Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer

De Infogov São Paulo
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Atualizado em: 12 de abril de 2013

Perfil

Quando foi criado: 08 de março de 2013.

O que é: a maior rede de combate ao câncer do país, ampliando e adequando setores oncológicos de algumas instituições.

Como funciona: o paciente que suspeitar da doença deve procurar o posto de saúde da sua cidade para realizar os exames. Se confirmado o câncer, os profissionais do posto de saúde serão os responsáveis por entrar em contado com a Central de Regulação Oncológica, onde será definido em qual local o paciente deverá realizar o seu tratamento, de acordo com a gravidade da doença.

Objetivo: o programa tem como objetivo ampliar as unidades que oferecem tratamento do câncer e garantir o acesso rápido e de qualidade para os pacientes.

Benefício: serviço, que beneficiará mais de 12 mil novas pessoas por mês, irá agilizar o atendimento e o tratamento dos pacientes com câncer.

Padronização: todos os hospitais receberão os mesmos protocolos de atendimento, uniformizando o atendimento geral.

As instituições: a Rede Hebe Camargo conta com 71 unidades integradas e todas receberão os mesmos protocolos de atendimento, unificando e padronizando ainda mais o tratamento. Das 71 instituições (estaduais, municipais e filantrópicas) que farão parte do programa, 13 receberão ampliações e adequações em seus serviços.

Estudo: para a implantação da rede foram necessários dois anos de estudos para a realização do mapeamento do câncer em todo o Estado. Um Comitê de Oncologia, coordenado pelo Icesp e com a participação de 14 unidades referência no atendimento oncológico, teve a missão de levantar e estudar as principais necessidades, montando os planos de melhorias e expansão dos serviços oncológicos.

Em funcionamento: das 71 instituições, 59 estão funcionando dentro dos padrões e serão qualificadas pela Rede, recebendo os mesmos protocolos de atendimento ao paciente com câncer, oferecidos pelo Icesp.

Como será a implantação: a Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer será implantada em três etapas distintas e simultâneas:

  • adequação estrutural dos serviços,
  • qualificação das unidades participantes e
  • expansão da Central de Regulação.

Caminhos na Rede: além disso, o projeto Caminhos na Rede, idealizado para integrar o programa, levará atendimento humanizado para todos os pacientes com câncer, promovendo o acolhimento e a ética no cuidado em todos os níveis de atendimento, deslocamento e tratamento, colaborando com a melhoria do paciente.

  • Desenvolvido por psicólogos e assistentes sociais, o serviço, que já existe no ICESP, será ampliado, até que cada unidade da Rede tenha sua própria equipe.
  • O objetivo principal é oferecer apoio e orientação ao paciente com maior vulnerabilidade psicossocial.

Fonte: AI SES

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Mais informações: ICESP

Pacote de investimentos

O investimento do Estado é de R$ 143,5 milhões, aplicados na ampliação e adequação das áreas oncológicas de 13 das 71 unidades da rede. Ao todo, mais de R$ 190 milhões serão investidos em 13 hospitais do Estado, ampliando e adequando as áreas oncológicas dessas instituições.

Fonte: AI SES

Central de Regulação Oncológica

O que é: é um centro regulador, que fará o monitoramento e o gerenciamento dos serviços da Rede.

Como funciona: encaminhando o paciente para a unidade mais próxima de sua residência. Isso será feito de acordo com a complexidade e necessidade dos casos.

Objetivo: o novo serviço agilizará o tempo de atendimento e também será capaz de direcionar as pessoas para as unidades mais adequadas para o seu tipo de câncer.

Composição: o novo setor será composto por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e administrativos.

Beneficiados: inicialmente, a meta é regular 1,2 mil pacientes por mês. Até o final de 2014, quando a Rede estiver 100% implantada, o serviço irá aumentar em 1.000% (13,2 mil) o número de novos pacientes regulados no Estado.

Capacidade de atendimento: quando estiver em pleno funcionamento, a Central terá capacidade para atender mais de 12 mil pacientes por mês.

Ampliação da Rede

Atualizado em: 14 de outubro de 2013

Ampliação e adequação das áreas oncológicas em 13 hospitais do Estado: no total de unidades que serão reformadas e adaptadas, duas já estão com previsão de inauguração dos novos serviços no primeiro semestre de 2013.

Unidade entregue

Hospital Estadual Heliópolis

O governador Geraldo Alckmin entregou em 22 de março de 2013, a nova unidade de oncologia do Hospital Heliópolis, que integra a Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer. O Hospital tinha previsão de entrega para junho de 2013, sendo entregue 3 meses antes.

