbardo pode dizer. Mas a gente não pode olhar por dia ou casos eventuais, por isso que nós estamos desenvolvendo a questão da observação semanal, e estamos sempre atentos com isso. Por favor, doutor Gabbardo, rapidamente.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa questão do aumento especificamente em um determinado dia, não é motivo para que a gente fique imaginando que o que nós estávamos planejando, ou que a evolução que nós estávamos esperando não esteja acontecendo. Tem que analisar que há um espraiamento do vírus para municípios que ainda não tinham apresentado casos, ou tinha um número pequeno de casos, e isso é um fenômeno esperado, à medida em que novos muni cípios aumentam o número de casos, e isso está acontecendo no interior do estado, há uma tendência nessa elevação no total. O número de óbitos ele não reflete alguma mudança de atitude que tenha ocorrido na semana passada, há, houve uma movimentação de pessoas, e já começou a aumentar o número de óbitos. O número de óbitos é um efeito bastante retardado, o número de óbitos ele é alterado por alguma coisa que aconteceu há 20 dias, há 30 dias atrás. Por isso que esse acompanhamento que nós estamos fazendo agora, da demanda de internação hospitalar, mostrando que há uma redução, ele vai se refletir e já está se refletindo nessa semana passada, que foi pelo menos, nós não aumentamos o número de óbitos em n&uacut e;meros absolutos. Vamos aguardar essa semana para ver como é que fica, pode ser que tenha um pequeno aumento. E esse processo ele é dinâmico, sempre dinâmico, e nós vamos medir diariamente, e se necessário, vamos tomar as medidas de diminuição, de restrição, de mobilidade social naqueles locais, naquelas regiões que forem necessárias.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Muito obrigado, Will, pela pergunta. Gabbardo, pelo esclarecimento. Em seguida, da TV Gazeta, Marcelo Bazeti. Boa tarde, Marcelo. Tudo bem?

MARCELO BAZETI, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Uma pesquisa da Universidade de Oxford diz ter achado a primeira droga que reduz índices de morte em casos graves da COVID-19, segundo eles, a Dexametasona diminuiu em 35% as mortes de pacientes em estado grave, ou seja, que estavam internados com o uso de ventiladores. E também reduziu em 20% as mortes de pacientes que precisavam de algum suporte de oxigênio, pacientes não tão graves quanto outros, mas que também estavam em estado grave. Eu gostaria de saber se vocês pretendem incluir essa droga no protocolo de atendimento do sistema público de saúde? E o que vocês acham dessa pesquisa? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta. Doutor Carlos Carvalho, por favor.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa é uma pesquisa aparentemente muito bem conduzida, agora ela em uma pré-impressão, ela ainda não foi devidamente avaliada pelos pares, mas traz um resultado bastante promissor. A possibilidade da Dexametasona, que é um tipo de corticosteroide que foi a droga utilizada nessa pesquisa de Oxford, ela fazer parte do arsenal terapêutico, ela vem sendo discutida já há algum tempo, tanto que um consórcio de hospitais, do qual o Hospital de Clínicas está fazendo parte, jun tamente com o Hospital do Coração, com Sírio Libanês, com Albert Einstein, está sendo feito um estudo grande aqui no nosso estado, testando também esse medicamento. E os corticosteroides de uma maneira geral já vinham fazendo parte, e eles estão no nosso protocolo aprovado na Secretaria de Saúde, e ele já estava fazendo parte desse protocolo então, para algumas situações. A informação adicional que esse estudo traz é que eles usaram em uma população mais ampla, não em uma população específica, como estava no nosso protocolo. Os testes que estamos fazendo, e os testes que foram feitos, foram dados por uma população mais ampla, e aparentemente com resultado favorável. Então isso já está de alguma maneira incorporado no protocolo que a Secretaria de Saúde tem orientado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, pela pergunta, Marcelo. E muito obrigado pelo esclarecimento aqui do doutor Carlos. Agora vamos para a Rede TV, Carolina Riguengo. Boa tarde, Carolina.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu vou aproveitar o gancho da pergunta do meu colega. Eu gostaria de saber entre a Dexametasona, Azitromicina e a Hidroxicloroquina, de todos esses tratamentos, que lógico, tem sido analisados caso a caso, o que vocês da saúde têm visto que tem atendido mais esses casos graves da COVID-19? E eu também queria aproveitar e fazer uma pergunta em relação a... Só para esclarecer o que seriam os respiradores que vocês colocaram como... Não é descartados, vocês usaram uma outra palavra, mas para esclarec er para a gente, até porque, vocês têm ideia que até o final da pandemia gente possa ainda ter 290 mil casos. Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Com relação aos medicamentos, então todos eles são alvos de estudo nesse momento, e a todo instante está saindo um resultado novo. Especificamente com relação às três drogas que você citou, com relação à Hidroxicloroquina, a maior parte dos estudos, principalmente aqueles que foram delineados de uma maneira mais adequada do ponto de vista de pesquisa, a maior parte dos estudos mostra efeito neutro, ou negativo da Hidroxicloroquina. Tanto que o FDY, o nosso grupo aqui em São Paulo, tanto do Hospital de Clínicas, quanto da Secretaria de Saúde, quanto de todos os colegas pesquisadores e médicos infectologistas, e pneumologistas, que fazem parte do comitê de saúde do centro de contingência, não há recomendação de nenhum deles, nenhuma recomendação para uso rotineiro da Hidroxicloroquina. Isso não impede que isoladamente isso possa ser discutido e utilizado. Mas os estudos não mostram uma vantagem clínica na utilização da Hidroxicloroquina, e tem o risco de alguns efeitos colaterais. Com relação à Azitromicina, ela é uma antibiótico. Na maior parte dos protocolos, esse antibiótico tem sido recomendado por cinco dias, isoladamente ou em associação com a hidroxicloroquina. Na nossa recomendação, nós, da Secretaria da Saúde e da equipe de pneumologia, de infectologia da terapia intensiva do Hospital das Clínicas, o uso dessa classe de medicamentos, da azitromicina, ele deve ser usado quando existirem sinais de infecção das vias respiratórias. Quando existir sinais de infecção das vias respiratórias, ou seja, a produção de pus, a febre, isso é indicativo de infecção bacteriana, então o antibiótico tem a sua ação. E a terceira droga que você perguntou foi... O corticoide, o corticoide foi o comentário que eu fiz anteriormente, ele faz parte principalmente, já vinha sendo usado numa fase mais avançada, quando a infecção estiver controlada e pra você tentar prevenir a progressão da inflamação do pulmão pra uma fibrose pulmonar, pra uma cicatrização.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Com relação à questão dos respiradores, que você perguntou, nós trabalhamos com quatro tipos: aqueles destinados à UTI, dentro desses da UTI, alguns podem ser utilizados como carros de anestesia, e depois tem os de transporte e os não invasivos. São quatro tipos, portanto. Gostaria de aproveitar pra colocar um agradecimento, talvez, no sentido de que o Ministério da Saúde tem nos apoiado bastante com relação à questão dos respiradores. Dos 2.700 respiradores que nós temos, o Ministério nos enviou 660 respiradores. E por isso, isso ajuda bastante a fazermos esse destaque aqui hoje pra vocês. Próximo repórter, do SBT, Fábio Diamante. Obrigado, tudo bem?

REPÓRTER: Boa tarde, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, obrigado. Secretário, queria voltar na questão dos números, especificamente em relação ao número de casos. Vou voltar a falar nessa questão das 24 horas, ainda que os senhores falem na média semanal. Me chamou um pouco a atenção 8.825 casos em 24 horas, se o anterior, o maior número foi 6.999. Isso... Essa questão é uma questão que vem de encontro à principal crítica que os senhores recebem, de muitos infectologistas, em relação ao número de casos, de que os casos seguem subindo e ainda assim o Governo do Estado permite um relaxamento da quarentena. Eu queria saber se esse número aqui, ele preocupa os senhores, o número de casos e não de mortos, ou se o cálculo é o mesmo, de se olhar por semana e aí a gente não entender que esse número aqui, em 24 horas, ele não deve ser levado em consideração. Uma segunda pergunta, Dr. Germann, os respiradores que o senhor falou que o estado só recebeu 30%, o que faz agora com os 70% que não foram entregues? Vai faltar? Tem um plano B? Era uma gordura? Como é que o governo vai fazer? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok. Com relação então à sua segunda pergunta, eu posso dizer o seguinte: nós temos 2.700 respiradores, que já foram 1.800 entregues. Desses, eu disse que tinha 30% que foram entregues pela fornecedora chinesa, né? E pelo seu intermediário, a [ininteligível]. E agora, como eu falei, passa de um processo operacional para um processo jurídico. Com relação àquilo que nós temos de fornecimento de respiradores, nós continuamos traba lhando, continuamos na busca de novos respiradores. Por favor, Dr. Paulo Menezes para responder a primeira parte da sua pergunta, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS: Eu queria chamar a atenção, nós já apresentamos isso aqui, pra colaboração dos testes rápidos, de resultados dos testes rápidos no total de casos confirmados. Pra vocês terem uma ideia, hoje nós temos, pra casos não internados, um total de mais de 300 mil testes realizados no Estado de São Paulo. Desses, 236 mil, aproximadamente, foram testes de PCR, o que mostra inclusive a ampliação de testagem por PCR para casos de síndrome gripal no Estado de São Paulo. E 77.600 foram testes rápidos. Então, o que está acontecendo, que está contribuindo muito para o aumento do número de casos, é essa testagem ampliada, tanto pra casos leves quanto pra pessoas que ou tiveram já um quadro gripal, e provavelmente isso é o caso aqui, já que a nossa positividade de testes rápidos está em cerca de um terço, 30% do total de testes já realizados. Quando a gente olha na população, vocês têm acompanhado, varia de 1,5% a 10% positividade. Se a gente está tendo aqui 30%, é porque uma boa parte dessas pessoas é convalescente ou já recuperada de um quadro gripal suspeito. Então, esse é um componente importante. Por isso que a gente tem insistido em olhar também, e com mais peso, o indicador de número de casos suspeitos e internados por dia, tanto pro estado como pras diferentes regiões, porque essa é uma proporção que nos dá uma noção clara do que está acontecendo com a epidemia, já que ela não depende do acesso à testagem.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo. Obrigado, Fábio, pela sua pergunta. Agora vamos para a última pergunta de hoje, a repórter Maria Manso, da TV Cultura. Boa tarde, Maria Manso.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Saindo um pouquinho pela tangente, mas falando de um assunto também bastante importante, eu acho, especialistas no mundo todo já têm registrado isso, e acho que todos nós, nas nossas casas, a gente também tem percebido que os efeitos colaterais da pandemia e das quarentenas são o aumento das doenças mentais: depressão, ansiedade e outras, outros que tais. A rede pública tem condições de já se preparar para atender essas pessoas, no pós-pandemia? Ou vocês pensam em fazer algum tipo de assist&e circ;ncia de atendimento à distância, para essas pessoas que, nesse momento, já estão sofrendo?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Manso, pela pergunta, dando a oportunidade aí pra nossa resposta. Nós já estamos trabalhando nesse sentido e o Dr. Paulo Menezes vai explicar o que está sendo feito.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS: Muito obrigado, acho que essa é uma questão extremamente relevante. Tem sido chamada da quarta onda. A primeira onda, que é a da pandemia. A segunda, que pode ser um recrudescimento do número de casos de Covid. A terceira são os casos de doenças crônicas, porque as pessoas têm menos, estão indo menos às suas consultas, podem ficar sem medicação, é uma preocupação que a gente tem, estamos trabalhando com isso também, já estamos examin ando o impacto da pandemia no cuidado de pessoas com doenças crônicas. E a quarta onda é a onda do impacto emocional, em termos de saúde mental da população, tanto pelo confinamento como pelas consequências da doença na família, muitas pessoas atualmente já tendo perdido familiares. A Secretaria de Saúde e os municípios têm trabalhado intensamente no fortalecimento da rede de atenção psicossocial, que é a rede que dá atenção psicológica, psiquiátrica para a população. Então, esse trabalho está sendo feito constantemente, com conferências, com manuais, com capacitações. E essa questão da ampliação do acesso, ela é muito importante. Existem perspectivas ainda, eu diria, experimentais. Nós mesmos, na Faculdade de Medicina da USP, concluímos recente mente um estudo onde testamos um aplicativo pra ajudar pessoas com sintomas de depressão e doenças crônicas, na atenção primária. Um estudo feito aqui em São Paulo, grande, espero que a gente possa divulgar os resultados em breve. Existem outros grupos investindo em acesso à distância ou até mesmo aplicativos e tecnologias automatizadas para ajudar as pessoas com sofrimento mental. Eu tenho certeza de que a gente precisa investir nisso pro que vem pós-pandemia, em termos de saúde mental da população.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo. São 13h35, gostaria de reforçar: lave as mãos, água e sabão, ou álcool gel, fique em casa, se for preciso sair, use máscara. Muito obrigado pela presença de todos, e amanhã às 12h45 nova coletiva, com a presença do governador João Doria. Muito obrigado.