Equipamentos: dois tomógrafos, dois aparelhos de raio X convencional, uma ressonância magnética, um aparelho de raio X telecomandado, um mamógrafo, um aparelho radiodiagnóstico odontológico e um aparelho de densitometria óssea.

Consultórios: 40, voltados para o atendimento clínico-oncológico.

Atendimento: 30 mil pacientes por mês quando estiver operando em plena capacidade.

Tratamento à base de quimioterapia: composta por 19 poltronas para aplicação do medicamento, com capacidade de realizar aproximadamente 10 mil sessões por ano.

A unidade também terá um serviço de apoio diagnóstico e terapêutico, composto por um PET-CT (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), a mais moderna tecnologia para rastreamento de tumores.

Investimento: R$ 47 milhões

Rede: teve suas alas de radioterapia e quimioterapia ampliadas e reformadas, além da aquisição de novos equipamentos.

Hospital Estadual Guilherme Álvaro (Santos)

O governador Geraldo Alckmin entregou em 05 de outubro de 2013, a nova unidade de oncologia do Hospital Guilherme Álvaro, que integra a Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer.

Investimento: R$ 24,6 milhões.

Rede: teve a criação uma ala especial para a oncologia.

Unidades a serem inauguradas

Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo (Mogi das Cruzes)

Investimento: R$ 6,6 milhões.

Rede: construção do setor de radioterapia.

Prazo: junho de 2013.

Outras Instituições que serão inauguradas gradativamente

Investimento: juntas, receberão mais de R$ 100 milhões do Governo do Estado para ampliações, adequações e compra de equipamentos.

Prazo: até o final de 2014, com a Rede 100% implantada.

Redução nos casos

Atualizado em: 08 de março de 2013

Estudo realizado pela Secretaria de Saúde revela que, em 10 anos, houve queda de 9% da taxa padronizada de mortalidade por câncer em todo o Estado. Enquanto no biênio de 1999/2000 a taxa no Estado de São Paulo era de 104,6 para cada 100 mil habitantes, em 2009/2010 a taxa apresentada foi de 95,2 óbitos para cada 100 mil habitantes.

A redução das mortes por câncer entre as mulheres foi de 8% em todo o Estado. No biênio 1999 e 2000, a taxa de mortalidade feminina era de 84,1 para cada 100 mil habitantes. Entre 2009 e 2010, a taxa foi de 77,7 para cada 100 mil habitantes.

Entre os tipos de câncer com maior redução entre as mulheres, destaques para os cânceres de colo de útero (de 4,7 para 3,2, queda de 32%) e de corpo e partes não especificadas do útero (de 4,2 para 3,2, queda de 24%).

Fonte: Do Portal do Governo do Estado


2017

10/05/2017 - Alckmin inaugura Centro Oncológico em hospital da região do Alto Tietê

Na manhã desta quarta-feira (10), o governador Geraldo Alckmin inaugurou em Mogi das Cruzes o Centro Oncológico do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, que vai oferecer atendimento integral a pacientes com câncer da região do Alto Tietê, em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

O Governo do Estado investiu R$ 27,2 milhões para construir o prédio do Centro Oncológico, incluindo a aquisição de um acelerador linear, equipamento utilizado para sessões de radioterapia.

“Hoje é um dia muito especial para a população de Mogi das Cruzes e região. Completamos o ciclo de tratamento de câncer, todas as neoplasias, desde o diagnóstico. Hospital aparelhadíssimo, com cirurgias, quimioterapias, vamos dobrar a capacidade de atendimento. E, finalmente, a parte mais completa de radioterapias. O equipamento já está instalado e começa a atender a partir desta tarde, com paciente já agendado”, comemorou Alckmin.

O Centro Oncológico vai possibilitar tratamento integral desde o acompanhamento do paciente a partir do diagnóstico até a última fase do tratamento. O setor passa a funcionar de forma gradativa para oferecer 300 sessões de tratamento por mês, com a expectativa duplicar esse número para 600 sessões mês, até o final do ano.

O Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo faz parte da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, que possui 76 unidades oncológicas em todo o Estado. Habilitado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), é considerado referência para toda a região do Alto Tietê e recebe em média 90 pacientes com casos novos de câncer por mês.

Em 2016, o hospital prestou 10.442 atendimentos, incluindo consultas e tratamentos de quimioterapia e hormonioterapia, 13,7% a mais do que o número registrado no ano anterior.

Ver também

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